sábado, maio 2, 2026
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Grampos

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Náutico (I)

O debate sobre a reintegração do imóvel ocupado pelo Náutico ganhou contornos emocionais compreensíveis. Trata-se de um espaço com história, memória afetiva e até relevância social. Diante disso, as lideranças locais passaram a criticar o presidente da CSN, ‘exigindo’ que ele “abra mão” da ação judicial – como se tudo fosse uma decisão pessoal, discricionária, quase política, do dono da siderúrgica. Não é.

Náutico (II)

Para que todos entendam melhor a situação, é bom lembrar que a CSN é uma sociedade anônima. Steinbruch não é o dono da empresa, no sentido jurídico, nem pode agir como se fosse. Ele administra um patrimônio que pertence a milhares de acionistas e, por isso, é submetido a regras legais específicas, rígidas e, em muitos aspectos, contraintuitivas para o senso comum.

Náutico (III)

A principal delas está na Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404/1976), que disciplina a atuação de diretores e conselheiros. O artigo 153 estabelece que o administrador (BS, grifo nosso) deve exercer suas funções com o cuidado e a diligência que uma pessoa proba empregaria na administração de seus próprios negócios. O artigo 158 vai além: estabelece que o administrador responde pelos prejuízos que causar à companhia quando age com culpa – isto é, por negligência, imprudência ou imperícia. Traduzindo: não se trata apenas do que Steinbruch “quer” fazer. Trata-se do que ele é obrigado a fazer.

Náutico (IV)

No caso concreto do Náutico, que hoje conta com apenas 290 sócios contribuintes, há elementos objetivos que afastam qualquer leitura de arbitrariedade. O imóvel foi cedido em comodato – ou seja, um empréstimo gratuito de uso – há décadas. Depois, a CSN passou a pedir a devolução do bem em diferentes momentos ao longo dos anos. A disputa acabou judicializada. E a Justiça, em primeira instância, reconheceu o direito da CSN à reintegração de posse. 

Náutico (V)

Diante do quadro acima, o que significaria o “abrir mão” que os vereadores e deputados locais exigem de Steinbruch? Significaria, na prática, que o presidente da CSN optasse por não executar um direito já reconhecido judicialmente e, mais do que isso, deixasse de defender um ativo relevante do patrimônio empresarial. Em outras palavras, ele estaria deliberadamente permitindo a perda – ou, no mínimo, a deterioração – de um bem da CSN.

Náutico (VI)

É aqui que o problema jurídico se torna incontornável. Um administrador de S/A não pode, por vontade própria, abdicar de um ativo da empresa sem justificativa técnica robusta, formalmente documentada e alinhada ao interesse social da Cia. Fazer isso sob pressão política ou clamor público, ainda que bem-intencionado, pode caracterizar violação do dever de diligência e lealdade. E essa violação tem consequências.

Náutico (VII)

Os acionistas da CSN poderiam até questionar a decisão, judicialmente, por prejuízo ao patrimônio da companhia. Órgãos reguladores poderiam analisar eventual descumprimento de dever fiduciário. E o próprio Steinbruch poderia ser responsabilizado civilmente pelos danos causados – tendo que indenizar a empresa. Em situações mais extremas, a conduta poderia ser interpretada como gestão temerária.

Náutico (VIII)

Há ainda um efeito menos visível, mas relevante: o precedente. Empresas com grande base territorial – como a CSN – frequentemente enfrentam disputas fundiárias, ocupações irregulares e litígios antigos. Se um administrador abre mão de um caso com decisão judicial favorável, ele cria um sinal perigoso para os demais: o de que a pressão local pode substituir o direito de propriedade. Isso fragiliza a posição jurídica da companhia em outros processos, amplia riscos e, no limite, compromete a segurança do seu patrimônio.

Náutico (IX)

Nada disso elimina, é claro, a dimensão social do problema. Ela existe e deve ser reconhecida. Clubes e espaços comunitários desempenham papel importante na vida urbana. Mas é justamente por isso que soluções sustentáveis costumam passar por negociação institucional – novos modelos de cessão, parcerias, alternativas de uso – e não pela simples renúncia unilateral de um direito patrimonial já consolidado.

Náutico (X)

A ideia de que o presidente da CSN poderia resolver a questão “com uma canetada”, abrindo mão da ação, é sedutora – e equivocada. Ela parte de uma visão personalista da gestão empresarial que não se sustenta no ordenamento jurídico brasileiro. Em uma sociedade anônima, decisões dessa natureza não são gestos individuais: são atos de gestão sujeitos à lei, à governança e à responsabilização.

