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Nas comemorações pelo Dia dos Pais, em agosto, o Rio de Janeiro descobriu que convive com duas realidades opostas. Enquanto cerca de 13 mil crianças continuam sendo registradas todos os anos apenas com o nome da mãe, um número cada vez maior de pais tem procurado espontaneamente os Cartórios de Registro Civil do estado para reconhecer oficialmente seus filhos, impulsionado por uma nova plataforma digital para a prática do ato.
Levantamento da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) mostra que, entre 2021 e julho de 2026, 4.796 cidadãos passaram a ter oficialmente reconhecida a paternidade perante os Cartórios de Registro Civil do estado. O volume anual saltou de 781 reconhecimentos em 2021 para 1.422 em 2025, um crescimento de 82% nos últimos cinco anos (1.468 em 2022, 1.537 em 2023 e 1.482 em 2024). No primeiro semestre deste ano, já haviam sido realizados outros 671 reconhecimentos espontâneos.
O crescimento revela que cada vez mais pais estão buscando regularizar voluntariamente a filiação de seus filhos, garantindo direitos fundamentais que vão muito além da inclusão de um nome na certidão de nascimento. O reconhecimento da paternidade assegura identidade civil completa, direitos sucessórios, acesso à pensão alimentícia, benefícios previdenciários, fortalecimento dos vínculos familiares e maior segurança jurídica para toda a família.
Apesar do avanço, os dados também mostram que o desafio permanece significativo. Desde 2021, o estado registra, ano após ano, cerca de 13 mil crianças apenas com o nome da mãe. Foram 13.289 registros nessa condição em 2021, 13.139 em 2022, 13.298 em 2023, 12.427 em 2024 e 12.886 em 2025. Apenas até 28 de julho deste ano, outras 7.901 crianças já haviam sido registradas sem a identificação paterna. Os números demonstram que milhares de bebês ainda iniciam a vida sem que sua filiação esteja plenamente estabelecida, tornando ainda mais importante facilitar o acesso ao reconhecimento voluntário.
Ainda assim, a proporção entre reconhecimentos e registros sem o nome do pai vem crescendo de forma consistente. Em 2021, os reconhecimentos espontâneos equivaliam a 14% do total de crianças registradas apenas com a mãe naquele ano. Em 2025, essa proporção já havia subido para 21%, e os dados parciais de 2026 apontam para 26,5%, indício de que a resposta da sociedade ao problema cresce em ritmo mais acelerado do que o próprio problema.
Pela internet
Para ampliar ainda mais esse movimento, os Cartórios de Registro Civil passaram a oferecer, neste ano, uma plataforma eletrônica que permite iniciar o procedimento de reconhecimento voluntário de paternidade pela internet, pelo site https://paternidade.registrocivil.org.br. A novidade reduz barreiras geográficas, facilita o acesso para famílias que vivem em cidades diferentes e amplia a possibilidade de regularização da filiação sem a necessidade de um primeiro atendimento presencial.
“O reconhecimento de paternidade vai além do registro de um nome: ele garante direitos e formaliza um vínculo importante para toda a vida. Os cartórios têm um papel fundamental nesse processo, oferecendo à população formas cada vez mais simples e acessíveis de realizar o procedimento. Quanto mais fácil for esse acesso, mais pessoas poderão ter sua filiação reconhecida e seus direitos assegurados”, afirma o presidente da Anoreg/RJ, Celso Belmiro.
A ferramenta também permite que mães indiquem eletronicamente o suposto pai quando a criança foi registrada apenas com a maternidade estabelecida. Nesses casos, o Cartório encaminha o procedimento para as providências previstas na legislação, preservando todas as garantias jurídicas e os direitos das partes envolvidas.
Desde a implantação da plataforma, mais de mil procedimentos já foram iniciados em ambiente digital, demonstrando a rápida adesão da população à nova modalidade. A expectativa é que a inovação contribua para ampliar ainda mais os reconhecimentos espontâneos nos próximos anos, especialmente em regiões mais distantes dos grandes centros urbanos.
O reconhecimento voluntário pode ser realizado em qualquer fase da vida. Quando o filho é menor de idade, é necessária a concordância da mãe. Se for maior de idade, o consentimento é prestado pelo próprio reconhecido. O procedimento é gratuito e produz os mesmos efeitos jurídicos do reconhecimento realizado no momento do registro de nascimento, garantindo a plena constituição do vínculo de filiação e todos os direitos dele decorrentes.
Como fazer o reconhecimento de paternidade:
O reconhecimento voluntário de paternidade é gratuito e pode ser realizado em qualquer Cartório de Registro Civil do país, independentemente do local onde foi registrado o nascimento. Quando o filho é menor de 18 anos, é necessária a concordância da mãe; se for maior de idade, o consentimento é prestado pelo próprio filho. O procedimento também pode ser iniciado pela internet, por meio da plataforma oficial https://paternidade.registrocivil.org.br, que permite o envio eletrônico do pedido e o acompanhamento do processo, com posterior conclusão do ato conforme os requisitos legais aplicáveis.
