domingo, outubro 25, 2026
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Direita

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Os resultados das eleições para presidente da República confirmaram o que o aQui previa: Volta Redonda, cidade operária, passou a ser reduto da extrema direita. Flávio Bolsonaro, candidato do PL, obteve 82.586 votos (50,06%), derrotando Lula, do PT, que obteve 69.383 votos (42,06%). Na cidade, foram registrados 3.284 votos em branco e 4.167 votos nulos. O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro. 

Vai vendo (I)

Nas eleições para deputado federal, o petista Lindbergh Farias, o ‘Lindinho’, foi o forasteiro mais votado em Volta Redonda. Obteve 8.933 votos, cuja dezena no jogo do bicho corresponde à cobra. Lindinho foi mais votado até que Diogo Balieiro, ex-prefeito de Resende, que saiu das urnas da Cidade do Aço com 7.678 votos. Os dois ficaram bem à frente do famoso Dr. Luizinho (PP) – endeusado por vários políticos locais, como Neto, Gotardo, Márcia Cury etc –, que obteve 4.625 votos dos eleitores volta-redondenses. 

Vai vendo (II)

O empresário Rosaldo Madeiras decidiu investir mais uma vez na carreira política e foi candidato a deputado federal pelo Avante. Não deveria ter arriscado, pois só obteve 1.356 votos. Com esse total, não se elege nem vereador. 

Vai vendo (III)

Outro empresário, só que de Barra Mansa, Bruno Marini também deveria desistir. Para deputado federal pelo União, mesmo sendo bolsonarista de carteirinha, Bruno só obteve 629 votos em Volta Redonda. E olha que tinha muita grana para investir em cabos eleitorais.  

Vai vendo (IV)

Ex-deputado federal, Zoinho tentou voltar à Câmara e se candidatou a deputado federal pelo Republicanos, de Garotinho. Obteve apenas 4.697 votos. Muito pouco, pouco mesmo. 

Vai vendo (V)

Figurinha carimbada quando as eleições se aproximam, Áureo Ribeiro, do Solidariedade, mesmo partido de Munir, obteve 1.780 votos em Volta Redonda. Não é nada, não é nada, mas já é alguma coisa.

Psol

O partido de esquerda até que se saiu bem na Cidade do Aço. Vejamos: Talíria Petrone conseguiu 2.260 votos para a Câmara; Rick Azevedo, outros 2.016 votos; Glauber Rocha obteve 1.923 votos; Pastor Henrique Vieira, outros 1.406 votos. Com os votos dados a outros representantes da legenda, o Psol pode se gabar de ter obtido mais de 10 mil votos na cidade operária, hoje mais chegada à extrema direita. Tarcísio Motta, que ficou como suplente do Psol, obteve 672 votos na cidade.  

Tadinho

Hugo Leal, candidato do ex-deputado federal Deley de Oliveira, entre outros, não pode se queixar do trabalho do ex-craque do Fluminense, afinal, obteve 2.865 votos mesmo não tendo feito grandes coisas para o Palácio 17 de Julho. 

Pra próxima

O vereador Rodrigo Furtado, candidato de Flávio Bolsonaro em Volta Redonda, se saiu bem nas urnas, obtendo 6.988 votos. Seu nome ganhou muito mais visibilidade entre os eleitores.  

Tadinhos

Júlio Lopes, deputado federal protegido pelo ex-vereador Maurício Pessôa, e Laura Carneiro, que contou com o apoio disfarçado de Neto, não se reelegeram. Mas arrancaram, respectivamente, 1.593 e 602 votos nas urnas de Volta Redonda. Outra figurinha fácil, Eduardo Bandeira de Mello, conhecido por ser flamenguista, também não se reelegeu, mas conseguiu 1.105 votos na Cidade do Aço. Deve ter sido boicotado pelos eleitores do Botafogo, Vasco e Fluminense, além do Voltaço.  

Bolsonarista

O delegado Antônio Furtado, que andou chefiando a DP de Piraí, sonhava em voltar a morar em Brasília, mas terá que se contentar em retornar para a terra de Pezão. Em Volta Redonda, ele até foi bem votado, pois está meio sumido há muito tempo. Mesmo assim, conseguiu 17.787 votos nas urnas da Cidade do Aço. 