Náutico (XI)

Em última análise, a pergunta correta não é se Steinbruch quer ou não abrir mão da ação. A pergunta é se ele, Steinbruch, pode, por lei, fazer isso. A resposta, à luz da legislação vigente e dos deveres fiduciários que regem a administração de companhias, é clara: Não. Nem que ele queira, ou por mais que queira.

Náutico (XII)

Voltando ao clamor político: o Náutico, segundo informações do seu próprio presidente, Toninho Oreste, conta hoje com 290 sócios contribuintes. Tem, a bem da verdade, outros 750 sócios remidos, que não pagam nada e nem devem frequentar o clube. Prova é que Oreste pretende fazer um recadastramento para ver quantos ainda estão vivos e dispostos a frequentar a sede do clube. E ainda 30 sócios beneméritos, grupo formado por ex-presidentes, por exemplo.

Para inglês ver!

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Vereadores aprovam, mas não acreditam que tombamento vá salvar o Clube Náutico

Por Mateus Gusmão 

O povo não perdoa: “É lei para inglês ver”.  Em Volta Redonda, na segunda, 23, mais uma lei do tipo foi aprovada na Câmara de Vereadores. É a que prevê o tombamento do imóvel da CSN ocupado pelo Clube Náutico como Patrimônio Imaterial. Ou seja, não poderá, se for sancionada pelo prefeito Neto, sofrer modificações, nem ser destruído. Em tese, os parlamentares – e até o deputado estadual Munir Neto entrou nessa – querem impedir o fechamento do clube esportivo. Afinal, a Justiça determinou o despejo do clube em ação de reintegração da posse à CSN.

O problema é que praticamente todos os parlamentares sabem que jogaram para a plateia. Ou seja: aprovaram e defendem uma solução sem eficácia real. O autor da lei é o vereador e advogado Rodrigo Furtado (PL). Ele também foi autor das leis que tombaram o Recreio do Trabalhador e o Umuarama. Ambos, apesar das leis, seguem fechados e com as chaves nas mãos da CSN.

Um vereador, que pediu para não ser identificado, definiu a votação como um “movimento político”. Ainda assim, votou a favor. “Aqui na Câmara não tem bobo. Todo mundo sabe que essa lei é apenas política, é um posicionamento da Casa contra o fechamento do Náutico. Mas sabemos que o efeito prático é zero”, revelou, indo além: “Só traz desgaste para a Casa. O Furtado sabe que não vai dar em nada. Como ele apresentou o projeto e deu publicidade a isso, seria impossível os vereadores votarem contra”, argumentou.

Na sessão que aprovou o tombamento do imóvel da CSN, usado pelo Náutico, alguns parlamentares demonstraram ceticismo. É o caso de Renan Cury (PP), que votou a favor. “Eu assinei junto ao vereador Rodrigo Furtado, mas eu tenho uma preocupação muito grande: a gente vê boa parte das terras da CSN, os clubes, fechados, nada funcionando. E acho que é importante dificultar a vida da empresa; o Naútico é um clube muito importante”, crê.  

No entanto, Renan lembra que o tombamento pode dificultar a utilização posterior do espaço. “Eu entendo a boa intenção do Furtado, vou votar a favor. Mas tenho muita preocupação com os tombamentos. Na Legislatura passada ajudei a tombar o Clube Umuarama, e hoje a gente vê o imóvel fechado. Se não me engano, o Royal queria comprar o espaço, mas, como ele era tombado, não poderia aproveitar”, disse, citando outro exemplo: o da antiga Rádio Siderúrgica, no Laranjal, tombada pela Alerj. “Hoje, não se pode usar para nada, poderia ser um restaurante. Enfim, eu tenho muita preocupação com tombamentos. Vou votar junto com o Furtado, mas eu tenho muita preocupação”, insistiu.

