quinta-feira, outubro 29, 2026
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Imóveis na berlinda

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Candidatos apresentam propostas para o destino do patrimônio sem uso da CSN

Pollyanna Xavier

Abandonados, fechados, subutilizados ou sem uma destinação definida, imóveis que fizeram parte da história de Volta Redonda – como o Centro de Puericultura, o Escritório Central e o Recreio do Trabalhador, entre dezenas de outros que pertencem à CSN – podem voltar a ser o centro das atenções na Câmara Federal e na Alerj, a partir de 2027. É que vários candidatos a deputado federal e estadual têm abordado a questão dos males da privatização da Companhia Siderúrgica Nacional, em abril de 1993.   

O imóvel mais emblemático de todos, o Recreio do Trabalhador da CSN, depois de anos de glória, está fechado desde 2020 e chegou a ser alvo de uma proposta de compra do Sesc/Fecomércio, que ofereceu cerca de R$ 60 milhões pelo complexo esportivo. As negociações não deram em nada. Foram abandonadas, como também ocorreu com uma proposta feita pelo Sindicato dos Metalúrgicos com o objetivo de disponibilizar o espaço para os seus associados. Mas a discussão sobre a função social desses imóveis ganhou espaço na corrida eleitoral. Procurados pelo aQui, os candidatos a uma vaga na Alerj Edson Albertassi, Munir Neto e Rodrigo Drable, e na Câmara dos Deputados, Rodrigo Furtado, apresentaram propostas diferentes para o futuro do patrimônio da CSN na cidade do aço.

O debate envolve não apenas a preservação histórica, mas também o direito à função social da propriedade urbana. Vale lembrar que o Estatuto da Cidade prevê instrumentos para exigir o aproveitamento de imóveis que não cumprem essa função e, cumpridas as etapas previstas em lei, permite ao Município recorrer à desapropriação de qualquer um deles, não importa o tamanho. Enquanto Furtado, vereador, defende recursos e novos usos para o Recreio, Albertassi e Munir admitem a desapropriação como possibilidade, condicionada aos requisitos legais; Drable, por sua vez, defende outra saída: que os imóveis sejam utilizados como garantia de dívidas da CSN para com o Estado. As propostas, que passam por diferentes caminhos para um mesmo problema, estão nas respostas dos candidatos, a seguir.

 

aQui: A CSN é uma das principais empregadoras e forças econômicas de Volta Redonda. Caso eleito, que medidas poderá adotar para preservar empregos, criar oportunidades e reduzir a dependência econômica do município em relação à Companhia?

Rodrigo Furtado, candidato a deputado federal pelo PL – A CSN faz parte da história de Volta Redonda e da minha também. Não é um problema para a cidade, mas um patrimônio econômico que representa milhares de empregos e famílias. O que defendo é reduzir nossa dependência aumentando o peso de outras empresas. Uma das minhas prioridades será atrair indústrias metalmecânicas, fabricantes de componentes, estruturas e fornecedores da cadeia siderúrgica, mantendo mais etapas da produção na região. Isso precisa vir acompanhado de qualificação profissional para nossa população. Há anos defendo condomínios industriais, mas Volta Redonda enfrenta dificuldade para encontrar grandes áreas preparadas. Nossa localização entre Rio e São Paulo, às margens da Dutra, a mão de obra qualificada e a presença da CSN criam condições para ampliar essa cadeia. A melhor forma de diversificar a economia não é enfraquecer a CSN, mas usar sua força para atrair mais empresas, indústria e empregos.

Edson Albertassi, candidato a deputado estadual pelo MDB – A CSN é parte importante da história e da economia de Volta Redonda, mas a cidade não pode ficar economicamente dependente de uma única empresa. Como deputado estadual, vou defender uma política permanente de diversificação econômica, com qualificação profissional, atração de novas empresas e incentivo aos pequenos e médios negócios. Vou trabalhar para ampliar investimentos estaduais em educação técnica, tecnologia e infraestrutura. Também vou cobrar contrapartidas e diálogo permanente com grandes empresas instaladas na região. O trabalhador precisa ter mais opções de emprego e renda, dentro e fora da siderurgia.