Vixe (I)

Vejam só que estranho: 339 volta-redondenses votaram em ‘Breno Café com Teu Pai’, candidato do PL a deputado federal. Resta saber quem trabalhou pra ele em Volta Redonda. Merece uma medalha.   

Vixe (II)

Aliás, um candidato que pede votos com o nome de Dr. Marcos ‘Doutor Hora Bolas’ só podia ter um votinho nas urnas, né? Foi o que ele conseguiu em Volta Redonda. Um votinho, nada mais. Ah, ele é filiado ao PDT. 

Apostas

Pelas ruas da Cidade do Aço várias apostas foram feitas envolvendo a votação do famoso coronel Luiz Henrique (ex-secretário de Ordem de Pública do governo Neto). Os mais pessimistas apostavam que o oficial da PM não teria nem 5 mil fotos, outros chutavam 10 mil. Teve até quem arriscasse dizer 15 mil, e esse errou por pouco, pois o coronel Luiz Henrique obteve 14.770 votos nas urnas de Volta Redonda. O pessoal da feira livre vai ficar triste…  

Minc

Dos 60 deputados estaduais que tentaram se reeleger para a Assembleia Legislativa, 43 se deram bem. Outros 17 nem tanto; perderam. É o caso de Carlos Minc (PSB), uma fera da política fluminense. 

Jordão

Além de Minc, Alexandre Knoploch (PL), Dionísio Lins (PP), Fábio Silva (União) e Professor Josemar (Psol) não conseguiram renovar seus mandatos. A deputada Célia Jordão também não. E olha que ela recebeu uma grana preta do diretório do PSD, da ordem de R$ 600 mil, para a campanha. Tem mais. Seu marido, o ex-prefeito de Angra dos Reis, Fernando Jordão, também dançou. Obteve 25.066 votos, mas ficou como suplente do MDB. Pode-se dizer que o casal Jordão vai permanecer unido nas férias.  Ah, em Volta Redonda, com apoio de Maurício Batista, Jordão obteve 528 votos. 

Piraí (I)

O vereador Betão Pezão, candidato a deputado estadual pelo PDT, fez bonito nas eleições para a Alerj. Obteve 24.544 votos, número bem superior ao de muitos candidatos conhecidos por aí. Acabou ficando na primeira suplência da legenda. Filho de Pezão, prefeito de Piraí, Betão já é tratado como futuro sucessor do pai. “O garoto tem futuro”, disparou um político de Piraí, pedindo para não ser identificado.  

Piraí (II)

Ouvido pelo aQui, Pezão desconversou ao ser indagado se Betão poderia assumir uma secretaria na prefeitura de Piraí para ganhar mais experiência administrativa. “Não pensei em nada ainda”, respondeu, fazendo questão de elogiar a postura do filho. “Foi muito bom, ele foi longe. Foi a primeira vez”, avaliou. Ah, Pezão, ex-governador e com trânsito em várias esferas da política nacional, não quis falar sobre ajudar Betão a assumir o mandato na Alerj, já que é o primeiro suplente do PDT. “Tá muito longe ainda”, justificou.  

Curiosidade

Por essa, poucos esperavam: na Terra de Pezão, amigo pessoal de Lula, deu Flávio Bolsonaro na cabeça. Isso mesmo: em Piraí, o candidato do PL obteve 8.680 votos, contra 7.529 dados a Lula, do PT. O número de votos em branco chegou a 348, e outros 484 o anularam. Será que o resultado teve a ver com a indelicadeza cometida por Lula com Pezão, durante recente evento em que o petista atacou todos os ex-governadores do estado do Rio? 

2028

Gustavo Tutuca, que já foi adversário de Pezão, obteve cerca de cinco mil votos em Piraí, que já foi governada por ‘Tutuca pai’. Foram 4.326 votos. Betão Pezão, por sua vez, obteve 7.273 votos na cidade. Será que os dois vão se encontrar em 2028? Até prova em contrário, não. É que Tutuca admitiu lançar seu irmão, Arthur, para concorrer nas eleições municipais de 2028. 

Campeã

Para a Alerj, os votos em Volta Redonda consagraram a candidatura de Anderson Moraes, do PL, que obteve 4.106 votos, seguido por Índia Armelau, também do PL, que saiu das urnas como a forasteira mais votada, com 3.132 votos.  

