sexta-feira, maio 1, 2026
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Na Morada do Campo

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MORADIAS: Prefeitura já está aceitando inscrições para o ‘Minha Casa, Minha Vida’

A Prefeitura de Volta Redonda já está aceitando inscrições para o programa habitacional ‘Minha Casa, Minha Vida’, do governo Federal. As vagas são para o  Residencial Édson Corrêa, localizado na Morada do Campo, e são destinadas a famílias de baixa renda.
As inscrições podem ser realizadas até o dia 30 de abril, presencialmente, em nove unidades dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras): Retiro, Vila Brasília, Mariana Torres, Belo Horizonte, Coqueiros, Verde Vale, Açude, Jardim Cidade do Aço e Voldac, ampliando o acesso da população em diferentes regiões do município.

Para participar, é necessário possuir renda familiar mensal de até R$ 2.850; obrigatoriamente estar com o Cadastro Único (CadÚnico) atualizado e comprovar situação de déficit habitacional – como moradia precária, coabitação, alto comprometimento de renda com aluguel ou residência em área de risco.

Também é obrigatória a apresentação de documentação completa e legível de todos os integrantes da família, incluindo RG, CPF, certidão de nascimento ou casamento, comprovante de renda e, quando for o caso, laudo médico para pessoas com deficiência (PCDs).

A subsecretária de Assistência Social, Larissa Garcez, orienta os interessados a ficarem atentos às exigências. “Esse é um momento muito importante para muitas famílias que aguardam a oportunidade de conquistar a casa própria. É fundamental que os interessados, dentro dos critérios, procurem uma das unidades dos Cras listados dentro do prazo, tenham Cadastro Único e verifiquem se ele está atualizado, e apresentem toda a documentação necessária para garantir a participação no processo, levando em consideração todas as etapas”, afirmou.
Critérios de seleção

De acordo com o decreto assinado por Neto, terão prioridade famílias em situação de maior vulnerabilidade social que participem de todo o processo, que inclui fases de verificação documental. Entre os critérios, estão: mulheres responsáveis pelo núcleo familiar, presença de pessoas negras, idosos, crianças ou adolescentes, pessoas com deficiência ou com doenças graves, além de mulheres vítimas de violência doméstica. Também terão prioridade moradores de áreas de risco, famílias em habitação precária ou que comprometem mais de 30% da renda com aluguel.

Entre os critérios complementares considerados na seleção, estão: residir em Volta Redonda há pelo menos cinco anos, estar em acompanhamento pela rede de assistência social, receber aluguel social, estar em processo de saída da situação de rua ou atuar em atividades como coleta de materiais recicláveis. Em caso de empate, será priorizado o candidato de maior idade.

A história pode se repetir

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9 DE ABRIL

O que pedir a um possível novo dono da CSN ou a quem entrar de sócio de Benjamin Steinbruch na UPV

Na quinta, 9, a Companhia Siderúrgica Nacional completou 85 anos de vida. Não teve nenhuma festa. Nem bolo de aniversário. O presidente da companhia, Benjamin Steinbruch, não esteve na cidade do aço para dirigir algumas palavras aos cerca de 20 mil operários que ainda colocam a siderúrgica como uma das maiores da América Latina.

Também pudera. O executivo vive às voltas com seus planos de modernização da Usina Presidente Vargas. Seja negociando a usina, como seus críticos especulam, ou a entrada de um sócio – japonês, de preferência –, que esteja disposto a investir alguns milhões de dólares na planta industrial localizada em Volta Redonda.

Trabalhando em cima das duas possibilidades – venda ou novo sócio –, o aQui decidiu, para comemorar os 85 anos da CSN, fazer uma reportagem especial com algumas figuras públicas de Volta Redonda e questionar que reivindicação elas fariam a quem fosse investir na cidade do aço, para talvez evitar que os erros do passado, quando a CSN foi privatizada, se repitam. Na época, é bom relembrar, funcionários, sindicalistas, empresários e políticos travaram uma guerra com o governo Fernando Henrique Cardoso contra a privatização da CSN.

