domingo, outubro 25, 2026
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Os eleitos

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Sul Fluminense só elegeu um deputado federal e três estaduais

Os eleitos 

Com mais de um milhão de votos disponíveis, o Sul Fluminense elegeu apenas um candidato a deputado federal: o ex-prefeito de Resende Diogo Balieiro, com mais de 100 mil votos. Para a Alerj, a região conseguiu reeleger três: Munir Neto, Jari Oliveira e Tutuca. Pode eleger mais um, o vereador Raone, do PT, que aguarda decisão do TSE sobre o recurso impetrado por Renato Machado (ver página 12), petista que foi considerado inelegível pelo TRE/RJ. Se Renato for vitorioso, Raone fica de fora. Caso contrário, Raone será chamado a assumir o mandato na Alerj.

Nesta edição, o aQui mostra como os eleitos reagiram à vitória nas urnas, à exceção do petista Raone, que foi procurado pelo jornal, mas não respondeu às perguntas do aQui até o fechamento desta edição. 

 

Diogo Balieiro – eleito deputado federal pelo PL, com 102.026 votos       

aQui: Em algum momento da campanha o senhor chegou a temer pelo pior, não se eleger? Por quê?
Diogo Balieiro: Toda eleição traz incertezas, e eu sabia que seria uma disputa desafiadora. Mas a receptividade nas ruas, em cada cidade que percorremos, e, também, nas redes sociais, reforçava nossa confiança e mostrava o desejo das pessoas de fortalecer a voz da nossa região em Brasília. Nunca tratei a vitória como garantida. Trabalhei até o último dia, conversando até o último minuto que pude, apresentando o nosso trabalho e respeitando a decisão dos eleitores.

aQui: Como foi a votação obtida pelo senhor nas cidades da região? Qual foi surpreendente? Alguma o decepcionou? Onde esperava ter mais votos?
Diogo: Tivemos uma votação muito expressiva. Lideramos em Resende, Itatiaia, Porto Real, Quatis e também em Barra Mansa, além de um resultado importante em Volta Redonda. Barra Mansa foi uma surpresa muito positiva, e a votação na capital também merece destaque. Acredito que parte desse apoio venha dos anos em que morei no Rio como estudante e médico recém-formado, das amizades que construí e dos colegas da oftalmologia e de outras áreas da medicina, que votaram em mim. Amigos de Resende que acompanharam nosso trabalho também pediram votos na capital. Quase 40% dos nossos 102.026 votos vieram de fora das Agulhas Negras, mostrando que nossa proposta de representação regional ganhou força e alcançou outras partes do estado. Não vejo nenhuma cidade com decepção. Trabalhamos para conquistar cada voto, e sou grato pela confiança recebida, que reforça minha responsabilidade de trabalhar por todos.

aQui: Quais são as propostas que o senhor vai apresentar a partir de 2027? 

Diogo: Quero levar minha experiência como médico e ex-prefeito para fortalecer a voz da nossa região em Brasília. A saúde será prioridade, com a busca de recursos para ampliar o acesso a consultas, exames, cirurgias e serviços de alta complexidade. Também vou defender hospitais veterinários regionais, investimentos na educação e na inclusão das pessoas com autismo, além de melhorias na segurança pública e na infraestrutura. O compromisso é trabalhar em parceria com os municípios para transformar essas propostas em resultados para a população.

aQui: O somatório dos votos indecisos com os dados a forasteiros daria para eleger, pelo menos, uns 3 ou 4 candidatos à Câmara e mais uns 4 ou 5 para a Alerj. Qual seria a saída para evitar esse desperdício nas próximas eleições? 

Diogo: O eleitor tem liberdade para escolher, e todo voto merece respeito. Para fortalecer nossa representação, precisamos construir um projeto regional e manter presença constante nas cidades, vivendo seu dia a dia, ouvindo as pessoas e conhecendo suas necessidades, como sempre procurei fazer. Essa convivência permite defender as prioridades da região em Brasília e na Alerj. A confiança se conquista com presença, muito trabalho e resultados durante todo o mandato.

aQui: Para o futuro, quais são os seus planos? Candidatar-se a prefeito em 2028? Lançar alguém do seu grupo? Quem? 