Decepção

O petista André Ceciliano não foi bem nas urnas da Cidade do Aço, obtendo apenas 564 votos. Já Tutuca, do PP, eleito com votação em 91 dos 92 municípios fluminenses, obteve 4.206 votos, mostrando que soube conquistar os eleitores locais no tempo em que morou em um dos prédios do morro do Rosário, na Sessenta. Pena que ele resolveu se mudar de Volta Redonda. Ah, em tempo: na segunda, 5, Tutuca foi papai de novo (ver foto), com o nascimento da pequena Clara. É um homem de sorte.  

Campeão

O campeão em Volta Redonda, como não poderia deixar de ser, foi Munir Neto, do Solidariedade, com seus 36.485 votos, o que garantiu sua reeleição para a Alerj.  

Jari x Raone

Na briga por espaço entre os socialistas, quem levou a melhor, pelo menos em Volta Redonda, foi Jari, do PSB, com seus 26.024 votos, contra 14.721 dados a Raone, agora no PT. Os dois viraram inimigos políticos desde que o petista deixou a legenda comandada por Jari. Devem se reencontrar nas urnas em 2028…

Drable

Antes da votação de domingo, dizem que o prefeito Neto (VR) previu que o ex-prefeito Rodrigo Drable (BM) teria cerca de cinco mil votos na Cidade do Aço. Se Neto cogitou isso, errou feio. O ex-prefeito de Barra Mansa obteve 1.980 votos. Betão Pezão, filho de Pezão, amigo de Neto, obteve 1.092 votos pelo PDT em Volta Redonda. 

Evangélicos

O ex-deputado Edson Albertassi apostava que sairia bem nas urnas em Volta Redonda. Não deu. Obteve apenas 10.411 votos e deve estar decepcionado com a falta de fidelidade dos evangélicos. Aliás, há quem diga que a campanha de Albertassi só não foi melhor por ele ter entregado a tarefa a gente inexperiente na política. Há controvérsias. 

Na rádio

Em entrevista à Rádio 88, Edson Albertassi fez uma análise da eleição. Segundo ele, a disputa foi marcada pelos extremos, representados por PL e PT, e pela força das máquinas políticas de mandatos e prefeituras. Na avaliação de Albertassi, candidatos sem partido forte, mandato ou apoio de prefeitos perderam espaço na reta final.

Faltou pouco

Aliás, por apenas 1.651 votos, Volta Redonda não elegeu o quarto deputado estadual. Edson Albertassi, que obteve 22. 576 votos, terminou a disputa por uma vaga na Alerj com uma diferença considerada pequena diante do desempenho obtido nas urnas.

Chances (I)

Tem mais. Edson, segundo fontes, já teria sido sondado por aliados de Douglas Ruas para assumir alguma função no governo do Estado. É que Altineu Côrtes, manda-chuva do PL de Flávio Bolsonaro e Douglas Ruas, não esconde de ninguém que tem gratidão e respeito por Edson Albertassi.

Chances (II)

Vale lembrar que Albertassi ficou como primeiro suplente, se tornando a bola da vez para uma eventual composição do seu partido, MDB, com o governo Ruas. Experiência, aliás, Albertassi tem de sobra.

Terra Nostra (I)

Os vídeos de declaração de apoio gravados pelo apóstolo Joel Pereira para Munir e Rosenverg Reis também repercutiram muito mal entre os aliados de Albertassi. 

Terra Nostra (II)

O engraçado, para não dizer trágico, é que Rosenverg Reis, mesmo com apoio do líder evangélico, só obteve 156 votos nas urnas de Volta Redonda. Um fiasco. 

Piada (I)

Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, que esteve andando pela Cidade do Aço às vésperas da eleição, obteve, tadinho, apenas 44 votos. Até que foi muito, né? Aliás, a título de comparação, o ex-jogador Donizete, o Pantera, que é de Volta Redonda, obteve só 104 votos. 60 a mais que Cabral… 

Piada (II)

Outro que deve estar fulo da vida é o ex-deputado estadual Marcelo Cabeleireiro. Obteve apenas 891 votos na terra de Neto. Já a deputada estadual Fabiani Vasconcelos, que tomou posse antes das eleições, obteve 409 votos no município. Era e é uma ilustre desconhecida por aqui.  