Esquecerem de pedir, por exemplo, que os terrenos e imóveis da empresa, sem ligação com a produção do aço, passassem a fazer parte, como uma espécie de indenização, do patrimônio municipal. Não pediram, e deu no que deu. Até hoje estão arrependidos. Veja abaixo como nossas lideranças se posicionaram a respeito e o que pediriam ao novo dono da CSN ou a quem entrar de sócio de Benjamin Steinbruch:

 

Antônio Francisco Neto – prefeito de Volta Redonda

“O que pediria é o mesmo que peço sempre: mais investimentos na cidade, na usina e no trabalhador. Que as relações institucionais com Volta Redonda sejam cada vez mais fortalecidas, com diálogo e parceria. E que a questão ambiental seja sempre tratada como prioridade, conciliando produção com qualidade de vida para a população.”

Edmilson Alvarenga – presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiaia e Porto Real “O debate sobre a entrada de um novo sócio ou até uma mudança de controle na UPV reacende uma questão que Volta Redonda já deveria ter enfrentado: qual é, de fato, o compromisso da CSN com a cidade que ajudou a construir?

Na privatização, durante o governo FHC, faltou garantir que o crescimento da empresa estivesse vinculado ao desenvolvimento da cidade e à proteção dos trabalhadores. A empresa se fortaleceu e ganhou escala, mas Volta Redonda e o emprego local não acompanharam esse avanço na mesma proporção.

Diante de um possível novo ciclo, esse erro não pode se repetir. Um novo sócio pode ser uma oportunidade, desde que venha com compromissos concretos com a cidade, os trabalhadores e o desenvolvimento sustentável.

Volta Redonda precisa voltar a ser prioridade. Isso passa por modernização com tecnologia e competitividade, sem redução de empregos ou precarização de direitos, aliando avanço à valorização da mão de obra com qualificação e preservação dos postos de trabalho.

A questão ambiental também não pode ser secundária. Produzir melhor exige responsabilidade, transparência e respeito à saúde da população. Há ainda o déficit imobiliário. Com pouca área para expansão e grandes espaços ociosos da CSN, é viável avançar em projetos habitacionais por meio de parcerias, ampliando o acesso à moradia e organizando o crescimento urbano.

O ponto central é claro: quem investe na CSN precisa entender que não se trata apenas de uma operação industrial, mas de uma cidade inteira ligada a essa história. Volta Redonda já contribuiu muito. É justo que haja reciprocidade.

Seja com um novo sócio ou com a atual gestão, o compromisso deve ser o mesmo: crescer junto com a cidade, respeitar trabalhadores, preservar empregos e garantir direitos. A responsabilidade é contínua e não começa com um novo sócio. Mas com quem já está no comando..

A questão das terras também é importante, além da falta de oferta habitacional. O tema ainda não é latente nas discussões, mas deveria, ainda mais por conta da tomada de locais históricos que a CSN anda promovendo”.

Gustavo Tutuca – deputado estadual

“A CSN faz parte da história de Volta Redonda, e qualquer movimento futuro precisa, antes de tudo, respeitar a cidade e sua população. É fundamental avançar nas ações de sustentabilidade, com investimentos consistentes na redução de impactos ambientais e no controle da poluição, uma demanda histórica.

Ao mesmo tempo, é preciso olhar para o futuro. A CSN tem potencial para seguir como protagonista no desenvolvimento regional, atraindo novas empresas, ampliando a cadeia produtiva e gerando oportunidades. Nesse contexto, políticas como a Lei do Aço, de minha autoria, são importantes para garantir competitividade e estimular investimentos.

O que se espera é uma CSN cada vez mais moderna, sustentável e integrada à cidade, contribuindo para o crescimento econômico, a geração de empregos e a melhoria da qualidade de vida em Volta Redonda e no Sul Fluminense.”

Renan Cury – comunicador e vereador “Pediria que a empresa invista diretamente em soluções para problemas que, em parte, foram agravados pela ação humana e industrial ao longo dos anos. Um exemplo concreto é a prevenção de enchentes, com investimentos em infraestrutura urbana, drenagem, recuperação de áreas degradadas e apoio a projetos ambientais.”

