quinta-feira, outubro 29, 2026
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No aconchego do lar

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Com o país há quase três anos mergulhado em uma crise econômica, a maior parte dos brasileiros chega ao segundo semestre de 2017 sem ainda ter notado melhora no quadro econômico. Um levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional e Dirigentes Lojistas (CNDL) com consumidores de todas as regiões, idades e classes sociais revela que, na comparação com 2016, 80% dos brasileiros tiveram de fazer cortes no orçamento ao longo do primeiro semestre deste ano para lidar com os efeitos da crise.

 

O principal item cortado por esses consumidores foi a alimentação fora de casa, citado por seis em cada dez (57%) pessoas. Outros produtos e serviços que também deixaram de ser prioridades para o brasileiro foram a aquisição de roupas, calçados e assessórios (55%), idas a bares e restaurantes (53%), gastos com lazer e cultura, como cinema e teatro (51%), viagens (51%), idas a salões de beleza (50%) e a compra de itens supérfluos nos supermercados (50%).

 

A pesquisa demonstra que a melhora de alguns índices econômicos como o recuo da inflação e a queda das taxas de juros ainda não se refletiu em efetiva percepção de melhora no dia a dia do consumidor. De acordo com o balanço do primeiro semestre, para 76% dos consumidores, a vida financeira pessoal continuou igual ou pior do que no ano passado. Apenas 19% consideram que houve melhora no período avaliado. A percepção predominantemente negativa se mantém elevada em todos os estratos analisados, como gênero, idade e classe social.

 

A avaliação que os entrevistados fazem do desempenho da economia do país como um todo também vai na mesma direção: para 39% dos entrevistados, as condições da economia brasileira pioraram nos seis primeiros meses deste ano em relação ao ano passado, enquanto para 38%, ela se manteve do mesmo jeito. De modo inverso, apenas 19% acreditam que houve melhora ao longo do período.

 

“A reconquista da confiança dos brasileiros ainda demandará tempo e depende de resultados mais palpáveis no campo econômico. No momento, a condição para que a economia melhore é a solução do impasse político e a aprovação das reformas estruturais, como a da previdência e a trabalhista. As projeções indicavam que o início da recuperação se daria ao longo do segundo semestre. Agora, porém, levantam-se muitas dúvidas sobre essa possibilidade acontecer neste ano”, avalia o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

Fazendo bicos

Considerando a parcela de brasileiros que avaliam que o estado de suas finanças piorou ao longo do primeiro semestre, as razões relacionadas à crise ganham destaque: 34% atribuem a piora à queda da renda familiar, 32% mencionam o fato de não conseguirem mais poupar como antes e 30% culpam o desemprego. Já entre a minoria que notou alguma melhora na situação financeira pessoal, a razão mais citada é o controle do próprio orçamento, mencionado por 37% desses entrevistados.

 

Outro dado que demonstra o alcance da crise é que 57% dos brasileiros passaram a fazer bicos e trabalhos extras para complementar a renda de casa. O desemprego bateu à porta de 36% dos consumidores ouvidos e pouco mais de um terço (35%) precisou recorrer a empréstimos bancários ou ajuda de familiares para organizar o orçamento. Há ainda 26% de entrevistados que para conseguir algum dinheiro tiveram de vender algum bem.

 

Resultado do dinheiro mais curto é que 38% dos entrevistados foram parar nos cadastros de inadimplentes pelo não pagamento das contas. Mais da metade (51%) dos consumidores admitiram ter ficado vários meses ao longo deste ano com as contas no vermelho e 56% não estão conseguindo pagar todas as contas em dia.

 

Os atrasos impactam tanto as contas de primeira necessidade como em modalidades usuais de crédito, como o cartão e cheque especial. De acordo com a pesquisa, 28% dos consumidores brasileiros se encontram atualmente em atraso no pagamento das contas de água e luz. Os atrasos no cartão de crédito e no cheque especial, duas das modalidades que cobram os juros mais elevados do mercado, alcançam 31% e 16%, respectivamente. Também há falta de pagamento nos cartões de loja (26%), contas de internet (27%), telefone (24%) e TV por assinatura (21%).

