segunda-feira, outubro 26, 2026
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Antes só…

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Uma pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) investigou os hábitos de vida e consumo dos brasileiros que moram sozinhos e descobriu que 48% dessas pessoas decidiram viver sozinhas por vontade própria. Para 51% dos entrevistados, contudo, morar sozinho não foi uma escolha pessoal e, sim, uma consequência de algum acontecimento como a morte do cônjuge (20%), separação (18%) ou saída dos filhos de casa (10%).

 

O levantamento demonstra que a experiência de viver sozinho é vista de maneira positiva pela maior parte dos entrevistados. Quatro em cada dez (41%) brasileiros que não dividem a residência com outras pessoas pretendem continuar morando só, descartando a possibilidade de no futuro dividirem o lar com outras pessoas.

 

Quando indagados sobre o principal significado de morar sozinho, as principais associações são independência (25%), sensação de liberdade (23%) e paz (12%). Uma parcela pequena associa essa condição a sentimentos negativos como solidão (10%), tristeza (3%) e abandono (1%). Na visão dos entrevistados, os principais benefícios de não se ter ninguém morando sob o mesmo teto é ter privacidade (50%), não ser obrigado a dar satisfação da própria vida a outras pessoas (37%), ter liberdade para realizar atividades diárias sem interferência de ninguém (30%) e poder receber visitas quando quiser (23%). Apenas 10% disseram não enxergar nenhum ponto positivo no fato de morarem sozinhos.

 

Já com relação às desvantagens, as mais temidas são o receio de se sentirem mal e não ter ninguém para pedir socorro (50%), não ter companhia para conversar (48%), medo de sofrer algum tipo de violência, como ter a casa assaltada (36%) e não poder contar com ninguém para dividir as despesas domésticas (23%).

 

Para os especialistas do SPC Brasil, o aumento do número de pessoas que moram sozinhas está relacionado à atual fase de transição demográfica, com aumento da expectativa de vida e queda nas taxas de fecundidade. Segundo dados oficiais do IBGE, há mais de 10,4 milhões de pessoas que moram sozinhas no Brasil, o que representa quase 15% de todos os domicílios do país. “Há também outros processos sociais e culturais que contribuem para o crescimento desse número, como o aumento de divórcios e a redução da quantidade de casamentos. Sem mencionar as pessoas que, em determinada fase da vida, ainda jovens, tomam esta decisão em busca de independência, autonomia ou motivadas pelo desejo de estudar e trabalhar em outra cidade”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

 

Para 72%, viver sozinho dá mais liberdade para gastar dinheiro

O levantamento revela que ser o único residente de uma casa traz impactos significativos na maneira com que o consumidor compra e lida com seu dinheiro. Praticamente a metade (50%) dos entrevistados admitiram que começaram a desenvolver gostos mais refinados na hora das compras, optando mais vezes por produtos especiais e de melhor qualidade. Além disso, 72% dos brasileiros entrevistados disseram que se sentem mais livres para gastar seus rendimentos desde que passaram a viver sozinhos. As atividades de lazer preferidas das pessoas que moram sozinhas são ficar em casa assistindo a filmes ou séries (43%), ouvir música (40%) e navegar na internet (30%). Ainda assim, 48% acreditam que têm uma vida social ativa e 28% costumam viajar a lazer.

 

Gastos com bebidas (20%), vestuário (20%) e saídas para bares, restaurantes ou casas noturnas (14%) são os tipos de gastos que quem mora sozinho mais realiza sem se importar em comprometer as finanças, mesmo que de vez em quando. Outro dado é que parte considerável dos consumidores que moram sozinhos reconhece que não abre mão da comodidade dos serviços de delivery, sejam eles de entrega de comidas (29%), compras de supermercados (18%)ou de produtos de farmácias (37%).

 

Mesmo sem levar em consideração as compras básicas e de primeira necessidade, os supermercados (59%) concentram a maior parte das compras dos brasileiros que moram sozinhos. Outros locais que eles também costumam frequentar são as padarias (52%) e as farmácias ou drogarias (43%). Apenas 27% admitem o hábito de fazer compras pela internet, sendo que neste caso os produtos mais comprados são artigos de vestuário (12%). No momento de definir o local de compra, os fatores que mais pesam para esse tipo de consumidor são o preço (59%), a qualidade dos produtos (41%) e as ofertas e promoções (41%). Na maioria das vezes, as compras são pagas à vista (83%), seja no dinheiro (71%) ou no cartão de débito (11%). Outros 16%, por sua vez, preferem o cartão de crédito.

 

56% preparam a própria refeição e 19% se alimentam fora de casa

O levantamento do SPC Brasil ainda demonstra que o mercado precisa atender melhor a este tipo de consumidor, oferecendo opções de compras que se ajustem às necessidades do cotidiano das pessoas que não compartilham a casa com terceiros. Dados do estudo apontam que 44% desses indivíduos têm dificuldade em evitar que alimentos estraguem na geladeira ou na despensa, ao passo que 42% sentem dificuldades em encontrar produtos que tenham a quantidade adequada para quem mora sozinho. Consequência direta desta realidade é que 90% evitam ao máximo o desperdício de alimentos, procurando fazer compras mais planejadas.