Jorge Melhem – arquiteto especializado em Consultoria Política, Pública e Empresarial

“Que devolvam ao Município, via Prefeitura, todas as áreas de terras e imóveis adquiridas indevidamente por meio da privatização e que podem representar um novo momento de desenvolvimento local por administração direta pela mesma ou formulação de PPP – Parcerias Público Privadas.

Que comecem suas atividades corrigindo um erro histórico e consolidem solidamente o apoio e o respeito da comunidade.

Que observem a questão da observância às regras ambientais por ser obrigação.”

 

Ronaldo Alves – arquiteto, ex-secretário de Planejamento de Volta Redonda e Barra Mansa e presidente do IPPU-VR “Manter a função social das propriedades já destinadas ao uso coletivo, atendendo trabalhadores e a sociedade de Volta Redonda. Espaços como o Centro de Puericultura, Recreio do Trabalhador, Escola Técnica Pandiá Calógeras e clubes tradicionais devem ser preservados para uso dos metalúrgicos.

Já os clubes América, Versátil, Ressaquinha, Umuarama, Náutico e Clubinho do Laranjal devem seguir com seus usuários, sem cobrança de aluguéis ou taxas, resgatando seu papel social. Destinar o Escritório Central a um consórcio de empresas, como startups, sob gestão qualificada, e ceder áreas como as da antiga Cobrapi e do UBM a projetos empresariais ou educacionais, com participação da Prefeitura de Barra Mansa.

A Fundação CSN deve ser fortalecida, assumindo a gestão de áreas ambientais e espaços estratégicos, como a Fazenda Santa Cecília, a Arie Cicuta, a ETPC, o Hotel Bela Vista e o Hospital CSN, com modelo de plano de saúde, a exemplo do Amil ou Bradesco. As terras não urbanizadas devem ser transferidas ao Município para uso social. A manutenção da Fundação deve contar com recursos da empresa, apoiados por fundo municipal de desenvolvimento econômico com participação estadual e federal.”

José Maria da Silva – o Zezinho do MEP

“Às vésperas de completar 85 anos, a Companhia Siderúrgica Nacional vive um cenário de incertezas que reacende o debate sobre seu futuro e seus impactos em Volta Redonda. A partir de escutas com especialistas, o tema vai além de uma possível venda e envolve questões estruturais do desenvolvimento local.

Não há sinais concretos de venda total, mas há possibilidade de movimentos pontuais, como entrada de sócios ou negociação de ativos. A principal preocupação é o impacto sobre os empregos, especialmente na metalurgia.

A usina segue como eixo da economia local, e qualquer mudança precisa considerar a dependência do município. O maior risco, segundo especialistas, não é o fechamento, mas a redução de operações, com efeitos diretos sobre emprego e renda.

O cenário global da siderurgia, pressionado por exigências ambientais, como redução de emissões, também pesa. Há críticas à falta de preparo estratégico. A modernização é necessária, mas esbarra em custos altos e no foco no curto prazo.

Passivos ambientais e patrimônios ociosos, como clubes, prédios e imóveis fechados, ampliam a preocupação com a qualidade de vida. A falta de transparência sobre esses bens levanta questionamentos sobre sua função social. “A reativação desses espaços pode gerar empregos e dinamizar a economia local”, destacou um sociólogo, diante da ausência de um plano claro.

Apesar das dúvidas, não há indícios de venda estruturada, mas de reestruturação parcial. O desafio permanece: conciliar eficiência, responsabilidade ambiental e preservação de empregos, com mais transparência e diálogo com a sociedade.”

Eduardo Prado – presidente da Fundação Oswaldo Aranha

“Às vésperas de um novo ciclo societário da CSN, o debate sobre seu futuro em Volta Redonda vai além de uma decisão empresarial. A empresa é parte da identidade, da história e da base econômica do município, tendo moldado seu desenvolvimento ao longo das décadas.

A possível entrada de um novo sócio ou mudança de controle representa um ponto de inflexão e uma oportunidade de reposicionar, com responsabilidade, a relação entre a siderúrgica e a cidade. Volta Redonda não pode assistir passivamente. É necessário um novo pacto baseado em desenvolvimento sustentável e responsabilidade compartilhada. O princípio é claro: quem investe na CSN investe também no município.

