sábado, maio 2, 2026
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Três sinais do atual momento político brasileiro

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Quero trazer aos amigos leitores algumas considerações sobre o atual momento político brasileiro.

A primeira delas diz respeito ao Partido dos Trabalhadores, que sempre afirma não ter relação alguma com os escândalos divulgados diariamente na imprensa, mas que se opõe ou procura obstruir a instalação das Comissões Parlamentares de Inquérito conduzidas pelo Poder Legislativo, não querendo, por exemplo, a CPMI do INSS nem a do Master, seja votando contra, seja criticando incisivamente.

Ora, se o PT e seus correligionários – deputados, senadores e o próprio governo – não estão envolvidos nos escândalos, não precisam ter receio da instalação de nenhuma CPMI, nem de seus desdobramentos, investigações e convocações. É extremamente curioso que eles afirmem não estar vinculados aos vergonhosos fatos que vêm sendo divulgados, mas não queiram que as investigações sejam aprofundadas.

Um bom governo é aquele que procura saber tudo o que existe de irregular para corrigir. Este é, pois, o primeiro aspecto que quero trazer: a minha perplexidade diante do fato de o governo e seus apoiadores negarem qualquer envolvimento com os escândalos noticiados, mas, ao mesmo tempo, trabalharem e atuarem firmemente para evitar que as Casas Parlamentares convoquem, ouçam depoimentos, apurem e obtenham informações dos envolvidos, impedindo que o Poder Legislativo exerça sua função fiscalizadora.

A segunda reflexão que quero fazer é sobre a probabilidade de que tenhamos dois candidatos conservadores nas eleições à Presidência da República este ano: Flávio Bolsonaro e outro nome, sendo Ratinho Jr. o que apresenta mais chances no momento. Caso se confirmem duas candidaturas, será indispensável o estabelecimento de um pacto de não agressão entre ambos.

Um exemplo a ser seguido é o caso da eleição no Chile, onde quatro candidatos conservadores disputaram a presidência contra um único nome da esquerda, que acabou indo para o segundo turno. Naquela ocasião, os quatro conservadores firmaram um pacto: aquele que avançasse para o segundo turno receberia o apoio imediato dos demais.
Ora, no contexto brasileiro, este pacto de não agressão significa que, havendo dois candidatos conservadores, estes possuirão um único adversário comum: o presidente Lula.
Este pacto é fundamental para garantir que o candidato que avançar para o segundo turno conte não apenas com o apoio partidário e institucional do aliado, mas com a transferência da sua base de eleitores. Ao evitar a agressão mútua, preserva-se a imagem de ambos e impede-se a geração de ofensas e insultos que, no futuro, dificultariam uma aliança autêntica. Mais do que uma trégua, esse pacto assegura que as críticas permaneçam voltadas ao adversário comum, evitando que o eleitor se sinta confuso pela troca de ataques dentro do seu próprio espectro ideológico.

Diante do cenário de duas candidaturas de oposição ao presidente Lula, a estratégia mais eficaz seria a adoção desse modelo inspirado na experiência chilena em primeiro turno. O objetivo central é pavimentar o caminho para o segundo turno, garantindo que o candidato remanescente herde a totalidade do capital político e a confiança dos eleitores do outro candidato.

A terceira e última reflexão que gostaria de trazer aos amigos leitores é um dado extremamente relevante que circula no meio jornalístico: a informação de que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão, no momento, decepcionados com o governo Lula. O movimento parece ser de autoproteção: os magistrados buscam se afastar de qualquer responsabilidade direta pelos rumos da gestão federal para preservar a imagem da Corte.
Essa percepção de distanciamento ganha força quando observamos que diversos dos escândalos divulgados estão sob o exame do STF, do Congresso Nacional e do ministro André Mendonça. A pressão se intensifica com a atuação da CPMI do INSS e as movimentações em torno do Banco Master. Não sou jornalista, mas a leitura que faço “nas entrelinhas” das colunas e painéis políticos é a de que o presidente Lula tenta se eximir de responsabilidades para não contaminar sua candidatura à reeleição.

Entretanto, há aqui uma contradição que não podemos ignorar. Em 2022, muitos analistas apontaram que o STF e o TSE garantiram o pleito que permitiu a eleição de Lula, inclusive restringindo a atuação de emissoras e veículos alinhados ao então presidente Bolsonaro – como a Gazeta do Povo, Brasil Paralelo, Rádio Jovem Pan e outros canais – que publicavam matérias críticas, baseadas em fatos, mas que foram proibidas de circular.
Naquela época, houve uma blindagem institucional; agora, nota-se uma tentativa de desvincular o Supremo de qualquer ligação com o Executivo.

Enfim, são três pontos a serem refletidos pelos protagonistas que formatarão o futuro das Instituições e do país. É imperativo que se compreenda a gravidade desse cenário, pois o equilíbrio entre os Poderes e a transparência das ações governamentais constituem os pilares de sustentação do Estado de Direito, sem os quais qualquer projeto de nação se torna frágil diante das crises.”

Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, entre outras.
Foto – Andreia Tarelow

 

A ciranda da troca de partidos e a busca por cargos públicos 

Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  

Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  

A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  

Convém lembrar aos que se consideram úteis e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 


Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado

Município conquista 1º lugar no estado com programa ‘Saúde na Escola’

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O prefeito Tande Vieira está rindo à toa. É que Resende alcançou um resultado histórico no programa ‘Saúde na Escola’ ao conquistar o 1º lugar no ranking estadual, destacando-se entre os 92 municípios do estado do Rio. O desempenho foi apresentado durante a Reunião do Grupo de Trabalho Intersetorial (GTIe), com base nos dados do relatório do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB), referentes ao período de janeiro a novembro de 2025.

De acordo com a análise, o município atingiu desempenho máximo, cumprindo integralmente os indicadores estabelecidos e liderando o ranking estadual. O resultado consolida o trabalho desenvolvido ao longo do ano pelas equipes da Saúde e da Educação, por meio de ações contínuas de promoção, prevenção e cuidado integral aos estudantes da rede pública.

A parceria entre as secretarias de Saúde e Educação, avalia Tande, é fundamental para o sucesso do programa, possibilitando o planejamento conjunto das ações, a articulação com as unidades escolares e a ampliação das atividades de promoção da saúde no ambiente escolar.

O programa ‘Saúde na Escola’ é uma política pública que integra as áreas da Saúde e da Educação, vinculada à Atenção Primária à Saúde (APS). Em Resende, essa vinculação fortalece a atuação das equipes da Estratégia de Saúde da Família junto às unidades escolares, garantindo organização, monitoramento de indicadores e maior efetividade das ações desenvolvidas.

Outro diferencial do município é a consolidação de parcerias estratégicas com instituições de ensino superior, como a Universidade Estácio de Sá e UniDomBosco, além da integração com outros programas e setores da rede municipal de saúde. 
A coordenadora do programa ‘Saúde na Escola’ em Resende, Daniela Theodoro, destacou que o resultado é fruto de planejamento e integração. “Esse primeiro lugar é resultado de um trabalho coletivo, estruturado e contínuo. A integração entre Atenção Primária, equipes escolares e instituições parceiras fortalece nossas ações e garante que o cuidado chegue de forma efetiva aos estudantes”, afirmou.

‘DIA D’ A Secretaria de Saúde de Resende promove neste sábado, 28, o Dia D de imunização, com atendimento em diversos pontos do município. A iniciativa tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal entre os grupos prioritários e reforçar a importância da prevenção contra a gripe, doença que pode evoluir para quadros graves, principalmente entre pessoas mais vulneráveis. Podem receber a dose crianças de 6 meses até 5 anos, 11 meses e 29 dias; idosos a partir de 60 anos; gestantes; puérperas e pessoas imunossuprimidas. A vacinação está disponível nos postos de saúde, no Centro Municipal de Imunização, na Policlínica Manejo, na unidade Cidade Alegria e na Clínica da Família, de segunda a sexta-feira, além da sala de vacinação no Resende Shopping, que funciona aos sábados e feriados, das 12h às 18h. No Dia D, as unidades participantes atenderão das 8h às 18h.

Prefeitura lança projeto de preservação das florestas e rios

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Alunos do 1º ao 5º ano da rede municipal de Barra do Piraí estão participando do projeto ‘Guardiões das Florestas e Guardiões dos Rios’, iniciativa de educação ambiental que será desenvolvida em escolas do município. O lançamento ocorreu na Escola Municipal Jorge de Freitas Tinoco, em Ipiabas, e marca o início de uma série de ações que ainda serão levadas a outras unidades da rede.

Promovido pela Secretaria do Ambiente e Sustentabilidade, com apoio da Secretaria de Educação, o projeto tem como foco despertar a consciência ambiental entre estudantes, professores e a comunidade, com ênfase na preservação dos recursos hídricos, das florestas e da biodiversidade local.

Ao longo das atividades, estão previstas palestras, rodas de conversa, gincanas e passeios educativos. A proposta é aproximar escola, poder público e sociedade por meio de ações práticas e educativas.

Durante o lançamento, os alunos receberam um botton simbólico de “guardião” e, ao final do projeto, as escolas que cumprirem todas as etapas previstas serão reconhecidas com o selo de “Escola Guardiã”.

Segundo o secretário do Ambiente, Christopher Taranto, a iniciativa busca formar cidadãos mais conscientes desde a infância. “Quando a gente trabalha a educação ambiental dentro da escola, a gente cria uma base sólida para o futuro. Essas crianças passam a entender, na prática, a importância de cuidar dos nossos rios e das nossas florestas”, afirmou.
Já a prefeita Kátia Miki aproveitou para destacar o papel das crianças na disseminação do tema. “As crianças têm um papel fundamental nesse processo. Elas levam esse aprendizado para dentro de casa e ajudam a transformar a consciência de toda a família”, avaliou.

Foto: Rayná Andrelino / Secom

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