Diogo: Meu compromisso é cumprir os quatro anos do mandato de deputado federal, trabalhando por nossa região. Em 2028, participarei ativamente das eleições, apoiando lideranças e projetos comprometidos com o futuro das nossas cidades. A definição de nomes será construída com diálogo, respeitando a realidade de cada município. Agora, minha prioridade é honrar a confiança dos eleitores e preparar um mandato de presença e resultados.

aQui: Flávio Bolsonaro ou Lula? Justifique.

Diogo: Com certeza, Flávio Bolsonaro. Acredito que ele está preparado para esse desafio. O Brasil precisa de um novo caminho, com uma política econômica que estimule investimentos, gere empregos e preserve o poder de compra das famílias. Além disso, Flávio é filho de Resende. Com sua eleição à Presidência, Brasília terá dois representantes com raízes na nossa cidade, cada um em sua função, empenhados em ampliar os investimentos e construir um futuro melhor para Resende e toda a nossa região.

 

Jari Oliveira – Reeleito deputado estadual pelo PSB, com 34.199 votos 

aQui: Em algum momento da campanha, o senhor chegou a temer pelo pior, não se eleger? Por quê?

Jari: Primeiramente, quero agradecer a cada eleitor e a cada eleitora que nos ajudaram a conquistar essa reeleição tão importante. Trabalhamos muito durante os quatro anos de mandato e também nos 49 dias de campanha. Fizemos a nossa parte e deixamos o resultado nas mãos de Deus e do eleitor. Não chegamos a temer o pior, mas, graças a Deus, deu tudo certo. Agora vamos seguir trabalhando pelo Rio de Janeiro, fazendo política do jeito que sabemos fazer: perto da população, ouvindo as pessoas e com independência para lutar por melhores serviços para a população.

aQui: Como foi a votação obtida pelo senhor nas cidades da região? Qual foi surpreendente? Alguma o decepcionou? Onde esperava ter mais votos?
Jari: Tivemos a votação que esperávamos e que muitas pesquisas já indicavam. Foram cerca de 26 mil votos em Volta Redonda e outros 8 mil nas demais cidades, com destaque para Barra Mansa e Pinheiral. Ficamos muito felizes com esse resultado. Fizemos uma campanha humilde, sem grandes recursos partidários, mas com muito pé no chão, presença nas ruas e conversa com a população. Agradeço a cada pessoa que confiou no nosso trabalho e vamos seguir trabalhando muito.

aQui: Quais são as propostas que o senhor vai apresentar a partir de 2027? 

Jari: Nossa proposta é seguir trabalhando perto da população, como fazemos com o ‘Deputado na sua Cidade’, que é um projeto de aproximação e diálogo permanente com as pessoas. Temos projetos importantes para tirar do papel. Um deles é a isenção de IPVA para motocicletas de até 170 cilindradas, proposta protocolada pelo nosso mandato na Alerj. Também vamos lutar pela ampliação dos serviços do Hospital Regional Zilda Arns, incluindo a criação dos institutos de Cérebro, Cardiologia e Oncologia. Outro grande objetivo é conseguir a implantação do Bilhete Único Intermunicipal para a nossa região.

aQui: O somatório dos votos indecisos com os dados a forasteiros daria para eleger, pelo menos, uns 3 ou 4 candidatos à Câmara e mais uns 4 ou 5 para a Alerj. Qual seria a saída para evitar esse desperdício nas próximas eleições? 

Jari: Isso acontece em praticamente toda eleição e faz parte da dinâmica de uma eleição proporcional. O importante é que nossa região conseguiu ampliar sua bancada na Alerj e na Câmara Federal, o que considero positivo para o Sul Fluminense. Acho que precisamos continuar discutindo a importância de a população conhecer e valorizar quem tem atuação e compromisso com a nossa região.

aQui: Para o futuro, quais são os seus planos? Candidatar-se a prefeito em 2028? Lançar alguém do seu grupo? Quem? 

