Bate bola – Sergio Luiz

Aí está o time de basquete do Clube dos Funcionários de 1951. A foto foi tirada na quadra do Clube Umuarama, em Volta Redonda e pertence ao acervo do Rubinho Acciarito. Em pé da esquerda para a direita: Luizinho, Eurico, Moub, Goulart, Zé Machado e Ávila. Agachados: Rubinho, Libiano, Geraldinho, Carlinhos e Canuto.

Fim de linha

Seria fácil escrever sobre o final da temporada do Voltaço em 2020. Era só copiar um dos editoriais que escrevi nos últimos anos e simplesmente colar na página. Isso porque a história é a mesma. O Volta Redonda nada, nada e acaba morrendo na praia. Até os erros de planejamento são os mesmos, ano após ano. Contratações empurradas goela abaixo por empresários; repatriamento de velhos conhecidos da torcida, muitos que nem dão ‘mais no coro’; liberação de jogadores titulares a troco de bananas, são alguns casos típicos a derrocada do tricolor de aço. Sem contar que a eterna má vontade com os garotos da base continua nítida. Não deveria. São mais baratos que os reforços ou refugos que aparecem por aqui.
Até o discurso de fim de temporada é o mesmo. “Vamos nos reunir e começar, desde já, a planejar a temporada de 2021”, dizem. Pelo andar da carruagem vou arquivar esse texto para o final de 2021. Tenho dito!

Êxodo
Vários jogadores do Voltaço já deixaram o clube. Muitos, inclusive, não vão deixar saudades. O Mirassol, da série D, levou o zagueiro Heitor, o lateral Oliveira e o atacante João Carlos. O goleiro Douglas foi para o CRB e o atacante Dija Baiano foi contratado pelo Fast Clube, de Manaus.
Revelação
O garoto Léo Mello, 19 anos, artilheiro do Voltaço no estadual sub20, foi emprestado ao Sampaio Correia-MA, com preço do passe em R$ 1.300 mil, e já está treinando ao lado dos novos companheiros, entre eles o zagueiro Daniel Felipe. Antes de viajar, o jovem assinou contrato de três anos com o Volta Redonda, sendo que o clube terá direito a 80% do passe, os outros 20% ficaram com o jogador.

História
Certa vez, as vésperas de um jogo contra o Flamengo, meu amigo Flávio Fubá estava desesperado, pois o Voltaço nunca tinha vencido os rubros negros. Aí, ele resolveu apelar. Foi ao Centro da Gina, mulher do Elsão, na Vila Elmira, e falou para a entidade: “Poxa. O Voltaço nunca venceu o Flamengo”. O santo então orientou que Fubá jogasse sal grosso, um guaraná pequeno e algumas balas em um dos gols do Raulino. Como era administrador do estádio, Fubá fazia o que quisesse e assim o fez. Como o santo tinha mandado que jogasse ‘o trabalho’ no gol que visse primeiro, Fubá escolheu o gol do lado esquerdo das cabines de rádio, do lado da torcida do Flamengo. Quando despejava a mandinga, foi xingado e escrachado pela torcida rubro negra. Pior foi depois, quando o atacante Flávio, chutou do meio campo encobrindo o goleiro Fillol, decretando a primeira vitória do Voltaço sobre o Flamengo. Eita Santo forte!

Dispensados
Ontem, sexta, a diretoria do Barra Mansa anunciou o desligamento do técnico Valtinho e do auxiliar-técnico Sandro Martins, o Magrão. Eles comandaram o Leão no primeiro turno da Série B2 do Campeonato Carioca. O novo treinador deverá ser anunciado antes do início do segundo turno, marcado par o próximo sábado, 19.

Bola fora
Para a morte de Paolo Rossi, aos 65 anos, vítima de câncer no pulmão. Rossi foi o carrasco do Brasil na Copa de 1982, quando eliminou o timaço de Telê Santana que encantou o mundo. Perde o futebol mais um grande astro.

Bola dentro
Para os jogadores do PSG e do Stambul da Turquia, que abandonaram o campo depois de manifestações racistas do árbitro reserva contra um dos integrantes da comissão técnica turca. Já passou da hora de acabar com essa palhaçada.

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