Espera-se a garantia da permanência e fortalecimento da UPV, com modernização e investimentos contínuos. Parte da riqueza gerada deve retornar de forma estruturada à cidade, com estímulo à diversificação econômica, inovação e infraestrutura. Também é essencial avançar em educação e tecnologia, e assumir compromissos ambientais com transparência e melhoria da qualidade de vida.

O novo ciclo deve preservar empregos, promover qualificação e inclusão social, diante das transformações tecnológicas. Diferentemente do passado, quando faltaram contrapartidas, há hoje maturidade para transformar expectativas em compromissos concretos. Mais do que discutir controle, está em jogo o papel da siderurgia no futuro local. Volta Redonda não reivindica privilégios, mas reconhecimento por sua trajetória e o direito de participar do futuro que ajudou a construir. O verdadeiro indicador desse novo momento será o legado econômico, social e humano deixado à cidade.”

Jari – deputado estadual

“O nosso pedido à CSN é direto e histórico: respeito por Volta Redonda. Ninguém quer o fechamento da UPV. Pelo contrário, queremos uma siderúrgica forte, lucrativa e capaz de gerar emprego e renda com responsabilidade. É fundamental ampliar investimentos em tecnologia e garantir o respeito ao meio ambiente, especialmente no controle da poluição atmosférica e na redução das pilhas de escória no bairro Brasilândia.

Outro ponto central é a função social dos terrenos da empresa, hoje abandonados. É inadmissível que espaços históricos permaneçam fechados, como o Clube Umuarama, o Recreio dos Trabalhadores, o antigo posto de puericultura e o campo do ESPECIAL Ressaquinha. Soma-se a isso o risco de fechamento do Clube Náutico. Esses locais precisam ser devolvidos à cidade, com uso adequado, diálogo com a população e respeito à memória. Podem, e devem, retomar seu papel na cultura, no lazer e na convivência.

Também é preciso olhar para o futuro. Áreas hoje ociosas podem se tornar oportunidade estratégica para o desenvolvimento econômico. Com planejamento, é possível atrair novas empresas, especialmente da cadeia do aço, fortalecendo a economia local e ampliando empregos, renda e arrecadação em Volta Redonda e no Sul Fluminense.”

Rônel Mascarenhas e Silva – médico

“Primeiro, que disponibilizasse todos os imóveis de propriedade da CSN, seja venda ou aluguel, acabando com o desleixo e abandono. Que começasse a, efetivamente, investir na qualidade de vida da cidade onde está instalada.

E que liderasse, com o Governo local, uma ampla discussão com as forças sociais locais sobre o futuro de Volta Redonda, principalmente a hipótese de não termos mais a CSN…”

“Red é de Sangue”

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COMPORTAMENTO: 51% dos homens brasileiros acreditam que plataforma configura incitação à violência

De acordo com uma pesquisa com mais de 1.100 brasileiros, conduzida pela Hibou Pesquisas e Insights, com exclusividade para a plataforma “Red é de Sangue” em março de 2026, a misoginia em conteúdos “Red Pill” já é percebida como fator relevante para o aumento da agressividade e da violência contra mulheres.

A pesquisa aponta que os homens estão mais expostos a conteúdos associados a comunidades conhecidas como “Red Pill”, “incel” ou similares, por meio de redes sociais. Segundo o levantamento, 54,5% das mulheres e 61,1% dos homens já ouviram falar em comunidades ou conteúdos conhecidos como “Red Pill”, “incel” ou semelhantes. Mais da metade dos entrevistados também relatou exposição direta a esse tipo de conteúdo nos últimos 12 meses, sendo 57,3% das mulheres e 50,7% dos homens.

Outro dado chama atenção: 89,7% das mulheres e 86,2% dos homens afirmam já ter ouvido frases associadas a discursos misóginos como: “Mulher casada não pode fazer academia”; “Mulher inteligente e bonita vira puta”; “Mulher que ganha mais que o homem destrói o casamento”; “Se a mulher trai, a culpa é do homem que não soube controlar”; “Mulher com mais de 35 anos e solteira é rodada e só serve para diversão”, entre outras similares.. 