Munir Neto, deputado estadual e candidato à reeleição pelo Solidariedade – A CSN continua fundamental para Volta Redonda e para toda a região, mesmo com a chegada de montadoras e outras indústrias ao Sul Fluminense nas últimas décadas. Por isso, fico preocupado com discursos radicais sobre “fechar a usina”. Queremos a CSN produzindo mais, gerando empregos e poluindo menos. Esse é o caminho que, juntos, temos de encontrar. Vou continuar apoiando investimentos na empresa e em sua cadeia de fornecedores locais, sem deixar de cobrar responsabilidades sociais, ambientais e humanitárias. Também precisamos atrair novos negócios, qualificar trabalhadores e ampliar oportunidades em tecnologia, serviços, saúde, educação e inovação.

Rodrigo Drable, candidato a deputado estadual pelo Solidariedade – O Estado do Rio é grande credor tributário da CSN, e cabe ao deputado fiscalizar o Governo e o destino desses recursos. Diante das dificuldades financeiras anunciadas pela empresa e da possibilidade de venda e demissões, defendo que o Governo avalie medidas jurídicas e administrativas para preservar sua operação, dada sua relevância econômica e social. Existem instrumentos como intervenção e due diligence, com participação na gestão para evitar medidas prejudiciais. A CSN é central para a economia regional, e suas atividades precisam ser preservadas. Para reduzir a dependência econômica, é necessária a diversificação industrial, com prospecção imediata. Também precisamos acompanhar a transformação da indústria automotiva, com o avanço dos veículos elétricos. Se eleito, vou propor ações para atrair montadoras de carros elétricos e fortalecer os sistemistas, ampliando empregos e investimentos na região.

 

aQui: Os acidentes e mortes registrados na Usina Presidente Vargas têm gerado preocupação na Cidade do Aço. Caso eleito, como pretende atuar para aumentar a fiscalização e cobrar da CSN melhores condições de segurança e saúde para os trabalhadores?

Rodrigo Furtado – Segundo dados da Inspeção do Trabalho apresentados pelo Ministério Público do Trabalho, entre 2020 e junho deste ano foram registrados 1.081 acidentes na CSN, sete deles fatais. Respeitamos a importância da empresa, mas nenhuma meta ou resultado econômico pode estar acima da vida dos trabalhadores. Na Câmara, vou cobrar presença permanente dos órgãos federais de fiscalização na UPV e diálogo direto com o MPT, sindicatos e representantes dos trabalhadores. Quero acompanhar as investigações, as medidas corretivas e sua efetiva execução, inclusive nos acidentes com terceirizados. Também vou cobrar transparência, fiscalizações integradas e estrutura adequada de auditores para atender o Sul Fluminense. Além disso, pretendo propor e cobrar um TAC específico voltado à segurança e à saúde dos trabalhadores.

Edson Albertassi – Vida de trabalhador não pode ser tratada como estatística. Vou cobrar fiscalização rigorosa, transparência sobre acidentes e medidas efetivas de prevenção na Usina Presidente Vargas. Como deputado estadual, vou acompanhar e cobrar providências dos órgãos responsáveis, promover audiências públicas e exigir que os indicadores de segurança sejam apresentados de forma transparente à sociedade. Acidentes graves precisam gerar investigação, responsabilização quando cabível e correção imediata dos riscos. Segurança e saúde ocupacional devem estar acima de qualquer meta de produção.

Munir Neto – Nenhum emprego pode custar uma vida. Nesse ponto, pela vida humana, todos precisamos estar do mesmo lado. A segurança deve ser prioridade permanente e inegociável, tanto para empregados da CSN quanto para terceirizados. Vou cobrar rigor dos órgãos responsáveis, acompanhar as investigações e apoiar as famílias atingidas. Também seguirei dialogando com trabalhadores, sindicato e direção da empresa. Temos caminhado ao lado do sindicato porque uma entidade forte e representativa é essencial para defender os trabalhadores e prevenir novas tragédias.