 

“Apesar de o ano ter registrado alguns ganhos na economia, como a desaceleração da inflação e a queda das taxas de juros, o consumidor continua imerso em um ambiente de poucas certezas, vendo o desemprego ainda crescer e a renda mais curta para consumir”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

 

Em um cenário de dificuldades, 77% dos brasileiros não conseguiram juntar dinheiro no primeiro semestre e apenas 23% conseguiram concretizar algum sonho de consumo no período.

 

Os entrevistados também foram questionados sobre o que esperam para o segundo semestre de 2017. A maior parte (47%) mostra-se desacreditada da possibilidade de crescimento da economia brasileira ainda neste ano. Apenas 29% dos brasileiros nutrem alguma esperança de que o país volte a crescer ainda em 2017. Na comparação com o primeiro semestre, 38% acreditam que, nos próximos meses, a economia permanecerá na mesma toada, enquanto 14% acreditam que será pior. Para 30% a situação tende a melhorar até o fim do ano.

 

Quando a análise se detém à situação financeira do entrevistado, os números não diferem tanto: 13% acreditam que o segundo semestre será pior, 35% pensam que será igual, ao passo que outros 35% têm esperanças de que haja alguma melhora. Entre aqueles que apostam na piora da vida financeira, mais da metade (57%) justifica dizendo que a economia do país não deverá melhorar, impactando por consequência o bolso dos brasileiros. Também aparece com destaque o fato de a situação financeira estar difícil (40%), a falta de expectativa em conseguir alguma fonte de renda (34%) e o medo de ficar desempregado (16%). Dentre os 70% dos entrevistados que vislumbram um cenário de dificuldade para realizar algum plano em 2017, os mais citados são formar uma reserva financeira (47%) e comprar um carro (37%).

 

Receosos de que a crise se prolongue por mais um tempo, os brasileiros começam a preparar o orçamento para momentos de aperto. Nesse sentido, 25% dos entrevistados pretendem evitar, nos próximos seis meses, o uso do cartão de crédito e 23% planejam fazer mais pesquisas de preços. Há ainda 21% de brasileiros que vão passar a dar prioridade para pagamentos à vista e 20% que vão tentar aumentar a renda com trabalhos extras.

 

“Medidas como a organização das contas e o uso consciente do cartão de crédito podem fazer diferença no orçamento ao longo de todo o ano, uma vez que não há previsão de quando haverá recuperação da economia. O consumidor sabe que as compras parceladas representam risco de endividamento, situação que poderia fugir ainda mais ao controle em caso de desemprego”, explica a economista Marcela Kawauti.

Metodologia

A pesquisa ouviu 600 consumidores de ambos os gêneros, todas as idades, classes sociais e acima de 18 anos nas 27 capitais. A margem de erro é de 3,99 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

Grampos Barra Mansa

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Marcelo Cabeleireiro e Deley  mostraram estar bem antenados no  discurso de Rodrigo Drable.
Marcelo Cabeleireiro e Deley
mostraram estar bem antenados no
discurso de Rodrigo Drable.

Vila Coringa (I) – O prefeito Rodrigo Drable reinaugurou, na manhã de segunda, 1º, o Cras Penaforte (Centro de Referência em Assistência Social) do bairro Vila Coringa. A cerimônia contou com a presença da secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Ruth Coutinho, além de outros secretários, moradores, vereadores, do presidente da Câmara, Marcelo Borges, e do deputado federal Deley de Oliveira.

 

Vila Coringa (II) – Inaugurado em março de 2006, o Cras Penaforte foi montado após a criação do Suas (Sistema Único da Assistência Social), que promove o acesso a benefícios, programas, projetos e serviços de assistência social. O local foi reformado através de recursos doados para a Associação de Moradores pela secretaria de Promoção Social e teve a participação dos jovens moradores do bairro, que trabalharam dia após dia na recuperação do prédio, sob o auxílio do presidente da associação, Nivaldo Viana. “Os jovens querem o melhor para a comunidade, estamos honrados de entregar este Cras, que estava abandonado, para a Vila Coringa. Eles abraçaram esse projeto, conseguimos o material através de doações, recorremos à Promoção Social e avançamos juntos com este projeto”, comentou Nivaldo.

