sexta-feira, maio 1, 2026
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“Deus é bom e justo”

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MP reconhece falhas e TJ arquiva ação contra Albertassi

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio decidiu, por unanimidade, arquivar a ação da ‘Operação Cadeia Velha’ contra o ex-deputado estadual Edson Albertassi, após pedido, vejam só, do próprio Ministério Público, responsável pela acusação e que reconheceu a nulidade das provas obtidas e a ausência de justa causa para o prosseguimento do processo.

A decisão chancela, anos depois, o que Albertassi sustentou desde o início: a sua inocência. Preso de forma injusta, reconhece o MP durante o andamento do caso, o ex-parlamentar de Volta Redonda sempre afirmou que as acusações não se sustentariam dentro da legalidade. “Deus é bom e justo, me garantiu a vitória. Nunca deixei de acreditar que a verdade iria prevalecer. Sempre tive certeza que no tempo certo tudo seria esclarecido”, pontuou Albertassi, que é pré-candidato a deputado estadual nas eleições de outubro.

O peso da decisão é ampliado por partir do próprio órgão acusador, o MP, que admitiu que os elementos utilizados na denúncia não poderiam ser considerados válidos juridicamente, comprometendo toda a base do processo. 

Vale lembrar que o caso já havia sido analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que entendeu não haver conexão válida para que a investigação tramitasse na Justiça Federal o que impactou diretamente a legalidade das provas produzidas desde a origem.
Com o arquivamento, todas as imputações relacionadas à operação perdem efeito, encerrando um dos principais desdobramentos da ‘Operação Lava Jato’ no estado do Rio de Janeiro.

A trajetória do caso, marcada por reviravoltas jurídicas, lembra enredos típicos de filmes de tribunal, em que a verdade resiste ao tempo e às circunstâncias até vir à tona. Ao longo de todo o processo, Albertassi sempre manteve a defesa de sua inocência não apenas no campo jurídico, mas também no plano pessoal. “Lutei todos os dias para provar minha inocência, pela minha família e por todos que sempre acreditaram em mim. Esse episódio deixa uma reflexão importante: não se pode admitir que acusações frágeis ou processos conduzidos sem o devido rigor legal destruam reputações e histórias de vida. A Justiça prevaleceu, e isso precisa servir de alerta para que excessos não se repitam”, declarou.

Falando francamente

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Tutuca diz o que fez como secretário, defende turismo industrial e entende que política da região pode influenciar o debate estadual

O ex-secretário estadual de Turismo, Gustavo Tutuca, já reassumiu o cargo como deputado estadual na Assembleia Legislativa. Voltou em um momento tenso, com a renúncia de Cláudio Castro e a cassação de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj. Uma coisa é certa: ele não é candidato a governador interino. “Meu foco é a reeleição para deputado estadual”, dispara, como pré-candidato às eleições de outubro, quando tentará seu quinto mandato. 

Leia abaixo a entrevista exclusiva de Gustavo Tutuca ao aQui:     

aQui: Faça uma análise da sua gestão à frente da Secretaria Estadual de Turismo.

Gustavo Tutuca: A minha sensação é de missão cumprida. Assumi a Secretaria em um momento desafiador, ainda no período pós-pandemia, quando o turismo precisava ser reconstruído com planejamento, promoção, credibilidade, e muito cuidado. Trabalhamos com foco na interiorização, no fortalecimento das 12 regiões turísticas, na retomada da conectividade aérea, na promoção nacional e internacional e no apoio ao trade turístico. O resultado foi um reposicionamento claro do Rio de Janeiro no cenário do turismo mundial, com recordes sucessivos de visitantes e uma percepção muito mais forte do turismo como motor de desenvolvimento econômico e social.

aQui: O que o senhor destaca que fez à frente da pasta?

Gustavo Tutuca: Tenho orgulho de muitas entregas. Fizemos uma promoção do Rio de Janeiro de forma muito mais estruturada, recolocando o estado no radar do mercado nacional e internacional. E, aqui, faço um adendo sobre a importância da retomada do aeroporto RioGaleão neste processo. Destaco também a interiorização do turismo, com ações concretas de valorização dos destinos fora da capital, como a ExpoRio Turismo, os fóruns regionais, o #tônoRio e o fortalecimento do calendário de eventos. Outro ponto importante foi a articulação institucional: aproximamos Governo do Estado, prefeituras, setor privado, Fecomércio, Sebrae, companhias aéreas e o trade para transformar o turismo em política pública de verdade.

aQui: O que o senhor não conseguiu tirar do papel?

Gustavo Tutuca: Há sempre coisas em que gostaríamos de ter avançado mais. Eu gostaria, por exemplo, de ter avançado um pouco mais em algumas obras e projetos de infraestrutura turística em municípios estratégicos. Outra questão que ainda me incomoda é a falta de dados integrados no setor do turismo, que permitam que tenhamos uma visão mais macro, para poder atuar com mais inteligência, baseado em números. Mas saio com a convicção de que deixamos bases sólidas e muitos projetos encaminhados. Como eu disse, sensação de missão cumprida. 

aQui: O turismo industrial não poderia ser explorado em Volta Redonda?