Já o líder do governo Neto na Câmara, Luciano Mineirinho, lembrou que a CSN estaria passando por uma crise financeira e disse estar preocupado com os empregos da cidade. “Nós estamos vendo a forma como a CSN está tratando a cidade, está cada vez pior… A CSN tomou o Recreio e não fez nada; tomou o Umuarama e não fez nada; e vai tomar o Náutico também”, disparou. “Está todo mundo preocupado. Eu frequento o Naútico, daqui a pouco estarei lá. A gente é pequeno para fazer as coisas que tem que fazer, mas a Justiça de Deus vai fazer”, pontuou, em tom profético. Há um detalhe que nenhum vereador destacou em plenário: o Clube Náutico não chega a ter nem 300 sócios contribuintes. É muita confusão por… 

Já o autor da lei, Rodrigo Furtado, garantiu a todos que o Náutico “não vai fechar”. Mas não explicou como sua proposta vai fazer com que a CSN desista de reaver o imóvel. “Apresentamos um novo projeto de lei para proteger esse patrimônio da nossa cidade e garantir que ele continue servindo à população. A proposta busca o tombamento do espaço, reconhecendo sua importância histórica, social e esportiva para Volta Redonda”, disse. 

A proposta do tombamento do Clube Naútico foi aprovada, em urgência e preferência, na segunda, 23. Agora, o projeto segue para o prefeito Neto, que tem até 30 dias para decidir se veta ou sanciona a lei. 

Grampos

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Saindo (I)

O deputado estadual Munir Neto pode estar deixando o PSD, a convite do Solidariedade. Procurado, o parlamentar confirmou ter recebido o convite e disse que está analisando os prós e os contras da decisão. O Solidariedade tem apenas um vereador na cidade do aço: Cacau da Padaria. Só que a legenda está nas mãos do prefeito Neto, o que facilitaria a filiação de Munir.

Saindo (II)

Um dos motivos que podem levar o deputado estadual Munir Neto a deixar o PSD tem a ver com a eleição para o governo do Estado. O parlamentar é filiado à legenda de Eduardo Paes, pré-candidato do PSD, mas pretende, segundo algumas fontes, apoiar Douglas Ruas, o candidato indicado por Cláudio Castro, ex-governador. Ele e Neto, é claro. 

Saindo (III)

Prova é que, na eleição para a presidência da Alerj, suspensa pela Justiça, o PSD orientou todos os seus parlamentares a se ausentarem do plenário. Munir não acatou. Ficou e ainda votou em Ruas (PL). 

Saindo (IV)

Outro motivo tem a ver com a própria candidatura de Munir. No PSD, a briga promete ser dura, e o parlamentar, calculam os analistas, precisaria obter cerca de 50 mil votos para se reeleger. No Solidariedade, o número de votos seria menor, bem menor, o que poderia facilitar a reeleição de Munir.  

Saindo (V)

Na manhã de ontem, sexta, 27, o aQui procurou Munir para saber se ele já teria decidido se desfiliar do PSD. A resposta foi sintomática: “Vou resolver até segunda-feira”, disse, para logo completar: “Vou conversar com Eduardo Paes e o deputado Pedro Paulo, presidente do PSD”, detalhou. 

Saindo (VI)

Quanto ao fato de ter votado em Ruas para presidente da Alerj, Munir explicou os motivos: “Já tinha dado minha palavra que iria votar no Douglas Ruas e avisei ao partido”, afirmou. “Quem ajudou Volta Redonda e a região foi o governo do Estado. Só em Volta Redonda, são 4 viadutos, uma ponte, milhões investidos na saúde e segurança e muito mais”, completou. “Até por gratidão, meu voto não poderia ser diferente”, disparou, referindo-se ao voto em Ruas, que é o pré-candidato do grupo Cláudio Castro (PL), contra Eduardo Paes, pré-candidato ao governo pelo PSD.

Castro (I)

As redes sociais estão povoadas de gaiatos, de todas as espécies. Tem o grupo dos espertos, dos entendidos, dos bobos etc. Um deles, por exemplo, cismou de atacar o aQui. Em uma postagem, tentou ridicularizar a informação exclusiva publicada pelo jornal na manhã de domingo dando conta que Cláudio Castro iria renunciar na tarde de segunda, 23, às 16 horas. “Exclusiva? Todo mundo já sabia. Até no Irã”, ironizou o gaiato. Tadinho… No domingo, para que ele entenda melhor a situação, só o governador e seus amigos mais próximos sabiam o evento que ocorreria no dia seguinte. E o aQui ficou sabendo antes de todo mundo, até do aiatolá. Menos, gaiato, menos… 

Castro (II)

A bem da verdade, o aQui errou ao noticiar que Castro iria renunciar às 16 horas do dia 23. Foi à noite. Motivo: devido à presença de centenas de cargos comissionados, secretários, políticos e gaiatos, o evento começou com um atraso de quase duas horas. O gaiato, é claro, não estava lá. 