Vereador (I)

Sidney Dinho, vereador de Volta Redonda, conseguiu muita ajuda financeira do seu partido, o PRD, mas os eleitores mesmo não o ajudaram. Obteve apenas 2.826 votos. E o engraçado é que, nas redes sociais, ao agradecer a votação, Dinho não revelou quantos votos obteve. 

Vereador (II)

Marcel Castro, vereador pelo PDT em Barra Mansa, obteve apenas 81 votos dos eleitores na Cidade do Aço. 

Não colou

A família Conrado sempre foi uma das mais atuantes em Volta Redonda, e o ex-vereador Paulo Conrado era um campeão de votos e mandatos. O mesmo não se pode dizer do cantor e compositor Conrado, candidato a deputado estadual pelo DC, que obteve apenas 17 votos na eleição de domingo. Um fracasso. 

Fracasso

Outro que fracassou na Cidade do Aço foi o polêmico Alexandre VR Abandonada, que fez campanha como sendo grande adversário da CSN. Obteve apenas 1.415 votos pelo Psol. Mostra que bater na UVP nem sempre é a saída para ganhar alguma coisa. Tem que tentar a Câmara em 2028. 

TRE

Val do Ceasa (PRD), cuja candidatura está sub judice, obteve 109 votos em Volta Redonda. Paulo Melo, do União, outro com problemas no TRE, teve bem menos: 10 votinhos. E olha que já foi nome forte na Alerj. Ah, lembram de Chiquinho da Mangueira, hoje no Avante? Obteve dois votos em Volta Redonda. Será que ninguém por aqui gosta de samba? Bom sujeito não é? 

Bomba

Pior que Chiquinho fez Bomba, candidato do Novo, legenda que ia lançar Maurinho como candidato ao Senado. Bomba obteve 3 votos, todos devidamente anulados pelo TRE/RJ.   

Em alta (I)

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O secretário de Comunicação da Prefeitura de Volta Redonda, jornalista Rafael Paiva, anda recebendo elogios rasgados do prefeito Neto. Em entrevista às rádios, Neto faz questão de destacar o trabalho de Rafa, como é conhecido o titular da Secom. Em uma delas, ao Fato Popular, depois de Betinho Albertassi dizer que o governo teria uma aprovação de 75% – com 64% de ótimo e bom –, Neto creditou parte dos números ao trabalho da equipe comandada por Rafa. 

Em alta (II)

Aliás, não é apenas no Palácio 17 de Julho que Rafa vive um bom momento. A cada dia que passa, o secretário ganha espaço nos bastidores políticos e eleitorais da região, em cidades como em Resende, Itatiaia e Piraí. 

Em alta (III)

Rafa, vale lembrar, participou da campanha de reeleição do deputado estadual Munir Neto e foi aliado de primeira hora do deputado federal eleito Diogo Balieiro, que saiu das urnas com mais de 102 mil votos e como principal nome da eleição para a Câmara Federal no Sul Fluminense.

Em alta (IV)

O resultado das eleições de Munir e Diogo já até valorizou o passe do jornalista do governo Neto nos bastidores da política regional.

Longas datas

Só para recordar, Rafael começou a trabalhar com o prefeito Neto em 2004. Além disso, foi assessor de Diogo Balieiro em seu primeiro mandato como prefeito de Resende, em 2017. Pode-se dizer que os dois são ‘unha e carne’.

Reconhecimento (I)

Em entrevista a Dário de Paula na quinta, 8, Neto fez questão de comemorar a reeleição do irmão, Munir Neto. “Eu tenho que reconhecer tudo o que Munir faz pelo Sul Fluminense e, em especial, por Volta Redonda. Ter mais de 50 mil votos mostra isso”, comentou, elencando em seguida diversos políticos que contribuíram para a vitória.

Reconhecimento (II)

Neto também fez questão de comentar o resultado de outros candidatos, como Jari. “O Jari é um bom deputado, uma pessoa de bem e cercada por uma pessoa campeã, que é o Paiva. Parabéns, Ratinho, pela conquista do Jari”, comentou.

Tristeza (I)

Neto, entretanto, sentiu a derrota de Edson Albertassi (MDB), que, por poucos votos, não retornou à Alerj. “Eu lamentei muito a perda do Albertassi, que vai fazer muita falta. Fiz um apelo a ele para que possa voltar a me ajudar. Ele já nos ajudou muito na prefeitura. Reforço esse apelo”, disse, sem revelar qual cargo ofereceu a Edson. Mas que se prepare para receber um ‘não’. Albertassi tem tudo para conseguir um bom cargo no governo Ruas, via Flávio Bolsonaro. 

