sábado, maio 2, 2026
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‘Dor e silêncio’

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COMPORTAMENTO: Rio de Janeiro já registra cerca de 11 mil violações contra a mulher em 2026

Em meio ao registro de alta nos casos de violência contra a mulher em todo o Brasil, os dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania mostram que, em 2026, o Rio de Janeiro já registrou 11.370 violações contra a mulher, mas apenas 1.379 protocolos de denúncias foram formalizados. O cenário escancara o abismo entre ocorrência e denúncia, e revela um problema estrutural e psicológico que segue presente no cotidiano de muitas cariocas.

De violência física e doméstica a abusos psicológicos, morais e patrimoniais, a realidade imposta a milhares de mulheres ainda é marcada pela dor e pelo silêncio. E, para a advogada e professora do curso de Direito do Centro Universitário Anhanguera de Niterói, Andrea Souza, é exatamente nesse silêncio que a violência encontra terreno fértil para continuar. “O medo de denunciar está ligado a diversos fatores, como dependência emocional, financeira, medo de represálias, vergonha e até desconhecimento sobre os próprios direitos. Muitas acreditam que não terão acolhimento ou que a denúncia não vai mudar sua realidade”, afirma.

A docente destaca que, ao longo de quase duas décadas, a Lei Maria da Penha se tornou um marco na proteção às mulheres, estabelecendo medidas protetivas, criminalização do agressor, atendimento prioritário e até direito a matrícula em escolas para vítimas e seus filhos. “Foram grandes conquistas, mas é preciso reconhecer que a eficácia da lei depende de sua aplicação, fiscalização e principalmente da confiança das mulheres em usá-la”, reforça Andrea.

O desafio, segundo ela, vai além do campo jurídico. Envolve educação, autonomia econômica e políticas públicas de prevenção e acolhimento. “Precisamos de ações contínuas, não só em datas simbólicas. A mulher precisa saber que não está sozinha, que tem onde buscar ajuda e que será ouvida com respeito”, afirma.
Ela destaca que, para mudar esse cenário, é essencial ampliar o debate desde cedo. “Educar para a igualdade de gênero nas escolas, nas famílias e nas empresas é parte do caminho. Além disso, oferecer oportunidades para que as mulheres tenham independência financeira pode ser decisivo para sair de um relacionamento abusivo”, pontua.
A docente também reforça a importância de canais como o 180 (Central de Atendimento à Mulher) e o 190 (Polícia Militar), que funcionam como porta de entrada para o rompimento do ciclo de violência. “O silêncio não protege, ele perpetua. A mulher precisa ser acolhida, não julgada. A denúncia pode ser o primeiro passo para salvar uma vida”, destaca. 

Virou lei

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ESTADO: Serviços de internet, TV por assinatura e cartões serão cancelados de forma mais rápida

A partir de agora, o cancelamento de serviços continuados, como assinatura de internet, TV e cartões de crédito passarão a ser mais rápidos. É o que garante a Lei 11.134/26, do deputado Átila Nunes, já em vigor. Por ela, o atendimento pessoal, eletrônico ou por gravação deve ser ágil, fácil e simples para os casos de cancelamento do serviço ou produto, de modo a garantir o imediato atendimento da vontade do consumidor, devendo constar a opção de cancelamento, no caso de atendimento eletrônico ou gravação, logo na primeira relação de serviços disponíveis.

Além disso, o contato deverá ser gravado pela empresa, gerando número de protocolo para cada solicitação, que deverá ser informado ao consumidor no final do atendimento. Em caso de descumprimento, o estabelecimento será multado no valor de 3.000 Ufirs por cada autuação, o equivalente a R$ 14.880, aplicada em dobro em caso de reincidência. As multas serão revertidas para o Fundo Especial para Programas de Proteção e Defesa do Consumidor (Feprocon) e aplicadas pelos órgãos de Defesa do Consumidor.

São considerados serviços continuados: assinaturas de jornais e revistas e outros periódicos; televisão por assinatura, provedores de Internet, linha telefônica fixa ou móvel, transmissão de dados e serviços acrescidos; academias de ginástica e cursos livres; títulos de capitalização e seguros; cartões de crédito e cartões de desconto.

“A proposta tem como objetivo dar maior efetividade à lei em vigor, garantindo ao consumidor o imediato processamento da solicitação de cancelamento do serviço, bem como estipulando uma multa específica para o descumprimento, pois a subjetividade da lei só estimula o infrator a prosseguir com seu ato ilícito em razão da total inércia e ineficiência da punição que dele possa advir”, justificou Nunes.

