quarta-feira, outubro 28, 2026
Casa Blog Página 22

“Falta de varrição”

0

Uma coisa é certa. Toda vez que chove em Volta Redonda, como ocorreu nos últimos dias: caiu água demais, alguns pontos da cidade ficaram tomados pelo acúmulo de água. E, como a chuva tem sido frequente, o problema também virou rotina. O aQui procurou o secretário de Obras, o engenheiro Jeronimo Telles, para saber as causas. Segundo ele, o crescimento da cidade tem provocado problemas no escoamento da água da chuva. Mas há outro fator: a falta de limpeza urbana, que é de responsabilidade da Secretaria de Serviços Públicos, estaria contribuindo para o aumento dos pontos de acúmulo.

“A questão de alagamento realmente tem acontecido. Na Avenida Amaral Peixoto, a gente sabe o que provoca e não temos muita solução ainda. Houve um crescimento na região, principalmente esses empreendimentos novos que acontecem ali. No Retiro, tivemos um ponto de alagamento próximo à subprefeitura. No Santo Agostinho, que é crítico, não houve problema”, disse ao aQui após as chuvas de segunda, 21.

Na Vila, próximo ao Instituto de Educação Manoel Marinho, novamente houve pontos de alagamento. “Ali estamos desenvolvendo um projeto junto ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (IPPU) para achar uma solução para o caso”, comentou Jeronimo, ressaltando que não houve ocorrências em outros pontos que costumam apresentar problemas, como na Barreira Cravo.

Mas a declaração mais curiosa veio quando Jeronimo falou sobre a sujeira acumulada nas ruas. Segundo ele, vários pontos de acúmulo de água foram provocados pela falta de varrição. “Vários bolsões de água que tivemos foram gerados por isso. Nossos servidores chegaram só com enxadas, limparam e a água desceu. Na Água Limpa, no mergulhão, estava cheio de água. Com a enxada, tiramos a sujeira que estava em cima do bueiro e a água desceu. No Memorial Getúlio Vargas, a mesma coisa: tiramos a sujeira e a água desceu”, relatou.

Ou seja: em alguns pontos, não foi preciso obra, projeto ou grande intervenção. Bastou tirar a sujeira de cima do bueiro. Alô, alô, Poliana, aquele abraço!

Bloqueado

0

Mais de um milhão de brasileiros se autoexcluíram das plataformas de jogos e apostas

Qualquer cidadão brasileiro pode pedir para ser bloqueado em todas as plataformas de apostas licenciadas no país. O pedido é gratuito e mais de um milhão de pessoas já usaram esse recurso. A funcionalidade integra o Sistema de Gestão de Apostas (Sigap), plataforma tecnológica desenvolvida pelo Serpro para a Secretaria de Prêmios e Apostas, do Ministério da Fazenda. O Sigap permite regulação, monitoramento e fiscalização do mercado de apostas no Brasil. O bloqueio pode valer por prazo determinado ou indeterminado, conforme a escolha do próprio usuário.

Como pedir a autoexclusão

  1. Acesse a Plataforma de Autoexclusão com conta gov.br nível prata ou ouro. Contas de nível bronze não têm acesso ao serviço.
  2. Faça login e escolha o motivo da autoexclusão. O portal pede que o cidadão informe por que está solicitando o bloqueio.
  3. Defina o período de bloqueio. A escolha pode ser por tempo determinado ou por prazo indeterminado.
  4. Leia e aceite os Termos de Uso. O documento explica as condições do serviço.
  5. Declare ciência das restrições. Durante o período escolhido, o cidadão não pode acessar nenhuma plataforma licenciada nem receber publicidade dessas empresas.

Quem opta pelo prazo indeterminado só pode pedir a revogação após 12 meses. Esse pedido exige laudo de profissional de saúde atestando a ausência de transtorno de jogo.

Duas formas de bloqueio

O Sigap tem dois mecanismos de proteção. A autoexclusão parte da vontade do próprio apostador, que reconhece a necessidade de se afastar do jogo. Já o Módulo de Impedidos bloqueia automaticamente o CPF de beneficiários de programas sociais, por decisão do Supremo Tribunal Federal.

OMS reconhece o transtorno do jogo como problema de saúde mental

A ludopatia, ou transtorno do jogo, é a incapacidade de controlar o impulso de jogar, mesmo com consequências negativas para a vida financeira, familiar e social da pessoa. A Organização Mundial da Saúde classifica a condição como transtorno mental na CID-11, na categoria de comportamentos aditivos.