Tristeza (II)

Neto reconheceu que ficou muito chateado por não ter conseguido muitos votos para Dr. Luizinho (PP), a quem apoiou abertamente. “Eu esperava que, na pior das hipóteses, ele tivesse 10 mil votos. E ele só teve a metade”, lamentou. Vale lembrar que Dr. Luizinho também teve o apoio da secretária de Saúde, Márcia Cury, do ex-prefeito Gotardo Netto e dos vereadores Renan Cury e Simar.  

Tristeza (III)

Aliás, que todos eles se preparem para o pior. O governador eleito Douglas Ruas não esconde de ninguém que vai tirar o poder de Dr. Luizinho na área da Saúde, incluindo nomeações, etc. No Hospital Regional, por exemplo, todos sabem que Dr. Luizinho mandava em tudo. Vai mandar mais não… 

Com moral

O deputado estadual Gustavo Tutuca (PP), reeleito para o quinto mandato, está sendo cotado para a presidência da Alerj a partir de 2027. Caso não consiga, pode ocupar um importante cargo no governo Ruas, a quem apoiou abertamente.

Presidência

Concorrendo com Tutuca para a presidência da Alerj aparece o deputado Guilherme Delaroli (PL), atual vice-presidente da Casa.

Briga

O presidente da Câmara de Volta Redonda, Neném (PP), e o gestor do Banco da Cidadania, Ricardo Ballarini, teriam brigado feio, com direito a xingamentos e acusações. Calma, gente, calma. Ah, no quiproquó, sobrou para o secretário de Transporte e Mobilidade Urbana, Paulo Barenco. “Esse aí (Barenco) não atende ninguém. A cidade inteira tem que ficar de joelho para ele”, disparou Neném.

SOS

Estudantes da UFF estão pedindo ajuda – urgente, por sinal – à Prefeitura de Volta Redonda, para que mande instalar uma faixa de pedestre e semáforo com botoeira em frente ao Campus da Universidade, bem ao lado da sede do Ministério Público, sentido Vila Americana. Um deles, em contato com o aQui, garante que vários acidentes com veículos na entrada e saída da Universidade já foram registrados. “O risco de atropelamento de alunos e funcionários do Campus também é grande”, completa. “Os carros e motos transitam em alta velocidade, e não existe sequer um redutor de velocidade ou faixa de pedestre”, pontua.

Folga

Os servidores da Câmara de Volta Redonda vão ganhar uma folga na próxima terça, 13, um dia após o feriado de Nossa Senhora Aparecida. Vão poder comemorar também o Dia da Criança, feriado de segunda, 12.

Ao trabalho

Reeleito para mais quatro anos na Alerj, o deputado estadual Jari Oliveira não perdeu tempo e na terça, 6, esteve com a presidente do DER, Gabryela Reis Dantas, para cobrar a realização de obras nas estradas RJ-153, RJ-155 e RJ-163. “As rodovias estaduais estão em um grande estado de abandono. Estivemos aqui no DER em julho, conversamos com a presidente e, depois, estivemos com diretores do órgão nas estradas da região, mostrando as condições críticas de cada. Fomos informados de que os processos licitatórios já estão em fase de conclusão para que as obras possam começar em breve”, afirmou Jari. “Não adianta fazer uma recuperação e, depois, deixar a estrada novamente sem manutenção. Precisamos ter contratos de conservação para que problemas como mato alto, falta de limpeza da drenagem e deterioração da pista sejam identificados e corrigidos antes de se agravarem”, concluiu.

LBGT

Estão abertas, até o dia 16 de outubro, as inscrições para nove vagas disponíveis no Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas LGBTI+ de Volta Redonda. As inscrições podem ser feitas de forma presencial na sede da pasta, à Rua Antônio Barreiros, 232, bairro Nossa Senhora das Graças, ou pelo link https://abre.ai/tCBY. Dúvidas? É só ligar para o (24) 3511-3555 e pedir ajuda. 

Praça

A Secretaria de Serviços Públicos do governo Neto até que fez um bom trabalho na limpeza e corte do mato na praça localizada na entrada do Village Santa Helena. Pena que, já há quase 10 dias, a ‘bagulhada’ foi largada para trás (ver foto). Tem jeito, não, né? E para onde vai o mato não recolhido? Para os bueiros do bairro, é óbvio. 