Claro que uma parcela significativa das mulheres relata ouvir esse tipo de conteúdo com frequência: cerca de 40%, enquanto uma parcela menor de homens ouve com frequência: 25,7%.

A pesquisa também indica uma forte percepção sobre onde estão esses conteúdos: 75,1% dos brasileiros acreditam que redes sociais têm papel relevante na disseminação da misoginia, e 78,1% identificam as redes como o principal espaço onde esse tipo de discurso aparece.

A relação do conteúdo com a violência

Para 63,9% das mulheres e 51,4% dos homens, essas falas configuram incitação à violência. Entre as mulheres, 79,7% acreditam que conteúdos “Red Pill” contribuem muito para o aumento do desrespeito ou da agressividade contra mulheres. Entre os homens, esse índice também é expressivo, porém, bem menor que entre as mulheres: 59% concordam com essa percepção.

Quando questionados sobre os efeitos mais graves de conteúdos misóginos, 58% das mulheres e menos da metade dos homens – 38,2% – concordam totalmente que discursos que desumanizam mulheres podem contribuir para o aumento de agressões e feminicídios.

Experiências e percepções diferentes

A misoginia também aparece como experiência direta para muitas brasileiras: 59,5% das mulheres afirmam já ter sofrido desqualificação, constrangimento ou agressão verbal por conta do gênero, enquanto apenas 15,3% dos homens relatam ter passado por situação semelhante.

Sobre a gravidade do problema, mais da metade das mulheres considera a misoginia no Brasil um problema muito grave, percepção compartilhada por pouco mais de um terço dos homens. O levantamento ainda aponta divergências de percepção entre os gêneros em relação ao debate sobre igualdade: 52,1% dos homens acreditam que o movimento feminista contribui para aumentar conflitos entre homens e mulheres, enquanto apenas 23,4% das mulheres compartilham dessa visão. Apesar das divergências, há consenso significativo sobre a necessidade de respostas institucionais: quase 90% das mulheres e 68% dos homens defendem que o Brasil deveria ter legislação específica para criminalizar misoginia.

“Os dados mostram que a misoginia não é um fenômeno marginal, ela está presente nas redes, no cotidiano e nas relações sociais. O ‘Red é de Sangue’ surge justamente para transformar essa consciência em ação coletiva por meio de ferramentas de comunicação e temos muito orgulho em abrir mais frentes de discussão e ação com os dados que coletamos, que demonstram a urgência da pauta de embasar a iniciativa com nossa pesquisa”, explica Ligia Mello, CSO da Hibou e coordenadora da pesquisa.

Plataforma “Red é de Sangue”

Para mobilizar a sociedade contra o conteúdo misógino nas redes e influenciar políticas públicas que protejam mulheres, o braço ESG da agência Fresh PR – com apoio do Sindilegis (Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União); Hibou Pesquisas e Insights; entre outros – lança a iniciativa “Red é de sangue”, uma plataforma que oferece conteúdos educativos, apoio psicológico para homens e mulheres, além de um abaixo-assinado com demandas de enfrentamento à violência contra mulheres, um tutorial de como denunciar ódio online, e acesso a grupos de acolhimento e reflexão para homens e mulheres. 

A plataforma “Red é de Sangue” buscou explicar e compilar estudos científicos em linguagem acessível para educar a sociedade para a relação direta entre a influência “RedPill” e o aumento da violência. A estrutura do “Red é de sangue” foi desenvolvida pelo time da Fresh PR com suporte de professores doutores acadêmicos, psicólogos, sociólogos, mentores, criadores de conteúdo e figuras do cenário político engajadas no enfrentamento à violência contra a mulher, como Delegada Rosmary Corrêa (criadora da primeira delegacia da mulher no Brasil), e Thaís Ferreira (Vereadora autora da lei do dia do combate à cultura incel). 

Por exemplo, em “o caminho da morte – de meninos a feminicidas”, o site mostra de forma didática como as referências externas moldam a maneira como os homens se colocam diante da sociedade e por que a violência contra a mulher é normalizada. 

