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A Páscoa do Senhor Ressuscitado

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Depois de cinco semanas (Quaresma) de intenso convite da Igreja à conversão, à mudança de mentalidade, o povo de Deus é conduzido a celebrar o mistério pascal a partir do Domingo de Ramos da Paixão do Senhor, início da Semana Santa.

Por sua vez, a Semana Santa nos encaminha para o tríduo pascal, e, finalmente, a noite santa da Vigília Pascal, na qual rompe-se o silêncio da madrugada com o cântico do Aleluia, pois Cristo ressurgiu dentre os mortos. Na manhã do domingo de Páscoa, assumiremos com mais entusiasmo o dom de uma vida nova, vida de amor e paz.
A parábola sobre o grão de trigo caído por terra, utilizada por Jesus para anunciar sua obra redentora, nos transmite a lógica da Páscoa: “Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas, se morre, então produz muito fruto!” (João 12,24).

A morte de Jesus na cruz não pode ser compreendida simplesmente como um assassinato. Na realidade, diz o próprio Jesus, “ninguém me tira a vida, mas eu a dou por própria vontade” (João 10,18). A lógica da Páscoa de Cristo é a lógica do amor, de um amor voluntário, amor que se entrega, que se faz oferta, que morre para produzir frutos de vida nova: solidariedade, compaixão, justiça e paz.

O papa emérito Bento XVI, em sua homilia na vigília pascal de 2012, nos deu uma compreensão preciosa a respeito da graça que nos foi concedida pela ressurreição de Jesus: “Na Páscoa, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Deus disse novamente: “Faça-se a luz!”. Antes (da luz) vieram a noite do Monte das Oliveiras, o eclipse solar da paixão e morte de Jesus, a noite do sepulcro. Mas, agora, é de novo o primeiro dia; a criação recomeça inteiramente nova.”Faça-se a luz!”, disse Deus. “E a luz foi feita”.

Jesus ressuscita do sepulcro. A vida é mais forte que a morte. O bem é mais forte que o mal. O amor é mais forte que o ódio. A verdade é mais forte que a mentira. A escuridão dos dias anteriores dissipou-se no momento em que Jesus ressuscita do sepulcro e Se torna, Ele mesmo, pura luz de Deus. Isto, porém, não se refere somente a Ele, nem se refere apenas à escuridão daqueles dias. Com a ressurreição de Jesus, a própria luz é novamente criada. Ele atrai-nos a todos, levando-nos atrás de Si para a nova vida da ressurreição e vence toda a forma de escuridão. Ele é o novo dia de Deus, que vale para todos nós”.

Somente o dom da fé pode favorecer o nosso encontro com Cristo Ressuscitado, a ponto de nos tornar criaturas novas, pessoas que vivenciam o evangelho da alegria, da luz, da misericórdia e da justiça. Papa Francisco faz um alerta na exortação apostólica Evangelii Gaudium (A alegria do Evangelho, número 6): “há cristãos que parecem ter escolhido viver uma Quaresma sem a Páscoa”.

O Santo Padre reconhece que “a alegria não se vive da mesma maneira em todas as etapas e circunstâncias da vida, por vezes muito duras”. Somente a graça do encontro de fé com Cristo vivo nos oferece as condições para viver a alegria do Evangelho mesmo em situações onde tudo concorreria para a tristeza, a desolação e o desespero.
O chamado à conversão do tempo quaresmal não somente quis ser apenas um apelo para cada cristão, mas também à inteira sociedade brasileira e, por isso, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) protagonizou uma Campanha da Fraternidade com o tema: “Fraternidade e superação da violência”. Que os discípulos do Ressuscitado sejam corajosos em testemunhar o evangelho da paz, de modo a contribuir com a superação de toda forma de violência e promover uma vida social onde se proclame: Ele está no meio de nós!

Padre Wagner Ferreira da Silva é doutor em Teologia Moral e membro da Comunidade Canção Nova

Cara, cor e violência

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Douglas: “Faltam políticas públicas”
Douglas: “Faltam políticas públicas”

Vinicius de Oliveira

Na tarde de terça, 27, a família de Willian Aquino, conhecido como ‘Feijão’, de 24 anos, recebeu um aviso funesto: o rapaz acabara de ser encontrado morto, jogado numa vala que margeia o escadão que liga os bairros Santa Cruz 2 e Santa Rita do Zarur, em Volta Redonda. Não se sabe ainda o que motivou a sua morte, mas, segundo informações primárias obtidas junto à Polícia Militar que esteve no local do crime, Willian teria sido executado.