Banco de perfis genéticos
Outra lei já em vigor é a que prevê a criação de um Banco de Perfis Genéticos no estado do Rio. A ideia é auxiliar nas investigações criminais, bem como na identificação de pessoas desaparecidas. É o que determina a Lei 11.135/26, do deputado Vinícius Cozzolino (União). A inclusão de perfil genético no banco somente ocorrerá após condenação definitiva por crime doloso com violência de natureza grave contra pessoa ou crimes hediondos; por decisão judicial em sede de investigação criminal, quando necessária à instrução probatória e à elucidação dos fatos; ou ainda mediante doação voluntária de familiares consanguíneos de pessoas desaparecidas, exclusivamente para fins de localização e identificação.

A implementação da medida observará as diretrizes técnicas e os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, e pelo Comitê Gestor da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos. O banco fluminense deverá ser integrado à rede de bancos de perfis genéticos, nos termos da Lei Federal 12.654/12 e do Decreto Federal 7.950/13, que instituíram a coleta de perfil genético como forma de identificação criminal na Lei de Execuções Penais (Lei Federal 7.210/84).

Ao discursar em plenário, o deputado Vinícius Cozzolino afirmou que a norma possibilitará o estado do Rio a coletar, compartilhar e receber dados da rede integrada federal para fazer seus próprios estudos criminalísticos. “O Rio é um dos principais estados da federação, sendo a segunda maior economia do país. Apesar de já ser lei federal desde 2012, o Estado do Rio ainda não tinha o seu próprio banco de perfis genéticos. A medida facilitará a elucidação de crimes ao melhorar toda prática forense fluminense, utilizando técnicas já consagradas em vários países desenvolvidos do mundo”, disse.

Cozzolino também reforçou que a medida vai salvar vidas e impedir que inocentes não sejam condenados injustamente. “Está ferramenta traz a ciência para garantir que o culpado seja responsabilizado, que a justiça seja feita e que tenhamos uma segurança pública mais efetiva no estado do Rio. É uma ferramenta decisiva para identificar autores de crimes gravíssimos e para dar respostas às famílias de pessoas desaparecidas, que não se encontram mais convivendo com seus entes queridos”, concluiu.

Também assinam como coautores Chico Machado (SDD), Lilian Behring (PCdoB), Jari Oliveira (PSB), Dionísio Lins (PP), Célia Jordão (PL), Índia Armelau (PL), Renan Jordy (PL), Franciane Motta (Pode), Sarah Poncio (SDD), Fred Pacheco (PMN), Daniel Martins (União), Carlos Minc (PSB), Lucinha, Claudio Caiado (PSD), Luiz Paulo (PSD), Munir Neto (PSD) e Tia Ju (REP).

Armazenamento dos perfis genéticos
De acordo com a proposta, os perfis genéticos armazenados no banco não revelarão traços somáticos ou comportamentais, nem qualquer outro dado pessoal sensível, excetuando-se, exclusivamente, a determinação genética de sexo biológico. Os dados terão caráter sigiloso e serão protegidos por normas de segurança e controle de acesso.
Os perfis serão excluídos do banco no prazo legal de prescrição do delito ou por determinação judicial expressa, especialmente nas hipóteses de absolvição, reconhecimento de erro pericial, extinção da punibilidade ou reabilitação. A medida também assegura ao titular ou a seu defensor legal o direito de requerer a exclusão ou retificação do registro.

A unidade gestora do banco deverá designar formalmente um encarregado pelo tratamento de dados pessoais, que será responsável pela adoção de medidas de segurança, transparência e responsabilização. A coleta, o armazenamento, o tratamento e o compartilhamento de dados observarão integralmente o disposto na Lei Federal 13.709/18 – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). A medida ainda prevê a realização de auditorias periódicas sobre a integridade e legalidade do banco, nos termos do regulamento do Poder Executivo, com divulgação de informações de caráter geral, preservado o sigilo dos dados pessoais e das investigações.

O uso dos perfis genéticos em desconformidade com o disposto na norma sujeitará o responsável às sanções previstas na legislação vigente. O Poder Executivo poderá celebrar convênios e parcerias com universidades públicas, institutos públicos de pesquisa e órgãos federais para o desenvolvimento, aprimoramento e manutenção do Banco de Perfis Genéticos.

 

Carros de autistas

O Governo do Estado passa a ter autorização para fornecer adesivos que identifiquem os carros de pessoas no Transtorno do Espectro Autista (TEA). A permissão consta na Lei 11.133/26, do deputado Fred Pacheco (PMN), que foi aprovada pela Alerj, já em vigor. O selo deverá ser fornecido de forma gratuita.
O objetivo da norma é instruir os outros motoristas a evitar ruídos sonoros próximos dos veículos com o selo de identificação. Barulhos como buzinas, alto volume de caixas de som, escapamento adulterado e apitos podem provocar mal-estar nas pessoas com TEA. Os materiais adesivos e as orientações aos motoristas e campanhas de conscientização no trânsito poderão ser fornecidos pela Subsecretaria de Cuidados Especiais do Estado do Rio de Janeiro ou pelos municípios em parceria com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RJ).