Gustavo Tutuca: Pode e deve. Volta Redonda tem uma história industrial fortíssima e um potencial muito grande para desenvolver esse segmento, especialmente se ele for integrado a outras experiências do Sul Fluminense. Ele pode ser trabalhado com memória, inovação, educação, identidade regional e conexão com outros atrativos. É uma pauta que faz sentido para Volta Redonda e para toda a região.

aQui: Alguns eleitores, em postagens nas redes sociais, dizem que o senhor tem relegado a um segundo plano o seu mandato como parlamentar. O que diria a eles?

Gustavo Tutuca: Eu respeito todas as opiniões. As críticas, quando não ofensivas, são sempre bem-vindas. Mas eu diria que isso não corresponde aos fatos. Mesmo ocupando cargos no Executivo, nunca deixei de exercer meu papel político, de manter presença nos municípios, de articular investimentos e de defender pautas importantes para o interior e para o estado. Quem acompanha meu trabalho sabe que minha atuação sempre foi muito presente, tanto na Secretaria quanto no mandato. A verdade é que eu vejo a vida pública como uma continuidade: independentemente do cargo, sigo trabalhando pelas cidades e pelas pessoas.

aQui: Cite cinco leis que o senhor conseguiu emplacar, ao longo dos seus quatro mandatos como deputado estadual.

Gustavo Tutuca: Entre as leis que considero mais importantes, cito a Lei do Aço (8.960/20), que criou um regime diferenciado de tributação para o setor metalmecânico, garantindo a competitividade do Rio de Janeiro frente a outros estados da federação, como SP e MG;

A Lei 8.958/20, que garantiu a presença obrigatória de fisioterapeutas 24 horas nas UTIs. Essa lei ajudou a salvar muitas vidas durante a pandemia; 

A Lei 9.245/21, que determina o monitoramento eletrônico do agressor em casos de violência doméstica contra a mulher; 

A Lei n.º 7195/2016, que institui que a docência em Educação Física em escolas públicas e particulares seja exercida exclusivamente por professores de Educação Física licenciados em nível superior;

E por último, mas não menos importante, eu não vou citar uma lei, mas a emenda parlamentar que eu destinei, em 2017, ao Hospital Regional Doutora Zilda Arns, em Volta Redonda. Foram R$ 42 milhões, que garantiram a abertura da unidade, que é referência até hoje na saúde em todo o Sul Fluminense. 

aQui: Quais são os seus próximos projetos?

Gustavo Tutuca: Estou de volta à Assembleia Legislativa e meu foco é seguir trabalhando por pautas ligadas ao desenvolvimento econômico, à geração de empregos, à interiorização de investimentos e ao fortalecimento dos municípios. Quero continuar defendendo o turismo como política pública estratégica, mas também atuar em áreas como saúde, infraestrutura e geração de emprego e renda, especialmente com atenção ao interior do estado.

aQui: O senhor pode sair candidato nesse imbróglio que virou a sucessão do Cláudio Castro? Em caso negativo, quem vai apoiar?

Gustavo Tutuca: Não sou candidato ao governo. Meu foco é a reeleição para deputado estadual. Em relação à sucessão estadual, vamos apoiar a candidatura do nosso grupo político, que tem hoje o deputado estadual Douglas Ruas como pré-candidato a governador e o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, como vice na chapa. Para o Senado, apoiaremos os dois pré-candidatos escolhidos, que são o ex-governador Cláudio Castro e o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella. 

aQui: Em qual cidade o senhor mantém seu domicílio eleitoral? Pensa em se candidatar a prefeito em 2028?

Gustavo Tutuca: Eu voto em Piraí, minha querida cidade natal. Sobre 2028, sinceramente, acho muito cedo para tratar disso. Meu foco hoje está totalmente nas eleições de 2026 e em seguir contribuindo com o desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro.  

aQui: Como analisa a política no Sul Fluminense? Políticos como Pezão e Neto ainda têm forte influência na política estadual? Quem mais vem se destacando nesse cenário?

Gustavo Tutuca: O Sul Fluminense continua sendo uma região muito importante politicamente, com lideranças experientes e também com um processo claro de renovação. Pezão e Neto, evidentemente, são nomes que têm história, peso e influência. Mas o cenário hoje é mais plural, mais fragmentado e com novos atores surgindo em várias cidades. Vejo prefeitos, vereadores, deputados e lideranças regionais ganhando espaço e construindo protagonismo com base em entrega e presença local. A política da região segue muito viva e com capacidade de influenciar o debate estadual.