Jari: 2028 ainda está muito longe. Temos muito trabalho pela frente antes de pensar na próxima eleição. Neste momento, minha prioridade é cumprir o mandato e honrar a confiança que recebemos nas urnas. Mas uma coisa é certa: queremos discutir o futuro de Volta Redonda e continuar participando desse debate, sempre pensando no que é melhor para a nossa cidade e para a população.

aQui: Flávio Bolsonaro ou Lula? Justifique.
Jari: Sou do PSB, partido que integra a base do atual governo e que tem entre suas principais lideranças o vice-presidente, Geraldo Alckmin. Eu vou votar novamente no presidente Lula. Tenho uma relação política e partidária com esse campo e, por isso, meu voto será no Lula.

 

Munir Neto – Reeleito deputado estadual pelo Solidariedade, com 52.807 votos   

aQui: Em algum momento da campanha, o senhor chegou a temer pelo pior, não se eleger? Por quê?

Munir Neto: Tinha muita confiança do reconhecimento do trabalho que fizemos nos últimos quatro anos. Graças a muito empenho e muita articulação, conseguimos unir prefeitos e governo do Estado para trazer muitos benefícios para região. A Estrada Roma x Getulândia, o Batalhão de Cães, o programa ‘Segurança Presente’, equipamentos nas unidades de saúde. Tinha o que mostrar!

aQui: Como foi a votação obtida pelo senhor nas cidades da região? Qual foi surpreendente? Alguma o decepcionou? Onde esperava ter mais votos?

Munir: Na última eleição eu fiz 37 mil votos no geral. Nesta, saí de Volta Redonda praticamente com isso. Fizemos muito bonito em Volta Redonda, onde pela segunda vez fui o parlamentar mais votado em todo o pleito. Aumentamos a votação de 2022 para cá na cidade em geral. Ainda tivemos votos em praticamente todos os municípios do nosso estado. Sou grato por cada voto, mas é lógico que ajustes são feitos ao longo do mandato. No geral, o panorama foi bom. Barra Mansa me deu uma grande votação também. 

aQui: Quais são as propostas que o senhor vai apresentar a partir de 2027? 

Munir: Quero ajudar a tornar realidade o GAM (Grupamento Aeromóvel) da Polícia Militar, o Batalhão Ambiental, ampliar o ‘Segurança Presente’. Vamos inaugurar o Hospital Veterinário Regional, a expansão do Hospital São João Batista. No campo das leis, queremos implantar o Estatuto dos Motoboys e vamos seguir lutando pelos direitos dos raros, dos idosos, das crianças e adolescentes. Sobretudo, vamos defender aqueles que mais precisam.

aQui: O somatório dos votos indecisos com os dados a forasteiros daria para eleger, pelo menos, uns 3 ou 4 candidatos à Câmara e mais uns 4 ou 5 para a Alerj. Qual seria a saída para evitar esse desperdício nas próximas eleições? 

Munir: Esse movimento faz parte da democracia. Acho desperdício quando se vota em alguém que nada fez pela região, mas mesmo isso faz parte da democracia. 

aQui: Para o futuro, quais são os seus planos? Candidatar-se a prefeito em 2028? Lançar alguém do seu grupo? Quem? 

Munir: Vamos aguardar agora! Temos no prefeito Neto um grande líder, bem avaliado e com a experiência necessária para nos ajudar a tomar as decisões que se seguirão. Pelo posicionamento do governo e pelas votações que tivemos nas últimas eleições, o crescimento, acho difícil não ter um candidato representando esse legado.

aQui: Flávio Bolsonaro ou Lula? Justifique.

Munir: não respondeu

 

Gustavo Tutuca – Reeleito deputado estadual pelo PP, com 56.334 votos

aQui: Em algum momento da campanha, o senhor chegou a temer pelo pior, não se eleger? Por quê?
Gustavo Tutuca: Claro que toda eleição traz ansiedade. Ninguém pode entrar numa campanha achando que o resultado está garantido, e eu sempre respeitei muito o eleitor. Mas tínhamos confiança no trabalho construído ao longo desses anos e na relação que mantemos com os municípios. Fizemos uma campanha limpa, de muita rua, prestação de contas e conversa com as pessoas. Quando veio o resultado, foi uma alegria enorme receber novamente essa confiança e chegar ao quinto mandato consecutivo.