Área de atritos (I)

Não convidem para um mesmo almoço três integrantes do governo Neto: Jorginho Fuede, Poliana Moreira e Luiz Henrique. Os três batem de frente até quando o assunto é uma simples poda de árvore. Motivo: Fuede é responsável por autorizar o serviço; Luiz Henrique por cortar e Poliana, por recolher. Na teoria, é claro, pois, enquanto Fuede, secretário de Meio Ambiente, faz o papel dele, autorizando a poda quando é necessária, os outros dois deixam a desejar. A pasta da Ordem Pública só faz quando quer; e a moça, então, muitas vezes só manda limpar quando descobre que irritou alguém.   

Área de atritos (II)

Em setembro, um caso escabroso veio à tona. Ocorreu no bairro Vila Rica/Tiradentes. O proprietário de uma casa viajou e, ao retornar, descobriu que a turma de Luiz Henrique tinha podado a árvore existente em frente à sua residência, sem que ele nem houvesse pedido. Pior: sem nem autorização da pasta do Meio Ambiente. Os galhos, é claro, ficaram lá abandonados por vários dias.     

Da série “perguntar não ofende”

O serviço todo não pode ficar a cargo de uma única secretaria – a de Meio Ambiente – não?

Virou à direita?

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Entre a tradição operária de esquerda e a virada eleitoral das últimas décadas

Mateus Gusmão 

Volta Redonda nasceu para ser uma cidade operária. Virou berço de um sindicalismo historicamente combativo e foi palco de uma das greves mais emblemáticas da história recente do país. Acabou passando por uma verdadeira metamorfose política. Berço da CSN e de D. Waldyr Calheiros, o chamado “bispo vermelho”, que enfrentou os militares da ditadura, na época em que era considerada área de Segurança Nacional, e cuja história se entrelaça com a luta pela redemocratização.

A greve de 1988, que terminou com três operários mortos por soldados do Exército, ecoou nacionalmente e ocorreu no mesmo ano em que Luiza Erundina, do PT, foi eleita prefeita de São Paulo. Em 2010 e 2014, Volta Redonda deu mais votos à petista Dilma Rousseff do que aos adversários da direita. Em 2018 e 2022, porém, Jair Bolsonaro virou o jogo e conquistou a maioria dos votos da Cidade do Aço, tanto contra Fernando Haddad quanto contra Lula.

Uma mudança que não passa despercebida e que gera uma questão incômoda: a Cidade do Aço, que já foi referência de mobilização operária e resistência política, endireitou de vez? Ou a história construída nas ruas e nas fábricas já não encontra correspondência nas urnas? Afinal, entre a memória da greve de 88 e o voto de direita nas últimas eleições, o que aconteceu com Volta Redonda?

Para tentar entender o fenômeno, o aQui procurou o conselheiro do Movimento Ética na Política (MEP) e professor Raphael Lima, doutor em Sociologia. Entre as reflexões do pesquisador está a de que Volta Redonda não se tornaria necessariamente uma cidade de esquerda apenas por ser operária e ter um sindicalismo forte. É preciso, segundo ele, considerar os contextos históricos e locais.

“O fato de ser uma cidade industrial, operária, não faz necessariamente dela uma cidade de esquerda. Isso não muda o fato de estarmos em um estado conservador, em um país conservador. O Sul Fluminense tem a tradição antiga das fazendas de café e leite, o que carrega, de certo modo, um conservadorismo”, destacou o professor. “A partir da década de 80, tivemos, sim, influência de setores progressistas na sociedade, como segmentos da base da Igreja Católica, o sindicalismo, entre outros. Foi até eleito um prefeito de esquerda: Juarez Antunes”, comentou Raphael.

O professor também chama atenção para as transformações econômicas e políticas que atravessaram a cidade nas últimas décadas, como a privatização da CSN e a implantação de políticas neoliberais. “Depois vieram os governos Lula. Em 2010, Dilma venceu Serra na cidade com 61% dos votos. Já em 2014, contra Aécio Neves, a porcentagem caiu um pouco. Logo após veio o impeachment e o crescimento de uma direita”, comentou.

“Em 2018, veio a onda do bolsonarismo. Bolsonaro venceu Haddad com uma vantagem grande naquela eleição. Mas, em 2022, contra Lula, ele venceu, mas a vantagem diminuiu”, disse.