 

Meses antes de Feijão, Leônidas Magno de Oliveira Domingos, um jovem de 23 anos, também foi encontrado morto. Seu corpo foi deixado em uma calçada de uma das ruas do Jardim Belmonte. Sem pistas do que teria motivado o crime, assim como no primeiro caso, a Polícia Civil até hoje não descobriu quem matou Leônidas. A única coisa de concreto nas investigações são as marcas dos três tiros que puseram fim a sua vida.

 

Feijão e Leônidas não se conheciam, mas atualmente seus nomes estão intimamente ligados. Fazem parte de uma triste estatística que vem crescendo na cidade do aço: eram negros da periferia, assassinados a sangue frio. As duas mortes tão recentes, bem como o rastro da dor visível nos familiares, são apenas o reflexo mais duro de uma realidade que se revela em números e que o assistente social voltarredondense Douglas Pereira conhece bem.

 

Nascido e criado nos bairros Padre Josimo e Jardim Belmonte, Douglas, que também é negro, viu de perto os perigos que cercam os jovens de pele preta esquecidos nas periferias. “Eu vi meus amigos negros morrerem. Cerca de 80% ou foram presos ou estão mortos. Percebi que alguma coisa estava errada. É uma chacina o que acontece com a população negra, jovem e periférica de Volta Redonda”, pontuou Douglas.

 

Impressionado com o destino violento que seus amigos e ele próprio encararam e sob a ameaça constante de encontrar a morte nas vielas das comunidades onde cresceu, Douglas se debruçou em uma extensa pesquisa de seis meses analisando os casos de assassinatos que pipocaram na mídia. Passou cinco dias vendo o que acontecia na funerária municipal e comprovou sua teoria de que a violência em Volta Redonda tem cara, cor e endereço. De acordo com os dados levantados por Douglas, dos 63 assassinatos registrados em 2015, 66,12% eram de negros, enquanto 33,87% eram de brancos.

 

“Muitas pessoas acham que  levantar a questão da vulnerabilidade vivida pelos negros de Volta Redonda e do Brasil como um todo é vitimismo. Estão enganados e os números mostram isso claramente. Existe uma balança violenta que pesa mais para o lado dos negros. Isso é fato. E em Volta Redonda a quantidade de casos assusta”, explicou Douglas, afirmando que a cada três pessoas mortas violentamente na cidade do aço, duas são negras. “É uma questão intimamente ligada ao racismo e à falta de políticas públicas com certeza”, completou.

 

Outro dado levantado por Douglas que chama a atenção diz que o rolo compressor da violência em Volta Redonda vitimiza, na maioria das vezes, os jovens negros. Segundo o estudo, do total de mortes, 58,5% são de pessoas entre 15 e 29 anos. “É preciso que o governo tenha um olhar atento a essa questão. Os jovens voltarredondenses negros têm mais propensão de serem assassinados do que qualquer outra pessoa”, afirmou, alarmado.

 

Segundo Douglas, os assassinatos de pessoas negras podem ser ainda muito maiores. “Eu trabalhei em cima de 63 mortes violentas com causa indeterminada registradas na funerária. Mas existem muitos casos de pessoas que foram baleadas na rua, foram socorridas e morreram no hospital. Na certidão de óbito aparece como causa da morte ‘anemia’, mas, na verdade, é assassinato e não entra nas estatísticas”, avaliou.

 

Para Douglas, só existe um meio de desfazer essa espiral de violência e dor que gira em torno da população negra: políticas públicas de qualidade. “Não se vence essa batalha com tiros, porradas e bombas. É preciso investimento inteligente. O desemprego nessa parcela da população é muito alto. Não existe perspectiva. Órgãos que poderiam contribuir para mudar essa triste realidade não fazem nada”, reclamou, referindo-se à Coordenadoria de Juventude de Volta Redonda. “Passaram pela pasta, nos últimos dois anos, cinco coordenadores. Nada foi feito nesse sentido. O governo precisa fazer esse enfrentamento o quanto antes”, avalia.