 

Vila Coringa (III) – O prefeito Rodrigo Drable disse que o empenho da comunidade na reforma do Cras era um exemplo para a população. “Queremos que esse trabalho sirva de exemplo para Barra Mansa. Agradeço a cada um que participou da reabertura do Cras. Se tivermos pessoas boas trabalhando com a administração, as coisas vão mudar e melhorar”, crê.

 

Vila Coringa (IV) – O presidente da Câmara, Marcelo Borges, que foi reeleito para 2018, reforçou a ideia de que quando o Poder Público trabalha em conjunto com a população, a qualidade de vida melhora. “Quando a comunidade participa, as coisas acontecem no nosso município. Hoje temos vários bairros precisando, no mínimo, de uma limpeza básica, e o prefeito vem realizando várias obras em conjunto com a comunidade. Estamos trabalhando muito para melhorar a qualidade de vida dos nossos moradores”, afirmou.

 

Vila Coringa (V) – Na cerimônia, a secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Ruth Coutinho, homenageou os jovens que trabalharam na reforma do Cras. “A situação que nós encontramos era difícil, e só conseguimos fazer o que fizemos porque estamos praticando um novo modelo na cidade. Estamos com uma parceria séria, transparente, democrática e prestativa, entre o Poder Público e a comunidade. Essa é a parceria que queremos e precisamos”, disse Ruthinha, que entregou medalhas aos jovens do bairro.

 

Vila Coringa (VI) – O Cras Penaforte é o maior de Barra Mansa e atende 17 bairros do município (Água Comprida, Centro, Jardim Central, Jardim Vista Alegre, Jardim Aiuruoca, Loteamento Belo Horizonte, Loteamento Sofia, Morro do Cruzeiro Roberto Silveira, Santa Izabel, Verbo Divino, Vila Brígida, Vila dos Remédios, Vila Nova e Vista Alegre).

 

Recadastramento – O Saae de Barra Mansa iniciou na terça, 1º, o recadastramento dos usuários do município. A ideia é atualizar os dados cadastrais e manter as informações completas no sistema, evitando irregularidades nas cobranças. De acordo com o gerente de Medição e Fiscalização, Máximo Souza, após a atualização dos dados, o Saae percorrerá os bairros da cidade realizando vistorias nos imóveis, para coleta de dados que permitirão ao Saae confirmar informações de consumo, ter uma noção real da ocupação do imóvel – se é comercial ou residencial – e verificar se existem irregularidades no abastecimento. Detalhe: Toda a equipe de recadastramento se apresentará uniformizada e com crachá de identificação.

 

Refis – Os contribuintes em débito com a prefeitura de Barra Mansa já podem pedir parcelamento em até 29 vezes, com isenção de até 100% nos juros e multas. Aprovado por unanimidade pela Câmara, a Lei do Refis (Programa de Recuperação Fiscal) contempla a anistia para regularização de créditos relativos a impostos, taxas, contribuições e tarifas, inclusive débitos com o Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto). De acordo com o secretário de Fazenda, Everton Rezende, a novidade é que este ano o Refis oferece um número maior de parcelas ao contribuinte. “Como o prazo está maior, a parcela fica menor; é mais facilidade para o contribuinte, que terá até dezembro de 2019 para regularizar seus débitos”, disse, acrescentando que o Refis é de extrema importância para o município e para o contribuinte, pois o valor arrecadado é obrigatoriamente revertido para saúde e educação. “Aderindo ao Refis, o dinheiro pago é revertido em benefício próprio do cidadão, além dele ter a certidão positiva com efeitos de negativa liberada para quando precisar. Todos ganham”, afirmou.