Para obtenção do selo, os interessados deverão comparecer ao órgão competente, munido de todos os documentos necessários e que comprovem essa condição para a realização do cadastro. A credencial cadastrada deverá ser colocada no vidro traseiro do veículo, esclarecendo ainda, que o selo não dará benefícios no trânsito.

O texto teve coautoria dos deputados Marcelo Dino (União), Tia Ju (REP), Lucinha, Franciane Motta (Pode), Val Ceasa (PRD), Ricardo da Karol (PL), Carla Machado (PT), Sarah Poncio (SDD), Renata Souza (PSOL), Lilian Behring (PCdoB), Prof. Josemar (PSOL) e Munir Neto (PSD).

 

Descartáveis nas escolas 

 

Os utensílios plásticos descartáveis e materiais escolares de uso único serão substituídos, progressivamente, por produtos renováveis ou reutilizáveis nas redes pública e privada de ensino do Rio. É o que determina a Lei 11.142/26, do deputado Carlos Minc (PSB), também em vigor. Ela define um cronograma de metas para que as instituições escolares deixem de utilizar itens plásticos de uso único, como copos, canudos, pratos, talheres, bandejas e materiais escolares. O percentual de substituição deve obedecer aos seguintes prazos: 50% em até um ano, a partir da entrada em vigor da lei; 75% após dois anos; e 100% após três anos.
A norma também determina que as escolas orientem pais e responsáveis a adquirir materiais escolares compostos por itens renováveis ou reutilizáveis. Os alunos também deverão ser orientados a levar seus próprios utensílios que não sejam de plástico descartável.

Veja quem também assinou o texto como coautores: Tia Ju (REP), Marcelo Dino (União), Verônica Lima (PT), Dionísio Lins (PP), Flávio Serafini (PSol), Yuri Moura (PSol), Franciane Motta (Pode), Lilian Behring (PCdoB), Samuel Malafaia (PL), Carla Machado (PT), Sarah Pôncio (SDD), Marina do MST (PT), Vitor Júnior (PDT), Jari Oliveira (PSB) e Célia Jordão (PL).

 

É como brigar com bêbado

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Não importa se a Chapecoense usou um time alternativo, problema deles. O Volta Redonda, que não tinha nada com isso, não tomou conhecimento e fez o dever de casa. Venceu por 1 a 0, gol de Filipinho. Com a vitória, o tricolor de aço assumiu a ponta da tabela do seu grupo com … pontos, na Copa Sul-Sudeste. Se vencer sempre é bom, porém é importante também saber que o adversário, que está na Série A, não veio com o seu time titular, mas que serviu para mostrar que o tricolor de aço ainda tem muita coisa para acertar. Um jogo como esse faz lembrar uma frase peculiar, ou seja: é como brigar com bêbado. Se bater é covardia e se apanhar, é vergonha. Agora o Voltaço volta as atenções para a Série C e estreia no domingo, 5, às 19 horas, contra o Paysandu no Raulino de Oliveira. Aí sim, poderemos saber como o Volta Redonda está. Quem viver verá!

Na Geral
Jogos do Voltaço pela Copa Sul-Sudeste
Dia 8, 19h, contra o Sampaio Corrêa-RJ , no Lourival Gomes; dia 14, em casa, contra o Tombense; dia 30, contra o Caxias e no dia 6 de maio, contra o Novorizontino no Raulino de Oliveira.

Série C
Aqui estão os jogos do Voltaço até a nona rodada da Série C de 2026. Estreia amanhã, domingo 4, contra o Paysandu, no Raulino de Oliveira. Dia 11, enfrenta o Guarani em Campinas. No dia 18, pega o Caxias-RS, no Raulino. Dia 25, vai a São Luiz, enfrentar o Maranhão. Dia 3 de maio pega o Brusque-SC no Raulino. No dia 16, será a vez do Santa Cruz, em Recife. Dia 23, com o Ypiranga-RS no Raulino e dia 30, enfrentará o Itabaiana-SE no Estádio Etelvino Mendonça.