Renata tem medo de sair de casa por ser negra
Renata tem medo de sair de casa por ser negra

Quem concorda com ele é a professora voltarredondense Renata Ferreira, coordenadora de Cultura Afro do Instituto Dagaz e do Coletivo Meninas de Lenço e Membro do Comitê Étnico Racial da Seeduc (Secretaria Estadual de Educação) no Médio Paraíba. “A falta de políticas públicas para a juventude negra da periferia faz com que estejamos vivendo essa degradação social, estamos assistindo calados a estas chacinas, muito disso também é por falta de investimento em educação; nunca foi de interesse que os jovens negros e da periferia saiam dos guetos e se empoderem principalmente de conhecimento, porque o jovem quando adquire esse conhecimento se torna protagonista da sua vida”, afirmou.

 

Ainda de acordo com Renata, ela sente medo de sair na rua e não voltar viva para casa simplesmente por ser negra e mulher. “Eu, enquanto educadora, mãe e mulher negra, me sinto realmente com muito medo, pois não vejo uma luz no fim do túnel. Me preocupo pelos meus filhos, me preocupo por essa geração que está sendo morta e volto a dizer: é interessante para os poderosos que as coisas continuem como estão”, problematizou.

Renata conta que tenta fazer sua parte na jornada em busca de respeito e dignidade para o povo negro através da conscientização e do empoderamento. “Hoje estamos realizando roda de conversa com alunos sobre a questão da violência e das consequências na vida deles, começamos a conversar também com professores, e no Instituto Dagaz temos o projeto Cinestesia Cine Debate que trata essa questão a partir do cinema”, comentou, frisando que somente a Educação e a percepção de que o tratamento concedido a negros é diferente do que é concedido aos brancos pode reverter o quadro de violência.

 

Pode ser espantoso para quem vive em um bairro nobre, protegido por câmeras, muros altos e cercas elétricas que o principal alvo da violência em Volta Redonda não seja homens e mulheres brancos e ricos. Mas a pesquisa não traz novidade para quem sente na pele um genocídio em curso.

 

Muitas dessas mortes ocorrem na forma de pacotes, seja pelas mãos do tráfico, de milícias ou de integrantes da própria polícia. Não raro, elas permanecem sem solução. Como, por exemplo, os assassinatos de Feijão e Leônidas, os dois casos usados para abrir essa matéria.

 

Tem mais. Não raro, ‘os cidadãos de bem’ apoiam formas de limpeza social do que chamam de “maus elementos”. Nas redes sociais, a filosofia conservadora joga na vala comum os mortos baseando seu julgamento na cor da pele, na vestimenta ou nos trejeitos da vítima. Até um formato específico de bigode já foi suficiente para classificar um jovem assassinado como bandido, antes mesmo deste ter sido investigado pela Polícia e ter um julgamento justo. “Quem faz esse tipo de comentário é gente que não sente na pele o que nós que somos pretos sentimos. Sugiro que vejam no youtube um documentário chamado ‘Vista minha Pele’ e se coloquem no lugar do outro”, opinou Renata.  

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A posse de Márcio Lins

27-03-2018 - marcio lins ippu - gabriel borges 3

Na manhã de terça, 27, Samuca deu posse ao novo presidente do IPPU-VR (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Volta Redonda): o engenheiro Márcio Lins, ex-CSN. ‘Foi uma posse chocha’, definiu um dos presentes, garantindo que existe uma desconfiança por parte da equipe pelo fato do escolhido ser formado em engenharia de produção e ter passado a vida toda trabalhando na Usina Presidente Vargas. “Ele entende de aço”, ironizou, pedindo para não ser identificado.

Outro, entretanto, discorda. Garante que a expectativa com Márcio Lins é grande entre os funcionários do órgão, que estavam insatisfeitos com o modo de comandar dos ex-presidentes do órgão: Ricardo Moreira e Maria Ilma. “Ela era muito autoritária e não sabia comandar”, comparou.  

Com mais de 40 anos de experiência na CSN, Márcio Lins diz que gostou do desafio proposto por Samuca Silva. “É um grande desafio que o prefeito de Volta Redonda me confiou. Não sou nascido em Volta Redonda, mas sou um cidadão daqui. Meus filhos foram criados aqui e minha carreira profissional também”, frisou. “No planejamento urbano, precisamos ser referência no Médio Paraíba e no estado do Rio. O progresso precisa ser harmônico. Temos que buscar resultados para os próximos 20 anos. É um prazer vir trabalhar aqui com funcionários de tamanha qualificação profissional. Precisamos fazer um poder público eficiente no ponto de vista técnico. Fiquei muito honrado com o convite do prefeito”, pontuou, sem dar detalhes do que pretende fazer à frente do IPPU.