 

Refis (II) – As solicitações de regularização feitas no período de 1º de agosto a 30 de setembro terão 100% de desconto nos juros e multa de mora, para quem pagar em cota única. Para pagamento em até 29 parcelas, serão concedidos 90% de desconto. Adesões realizadas entre 1º de outubro e 30 de novembro terão 90% de isenção de juros e multa de mora para pagamento em parcela única e 80% de desconto para pagamento em 27 parcelas. A parcela mínima para pagamento será de 20 UFMs (Unidade Financeira Municipal) para pessoa física, correspondente a R$ 52,80, e, para pessoa jurídica, a parcela mínima será de 60 UFMs, correspondente a R$ 158,40. Para aderir ao Refis, o contribuinte pode procurar a Gerência de Arrecadação Fazendária, na prefeitura, no horário das 8h30min às 16h30min, apresentando RG e CPF originais. 

 

Luto – “Hoje o dia está sendo de perdas. Faleceu Denisar Arneiro, empresário, deputado federal e secretário Estadual. Deixo meu abraço carinhoso para toda a família, com meus mais sinceros sentimentos de pesar. Que Deus o acolha em bom lugar!”. Foi assim que o prefeito Rodrigo Drable se despediu do ex-deputado federal Denisar Arneiro, eleito para a Câmara por Barra Mansa.

 

Comemorando – No mesmo dia, e quase que na mesma hora, Rodrigo Drable deu uma boa notícia para os servidores públicos. “Todos os salários da prefeitura já estão nas contas. Pagando antecipadamente! #reconstruindoBarraMansa”, postou na tarde de segunda, 31.

 

Alternativas – Ou paga ou fica sem água. O Saae de Barra Mansa está oferecendo alternativas para facilitar o pagamento de contas em atraso. As dívidas podem ser parceladas em 60, 120 ou até 240 prestações, dependendo de cada caso. Outra forma de quitar a dívida é através do programa Refis, em vigor desde terça, 1. Os contribuintes que solicitarem a regularização do débito até dia 30 de setembro terão 100% de desconto na multa e nos juros para pagamento em cota única. Se a opção for pelo parcelamento, terão 90% de desconto.  Após essa data, a remissão dos juros ficará de 90% e 80%, respectivamente, até o fim de novembro.

 

Parceria (I) – Mais uma do Saae: o órgão e a Santa Casa de Misericórdia de Barra Mansa firmaram uma parceria para que a população possa fazer doações mensais para a entidade através de suas contas de consumo de água. O valor será espontâneo, identificado na fatura mensal. De acordo com o diretor executivo do Saae, Fanuel Fernando de Paula Faria, a autarquia está à disposição para ajudar e a Santa Casa está autorizada a buscar o apoio da sociedade através de seus serviços. “O Saae fornecerá o cadastro de seus usuários para a Santa Casa, que fará o contato através de um sistema de telemarketing. As despesas operacionais serão da Santa Casa, o que não onera o município”, disse.

 

Parceria (II) – Fanuel destacou ainda que a ideia é fazer o mesmo para ajudar os asilos do município, além da Apae (Associação de Pais e Amigos do Excepcional). “O valor da doação será espontâneo e, a partir do momento que a pessoa não quiser mais contribuir, ela poderá cancelar a doação. O Saae abre as portas para a responsabilidade social. É a nossa contribuição para a sociedade”, concluiu Fanuel.

 

12ª Agrofest (I) – Termina amanhã, domingo, 6, a tradicional Agrofest (Festa da Agricultura Familiar), realizada no distrito de Santa Rita de Cássia. O evento conta com shows de bandas regionais, exposição de carros rebaixados, cavalgada, concurso garota Agrofest e praça de alimentação, entre outras atrações.

Para quem não sabe, Santa Rita é o segundo polo produtor de hortaliças do estado, ficando atrás apenas da região serrana, e abastece o mercado de Barra Mansa, Volta Redonda e região. A Agrofest está sendo realizada na Estrada da Granja, sem número, próximo à quadra poliesportiva. A entrada é gratuita.