 

Cozinhar a própria refeição é um hábito presente para a maioria das pessoas que vivem só: 56% delas admitem cozinhar o que comem no dia a dia, principalmente as mulheres (75%). Os que se alimentam na maior parte das vezes fora de casa, como em restaurantes, somam 19% de entrevistados, sendo um comportamento mais frequente entre homens (29%) e pessoas mais jovens (30%). Um em cada quatro entrevistados gostaria de contar com a ajuda de uma empregada doméstica (23%) ou faxineira (22%) para realizar atividades do lar, mas não o fazem por falta de dinheiro.

 

Carro, viagem e casa própria são principais sonhos para 2017; 42% ainda vivem de aluguel

Comprar um carro ou uma moto (24%), fazer uma viagem (15%) ou adquirir a casa própria (15%) são os três principais sonhos de consumo para 2017 do brasileiro que vive sozinho. No geral, quatro em cada dez (42%) brasileiros que moram só vivem em residências alugadas. Embora a maioria dessas pessoas tenha planos em mente, apenas 35% admitem fazer algum preparo financeiro para alcançar seus objetivos. Nesse caso, os meios mais comuns de planejamento são usar uma reserva financeira que dispõem (14%) ou utilizar algum dinheiro que esperam receber de terceiros (13%).

 

Para o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli, é fundamental manter o foco e a organização afim de realizar sonhos de consumo, independentemente da renda. “Se a pessoa tem metas a alcançar, só há um caminho: economizar uma determinada quantia a cada mês, por menor que seja, com disciplina para evitar os excessos do consumismo. Engana-se quem pensa que só podem poupar aqueles que ganham altos salários. O segredo está na perspectiva de longo prazo”, explica.

Solteiros são maioria entre os que vivem só; rendimento médio é de quase R$ 2.200

A maioria dos entrevistados que moram sozinhos são solteiros (42%), mas também há percentuais relevantes de indivíduos separados ou divorciados (29%) e viúvos (25%). Há ainda uma parcela de 2% dos entrevistados casados ou em união estável que vivem em casas separadas (2%). De modo geral, a média de idade observada entre as pessoas que moram sozinhas é de 52 anos, sem prevalência de gênero, uma vez que tanto homens, quanto mulheres representam cerca de 50% desta população.

 

Quanto aos rendimentos, o valor médio mensal é de quase R$ 2.184, sendo que um terço dessas pessoas (33%) são aposentadas. Outros 27% vivem de trabalhos informais e 21% possuem carteira assinada.

 

Metodologia

A pesquisa entrevistou 600 consumidores que vivem sozinhos nas 27 capitais brasileiras de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de no máximo 3,99 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

Fazenda sem racismo

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O Ministério Público Federal (MPF) em Volta Redonda celebrará neste sábado, 6, às 9 horas, na Fazenda Santa Eufrásia, em Vassouras, o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para pôr fim à encenação sobre a “escravidão” para turistas, bem como medidas reparatórias que serão adotadas para que o local receba o selo “Fazenda sem Racismo”. No local, como o aQui também mostrou (edição 1027, de dezembro de 2016), pessoas negras vestidas como escravas serviam os turistas que visitavam o local e eram recebidos pela proprietária Elizabeth Dolson, que se vestia com roupas de época, representando uma sinhá.

 

A situação foi objeto de investigação no MPF (Inquérito Civil Público nº 1.30.010.000001/2017-05), após uma reportagem publicada pelo site “The Intercept Brasil”. Conforme a matéria, a proprietária também teria se manifestado da seguinte forma a uma pergunta da jornalista: “Racismo? Por causa de quê? Por que eu me visto de sinhá e tenho mucamas que se vestem de mucamas? Que isso! Não! Não faço nada racista aqui!”.

 

O inquérito apurou a violação de direitos fundamentais na programação turística da Fazenda Santa Eufrásia, bem como a possível violação ao patrimônio histórico, tendo em vista a sua finalidade de educação e reparação simbólica de violações de direitos perpetradas no local em tempos passados. No curso da investigação, foi confirmada a veracidade dos fatos relatados na reportagem, conforme manifestação de Elizabeth Dolson.

 

O local é a única fazenda particular tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Rio de Janeiro (Iphan-RJ), tendo sido tombada em 1970 em razão de sua importância histórica, cultural e paisagística.

 

Pelo acordo que será celebrado, fica vedada, nas atividades da Fazenda Santa Eufrásia, a encenação ou a utilização de vestimentas por pessoas negras ou brancas que as caracterizem como “mucamas”, estendendo-se tal proibição aos visitantes. As proibições valem tanto para o conteúdo divulgado no local quanto na Internet (site e redes sociais da fazenda).