aQui: Qual foi a votação obtida pelo senhor nas cidades da região? Qual a surpreendeu? Alguma o decepcionou? Onde esperava ter mais votos?
Tutuca: Nós tivemos voto em 91 dos 92 municípios fluminenses. Acho que isso mostra o alcance do nosso trabalho pelo interior do estado. Mas, sem dúvida alguma, o Sul Fluminense mais uma vez teve um peso enorme na nossa eleição. Foram mais de 35 mil votos na região, com destaque para Barra Mansa (5.588), Pinheiral (5.427), Barra do Piraí (5.393), Piraí (4.326) e Volta Redonda (4.206). Também tivemos resultados importantes em Rio Claro, Quatis, Vassouras, onde fui o deputado mais votado entre os eleitos. Não gosto de olhar para um município falando em decepção. Cada voto representa uma pessoa que confiou no nosso trabalho, e isso precisa ser respeitado e valorizado.

aQui: Quais são as propostas que o senhor vai colocar em prática a partir de 2027?

Tutuca: Quero dar continuidade ao trabalho de fortalecimento dos municípios, principalmente nas áreas de turismo, saúde, infraestrutura e desenvolvimento econômico. Entre as prioridades, estão avançar na regionalização da saúde, ampliar a formação profissional de acordo com a vocação econômica de cada região e continuar trabalhando pela atração de empresas e geração de empregos. Também quero avançar em projetos de transparência e acompanhamento do dinheiro público e usar a experiência que acumulei no turismo para continuar desenvolvendo o interior. 

aQui: O número de votos indecisos e dados a forasteiros daria para eleger, pelo menos, uns 3 ou 4 candidatos à Câmara e mais uns 4 ou 5 para a Alerj. Qual seria a saída para evitar esse desperdício nas próximas eleições?

Tutuca: Eu não chamaria de desperdício, porque o voto pertence ao eleitor, e toda escolha democrática precisa ser respeitada. Mas é importante que a população conheça quem representa a região, acompanhe o trabalho dos mandatos e entenda a importância de ter representantes próximos aos municípios. Quanto mais deputados comprometidos com o Sul Fluminense, maior é a capacidade da região de defender seus interesses, buscar investimentos e participar das grandes decisões do estado.

aQui: Para o futuro, quais são os seus planos? Candidatar-se a prefeito em 2028? Lançar alguém do seu grupo? Quem? 

Tutuca: Acabei de receber a confiança da população para exercer mais quatro anos como deputado estadual e é nisso que estou concentrado. Em 2027, começo meu quinto mandato com muita responsabilidade e ainda há muito trabalho pela frente na Alerj e nos municípios. 2028 será discutido no momento certo, junto com o nosso grupo e com as lideranças de cada cidade. Não acho que seja o momento de antecipar nomes ou candidaturas.

aQui: Jair Bolsonaro ou Lula? Justifique.

Tutuca: Nesta eleição, estou apoiando Flávio Bolsonaro. Acredito que o Brasil precisa de mudanças, e a alternância de poder é uma forma de mudar. Por outro lado, acho que precisamos superar essa lógica de que todo debate político precisa se resumir a dois nomes ou dois lados. A polarização excessiva muitas vezes impede a discussão dos problemas reais do país. O eleitor precisa pesquisar, conhecer trajetórias, comparar propostas e avaliar o que cada candidato efetivamente realizou. Quanto mais informação houver, mais consciente será a escolha.

Voo de galinha

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Abstenção recorde ‘corta asas’ de candidatos não eleitos da região

Além das cadeiras conquistadas para a Alerj e Câmara dos Deputados, o Sul Fluminense bateu um recorde nas eleições de 2026: o número de abstenções. O percentual superou o recorde nacional, de 21,08%, nível mais alto desde 1998. Na região, o não comparecimento chegou a 23% e teria o potencial de mudar a sorte de candidatos que não conseguiram alçar voos, como Edson Albertassi e Rodrigo Drable, entre outros. 

Volta Redonda

No maior colégio eleitoral da região, com 221.957 eleitores aptos a votar, a candidatura a deputado federal de Rosaldo Madeiras (Avante) foi uma que não decolou. O empresário não passou dos 1.691 votos, sendo 1.356 na Cidade do Aço. Entre os adversários locais no caminho de Madeiras, estavam os suplentes Antônio Furtado (PL) – que obteve em Volta Redonda 17.587 de seus 32.078 votos –, o vereador Rodrigo Furtado (PL) – que recebeu na cidade 6.988, de um total de 9.258 votos – e Zoinho (Republicanos), que conquistou no município 4.697 de seus 5.538 votos.