Segundo o Ministério da Saúde, os atendimentos pelo SUS com códigos de jogo patológico cresceram 104% entre janeiro de 2018 e maio de 2025. Foram 10.553 atendimentos no período, com predominância de pessoas entre 20 e 49 anos.

O ministério publicou um guia direcionado aos profissionais de saúde que atendem pessoas com transtorno do jogo. Também criou um serviço de teleatendimento voltado a essa população.

 

Artigo

O custo real das apostas online no orçamento das famílias brasileiras

Por Tony Diniz*

O mercado de apostas online se tornou, em poucos anos, um dos fatores de maior impacto no orçamento das famílias brasileiras. Um crescimento que pode ser explicado pela facilidade de acesso e o excesso de propaganda. O setor movimenta até R$ 21 bilhões por mês no país, segundo o Banco Central, acumulando forte expansão nos últimos anos. Parte relevante desse volume drena exatamente o elo mais fraco: o orçamento doméstico.

A Confederação Nacional do Comércio estima que até R$ 117 bilhões deixaram de circular no varejo em um único ano, substituídos por apostas, com efeito maior sobre famílias de renda mais baixa, justamente os 60% dos trabalhadores brasileiros que, segundo o IBGE, ganham até dois salários mínimos. Ou seja, um impacto financeiro direto que já atinge uma parcela expressiva da população.

O que diferencia apostas de outros gastos impulsivos é o desenho do próprio produto. Cada rodada é construída para puxar a próxima, inclusive depois da perda. Exatamente quando a lógica financeira mandaria parar. É a mesma engenharia que sempre sustentou cassinos em Las Vegas ou Macau, só que agora cabe no bolso, disponível 24 horas por dia. É o mesmo padrão de pequenas decisões repetidas que discuto com meus mentorados há anos, com uma diferença importante: aqui, a indústria das bets trabalha ativamente contra a disciplina do apostador, não a favor dela.

Por isso, meu conselho começa antes da aposta: a opção mais segura é simplesmente não entrar nesse jogo. Mas, para quem já aposta, a segunda melhor escolha é fazer isso com responsabilidade e isso exige rigor. Comece anotando cada valor apostado, sem exceção. Não só para gerenciar o gasto, mas porque a maioria das pessoas subestima muito quanto perde. Nunca aposte dinheiro que já tem destino certo: conta fixa, dívida em negociação ou reserva de emergência. E fique atento a um sinal específico: se a aposta virou tentativa de recuperar o que já foi perdido, pare ali. Nesse ponto, não é força de vontade que resolve; é reconhecer que o jogo mudou de categoria e que buscar apoio profissional não é nenhum exagero.

Sem responsabilidade, uma sequência de perdas em apostas tem o poder de devolver uma família inteira à estaca zero. E isso eu já vi de perto, com meu próprio dinheiro, em situações diferentes, mas pela mesma lógica. Mas também vi o caminho inverso: reconhecer o padrão a tempo, cortar o gasto pela raiz e reconstruir a base financeira do zero é possível. Eu mesmo fiz isso mais de uma vez, e sei que não existe atalho, só disciplina repetida até virar hábito.

*Tony Diniz é empreendedor, palestrante e consultor em gestão, empreendedorismo e finanças. Construiu carreira no mercado de joias e pedras preciosas. Hoje, é diretor da holding multinacional TDX. Escreve sobre prosperidade, vendas e negócios. Autor do livro ‘Pobreza é Opção?’, pela LC Books Editora. 

Caldeirão tá fervendo

0

O clima político nos bastidores do Voltaço atingiu sua temperatura máxima. O prato principal dos boatos é a eleição da nova diretoria executiva. E o tempero, até agora, tem se mostrado indigesto. De um lado, Murilo Pragana e Alex Bosco, nomes fortes que compunham a situação, romperam os laços políticos e transformaram parceiros de gestão em adversários diretos na corrida presidencial. Para esquentar, surgiram as pré-candidaturas dos radialistas Edilson Silva e Adauto Mendes, figuras tradicionais e com história ligada ao clube, embora ambos ainda não tenham oficializado o ingresso no pleito.
O caldeirão entornou de vez quando Alex Bosco solicitou formalmente ao Conselho Deliberativo a lista atualizada dos associados aptos a votar – um direito legítimo e dever institucional do clube –, mas não foi atendido. A insatisfação foi parar nas redes sociais, e Bosco chegou a ameaçar deixar o cargo de diretor administrativo. Não satisfeito, deu a entender o fim das atividades da histórica torcida Boscotaço, criada por seu pai, João Bosco, em 1976.
A Assembleia Geral Ordinária está confirmada para o dia 19 de outubro, na sede social, localizada na Avenida Ronald Jarbas, no São Lucas. Até lá, a tendência é de dias agitados nos corredores. A cobrança por clareza nas regras eleitorais aumenta a cada momento, e há quem aposte que muita poeira ainda vai ser varrida para debaixo do tapete até a abertura das urnas. Como manda o bom futebol e a política clubística: quem viver verá!
 