 

12ª Agrofest (II) – Confira a programação do final de semana: Hoje, sábado, 5, a partir das 14 horas, exposição de carros rebaixados e som automotivo. Às 21 horas show com Gilberto Valente e Banda (Houston Country). 23 horas, show com Rafael Rodrigues. O encerramento esta previsto para as 00h30min, com apresentação do grupo ‘Op Samba’. Amanhã, domingo, 6, acontece, a partir das 11 horas, a cavalgada “Comitiva das Brutas” e Cavaleiros, com concentração na praça do bairro Água Comprida. Na parte da tarde, shows diversos com Opção 4, Banda Legusta e, às 20 horas, encerramento com o grupo ‘Moda Universitária’ e participação de Naty Rios.

 

Crime ambiental – A Guarda Municipal Ambiental de Barra Mansa prendeu, em flagrante, na tarde de quinta, 3, um suspeito de provocar queimada no bairro Getúlio Vargas. Ele foi conduzido para a 90ª DP e vai responder pelo crime ambiental.

 

Venezuela – Parece piada, mas não é. O vereador Marcel Castro apresentou – e seus colegas de parlamento aprovaram – uma moção de repúdio ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Será que Maduro, se ficar preocupado e inconformado, vai querer invadir Barra Mansa? Fala sério…

 

Da série perguntar não ofende… – Qual é a identidade oficial do internauta Heitor Amaral, que tem infernizado a vida do prefeito Rodrigo Drable? O vereador Wellington Pires, por exemplo, já que adora assuntos internacionais, poderia convocar o FBI para descobrir o verdadeiro nome de Heitor, não é mesmo?

 

Última – Em uma de suas últimas postagens, Heitor Amaral desce o pau no prefeito por conta do último concurso público realizado em Barra Mansa, que não foi homologado por uma simples razão: sumiram com a documentação do concurso, inclusive com a lista dos aprovados. 

 

Psol – Os vereadores de Barra Mansa também teriam aprovado uma moção de repúdio para o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol). Coitado…

 

Feira da Roça – O distrito de Amparo realiza amanhã, domingo, 6, das 9 às 22 horas, na área de eventos do Centro Social João XXIII, a sua tradicional Feira da Roça. Realizada há mais de 20 anos, oferece ao público diversos shows com bandas regionais, barracas típicas com produtos rurais e o tradicional almoço da roça.

 

Pátio de Manobras – O Ministério Público Federal em Volta Redonda e os moradores impactados pelas obras do pátio de manobras em Barra Mansa cobraram do Dnit uma proposta sobre o termo de ajustamento de conduta (TAC) feito no final de 2016 para solucionar o impasse decorrente da existência de casas na área do projeto de ampliação do pátio de manobras. Havia, à época, uma definição clara dos projetos de reassentamento para os moradores que não optassem pela proposta de indenização, em terreno definido pelo Dnit, com o qual a comunidade concordou.

Atualmente, as negociações estão praticamente paralisadas, devido à falta de manifestação do Dnit. As únicas informações sobre o caso têm sido recebidas pela imprensa, que noticia que o reassentamento seria realizado no campo do Ferroviário,  mas o assunto não foi definido com a comunidade e não houve a apresentação de qualquer projeto.

A atuação do município, segundo o MPF, tem atrasado a conclusão do TAC, com impactos no posicionamento do Dnit. “A falta de transparência e postura clara da autarquia pode levar a um retrocesso nas negociações”, lamenta o procurador da República que cuida do caso, Julio José Araujo Junior.

No TAC, a previsão de obrigações para o Município é pequena, por isso é necessário que o Dnit se posicione. “Os moradores e o Dnit definiram que as obras de reassentamento não poderiam passar pelo município, pois há um histórico de preocupação com a maneira como a prefeitura tem discutido este tema, com pouca sensibilidade social, o que se agravou nos últimos meses”, ressalta o procurador.