Outras votações colaboraram para dificultar as candidaturas locais. Uma delas foi a do coronel Luiz Henrique (Avante), que recebeu dos eleitores volta-redondenses 14.770, de seus 18.211 votos. Já o único deputado federal eleito pela região, o ex-prefeito de Resende, Diogo Balieiro (PL), obteve em Volta Redonda 7.678 de seus 102.026 votos.

O ex-deputado estadual Edson Albertassi (MDB) também enfrentou concorrência pesada em sua empreitada de retornar à Alerj. Ele conquistou a 1ª suplência ao arregimentar em Volta Redonda 10.411 de seus 22.576 votos. Acabou prejudicado por traições de ex-aliados e evangélicos e pela votação de dois dos seus adversários diretos, Munir (Solidariedade) e Jari (PSB), que foram reeleitos com respectivos 52.808 votos – 36.485 em Volta Redonda – e 34.199 votos – 26.024 na Cidade do Aço. Já o vereador Raone (PT), outro que ainda pode conquistar uma cadeira na Alerj, recebeu no município 14.721, de seus 28.377 votos.

A abstenção em Volta Redonda poderia numericamente ter mudado a sorte de Albertassi e Furtado, o vereador. De acordo com o TSE, 49.548 eleitores do município (22,32%) deixaram de votar no 1º turno. Além disso, 16.124 pessoas (9,37%) votaram em branco ou nulo para deputado estadual, enquanto 16.763 (9,74%) votaram em branco ou nulo para deputado federal.

Barra Mansa

A candidatura a deputado federal de Bruno Marini (União) também não decolou, já que o empresário do setor de água mineral alcançou a tímida 14ª suplência, com 3.475 votos. Deu água no chope. Do total de 2.434 no município, Diogo Balieiro, por exemplo, conseguiu 11.703 votos. Marini ainda perdeu espaço para candidatos forasteiros, como os reeleitos Lindbergh Farias (PT) e Sóstenes Cavalcante (PL), que obtiveram respectivos 6.336 e 2.788 votos em Barra Mansa.

Na corrida pela Alerj, Marcelo Cabeleireiro (PSD) não conseguiu se reeleger e ficou com a 19ª suplência ao totalizar 10.825 votos, sendo 6.625 em Barra Mansa. Enquanto isso, o ex-prefeito Rodrigo Drable (Solidariedade) chegou à 2ª suplência, com 28.038 votos, sendo 22.188 de eleitores do município. 

Entre os concorrentes regionais, o deputado estadual Gustavo Tutuca (PP), de Piraí, foi reeleito com 56.334 votos, sendo 5.588 obtidos em Barra Mansa. Já o ex-deputado estadual André Corrêa (PSD), de Valença, conquistou novamente uma vaga na Alerj com 65.188 votos, sendo 2.227 no reduto de Drable & Furlani.

A abstenção em Barra Mansa chegou a 28.642 (21,40%) dos 133.855 aptos a votar. Além disso, o município registrou 11.394 votos (10,84%) brancos/nulos para deputado federal e 11.839 votos (11,26%) brancos/nulos para deputado estadual.

Resende

Na terra de Tande & Diogo, a candidatura de Renan Marassi (União) também não conseguiu alçar voo. O ex-vereador ficou na modesta 13ª suplência, com 5.214 votos, sendo 4.511 deles em Resende, onde Balieiro obteve, vejam só, 41.975 votos.

O vice-prefeito, Davi do Esporte (PSD), e o presidente da Câmara, Sandro Ritton (PP), também não obtiveram êxito em suas empreitadas por uma cadeira na Alerj. Davi chegou à 13ª suplência, com 23.961 votos, sendo 18.772 em Resende, enquanto Ritton alcançou a 6ª suplência, com 11.195 votos, sendo 9.374 no município. Entre os forasteiros, Índia Armelau (PL) e Dani Balbi (PC do B) saíram de Resende com respectivos 1.629 e 746 votos e se reelegeram deputadas estaduais.