No evento, Samuca chegou a ressaltou que pensa em Volta Redonda daqui a 20 anos. “Não fui eleito para grandes obras e estou trabalhando para estruturar o município para os próximos 20 anos. Porém, em breve, vamos ter recursos para investir na cidade. Teremos uma melhor capacidade financeira. As grandes transformações serão estruturantes. E vocês, do IPPU, têm um papel fundamental para esse crescimento. Precisamos ser sustentáveis, numa forma de gestão e técnica. Os governos passam e o IPPU fica”, afirmou Samuca Silva, dando boas vindas ao novo presidente da autarquia municipal.

 

Restaurante Popular será reaberto

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Uma boa notícia para quem costumava enfrentar ‘filas do rango’ desde as 9 horas da manhã de todos os dias da semana. A prefeitura de Volta Redonda vai reabrir, em setembro, o Restaurante Popular e voltar a servir cerca de 1,5 mil almoços e 600 cafés da manhã. A ideia é iniciar as obras de reforma, orçadas em R$ 100 mil, ainda em abril. “Vamos levar o projeto para aprovação do Corpo de Bombeiros, o que não havia antigamente. Esse é um serviço muito importante para Volta Redonda e a população, principalmente em um momento de crise financeira. Vamos levar alimentação de qualidade com preço acessível”, garantiu Samuca.

 

A morte de Geraldo Pançardes

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Foi sepultado na tarde de terça, 27, no Cemitério Municipal de Barra Mansa, o corpo do jornalista e ex-vereador barramansense, Geraldo de Almeida Pançardes. Ele morreu no dia anterior, no Hospital de Emergência de Resende, onde estava internado após uma cirurgia no intestino. Geraldo tinha 78 anos e foi fundador de vários jornais, além de ter sido professor de Comunicação Social da antiga Sobeu, atual UBM, e diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Sul Fluminense.

Geraldo Pançardes fundou, por exemplo, o primeiro jornal diário de Barra Mansa: o “Folha Barra-Mansense”, em 1959. Foi vereador por duas vezes e um dos fundadores do Lions Club Internacional, com sede no Ano Bom, tendo sido ainda integrante do Rotary Club International.

Irmão de Geraldo, o diretor-presidente do jornal A voz da Cidade, o jornalista João Pançardes fez a seguinte análise sobre o legado deixado por Geraldo. “Ele deixa muitos amigos, muita saudade. Ele foi uma pessoa muito ativa socialmente, engajado em vários empreendimentos. Ele sempre procurou ser uma pessoa boa, um amigo”, escreveu.

 

20º Encontro de Folia de Reis

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Uma das mais tradicionais festas do Sul Fluminense, o Encontro de Folia de Reis está programado para acontecer amanhã, domingo, 31, na Ilha São João, em Volta Redonda, com a participação de 20 folias da cidade do aço, além de grupos de outros municípios.  

“Muitas pessoas acreditam que a tradição da Folia de Reis é somente em janeiro. Mas após a quaresma, começam as festas e os festivais das jornadas. Este ano, faremos um grande festejo e o principal objetivo é manter a tradição, preservar e proteger a cultura das folias”, promete a secretária de Cultura, Aline Ribeiro.

O encontro será das 9 às 22 horas e os foliões se apresentarão em um palco. Para quem não sabe, o grupo da folia de reis é formado por um mestre ou embaixador, por um contramestre, os três reis magos, os palhaços, os alfeires e os foliões.

A expectativa é grande entre os foliões. Um dos mais animados é o motorista Ronaldo Pereira, conhecido na folia de reis como Mestre Rona. “Esse evento é importante para divulgar a nossa cultura. Não só aqui, para Volta Redonda, mas para outras cidades também. Estarei lá com certeza com minha viola e minha sanfona participando”, comentou Ronaldo, folião há 36 anos e que participa dos encontros desde a primeira edição.