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Em ação

A Guarda Municipal de Barra Mansa está à procura de um grupo de jovens, cujas imagens foram capturadas pelo setor de monitoramento do município, que é suspeito de colocar fogo em uma lixeira. Um puro ato de vandalismo. O incidente aconteceu no  domingo, 30, na Avenida Dário Aragão, no centro da cidade, próximo à Praça da Liberdade e está sendo investigado.

De acordo com o comandante da GMN, Joel Valcir, o prefeito Rodrigo Drable determinou que as imagens, do vandalismo fossem apuradas junto ao setor de monitoramento e que após a recuperação das imagens fosse registrada a ocorrência na 90ª DP. Segundo ele, a ação trouxe danos ao patrimônio público e riscos para a população. “O fogo afetou a parte elétrica daquela área e deixou a Praça da Liberdade sem luz. Além de prejuízo para a cidade, a falta de iluminação trouxe riscos para os moradores. Agora que conseguimos localizar as imagens, será feita a investigação para que os suspeitos respondam pelo crime que cometeram”, garantiu Valcir.

Xeque-mate

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A poderosa Associação dos Aposentados e Pensionistas de Volta Redonda, com seus mais de 40 mil associados e 400 funcionários, corre o risco de fechar as portas. E vejam só: por problemas de má administração. A denúncia foi feita por uma fonte do aQui, que pede que seu nome não seja revelado. “A bomba vai explodir nos próximos dias”, dispara, explicando o que estaria acontecendo no seio da entidade, dirigida por Ubirajara Vaz há mais de 23 anos. “A Associação tinha que cumprir exigências ao Ministério da Saúde referentes à renovação do título de filantropia e não o fez conforme portarias do próprio Ministério”, denuncia.

 

A fonte vai além. Revela que, ao invés de cumprir os trâmites burocráticos exigidos pelo Ministério da Saúde, a administração da AAP-VR teria seguido uma orientação de buscar manifestações públicas contra a decisão do ministro Ricardo Barros, conforme consta do Diário Oficial da União, edição do dia 20 de julho. Ao recorrer, a Associação ganhou o direito de consultar a “sociedade civil” pelo prazo de 15 dias, já vencido, e apresentar os devidos documentos. 

 

E o que fez a administração da AAP-VR? Criou um grupo de WhatsApp, formado pelos seus funcionários, para que estes votassem pela renovação automática do título de filantropia. Detalhe: aos 45 minutos do segundo tempo, como se diz no meio futebolístico, ironiza a fonte, referindo-se ao grupo criado na terça,1, quando faltava apenas três dias para o fim do prazo dado pelo Ministério da Saúde. “A Associação deveria ter ido a público, chamado os políticos, os amigos, enfim, convocado a sociedade para juntos conseguirem renovar o título de entidade filantrópica. Mas não o fizeram. Guardaram tudo a sete chaves, restrito a um pequeno grupo de funcionários, gerentes e diretores. Pode ser tarde”, avalia a fonte, referindo-se ao grupo no WhatsApp criado pela AAP-VR para sensibilizar as autoridades federais a renovar o título de entidade filantrópica da Associação.

 

O prazo para que a AAP-VR pedisse a renovação do título de filantropia, em termos técnicos, protocolares, venceu ontem, sexta, 4. E até o fechamento desta edição, a entidade não havia apresentada a documentação necessária junto ao Decebas (Departamento de Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social em Saúde). No final da tarde, a reportagem do aQui chegou a ligar para Brasília para verificar a autenticidade da denúncia. A informação obtida foi de que o caso está em diligências.

 

Sem o título de entidade filantrópica, a AAP-VR deverá perder a isenção do pagamento de vários impostos, em todos os níveis. Algo que deve representar uma despesa da ordem de R$ 400 mil por mês, que não pagava até o momento. Algo como R$ 5 milhões ao ano. “Sem o título de filantropia, a Associação vai ter que pagar Imposto de Renda, INSS patronal, ISS (município), ICMS (estado), etc”, frisa a fonte, aproveitando para lembrar que no ano passado a entidade passou pelo mesmo problema – que é meramente contábil –, tendo resolvido tudo sem colocar a existência em risco.  