Rodrigo Drable – Vejo que falta representação competente dos trabalhadores. A empresa corre o risco de demissões em massa, como desdobramento do processo de fragmentação e venda já iniciado, e mesmo assim ninguém se manifesta em defesa do trabalhador. As mortes parecem não preocupar ninguém. Deve ser feita uma ação conjunta com o Ministério Público do Trabalho para acompanhamento dos processos produtivos e a garantia dos elementos constitutivos da segurança do trabalhador. Parece que todo mundo tem o rabo preso com a empresa, e ninguém enfrenta os problemas de forma clara.

 

aQui: Diversos imóveis da CSN permanecem sem utilização e poderiam ser destinados a universidades, clínicas, projetos de lazer etc. O senhor poderia propor a desapropriação, por exemplo, do Recreio do Trabalhador? Do Centro de Puericultura? De mais algum imóvel?

Rodrigo Furtado – Já tomei medidas concretas para preservar o patrimônio histórico de Volta Redonda, com o tombamento do Recreio do Trabalhador, do Umuarama e do Náutico. Como deputado federal, vou buscar recursos para recuperar e reabrir esses espaços, devolvendo esporte, lazer e convivência à população. Também vou lutar por uma nova destinação ao Escritório Central da CSN, transformando-o em um polo de educação, inovação e empreendedorismo do Sul Fluminense. A proposta é levar faculdades, startups, cursos profissionalizantes, empresas de tecnologia e ambientes de inovação para o local. Assim, um patrimônio histórico pode se tornar um espaço de conhecimento, oportunidades, empregos e renda. Volta Redonda precisa preservar sua história e, ao mesmo tempo, preparar seu futuro.

Edson Albertassi – Imóvel abandonado ou subutilizado precisa entrar no debate sobre o futuro de Volta Redonda. Vou defender que espaços como o Recreio do Trabalhador e o antigo Centro de Puericultura sejam discutidos com transparência para possíveis usos em educação, saúde, cultura, esporte e lazer. Também vou cobrar um levantamento dos demais imóveis sem utilização relevante. Desapropriação é uma possibilidade que precisa obedecer à Constituição, à legislação e à indenização cabível. O ponto central é discutir com a própria empresa como patrimônios hoje sem função possam voltar a servir à população.

Munir Neto – Volta Redonda não pode conviver indefinidamente com imóveis importantes abandonados ou sem função social. Defendo o diálogo para que espaços como o Recreio do Trabalhador e o Centro de Puericultura sejam recuperados e devolvidos à população. O Plano Diretor pode oferecer instrumentos importantes nesse processo. Se não houver acordo, medidas mais firmes, inclusive a desapropriação pelos entes competentes, poderão ser avaliadas com responsabilidade jurídica. A recuperação dos imóveis da Rua 33 mostra que nossa cobrança começa a produzir resultados, embora ainda abaixo da velocidade que nós esperamos.

Rodrigo Drable – A privatização da CSN é um dos maiores escárnios da história do Brasil. Compraram uma indústria pública que tinha em estoque mais produto do que a empresa valia e de brinde levaram os melhores imóveis da cidade. Isso foi um tapa na cara do cidadão. A empresa deve valores bilionários e ninguém toma uma atitude pra retomar os imóveis, mesmo como garantia do valor do débito. O Estado não tem que desapropriar, ele tem que tomar os imóveis como garantia da dívida. Se o cidadão deve o financiamento do carro, ele perde o carro. Alguém já viu o devedor ser pago pelo credor??? Sendo eleito, meu esforço será para tomarmos os imóveis como garantia do que devem ao Estado e entregá-los imediatamente para uso de serviços públicos e usufruto da população.

 

aQui: Como poderá atuar, caso seja eleito, para garantir maior fiscalização, transparência sobre emissões e passivos ambientais e proteção da população de Volta Redonda?