De acordo com a secretaria de Cultura, os foliões usam fantasias coloridas, tocam músicas típicas com diversos instrumentos (violas, reco-reco, tambores, acordeões, sanfonas, pandeiros, gaitas, etc.) e dançam. Muitos fazem apresentações teatrais recitando versos. “Estamos mantendo uma tradição da nossa região, valorizando essa cultura em um evento que será uma ótima opção de lazer para as famílias de Volta Redonda e das cidades vizinhas”, ressalta o prefeito Samuca Silva.

‘Família Acolhedora’

A prefeitura de Volta Redonda está facilitando o cadastro das pessoas que queiram participar do projeto ‘Família Acolhedora’, que tem o objetivo de oferecer mais qualidade de vida para crianças e adolescentes da cidade do aço que vivem em situação de ‘vulnerabilidade social’. E, para facilitar o cadastramento, a secretaria de Ação Comunitária disponibilizou no site Portal VR um formulário próprio de cadastro. 

De acordo com o titular da pasta, Maycon Abrantes, o objetivo é preparar as famílias para receberem, temporariamente, crianças e adolescentes que foram afastados do convívio de suas famílias, por meio de medidas protetivas. “O serviço de Acolhimento Familiar proporciona a essas crianças e adolescentes a chance de viver em um ambiente familiar. Recebendo apoio e a assistência necessária ao seu desenvolvimento”, explicou Maycon.

O programa ‘Família Acolhedora’ já beneficiou 11 crianças e adolescentes no município, sendo três encaminhadas para adoção e duas reintegradas às suas famílias. Atualmente, quatro crianças estão acolhidas. As famílias acolhedoras podem abrigar as crianças e adolescentes por, no máximo, um ano. A relação entre as crianças e os adolescentes com as famílias acolhedoras é afetuosa. Os participantes não podem ter a pretensão de adotá-las.

Para o prefeito Samuca Silva, essa é uma oportunidade para as crianças que estão sendo acolhidas, que terão seus vínculos familiares fortalecidos, e também para a família acolhedora, que terá uma experiência especial. “O projeto tem a intenção de fortalecer os vínculos familiares e comunitários das crianças afastadas do convívio de sua família. Essas famílias recebem uma capacitação e um auxílio financeiro mensal, para contribuir nas despesas que terão com a criança ou adolescente que estarão acolhendo, além da orientação contínua de profissionais de Psicologia e Serviço Social”, destacou Samuca.

Quem deseja fazer parte do ‘Família Acolhedora’ pode entrar em contato por meio do telefone (24) 3339-9565 ou pelo site do Portal VR no link: http://www.voltaredonda.rj.gov.br.

 

Aniversário da Academia da Vida

27.03.18.Aniv. Ac. da Vida (69)

A sumida Academia da Vida Oscar Cardoso, que era a menina dos olhos do ex-prefeito Neto, continua existindo na cidade do aço. E na terça, 27, comemorou seus 16 anos de vida. Para marcar a data, cerca de 500 alunos realizaram diversas apresentações, como encenação teatral, apresentações de dança e coral, além de brincadeiras diversas. A festa, com direito a bolo (ver foto) aconteceu na entrada do setor laranja do Estádio Raulino de Oliveira.

A Academia da Vida, conhecida como a 6ª escola da Fevre, é voltada para a terceira idade e desenvolve ações nas áreas de educação, saúde, arte e cultura. “A Academia da Vida é uma instituição ímpar, pois os idosos participam por amor ao trabalho que desenvolvemos com eles. Não existe nada que os prenda aqui, eles participam porque realmente gostam. Aqui as pessoas se sentem muito vivas, se sentem parte do mundo”, disse Márcia Regina da Silva Campos, diretora da unidade.

O prefeito Samuca Silva ressaltou a importância da Academia da Vida para os idosos de Volta Redonda. “A terceira idade tem uma importância muito grande para Volta Redonda e nossa missão é fortalecer cada vez mais as ações para os idosos. Um dos avanços foi a implantação do Hospital do Idoso, recentemente, que oferece atendimento exclusivo para a melhor idade”, destacou Samuca Silva.

Entre as atividades oferecidas na Academia da Vida estão: alfabetização; português básico; matemática básica; cursos básicos de atualização (português, saúde, mundo contemporâneo, arte e informática); cursos de extensão (dinâmicas e reflexões, educação financeira, inglês, mundo contemporâneo II, informática II, robótica, meio ambiente, bem viver, PAV (Programa de Apoio ao Voluntariado); cursos optativos (teatro amador, canto coral, dança e coreografia, oficinas de criação). 

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