 

“Todas as entidades filantrópicas são obrigadas a renovar o título de três em três anos. É uma coisa simples. Contabilmente, a Associação deve comprovar ao Ministério da Saúde que, em termos filantrópicos, usou 20% (R$ 6 milhões) do seu orçamento anual (hoje de R$ 30 milhões) em doações aos seus associados. Doou ‘x’ para a compra de remédios, outros ‘x’ para consultas, exames etc… É só mostrar isso ao Ministério da Saúde”, exemplifica a fonte.

 

Tem mais. Em 2016, diz a fonte, a Associação teve problemas para renovar o título de 2009. “Graças a algumas pessoas da área administrativa, contábil, jurídica, do deputado federal Deley de Oliveira, tudo se resolveu facilmente”, frisa, negando-se a dizer o nome das pessoas envolvidas administrativamente no processo. “O que vale é que a AAP-VR não correu o risco de fechar as portas”, disse. “Se o título não fosse renovado, nas eleições do ano passado isso representaria a derrota da chapa do Bira”, pontuou, referindo-se a Ubirajara Vaz, que foi reeleito facilmente graças à estratégia errada da oposição, que lançou várias chapas para concorrer contra ele.

 

Com um orçamento anual aprovado da ordem de R$ 30 milhões, a Associação dos Aposentados corre também o risco de perder R$ 1,5 milhão em verbas conseguidas pelo deputado federal Deley de Oliveira. “O valor já consta do Orçamento da União e poderá ser usado para a compra de equipamentos para as unidades de Saúde mantidas pela AAP-VR e ainda na reforma dos prédios da entidade em Volta Redonda e Pinheiral”, compara a fonte.

 

Surpresa geral

Ex-braço direito de Ubirajara Vaz, o jovem Thiago Martins, que na verdade era quem tocava a AAP-VR até sair para trabalhar na prefeitura de Resende, foi procurado pela reportagem para falar a respeito da ameaça do Ministério da Saúde de cassar o título de filantropia da Associação. O aQui chegou a lhe enviar quatro perguntas e Thiago limitou-se a dizer o seguinte: “Eu não estou mais trabalhando na Associação dos Aposentados e Pensionistas de Volta Redonda. Sendo assim, não tenho como responder às perguntas do jornal. Mas sou fiel e grato ao Ubirajara Vaz e estarei à disposição dele todas as vezes que ele me pedir qualquer tipo de ajuda.”, pontuou.

 

Thiago também não quis comentar se estaria prestes a reassumir o comando administrativo da entidade, conforme boato que circula na cidade do aço desde que ele deixou a secretaria de Administração da prefeitura de Resende. “A AAP-VR tem um quadro de pessoas competentes”, resumiu o ex-braço direito de Ubirajara Vaz.

 

O deputado federal Deley de Oliveira, um dos maiores defensores da AAP-VR nos gabinetes de Brasília, também foi procurado pela reportagem. Autor de emendas da ordem de R$ 1,5 milhão para os aposentados, o parlamentar se surpreendeu com a informação de que a entidade corre o risco de perder o título de entidade filantrópica. Prometeu averiguar o que está acontecendo e adiantou que, caso a AAP-VR não possa receber os recursos das emendas, terá que propor o nome de uma nova entidade da região. “Se isso ocorrer e a Associação não puder receber recursos, vou apresentar um requerimento propondo a substituição. Não quer dizer que o governo vá aceitar, mas é o que poderei fazer”, pontuou Deley. 

 

Silêncio na casa

Na manhã de ontem, sexta, 4, o jornal procurou o diretor de Comunicação da AAP-VR, Djalma Marcelino, para esclarecer o que teria acontecido e que providências estariam sendo tomadas pela direção da entidade. Por telefone, a reportagem foi informada que às sextas-feiras o diretor não vai à sede da Associação dos Aposentados. É uma pena.

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