Castro (III)

Aliás, a notícia da renúncia de Castro foi publicada pelo aQui nas redes sociais já na noite de segunda, 23, por volta das 20 horas. Até o aiatolá do Irã ficou sabendo, então, que Ricardo Couto de Castro – que não tem nenhum parentesco com Cláudio Castro – era o novo governador do Estado. Ele ingressou na magistratura em 1º de setembro de 1992, foi promovido a desembargador em 14 de fevereiro de 2008 e atualmente integra a 4ª Câmara de Direito Público. É torcedor do Botafogo. 

Castro (IV)

Na sua despedida, Cláudio Castro destacou os resultados da sua gestão. “Encerro o meu tempo à frente do Governo do Estado de cabeça erguida e de forma grata. Comecei como vereador de primeiro mandato, me tornei vice-governador, fiz a maior concessão da história do país e iniciei um processo de recuperação do Rio de Janeiro. Hoje, temos um estado com a segurança pública estruturada e preparada para enfrentar desafios. Voltamos a ocupar as primeiras colocações nos principais rankings na área econômica e finalizamos esse ciclo com sucesso”, pontuou.

Segurança

O ex-governador, que sonha em se lançar candidato ao Senado (ele foi condenado pelo TSE e ficou inelegível por oito anos), gabou-se de ter investido R$ 16 bilhões/ano em segurança pública. “Em 2025, o Rio de Janeiro registrou a maior apreensão de fuzis da história, segundo o ISP. Foram apreendidos 920 fuzis, um aumento de 25,7% em relação a 2024. Em média, 2 fuzis por dia”, destacou, garantindo ter adquirido 15.400 câmeras corporais e mais de 1 mil viaturas para as polícias. 

Economia

Na Economia, segundo Castro, o Rio de Janeiro conquistou o segundo lugar nacional em geração de empregos, de acordo com dados do Novo Caged. “O estado registrou mais de 421 mil empresas abertas, de setembro de 2020 a janeiro de 2026”, disse, esquecendo-se que na maior parte dos casos são os empresários quem decide se abrem ou fecham suas empresas.  

Cultura

O ex-governador, ao falar da Cultura, gabou-se de ter investido mais de R$ 1,5 bilhão em incentivos, editais e obras, como a do Museu da Imagem e do Som e a reforma do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. E ainda R$ 40 milhões com as escolas de samba do Grupo Especial. Tudo na capital, é claro.  

Rango

Na área de Assistência Social, Castro comemorou o fato de ter fornecido cerca de 51 milhões de refeições nas 16 unidades do Restaurante do Povo, 57 do Café do Trabalhador e 11 polos do ‘RJ Alimenta’.  

Capital

Com relação ao setor de Transporte e Mobilidade, Castro encheu a boca para falar da redução das tarifas, como por exemplo, das barcas. E de ter investido no sistema de bonde de Santa Teresa e melhorias dos serviços de trem. Falou também de ter destravado as obras do metrô da Gávea. Tudo na cidade maravilhosa.  

Educação

O ex-homem-forte do estado do Rio diz ter nomeado mais de 2.500 professores de concursos públicos anteriores. E de ter garantido a migração de mais de 5 mil educadores de 18h para 30 horas semanais. Salários? Bem, deixa pra lá… Ah, não falou das polêmicas nas nomeações no Ceperj, claro… 

Saúde

Sem abordar os problemas da sua gestão com as OSs pelo estado do Rio, Castro garante ter deixado o Samu bem de saúde, com as 249 ambulâncias que adquiriu, dando cobertura aos 92 municípios fluminenses. E de ter inaugurado complexos de saúde, como o Rio Imagem Baixada, maior centro de diagnóstico por imagem da América Latina, que registra 2,3 milhões de exames realizados desde sua abertura, em 2023. Na Baixada… 

Obras

O ex-governador foi indelicado com os prefeitos do Sul Fluminense, afinal, na sua despedida, não citou nenhuma obra da sua gestão na região. “Ao todo, foram mais de R$ 9,5 bilhões (investidos, grifo nosso). Alguns exemplos são a Ponte da Integração, ligando Campos, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana, e o MUVI – São Gonçalo, corredor viário de 18 km”.

Turismo

Castro também foi indelicado com Tutuca, seu secretário de Turismo, pois não falou dos recordes que o ex-titular da Setur conseguiu para o estado do Rio (ver matéria na página 11).