A eleição para a presidência do Volta Redonda está se aproximando e gera incertezas sobre o destino do tricolor de aço. O desejo de mudanças por parte da torcida não é animador. O que se desenha nos bastidores é uma clara solução de continuidade. Os nomes especulados e anunciados até o momento guardam forte ligação com a atual diretoria, indicando que o grupo que comanda o clube não pretende abrir mão do poder.
Por um lado, a manutenção da gestão garante a sequência dos projetos em andamento, a estabilidade financeira alcançada recentemente e o ‘planejamento’ do futebol profissional. Por outro, gera o receio da estagnação administrativa e da falta de novas ideias.
Enquanto isso, nos bastidores, a oposição (se é que ela existe!) ensaia alguns movimentos para articular uma alternativa ao grupo dominante. O grande obstáculo tem sido justamente encontrar lideranças corajosas e dispostas a “pegar o touro à unha”, assumindo a responsabilidade de gerir um clube de futebol profissional, com seus desafios financeiros e operacionais.
Sem uma candidatura forte e estruturada da oposição, o caminho vai ficar livre para a permanência da atual situação. O futuro do Voltaço, portanto, dependerá da capacidade do grupo dominante em se reinventar (se admitem isso, é claro), para não cair na acomodação do poder. A torcida segue atenta, torcendo (rsrsrs) para que, independentemente de quem venha a assumir a presidência, dê prioridade em busca da grandeza e do crescimento do Volta Redonda… Dentro e fora de campo.
Contratação
A diretoria do Volta Redonda anunciou a contratação em definitivo do atacante Fellipinho, um dos poucos a mostrar qualidades. O contrato vai até o final de 2028, mas o jogador foi emprestado ao Londrina até o fim da Série B do Brasileiro, devendo retornar ao término da competição. A diretoria não informou quanto vai receber pelo empréstimo ao Londrina. Será que foi tão alto assim? Ou tão pequeno que mereça o suspense?
História
Essa foi do goleiro Mazaropi (Dadão, para os alemparaibanos): Em 1964/65, jogávamos no time de garotos do Palmeirinhas, da Praça da Bandeira. Os jogos eram realizados num areal, que o Rio Paraíba deixava após enchentes. Tinha até presidente (Nelsinho Mafra) e como técnico, o Antônio José (o Pilha). O Dadão (Mazzaropi) jogava como quarto zagueiro, mas era grosso. Porém, após os jogos, à noite, ele passava mal. Não me lembro do quê. Certo dia, a dona Néia, mãe dele, chamou todo o time e mandou essa: “O Geraldinho agora só vai jogar no gol. Porque na linha ele corre muito, e de noite passa mal. Eu sei o que ele passa. Se jogar na linha, ele não vai mais”, ameaçou. Foi aí que surgiu o goleiro Mazzaropi, que logo depois foi para o Vasco (em 1970). Lembro que, em 1976, Mazzaropi pegou um pênalti cobrado pelo Tita, dando ao Vasco o título de campeão da Taça Guanabara. No final da partida, ele pegou a bola, beijou-a e a elevou-a ao céu, agradecendo a Deus e à sua mãe, que descobriu a sua verdadeira posição e que havia falecido. Mazzaropi hoje é comentarista da Grêmio Rádio Umbro de Porto Alegre.
Reforço
O zagueiro Gabriel Pereira é um dos novos contratados do Vasco da Gama. O jogador é cria da base do Volta Redonda, foi vendido para o futebol português e estava jogando no Copenhague, na Dinamarca. Vem por empréstimo, com obrigação de compra se conseguir bater a meta de atuar por 45 minutos em 60% das partidas durante sua estadia na cidade do aço.
Novo treinador
O Barra Mansa contratou um novo treinador, o Helder Bruno. A estreia está marcada para a próxima segunda-feira, contra o Sete de Abril, no Leão do Sul. Ele entende que o atual elenco é ‘muito bom’, mesmo formado por jovens valores da região. Boa sorte…
Bola fora
Para a violência entre os jogadores dos grandes clubes na Copa do Brasil. Nem as novas regras conseguem parar os brigões, que, a qualquer esbarrão, revidam, gerando confusões. Mudaram a regra, mas não as cabeças dos jogadores, que parecem mais artistas de cinema, e até dos árbitros.
Bola dentro
Para a briga, no bom sentido, entre Palmeiras e Flamengo pela liderança do Campeonato Brasileiro. Uma gangorra cheia de emoções, que tem proporcionado bons jogos. Hoje, os dois são os clubes a serem batidos. Tá valendo!
Varandão da Saudade
Esta é a seleção Conforme da Classe 1953 , em Barra Mansa. A foto é de 1971.

Em pé, da esquerda para a direita: Tenente, Cabo Bandeira, Sobrinho, Quadra, Cabo Oliveira Santos, Edir, Valcir e Casimiro. Agachados: Jacaré, De Paula, Waguinho, Boneco, Waguinho, Café, Wilson e Nelsinho.
Como será o amanhã?