‘Realização de um sonho’

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TURISMO: Região vai ganhar investimento de R$ 1,18 bilhão 
‘Realização de um sonho’

A ExpoRio Turismo 2026, que acontece neste fim de semana no Rio de Janeiro, começou com o pé direito: com o anúncio de um empreendimento bilionário que será construído em Três Rios. Trata-se do Áurias, complexo que terá um investimento de R$1,18 bilhão para desenvolver diversas áreas de turismo, lazer e entretenimento, o que certamente vai impactar diretamente o desenvolvimento regional. Terá, entre outras, parque aquático, boulevard comercial gastronômico, centro de eventos, experiências de aventura, hotelaria, residencial e uma estrutura voltada à formação profissional no setor de turismo e hotelaria.
“O Áurias não é apenas um projeto. É algo que nasce de uma história pessoal, de um lugar que sempre fez parte da minha vida. Poder transformar esse espaço em um destino que vai receber tantas pessoas e criar novas memórias é a realização de um sonho”, afirmou o investidor do empreendimento, Marcus Louro.

Estruturado pela Dsbrave, consultoria especializada em turismo e entretenimento, o projeto foi apresentado às autoridades e convidados durante a ExpoRio Turismo 2026 como um modelo que combina diferentes frentes de negócio para ampliar o tempo de permanência do visitante e gerar recorrência. “Estamos falando de um projeto pensado para gerar desenvolvimento, criar oportunidades e movimentar a economia. O Áurias foi estruturado para se consolidar como um novo destino turístico, com capacidade de reposicionar a região no mapa do setor”, disse Valmir Ferreira, diretor de Gestão e
Mercado da Dsbrave.

O evento também evidenciou o alinhamento institucional em torno do projeto, com a presença de representantes do Governo Federal, do Estado do
Rio de Janeiro, da prefeitura de Três Rios e de Juiz de Fora. Todos destacaram a importância do Áurias e do investimento no turismo para o crescimento econômico da região. “O Áurias representa exatamente o tipo de iniciativa que fortalece o turismo no estado do Rio de Janeiro, ao unir investimento relevante, geração de empregos e a criação de um novo destino capaz de movimentar toda a cadeia produtiva do setor. A Secretaria de

Turismo seguirá
oferecendo todo o apoio necessário para que o projeto avance com solidez e contribua para posicionar o nosso estado, cada vez mais, como referência nacional em turismo e entretenimento”, declarou o atual secretário de Estado de Turismo, Lucas Alves.
Durante a cerimônia, foi formalizada a entrega da licença ambiental e do alvará que autoriza o início das obras, marco que viabiliza o avanço do empreendimento para a fase de implantação.

“Assumimos, enquanto município, um compromisso de auxiliar na documentação para a instalação do parque. Não só na construção, mas também na manutenção. Sabemos da importância do Áurias para nossa cidade e do potencial que tem de movimentar a economia com a geração de emprego, além de nos colocar no mapa do turismo regional”, destacou o prefeito de Três Rios, Jonas Dico.

Outro destaque foi o anúncio do Centro de Eventos do Áurias, com cerca de 2.500 metros quadrados e investimento estimado em R$ 6 milhões, que será operado com base em um modelo desenvolvido pela Dsbrave em parceria com a 2a1 Cenografia. No evento, também foi assinado o contrato com a Warner Bros. para a realização dos eventos licenciados da marca. “O setor de parques e atrações turísticas vive um momento de franca expansão no Brasil. Acredito muito no sucesso do Áurias Park, especialmente quando vejo profissionais competentes e empresas de grande porte assumindo o projeto. Quando pensamos em parques e atrações, vemos uma indústria que gera empregos distribui renda e entregam espaços que proporcionam memórias e experiências”, destacou Carolina Negri,
presidente do Sindepat.

O projeto incorpora ainda a Academia Áurias, iniciativa de qualificação profissional em desenvolvimento com o Senac RJ e com entidades do setor, com foco na formação de mão de obra para o turismo, a hospitalidade e os serviços. “A qualificação profissional é um dos principais desafios do setor. A proposta é formar profissionais dentro do próprio ambiente de operação, conectando ensino, prática e mercado”, afirmou Silas Avila Jr., diretor
de inovação da Dsbrave. Durante toda a apresentação, os convidados acompanharam a exibição de vídeos que evidenciaram a planta e o tamanho do empreendimento. Uma maneira visual de mostrar como o desenvolvimento do projeto será integrado ao ambiente, à natureza e ao lago.

“Estamos criando um projeto que conecta pessoas, experiências e oportunidades. Ver esse espaço ganhar um novo significado e se transformar
em um lugar onde outras famílias também vão criar suas memórias é algo que me emociona profundamente”, disse Marcus Louro.

Foto: MARIA LÚCIA/AGÊNCIA REPÚBLICA

Legenda: Da esquerda para a direita, Carol Negri, presidente do Sindepat, Marcus Louro, Investidor do Áurias, Érika Tomioka e Filipe Defacio, representantes da Adibra

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