PM

Na terça, 24, o coronel PM Sylvio Ricardo Ciuffo Guerra assumiu o cargo de secretário e comandante-geral da Corporação, em substituição ao coronel PM Marcelo de Menezes Nogueira, que esteve à frente da instituição por quase dois anos. O novo titular destacou dois compromissos: a valorização dos policiais militares e a ampliação do policiamento ostensivo nas ruas. Que não fique só no discurso. Ele é esperado em Barra Mansa para inaugurar as novas instalações da Cia Independente da PM no município.  

Casa Civil

Também na terça, 24, o governador em exercício e presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, nomeou Marco Antônio Rodrigues Simões como novo secretário da Casa Civil do Estado do Rio. O novo titular da pasta soma-se ao time de secretariado que segue no comando das secretarias estaduais.

Aço chinês

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Odair Mariano, acompanhado de outros diretores, esteve em Brasília para protocolar um pedido de realização de uma audiência pública para discutir os impactos da entrada de aço estrangeiro, especialmente da China, no mercado brasileiro. A iniciativa foi aprovada na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados. “Reforço nosso alerta: a entrada de aço estrangeiro, especialmente da China, tem impactado diretamente a produção nacional, colocando em risco o emprego de milhares de trabalhadores brasileiros, e em especial o emprego dos trabalhadores do Sul Fluminense”, justificou.  

Empréstimo

A postagem exclusiva do aQui sobre o empréstimo contraído pela CSN junto a um grupo de credores, da ordem de U$1,2 bilhão de dólares, com a possibilidade de ampliar para U$1,4 bilhão, bombou nas redes sociais do jornal. Até o fechamento desta edição, ontem, sexta, 27, foram quase 130 mil visualizações, com cerca de 130 comentários. O empréstimo, para quem não sabe, foi contraído pela empresa para quitação de outro empréstimo que estava vencendo. 

Ponte fechada

A Prefeitura de Volta Redonda vai atuar nos aparelhos de apoio nos pilares do vão central da Ponte Pequetito Amorim, que liga os bairros Aterrado e Niterói, e, para isso, a ponte terá o trânsito interditado a partir das 8 horas deste sábado, 27. Vai ficar fechada durante 15 dias, e o trânsito no sentido Retiro – Centro será desviado para a Ponte Dr. Murilo César, que funcionará com sentido único. Já o trânsito no sentido Centro – Retiro será feito pela Avenida 7 de Setembro e Ponte D. Waldyr Calheiros. Tem mais. Na Avenida Lucas Evangelista, no Aterrado, o trânsito estará fechado no trecho entre as esquinas das ruas Tenente Coronel Misael Mendonça e Jaime Pantaleão de Morais. Que os ajudem, né?

Abraço (I)

Um pequeno grupo de moradores de Volta Redonda esteve no ato pró-Caretas realizado na manhã de sábado, na Sessenta. O ‘abraço solidário’ era para tentar sensibilizar o prefeito Neto a devolver o imóvel ao bloco carnavalesco ‘Os Caretas’, que foi despejado pela prefeitura. Eles pretendem se reunir novamente no dia 19 de maio. Como o aQui já divulgou, o imóvel será transformado no Museu do Videogame.
Foto: Folha do Aço

Abraço (II)

O imóvel também está sendo reivindicado por outras lideranças de Volta Redonda, que preferem que a Prefeitura use o espaço para ampliar a UBS que funciona ao lado. Na terça, 24, elas estiveram com Márcia Cury, secretária de Saúde, a quem apresentaram a reivindicação. Apesar de apoiar a ideia, Márcia avisou: o prefeito Neto não vai voltar atrás na sua decisão. “Conversei com o prefeito e, infelizmente, o projeto está pronto e o museu será lá mesmo”, contou ao aQui.

Passarela

A Prefeitura de Volta Redonda vai construir uma passarela no trecho da nova alça do Viaduto Heitor Leite Franco, no Aterrado. Aliás, até hoje os pedestres são obrigados a passar pelas passarelas existentes sob sol ou chuva. Tá na hora de ganharem uma cobertura, não é?   

Motoboys

Enquanto os pedestres andam na pior, não se pode dizer o mesmo dos motoqueiros de Volta Redonda. Vão ganhar mais um ponto de apoio no município para descansar e se abrigar do sol e da chuva, se for o caso. O novo ponto será construído na Avenida Deodato Pires com Avenida Sávio Gama, em Niterói. Fica o registro: o ponto da rodoviária, o primeiro, continua às moscas. 