 

Além disso, fica proibida a utilização da palavra escravo, de forma escrita e oral, devendo ser trocada pela expressão “pessoa escravizada”. “Com isso, vamos contribuir para a superação da associação da imagem do negro ao ‘escravo’ em nossa sociedade e de esclarecer que africanos e seus descendentes foram escravizados e não ‘nasceram escravos’ e que ninguém ‘descende de escravos’, tratando-se de pessoas, de homens e mulheres, de seres humanos que foram criminosa e injustamente escravizados”, explica o procurador da República Julio José Araújo.

 

Além de reparar as violações aos direitos da população negra causada pela representação, para fins turísticos, o acordo com o MPF e com a Defensoria Pública visa assegurar o reconhecimento da história e cultura negra e o combate ao silenciamento dos efeitos da escravização de pessoas no Brasil, em especial na região do Vale do Café, no estado do Rio de Janeiro.

 

Dentre outras obrigações, os responsáveis pela fazenda se comprometem a custear e instalar na área externa à casa, no prazo máximo de 60 dias, em local de fácil acesso e de visitação, duas placas, uma explicando a história do local e a outra com o nome das 162 pessoas escravizadas no ano de 1880 na fazenda, como dever de memória e homenagem. Outros cartazes serão afixados em locais de fácil visualização alertando sobre o crime (a prática de racismo) e quais canais devem ser buscados para denunciar episódios similares ao MPF. Outra medida será a confecção de 500 folhetos educativos sobre a história da comunidade cativa da Fazenda Santa Eufrásia, com divulgação do conteúdo também no site da fazenda.

 

Para assegurar que não haverá reincidência do episódio, a gestora da Fazenda e todas as pessoas responsáveis por receber visitantes deverão, no prazo de 60 dias, passar por processo de capacitação, com carga horária de 12 horas, em curso a ser organizado e ministrado por representantes e lideranças negras da região, mediante apoio de pessoas por eles indicadas e intermediação do MPF e da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de conhecer sua história de resistência e de lutas, assim como as histórias de seus antepassados. A capacitação deverá incluir visitas da equipe da Fazenda Santa Eufrásia aos memoriais existentes em comunidades como o Quilombo São José da Serra e o jongo de Pinheiral.

Fato ou Boato?

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Você acredita em tudo o que lê nas suas redes sociais? No Facebook, WhatsApp, Twítter? Se acredita, não deveria!

Na seção ‘Fato ou boato?’ desta semana, vamos falar de uma mensagem que viralizou no WhatsApp nas últimas semanas e que tem deixado o motorista de carro de passeio preocupadíssimo. Trata-se de uma corrente falsa que fala de novas multas do Detran a partir de hoje.

O texto é enorme e cita todos os reajustes de multas conforme a infração cometida. Além da nova tabela de preços, a mensagem diz ainda que a Carteira de Motorista só pode ser renovada até 30 dias após o vencimento, o que não é verdade. A carteira poderá ser renovada em qualquer tempo depois de vencida. Quanto aos valores das multas, estão todos errados e o valor real é bem abaixo do que o citado na mensagem.

No site do Detran há uma nota oficial esclarecendo que o órgão nunca envia informações sobre multa através de meios eletrônicos, salvo algumas exceções (confira no link do Detran publicado abaixo).

Na verdade, quando o assunto é fugir das multas, a internet acaba sendo uma ferramenta importante (e, neste caso, ilegal) do motorista, seja através de aplicativos que avisam sobre multas, blitz ou até mesmo grupos que informam sobre barreiras policiais. Mas esta mensagem que trata do novo valor das multas, é bom que se diga, não é verdadeira e não pode, de forma alguma, ser considerada uma utilidade pública. Portanto, é mais um destes boatos que viralizam nas suas redes sociais e você acredita e até repassa para seus grupos como sendo a mais pura verdade. Fique ligado, isto é boato!
Site do Detran: https://goo.gl/DlSsJ8
 
Confira parte da mensagem
Novas Multas valendo a partir de hoje:
· Proibido o uso de películas escuras multa R$370.70 (Mais a retirada)
· Farol ou lanterna queimada multa R$210.15 (Por lâmpada)
· Pneus ruins multa R$760.65 (Por cada pneu ruim)
· Limpador de vidros multa R$202.12
· Carro em estado ruim, multa R$3.340,89 (+Apreensão do veiculo)
· Fumar guiando; multa R$193.70
· Não parada para pedestres andando ou não pela faixa, multa R$358.98
· Insultos entre motoristas flagrados por qualquer Agente de Trânsito, multa R$107.23
· Som alto, NÃO importando o horário, multa R$ 69.73
· Rodas com aro maior ou menor que o fabricante do veículo, multa R$ 278.66
Etc, etc, e etc

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