Rodrigo Furtado – Essa é uma luta que já faço hoje e que vou manter em Brasília. Presido a CEI que acompanha o cumprimento do TAC ambiental da CSN e venho cobrando providências sobre o pó preto, a escória e outros passivos ambientais. Reconheço os avanços, como a entrada em operação de dois novos conjuntos de filtros das sinterizações, mas ainda é preciso esclarecer a situação do terceiro, previsto para a Sinterização 3. Como deputado federal, quero ampliar a fiscalização e cobrar transparência nos dados de qualidade do ar e emissões. A população precisa ter acesso claro às informações e os órgãos ambientais devem contar com estrutura e independência para fiscalizar. Desenvolvimento sustentável significa conciliar produção, crescimento econômico e responsabilidade ambiental. A própria CSN informou que os investimentos ambientais, inicialmente previstos em R$ 300 milhões, devem ultrapassar R$ 1 bilhão.

Edson Albertassi – A população de Volta Redonda tem direito de saber exatamente o que respira e quais são os impactos ambientais da atividade siderúrgica. Vou defender fiscalização permanente, divulgação dos dados de emissões e monitoramento independente da qualidade do ar e da água. Também vou cobrar informações claras sobre passivos ambientais, licenças, metas de redução e cumprimento das obrigações ambientais. Audiências públicas devem ser realizadas sempre que houver questões relevantes para a saúde e o meio ambiente. Desenvolvimento econômico e proteção ambiental precisam caminhar juntos, com fiscalização e transparência.

Munir Neto – Queremos a CSN forte, produzindo e gerando empregos, mas sempre respeitando a saúde da população. Depois de muita cobrança, vimos a instalação de novos filtros e avanços no cumprimento do TAC, mas a fiscalização precisa ser permanente. Continuarei cobrando do Inea transparência sobre as emissões, monitoramento confiável e ações contra os passivos ambientais. A chegada do Batalhão Ambiental, que ajudamos a viabilizar em Volta Redonda, reforçará a proteção de toda a região. Enquanto alguns fazem apenas discurso, eu e o prefeito Neto trabalhamos para entregar soluções concretas.

Rodrigo Drable – Todo passivo ambiental da CSN pode ser convertido em insumo para serviços público. Tem custo pra isso. Essa é uma outra forma de compor o débito da empresa. Alguns estudos apontam a utilização da escória como substituto de produtos utilizados na base de pavimentação de rodovias. Mas tem que se fazer o preparo dele e isso custa. E por óbvio a CSN se omite de fazer qualquer esforço. Podemos subsidiar os investimentos utilizando percentual do passivo tributário. Ou seja, ela investe, fornece e a partir disso debita do montante da dívida. E vale lembrar que esse montante de dívidas é crescente. Ou seja, sociedade só tem a ganhar. Mas tem que ter um deputado pra trabalhar de verdade né. Eu não vou baixar a cabeça para a empresa.

Sem brigas

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47% dos brasileiros deixam de comentar votos em casa para evitar conflito

Já foi pior, bem pior, mas a verdade é que estamos prestes a decidir, mais uma vez, os destinos da nação. E a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro toma conta de todos os lares. O detalhe é que  47% dos brasileiros deixam de comentar em casa em quem vão votar, para evitar conflitos. Tem mais. 22% dos homens ainda acham aceitável insistir para que a companheira mude o voto. E 1 em cada 4 homens brasileiros acredita que mulheres são “mais emocionais” e que isso pode “atrapalhar suas decisões políticas”. Quer saber mais? 67% dos brasileiros já ouviram que “mulher não sabe votar” e 47% da população sabe que existe nas redes uma tentativa de deslegitimar e desestimular o voto feminino. 

Com a participação de 1.449 brasileiros eleitores, entre 1 e 4 de setembro de 2026, a pesquisa ainda mostra que 20% dos homens se consideram mais centrados na hora de votar e 23% deles ignoram falas machistas do candidato na hora de escolher em quem votar. Do lado da mulher, o cenário muda: 80% delas levam em consideração falas machistas de candidatos. 