Doutor em Sociologia, Raphael vai além da relação entre a origem operária da cidade e o comportamento eleitoral. Para ele, não existe uma associação automática entre ser trabalhador e votar em partidos de esquerda. “Na literatura, a gente pode até ver essa ligação direta de um operário votar no PT, no PCdoB, entre outros. Mas não é isso. Temos operários que votam em todos os partidos, no centro, na direita”, acrescentou.

O professor observa ainda que Volta Redonda já está na quarta geração de trabalhadores da CSN e que parte dos filhos de metalúrgicos seguiu outras profissões. “A gente também costuma ver muitos profissionais liberais que são filhos de metalúrgicos na cidade. Os pais até poderiam votar na esquerda. Mas essas pessoas, como profissionais liberais, têm outras demandas e acabam optando pelo centro ou pela direita”, pondera.

Ao olhar para a eleição deste ano, Raphael avalia que a tendência é de Flávio Bolsonaro receber mais votos do que Lula em Volta Redonda. “O Rio de Janeiro, vale lembrar, é a base do bolsonarismo. Foi aqui que o bolsonarismo nasceu. As pesquisas apontam uma vitória do Flávio no Rio, mas com um percentual de votos menor do que o pai, Jair, teve em 2022”, prevê.

 

Movimento veio para ficar

Se, para o professor, a mudança passa por uma série de fatores históricos, sociais e econômicos, para o empresário Hermiton Moura, criador do movimento ‘Vem Pra Direita’, em 2015, a transformação também é resultado da organização política da direita na cidade. Ele acredita que a tendência de crescimento desse campo político veio para ficar. “Acredito que, em algum momento, a verdade venha à tona. Ninguém consegue enganar muita gente por muito tempo. A população passou a questionar uma doutrina que, na minha visão, promete uma sociedade ideal, mas não entrega os resultados anunciados. Esse processo começou antes de 2018. Em março de 2015, fundamos o movimento ‘Vem Pra Direita’ em Volta Redonda, quando ainda era difícil defender publicamente essas ideias. Fomos às ruas, promovemos manifestações e levamos informação para a população”, comentou.

Para Hermiton, a liderança política de Jair Bolsonaro já vinha fortalecendo a direita, mas 2018 foi o grande ponto de inflexão. “Sua eleição multiplicou uma onda que já estava em formação. Bolsonaro se tornou o maior líder que a direita já produziu na América Latina e mudou definitivamente o cenário político brasileiro. Volta Redonda acompanhou esse movimento, e o ‘Vem Pra Direita’ teve participação ativa nessa transformação”, acrescentou.

O empresário acredita que a direita chega à eleição deste ano mais organizada e consolidada. “A onda que começou em 2015 ganhou escala nacional com Bolsonaro em 2018 e se transformou em um movimento político permanente”, disse. Para ele, o eleitor está mais informado e atento ao histórico, às posições e às propostas de cada candidato.

“Hoje, a escolha política está menos condicionada à tradição e mais à convicção individual. Por isso, acredito que esse movimento continuará crescendo este ano e nos próximos. A onda começou em Volta Redonda, ganhou o Brasil e não parou”, opinou. Hermiton reconhece que Volta Redonda tem uma história política fortemente ligada à esquerda, especialmente pela trajetória da CSN, do movimento sindical e da classe trabalhadora. Mas, na avaliação dele, a cidade mudou, e o eleitor também.

“Quando fundamos o movimento ‘Vem Pra Direita’, em 2015, começamos a romper essa hegemonia, levando às ruas um debate que até então tinha pouco espaço. Bolsonaro já vinha fortalecendo a direita, e sua eleição, em 2018, foi o grande ponto de inflexão”, completou.

O empresário também atribui às redes sociais parte dessa transformação. “As redes sociais democratizaram o acesso à informação e permitiram que o cidadão conhecesse outras ideias, confrontasse discursos com resultados e formasse sua própria opinião”, pontuou. Na avaliação de Hermiton, essa mudança representa um processo de amadurecimento político. “O eleitor de Volta Redonda percebeu que não precisa votar como sempre votou. Pode escolher de acordo com suas convicções. O movimento que começamos em 2015 cresceu, se multiplicou em 2018 e continua avançando”, concluiu.

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