Consultas

Em mensagem à redação, internautas contestam a nova norma estabelecida pela secretaria de Saúde de Volta Redonda que obriga os pacientes que procuram as UBSFs a passar por uma triagem com uma enfermeira para a marcação de consultas. “Voltaram com a burocracia”, escreveu um deles. “A enfermeira é quem decide se agenda ou não a consulta”, detalhou. Segundo ele, antes, os pacientes chegavam na recepção e, se houvesse vaga na agenda do médico procurado, a consulta era marcada na hora, sem burocracia. “Podíamos até marcar consulta on-line”, acrescentou. “Muita gente não tem tempo”, pontuou. 

‘Dia D’

A Prefeitura de Volta Redonda realiza neste sábado, 28, o ‘Dia D’ de vacinação contra a Influenza (gripe). Será das 8 às 17 horas e envolve todas as 46 unidades da Atenção Primária à Saúde do município. 

Maurinho (I)

Como o leitor do aQui deve se lembrar, na edição 1497, o jornal revelou com exclusividade o encontro entre Neto e Mauro Campos, quando o empresário pediu desculpas ao prefeito. Pois bem, agora, duas semanas depois, Maurinho procurou o jornal para apresentar a sua versão. “Fui comunicá-lo que estou me aposentando, após 40 anos da fundação da Aceplan, e que já havia passado a administração do grupo para meus filhos, Bernardo, Maíra e Marcos. Aproveitei para comentar que nossas desavenças causaram a interrupção das obras de muitos apartamentos e que, pela minha parcela de responsabilidade, eu queria me desculpar com ele”, contou. 

Maurinho (II)

Maurinho contou ainda que os dois, é claro, também falaram de política, referindo-se às eleições de 2024, quando ele foi derrotado por Neto. “Comentei que tivemos embates dinâmicos, mas que aquilo fazia parte da campanha. Completei dizendo que ele, de política, entende mais do que eu. Ele deu um sorriso discreto, e eu também”, disse, coberto de razão.

Maurinho (III)

Segundo o empresário, o prefeito chegou a lhe contar uma novidade: que vai iluminar a Rodovia do Contorno. Os filhos vão gostar, é claro. “(A reaproximação) beneficiará a cidade, que terá mais de mil novos apartamentos e loteamentos (da empresa), com investimentos de R$ 500 milhões, geração de empregos, impostos e qualidade de vida para os futuros adquirentes”, afirmou. “Aproveito para agradecer novamente ao prefeito e à equipe do gabinete”, completou, todo cordial. Então tá!

Eleição (I)

O deputado estadual Douglas Ruas (PL) virou presidente da Alerj por poucas horas e, por consequência, governador interino do Rio. Perdeu o cargo quando a desembargadora Suely Lopes de Magalhães entendeu que o processo eleitoral que o elegeu só poderia ocorrer após a retotalização dos votos das eleições passadas, por conta da cassação do então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. Segundo a magistrada, a retotalização é necessária para definir a composição oficial do colégio eleitoral da Alerj, apto a escolher o novo presidente, o que deverá ocorrer na próxima terça.

Eleição (II)

O deputado estadual Jari Oliveira (PSB), mesmo presente na Alerj, optou por não participar da votação. Munir votou (ver página 5). Os dois deverão votar na eleição de terça.  

Lançando

Por falar na eleição da Alerj, o deputado estadual e líder do PT na Casa, Renato Machado, lançou o nome de Jari para a eleição indireta que escolherá o novo governador-tampão. “Precisamos de um político neste estado como o Jari, que sempre atua a favor da população”, disse. A declaração foi feita durante audiência pública na terça, 24.

Troca

Jari, como se sabe, será candidato à reeleição para a Alerj – e deve permanecer no PSB. 

Sangue

O vereador Sidney Dinho (PRD) segue soltando cobras e lagartos na secretária de Serviços Públicos, Poliana Moreira. Tadinha da moça. 

Indignado

O vereador Zoinho está indignado com o Tribunal de Justiça do Rio. Motivo: a decisão que considerou inconstitucional a lei de sua autoria que obrigava a CSN a pagar 50% das contas de água em Volta Redonda. “O Tribunal de Justiça só decide contra o povo”, criticou.

Apoio

O ex-prefeito de Resende, Diogo Balieiro, esteve com o prefeito Neto e com o secretário de Comunicação, Rafael Paiva. Balieiro quer que Neto libere seus aliados para apoiá-lo na disputa por uma vaga de deputado federal. O ex-vereador Hálison Vitorino, hoje assessor da Secretaria de Saúde, deve ser um dos apoiadores.

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