 Os dados são da pesquisa inédita realizada pela Hibou Pesquisas e Insights exclusivamente para ‘Red é de Sangue’, plataforma educacional contra a influência misógina nas redes, com apoio da HeForShe (movimento global da ONU Mulheres que engaja homens e meninos pela igualdade de gênero), Sindilegis, Grupo MEMOH, entre outros. 

O voto da mulher ainda é assunto de casal

73% dos brasileiros dizem que os cônjuges não devem votar no mesmo candidato. Número alto, mas só até se perceber o que sobra: 9% acham que sim, e 18% acham que ‘depende’. Entre os homens, 16% acham que o casal deve decidir junto em quem votar, ou seja, que o voto deixa de ser individual para virar pauta doméstica. 

E quando o parceiro discorda? 22% dos homens consideram aceitável tentar convencer insistentemente a parceira a mudar o voto. Mais do dobro do índice entre as mulheres, que é de 10%.

Contradição

Os números acima convivem com um dado aparentemente contraditório: 98% dos homens afirmam que homens e mulheres têm a mesma capacidade de avaliar candidatos. O Brasil masculino diz uma coisa de primeira, mas pensa outra na profundidade.

70% das mulheres afirmam que uma mulher que expressa opinião política forte é mais chamada de ‘histérica’, ‘emocional’ ou ‘desequilibrada’ do que um homem na mesma situação. Entre os homens, apenas 28% reconhecem que isso acontece. 

O mesmo padrão aparece quando se pergunta sobre conteúdo misógino nas redes: 62% das mulheres já viram posts dizendo que mulheres não deveriam votar ou são facilmente manipuláveis. Entre os homens, apenas 33% relatam ter visto esse tipo de conteúdo.

Olho 1

22% dos homens ainda acham aceitável insistir para que a companheira mude o voto

Olho 2 

80% das mulheres eleitoras levam em conta falas machistas de candidatos na hora de votar

O candidato machista ainda tem voto

Somente 23% dos eleitores homens brasileiros dizem levar em conta falas ou posições machistas do candidato na hora de votar e outros 14% dizem que ‘às vezes’. Ou seja, mais de um terço dos homens deixa o machismo do candidato passar, total ou parcialmente, na hora de decidir o voto.

Para efeito de comparação, 96% dos brasileiros deixariam de votar em candidatos com histórico de corrupção. “É a misoginia do voto, um conjunto de crenças enraizadas e normalizadas que permeiam movimentos contra o voto feminino nas redes sociais, encabeçados por influenciadores ‘Red Pill’”, diz Ligia Mello, CSO da Hibou e Coordenadora da Pesquisa.

O levantamento na íntegra está disponível para download na plataforma Red é de Sangue

Red é de Sangue

A plataforma www.redsangue.com.br reúne conteúdos educativos, tutorial para denúncia de ódio on-line, e acesso a grupos de reflexão. “A misoginia não vive só nas redes. Ela está na forma como o voto da mulher ainda é tratado como assunto coletivo, como algo a ser negociado ou convencido. Comunicação é nossa ferramenta de enfrentamento, e esses dados mostram por que ela ainda é urgente.”, diz Ana Beatriz Schauff, CEO da Fresh PR e idealizadora do Red é de Sangue.

Sobre a Hibou
A Hibou é uma empresa especializada em pesquisa e insights de mercado e consumo, atuante há mais de 15 anos. A Hibou trabalha o tempo todo com informação e olhares inquietos sempre do ponto de vista do consumidor. A empresa produz conteúdo qualificado utilizando ferramentas proprietárias para aplicação de pesquisas e análises de profissionais com mais de 25 anos de experiência. A Hibou oferece pesquisas qualitativas, quantitativas; exploratórias; de profundidade; de campo; dublê de cliente; desk research; monitoramento de comportamento e insights; presença de marca; expansão de região; expansão de mercado para produtos e serviços; teste de produto e hábitos de consumo. 