História
No início da década de 1960, Miúdo era um dos destaques do Esporte Clube Independente. Com 1,85m, atuava como quarto-zagueiro e jogava o fino da bola. Além de jogar futebol, Miúdo trabalhava na Rede Ferroviária Federal, o que lhe proporcionava uma vida tranquila. Gostava da noite e se vestia bem, de preferência com ternos de linho S120 (seus favoritos), confeccionados pelo treinador do Indepa, o alfaiate Sílvio Caçador. Dançar era sua grande diversão, e ao som de tangos e boleros rodopiava com suas “namoradas” pelos bordéis da cidade. O maior adversário do Independente era o Ciap, que tinha sua sede no bairro de Porto Novo, justamente onde Miúdo se divertia. Assim, a turma do Ciap sabia de todos os passos de Miúdo.

Na ocasião em que Independente e Ciap estavam para jogar, a expectativa era grande por toda a cidade. Só se falava do clássico! Sabendo com quem Miúdo estava “namorando”, o pessoal do Ciap resolveu oferecer à “moça” uma recompensa para que ela o “matasse” na véspera do jogo. Negócio combinado e o Miúdo recebeu um tratamento vip que varou a madrugada. Assim, o craque só chegou em casa, na Praça da Bandeira, por volta das cinco da manhã. E a turma do Ciap, no domingo, por volta das nove horas, foi conferir:– Como foi?, perguntaram. Ela respondeu: – Ficamos até altas horas. Ele saiu daqui mortinho, disse.

Gratificaram a “moça” e foram esperar pelo jogo que seria realizado naquela tarde de domingo, no Estádio Municipal. A hora do jogo ia se aproximando e a galera chegando ao estádio que estava com suas dependências literalmente tomadas pelos torcedores. Por volta das 14 horas, como Miúdo não havia chegado, os dirigentes do tricolor alemparaibano começaram a ficar preocupados. Enquanto isso, a turma do Ciap já esfregava as mãos de contentamento. “O homem ainda não apareceu, deve estar apagadão”, diziam. Com a demora do craque, diretores do Independente resolveram mandar um automóvel até a sua casa para buscá-lo. Chegando lá o motorista e um dirigente encontraram Miúdo acordando com a cara toda amarrotada e este tranquilamente mandou: “– O que houve? Vocês pensaram que eu não ia jogar? Dormi por volta das cinco horas e pedi para mamãe me acordar às onze. Almocei e voltei para mais um cochilo. Estou pronto”, disse Miúdo.

Com toda a calma do mundo, o que lhe era peculiar, vestiu seu terno de linho branco S120, pegou as chuteiras e foi à luta. Final da história: Jogão de bola, Miúdo foi o craque da partida e o Independente saiu vencedor. E a turma do Ciap está sem entender até hoje o que aconteceu…

Reforços
A diretoria do Volta Redonda anunciou a contratação de mais dois reforços. O primeiro foi o meio campo Juliano Clasen, 27 anos. Estava no Sergipe, onde trabalhou com o treinador William de Mattia recentemente. O outro é o atacante Rafael Furtado, 26 anos, que chega para cobrir a ausência do atacante Ygor Picapau, que foi submetido a uma artroscopia no joelho direito e deve ficar fora, pelo menos, 30 dias.

Perguntar não ofende
A Pantera Sport, que não tem nada a ver como o ex-jogador Donizete Pantera, administra a carreira de vários jogadores que atuam pelo Brasil e no mundo. O Voltaço tem até uma parceria com a empresa e vários jogadores no seu elenco, inclusive o técnico William de Mattia estão ligados à empresa. A pergunta é: como é feita essa parceria? Qual é a participação do tricolor de aço quando surge uma negociação? Com a palavra, os dirigentes do Volta Redonda.

Bola fora
Para a preparação da seleção brasileira para a Copa do Mundo. Em seis meses, o técnico Carlo Ancelotti ainda não conseguiu dar um padrão de jogo e nem definir os titulares. Faltando pouco mais de dois meses, é correr contra o tempo e aguardar as surpresas, que o futebol proporciona. Já vimos esse filme, pelos dois lados, positivo e negativo. Qual a sua opinião?

Bola dentro
Para dois jovens jogadores que se destacaram nos testes de Ancelotti. Luiz Henrique e Endrick, que não amarelaram vestindo a camisa canarinho. Que continuem assim, renovando as esperanças de um bom futebol.

Varandão da Saudade

Este é o time da S. E. Novo Mundo, do bairro Sessenta, na década de 60. A foto pertence ao acervo do Lau, com colaboração do Dário Novaes.

Screenshot

Em pé da esquerda para a direita: Wilson (presidente) Gato (técnico), Abraão, Macão, Celso, Vadinho, Elico, Lau, Betão e Paulinho (diretor).

Agachados: Ailton (Massagista), Dudu, Curi, Eduardo, Magrelada, Toninho Gama e Toninzinho;

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