A abstenção também gritou nas urnas de Resende, onde 98.020 pessoas estão aptas a votar. Nesse caso, 22.484 (22,94%) eleitores não compareceram às urnas. Além disso, Resende contabilizou 4.584 votos (6,07%) brancos/nulos para deputado federal e 6.945 votos (9,2%) brancos/nulos para deputado estadual.

Barra do Piraí

Mário Esteves (PSDB) foi outro que fracassou e ficou com a 15ª suplência em sua candidatura a deputado federal, apresentada como única de Barra do Piraí, onde o ex-prefeito conquistou 7.253 de seus 8.359 votos. Entre os concorrentes, o reeleito Áureo (Solidariedade) se destacou e saiu do município com 6.497 votos.

A abstenção também falou alto em Barra do Piraí, mas numericamente insuficiente para que Esteves saísse vitorioso. Nesse caso, 16.505 (23,81%) dos 69.309 eleitores aptos a votar não foram às urnas. Já os votos brancos/nulos totalizaram 4.958 (9,39%) para deputado federal e 5.641 (10,68%) para deputado estadual.

Angra dos Reis

O casal Fernando (MDB) e Célia Jordão (PSD) morreu na praia, politicamente. No caso do ex-prefeito que sonhava voltar a Brasília, foram 15.702 votos em Angra e 25.066 no estado, que deram a Fernando Jordão a 3ª suplência. Já a deputada estadual que buscava a reeleição ficou com a tímida 11ª suplência ao conquistar 24.102 votos, 13.193 deles em Angra.

Entre os adversários locais no caminho do casal Jordão, Renato Araújo (PL) foi o campeão de votos para deputado federal na cidade litorânea, onde o 5º suplente obteve 27.436 de seus 48.709 votos. Enquanto isso, Jorginho Brum (PRD) abarcou em Angra 20.799 de um total de 28.396 para deputado estadual, conquistando a 3ª suplência. Já a abstenção chegou a 31.686 (23,16%) dos 136.830 eleitores aptos a votar no município da Costa Verde, onde os votos brancos/nulos totalizaram 9.685 (9,21%) para deputado federal e 9.318 (8,86%) para deputado estadual.

‘Ricos x pobres’

A performance dos candidatos do Sul Fluminense pode ser compreendida ainda pelos recursos financeiros das respectivas campanhas e da relação com a quantidade de votos obtidos. Nesse caso, os dados do portal de contas Divulgacand, do TSE, no momento desta edição, também revelam a existência de um abismo.

Diogo Balieiro, por exemplo, recebeu R$ 2 milhões do fundo partidário, maior fatia de um total líquido de R$ 2.130.915,97. O que representou um custo de campanha de R$ 20,88 por voto obtido. Já o aporte do fundo partidário na campanha do Delegado Furtado chegou a R$ 402,1 mil de um total líquido de R$ 421.637,63 (R$ 13,14 por voto). Enquanto isso, Rosaldo Madeiras captou R$ 103 mil (R$ 60,91 por voto). 

Entre os candidatos a deputado estadual da região, Munir Neto captou um total líquido de R$ 418,5 mil (R$ 7,92 por voto); já a campanha de Jari recebeu R$ 160,6 mil (R$ 4,69 por voto) e a de Raone trabalhou com líquidos R$ 301,7 mil (R$ 10,63 por voto). A de Albertassi conseguiu R$ 220,16 mil (R$ 9,75 por voto), a de Rodrigo Drable foi financiada com R$ 360,59 mil (R$ 12,86 por voto) e a de Marcelo Cabeleireiro foi financiada por R$ 168,82 mil (R$ 15,59 por voto).