Racha na diretoria abre concorrência

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As eleições para o Volta Redonda ganharam contornos dramáticos com a existência de um suposto racha entre o presidente do Conselho Deliberativo, Murilo Pragana, que teria o apoio da atual diretoria, e o diretor administrativo, Alex Bosco, que estaria sendo impulsionada pela oposição. Pode-se dizer que o bicho tá pegando.
O embate carrega um forte peso histórico: de um lado, o legado de integridade do saudoso Coronel Nylson Pragana, presidente do Conselho e avô de Murilo; do outro, a paixão intrínseca do não menos saudoso João Bosco, criador da marcante Torcida Boscotaço em 1976 e pai de Alex. 

Embora o amor de ambos pelo Voltaço seja inquestionável, preservá-lo exige proteger a honra de suas trajetórias familiares acima da disputa política. Mais do que nomes tradicionais, o clube necessita, urgentemente, de ideias inovadoras e do rompimento com o atual modelo de gestão. 

É imprescindível adotar a transparência como pilar fundamental para restabelecer a credibilidade institucional. Somente com um projeto moderno e ético será possível reconquistar a confiança do torcedor, hoje frustrado e distante. As urnas definirão não apenas o próximo presidente, mas o futuro do Voltaço. Quem viver verá!

Na Geral
História
Essa é do narrador Edinésio Quimp, da Rádio do Comércio. Conta que, no interior de Minas, duas equipes amadoras disputavam uma decisão debaixo de muita chuva. Em certo momento, estourou uma baita confusão dentro da área, o goleiro caiu para um lado e o atacante para o outro. O atacante, ao ver a bola quase em cima da linha do gol, tirou a chuteira e arremessou-a de encontro à bola, tentando fazer o gol. Acontece que o goleiro, malandro e rápido, quando todos pensavam que a bola entraria, tirou uma das luvas e atirou-a na direção da bola, que parou numa poça d’água. O que aconteceu? Ora, claro que o goleiro salvou o gol. É mentira, Terta?

Barra Mansa
Foi goleado impiedosamente pelo ‘Sete de Abril’, por 4 a 1, em jogo realizado sob um temporal que caiu no Estádio Leão do Sul, na segunda, 21. O Barra Mansa ocupa a 8ª colocação, com dois pontos no estadual da Série B2. Foram dois empates e uma derrota em casa. O Leão pega o Paduano amanhã, domingo, 20, em Santo Antônio de Pádua. Tá feia a coisa na Toca!

Pedigree Tal semelhança é mera coincidência. A péssima campanha do time sub 20 do Voltaço no campeonato estadual da categoria, parece que aprendeu com o time profissional. É o penúltimo colocado com dois pontos, numa campanha sem nenhuma vitória, dois empates e quatro derrotas. Duas goleadas para Botafogo 4 x 1 e Flamengo 6 x 2. Para com isso, garotada. 

Bola fora

Para o time do Flamengo, que entrou de salto alto contra o Independiente del Valle, achando que já estava classificado às semifinais da Taça Libertadores. Afinal, poderia perder por 1 gol de diferença. Por pouco não entregava o ouro, empatando em 1 a 1, com o gol de empate marcado pelo Arrascaeta, que contou com uma falha gritante do goleiro Quintana. Coisas do futebol.

Bola dentro
Para o Vasco, que venceu o Independiente Santa Fé por 2 x 0, em São Januário, garantindo vaga para a semifinal da Copa Sul-Americana, após 15 anos. E para o Fluminense, que, mesmo perdendo para o Santa Fé, se classificou para enfrentar o Palmeiras na semifinal da Libertadores de 2026. 

Varandão da Saudade

Este é o time dos Bombeiros da CSN, foto de 1957 e que pertence ao acervo do José Osmar, da Vila.

Screenshot

Em pé, da esquerda para a direita: Pedro Cavanhaque (diretor), Gabriel (Bié), Gaúcho, Lavecchia, Raimundo, Zé Carlos, Joaquim Roberto, 61 e Roldão. Agachados: Camilo, Wilson, Tarzan, Paulo Fleming, Paulinho e Júlio.

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