Briga de foice

Presidência da Câmara está sendo disputada por Daniel Maciel e Furlani

As eleições para prefeito já acabaram e o final foi o que todos esperavam, a reeleição de Rodrigo Drable. Só que o clima beligerante continua entre os políticos locais e agora envolvem a eleição para a presidência da Câmara, que está sendo disputada por Luis Furlani, o mais votado em 15 de novembro, e Daniel Maciel, que se reelegeu com folga. Nos bastidores, fãs dos dois lados andam trocando bicadas e xingamentos. Há quem diga até que ofertas nada democráticas estariam sendo feitas em nome de Furlani.
O detalhe é que Daniel e Furlani garantem que estão eleitos. Só que, pelo que o aQui apurou, a melhor previsão é de um empate – 9 votos para cada um deles, o que pode beneficiar o mais velho, no caso Furlani, que teria apoio de Ademir Melo, ex-presidente da Casa. Além de ofertarem os costumeiros “cargos da presidência” (15 no total) na briga pelos votos dos demais parlamentares, ambos afirmam ter o apoio do chefe do Executivo. Procurado, Rodrigo Drable não quis comentar, e disse que se fosse vereador e tivesse que votar, teria dificuldades em escolher, pois “gosta dos dois”.
A favor de Daniel Maciel, que obteve 1.336 votos nas eleições de novembro, registre-se a forte amizade de Rodrigo Drable com Ricardo Maciel, pai do vereador, que chegou a ser presidente da Câmara. Por outro lado, Daniel carrega, segundo uma fonte, como fardo para a disputa, a presença de um juiz aposentado, desafeto pessoal de Drable, que seria nomeado procurador da Câmara em uma eventual vitória do jovem Maciel.
Furlani, por sua vez, é amigo de Drable, foi seu secretário por quatro anos e, aparentemente, teria apoio de um grupo maior de parlamentares, além de Ademir Melo, que atua com desenvoltura pelos corredores da Casa. Contra o todo poderoso ex-secretário de Ordem Pública, existem boatos de que ele não seria uma pessoa confiável em termos políticos e estaria disposto a tudo, tudo mesmo, para chegar a ser prefeito em 2024. “O que ele (Furlani) não faria com o Rodrigo nesses próximos anos?”, indaga, de forma maliciosa, um assessor de um candidato a prefeito, que perdeu as eleições de 15 de novembro.
Boatos
Um dos boatos contrários a Daniel Maciel, conforme informações de fontes, teria sido originado por uma daquelas apostas de torcedores, comuns em jogos de futebol. Um dos envolvidos, que seria um servidor ligado às forças de segurança do Estado, teria provocado uma assessora para ‘assuntos virtuais’ da prefeitura de Barra Mansa, dizendo que Daniel seria o próximo presidente da Câmara. Fez mais. Teria dito que apostaria uma garrafa de champagne com quem quisesse apostar em Furlani.
A brincadeira se espalhou pelos gabinetes da prefeitura e da Câmara e acabou sendo manipulada contra Daniel Maciel. Irritado, o servidor do Estado, com trânsito na política local, teria passado a ligar para os vereadores de Barra Mansa tentando justificar a ‘fake news’. O tiro saiu pela culatra. “As ligações passaram a ser entendidas como pressão, como assédio pró-Daniel. E não foi isso”, traduziu uma fonte, que vai além. Fortaleceu a ideia de Furlani de recusar um convite para fazer parte do próximo governo e se lançar à sucessão de Rodrigo. “Ele (Furlani) perdeu as eleições para a Câmara em 2016 e virou secretário de Ordem Pública. Chegou a ser poderoso e isso se traduziu em votos (2.435). Como foi o mais votado, acabou sendo picado pela mosca azul e cismou que vai ser o próximo prefeito. Nem quis voltar ao governo em 2021. Vai atazanar a vida do prefeito para se fortalecer como futuro candidato da máquina”, avaliou a fonte.
Ontem, quarta, 30, novos boatos surgiram a respeito da eleição da Câmara envolvendo o nome de Daniel Maciel. Perspicaz, vendo que estava sendo traído por alguns parlamentares, o jovem estaria falando que pode desistir da disputa, em não ser mais candidato. A bomba deixou a ala ‘mais republicana da prefeitura em polvorosa’, analisou a fonte do aQui, que, não satisfeita, soltou mais uma de suas pérolas: “Imaginem o preço da conta que o Furlani vai apresentar ao ser eleito”, disse em tom de deboche.
Nota da redação: Todos os envolvidos foram procurados pelo aQui. Daniel ficou de dar retorno, o que não aconteceu até ontem, quinta, 30. Já Furlani, como de praxe, nem atendeu as chamadas do aQui.

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