Edilson Silva entra na briga pela presidência do Voltaço

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As eleições para a presidência do Volta Redonda ganharam um novo e importante capítulo com a confirmação da candidatura do radialista e apresentador Edilson Silva. A trajetória de Edilson no Voltaço vem de longa data, quando iniciou sua caminhada profissional ainda jovem, na rouparia das categorias de base do clube. Mais tarde, deu seus primeiros passos como repórter de campo pela Rádio Agulhas Negras, para a qual passou a acompanhar o dia a dia do Volta Redonda.
Sua carreira ganhou projeção e o levou ao Rio de Janeiro, tendo se consolidado à frente de programas de grande audiência, como ‘Os Donos da Bola’, na Band, além de atuar na Super Rádio Tupi.
Apesar da rotina na capital, Edilson mantém os laços com a Cidade do Aço e propõe uma gestão pautada pela transparência e pelo diálogo direto com a atual diretoria. Apoiado por empresários locais, projeta um choque de gestão focado em reacender a paixão da torcida e trazer o torcedor de volta às arquibancadas do Estádio Raulino de Oliveira. Tomara. Quem viver verá!

Na Geral
Marcos Braz
Em entrevista à Rádio Vibe FM, Edilson Silva contou que, caso seja eleito presidente do Voltaço, poderá trazer Marcos Braz, ex-Flamengo, para ser o executivo do clube. Braz esteve à frente do futebol do Clube do Remo de maio de 2025 até janeiro de 2026 e, entre outros, conseguiu levar o Remo a conquistar o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro para a temporada de 2026.

História,
Esta é forte. Na década de 80, um conhecido zagueiro do Voltaço, que pediu para que seu nome não fosse divulgado, caiu em campo e levou a mão à panturrilha, como se estivesse sentindo câimbras. Imediatamente, o doutor Cláudio Bittencourt o atendeu e perguntou: “O que houve, rapaz?”. O orelhudo becão não titubeou: “Ai, ai, doutor, estou tendo contrações na barriga da perna”. O médico quase caiu sentado no gramado de tanto rir. Mas que botinada!R COM O SÉRGIO))

Patrimônio Histórico

O América Football Club foi declarado como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. O reconhecimento consta da Lei 11.333/26, aprovada pela Assembleia Legislativa e devidamente sancionada pelo Poder Executivo na quarta, dia 7. A agremiação foi fundada em 18 de setembro de 1904 e é originária da região da Grande Tijuca, Zona Norte do Rio. O América Football Club é uma das mais tradicionais do país e soma conquistas como a International Soccer League (1962), o Torneio dos Campeões da CBF (1982), sete títulos do Campeonato Carioca e a primeira edição da Taça Rio, também em 1982. A lei da Alerj destaca a importância histórica do clube, o primeiro no Brasil a ser batizado com o nome do continente americano. Em 2020, o América obteve do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) o registro exclusivo da marca América Football Club e do símbolo AFC.

Bola fora (I)

Para a tal lista de associados em condições de votar nas eleições para a presidência do Voltaço. Causa estranheza a presença de muitas mulheres (cerca de 40), fato que está deixando a oposição de cabelo em pé. Acreditam que a maioria, ou quase todas, nunca pisou no Raulino ou só aparece para votar. Será?

Boal Fora (II)

Uma fonte garante que a tal lista de votantes inclui o nome de dois associados que já morreram. Se for verdade, fica a perguntinha: “Como é que eles vão votar?”.  

Bola dentro

Para o jogo entre Vasco 2 a 1 Botafogo. Quase 100 minutos de um bom futebol e muita emoção, como nos antigos clássicos entre as duas equipes. Melhor para os vascaínos, que venceram. O jogão teve até dois gols anulados pelo VAR, um para cada lado, coisa de milímetros. Melhor ainda: o ‘jogo da amizade’ aconteceu na noite de quarta, com um futebol sem violência e sem aquelas irritantes reclamações por parte dos jogadores. No final, alguns até se cumprimentaram e trocaram de camisas. Coisa difícil de se ver atualmente. 

 

Varandão da Saudade

Há 32 anos, o Barra Mansa era campeão do Campeonato Carioca (Módulo Intermediário). Foto do jogo contra o Barra, em Niterói.

Screenshot

Em pé, da direita para a esquerda: Wilson Leite (treinador), Luis Cláudio (auxiliar), Brito, Flávio, Ernani, Anderson Vassouras, Naldo, Luiz Carlos Zebrão, Nil, André Mineiro, Juarez, Cafu (preparador físico), Celso dos Prazeres (presidente) e Geraldo Sá (dirigente); agachados: Juninho, Telmo, Luiz Fernando, Rubinho, Palhinha, Todinho, João Lino e Itamar (roupeiro)

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