Na Geral
CBF reduz estrangeiros
Os clubes das Séries A e B do Brasileiro decidiram, em votação no Rio de Janeiro, diminuir o limite de jogadores estrangeiros relacionados nos jogos a partir de 2027. O objetivo é dar mais oportunidades a atletas formados na base, que tiveram participação reduzida nos últimos anos.
Atualmente, um clube pode relacionar até nove jogadores estrangeiros por partida. A proposta aprovada prevê iniciar a redução com oito estrangeiros, em 2027, e chegar ao limite de cinco, em 2030. O objetivo da mudança gradual é evitar um impacto negativo nos clubes, considerando contratos já assinados. Bahia e Flamengo votaram contra a mudança.

Mudança
Também foi aprovada uma mudança nas inscrições de jogadores para fomentar a formação dos jovens. A partir do ano que vem, os elencos poderão inscrever 50 atletas no Brasileirão, sendo que pelo menos 20 precisam ter até 23 anos. A ideia é que essa mudança também seja gradual e que, em 2030, a proporção seja de 25 jogadores de idade livre e 25 com menos de 23 anos. No papel, tudo excelente… 

Perguntar não ofende
Por que será que o Conselho Deliberativo do Voltaço não entregou a lista de sócios que estariam aptos a votar na eleição de 19 de outubro, quando haverá a Assembleia para eleger o novo presidente do clube? Cadê a transparência? Lembrando que a família Horta (pai, presidente e filho, vice), conforme o estatuto, não poderá se candidatar. Com certeza daqui a dois anos, quando findar o prazo da nova diretoria, estarão de volta… 

História
Quem contou foi o Carlos Alberto Azevedo, o Pirulito. Numa partida pelo torneio início do campeonato de juvenis da LDVR, na década de 60, o Clube dos Funcionários e o Industrial foram para a decisão nos pênaltis. Naquela época somente um jogador batia todas as cobranças. Pelo Funcionários, o cobrador era um cracaço chamado Fabinho, da Voldac. Pelo lado do Industrial, outro grande jogador, o Ademir di Orêia. Eram tão bons que cobraram 20 pênaltis. O resultado acabou sendo 20 a 19 para o Funcionários, sendo que a última cobrança de Ademir bateu na trave. Vai para o livro dos recordes. É mole?

Barra Mansa

O Barra Mansa enfrenta o Búzios na próxima segunda, 28, às 15h45min, no Estádio Leão do Sul, pela quinta rodada da Série B2 do Campeonato Carioca. O Leão continua sem vencer, pois, na rodada passada, só empatou por 2 a 2 contra o Paduano. O Leão do Sul chegou a três pontos em quatro jogos e ocupa a 10ª colocação na tabela, buscando sua primeira vitória na competição.

Bola fora

Para a seleção brasileira, que marcou três amistosos contra Austrália (dois jogos) e Índia. Dois adversários fracos, que não somam nada para a nova etapa, que começa nesta primeira data Fifa para o Mundial de 2030, a ser realizado na Espanha, em Portugal e no Marrocos. Pior: atrapalhou o andamento dos campeonatos brasileiros. 

Bola dentro 
Para a primeira data Fifa, que dará tempo suficiente para a recuperação física – e até mental – da maioria dos jogadores e técnicos que disputam a série A. Dava pena ver os caras se arrastando em campo no final das partidas. Que voltem com energia e mantenham a classe. 

Varandão da Saudade

Esta é a seleção de Volta Redonda de 1954, com uniforme da CSVR/CSN – Contabilidade Seccional de Volta Redonda. O acervo é de Vicente Melo.

Screenshot

Em pé, da esquerda para a direita: Murta, Seta, General Silvio Raulino de Oliveira, Zé Coelho, Cardoso, Hélio Bigode e Lacecchia. Agachados: Pinha, Caludo, De Paula, Edir Cabeção e Leonel.

Seja bem vindo!
Enviar via WhatsApp