Após consultar o material disponível, o público pode aprender a denunciar crimes de ódio online por meio de um tutorial.  Ainda que os Projetos de Lei que criminalizam a misoginia não estejam em vigor, existem formas de denunciar explicadas no tutorial. Já quando os projetos forem sancionados, as denúncias poderão ser baseadas na Lei da Misoginia. A plataforma ainda convida a todos a agirem por meio de um abaixo-assinado que pressiona por rigor e políticas claras em relação à misoginia. 

Por fim, se preciso, o público pode acionar apoio psicológico, com as opções de grupos de acolhimento disponíveis como ‘Homem Autêntico’ e o ‘MuRA’ (Mulheres em Relações Abusivas) para mulheres, além dos grupos reflexivos do MEMOH, que são focados na mobilização coletiva dos homens. “Construímos um espaço confiável e seguro para concentrar conhecimento e ações possíveis no combate à misoginia e à influência ‘Red Pill’ nas redes sociais”, resume Ana Beatriz Schauff, CEO da FreshPR e idealizadora da iniciativa. “A mídia e grupos que combatem a violência já se mobilizam há tempos, e queremos contribuir para que essa conscientização coletiva chegue ainda mais longe”.

 A iniciativa então tem três frentes principais de atuação:

Educação e conscientização

A plataforma busca ampliar o entendimento público sobre misoginia, comunidades “Red Pill” e outras formas de radicalização misógina online, oferecendo conteúdos informativos e educativos.

Mobilização pública

A iniciativa também pretende pressionar pelo rigor na criminalização da misoginia no Brasil, mobilizando cidadãos por meio de abaixo-assinado em apoio a projetos de lei já existentes relacionados ao tema. A plataforma também oferece um tutorial de  como denunciar ódio online, educando e incentivando a sociedade civil a exercer seu papel de agente de mudança.

Acolhimento e apoio psicológico a homens e mulheres

O projeto ainda conecta pessoas a espaços de acolhimento, tanto para homens incomodados com esse tipo de discurso quanto para mulheres vítimas de violência ou ataques misóginos. O acolhimento se dá por meio de parcerias com projetos e iniciativas já existentes na área de saúde mental e apoio social, como o MuRA (Mulheres em Relações Abusivas), iniciativa que oferece terapia em grupo gratuita para mulheres vítimas de violência física ou psicológica; e o grupo terapêutico “Homem Autêntico” que recebe homens que buscam outras formas de lidar com frustrações e relações. Outra parceria voltada ao público masculino é o “MEMOH”, que promove informação, debates e grupos reflexivos online para homens.
“É muito importante proporcionar esse encaminhamento para homens incomodados com o discurso redpill e o próprio comportamento, notando padrões que não querem mais reproduzir”, descreve Pedro de Figueiredo, fundador do MEMOH. “Os grupos reflexivos do MEMOH são espaços de apoio e troca para homens que pretendem aumentar o repertório, refletir junto e se implicar nessa luta de transformação social”.

Apoiadores

A iniciativa “Red é de Sangue” tem o apoio institucional de parceiros como Hibou Pesquisas e Insights, Sindilegis (Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União); Delegada Rosmary Corrêa (criadora da primeira Delegacia da Mulher do Brasil e atual Presidente do Conselho Estadual da Condição Feminina) e Thaís Ferreira (Vereadora e autora da lei do Dia do Combate à cultura incel). Parcerias de acolhimento: MuRA (Mulheres em Relações Abusivas), MEMOH e plataforma Homem Autêntico.  

Parcerias de produção de conteúdo: Beta Design e Riplay. 

 A redação da plataforma é baseada em leitura de acadêmicos da área de estudos da violência de gênero, misoginia e masculinidade como Luciano Ramos, consultor de Masculinidades e Paternidades e embaixador da campanha “Homens Positivamente” da UNESCO; Dra. Isabel  Bernardes (PUC-SP); Prof. Dr. Edson Defendi; o sociólogo e criador de conteúdo Sandro Justo; e da Psicóloga e educadora Ana Luiza Telles. 

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