Na marmita

No retorno ao escritório, pessoas pretendem levar marmita, pedir delivery e fazer dieta

Uma pesquisa nacional encomendada pela VR Benefícios, empresa que é sinônimo da categoria em vale-alimentação e vale-refeição, mostra como as pessoas pretendem cuidar da alimentação ao retornar aos escritórios. Foram feitas 2.481 entrevistas em todo o Brasil. Segundo o levantamento, sobe de 47% para 54% o número de pessoas que vai levar marmita e cresce de 10% para 17% a quantidade de pessoas que vai pedir delivery na hora do almoço. Em contrapartida, as intenções de comer em restaurantes por quilo caem de 25% para 13%, provavelmente motivadas pela preocupação com a segurança.
Ao avaliar os dados de acordo com a classe social, fica mais claro que o uso da marmita será maior entre as classes C/D/E (crescimento de 42% para 50%) e que a procura pelo delivery dobra nas classes A/B (5% para 11%). “A pandemia acelerou alguns comportamentos que já tínhamos percebido, como o crescimento muito forte do e-com-merce e do delivery como forma de resposta à crise”, explica Paulo Roberto Esteves Grigorovski, diretor-executivo de Marketing e Serviços ao Trabalhador da VR Benefícios.
Ele vai além. “Com o isolamento social, os estabelecimentos comerciais precisaram se reinventar para manter as vendas. Muitos ampliaram seus serviços de entrega em domicílio ou iniciaram o delivery, além de expandir a aceitação de cartões. Nossa rede credenciada nas plataformas de e-commerce, por exemplo, aumentou de 1.000 para mais de 51 mil estabelecimentos comerciais nos últimos meses”, comparou.
Aliás, em relação aos meios de pagamento, 46% dos trabalhadores passaram a usar mais pagamentos sem contato por conta da pandemia. E 1 em cada 4 começaram a usar com a pandemia.

Culinária brasileira X refeições fitness e funcionais
A “Pesquisa VR Benefícios-Locomotiva” mostrou ainda que o brasileiro vai ampliar o consumo de saladas, refeições fitness e funcionais ao retornar ao escritório. Antes da pandemia, por exemplo, os restaurantes mais frequentados na hora do almoço eram os de culinária brasileira (75%) e churrascarias (29%). Mas, quando questionados como vão consumir agora, 25% das pessoas disseram que vão optar por saladas, refeições fitness e funcionais e 48% disseram que vão consumir estes alimentos tanto quanto antes. E 10% vai procurar se alimentar de comida vegetariana e 27% vão continuar seguindo esta dieta como já faziam antes da pandemia.
Os benefícios relacionados à alimentação são considerados por 90% dos entrevistados como muito importantes. A imensa maioria, inclusive, considera muito imporante que os estabelecimentos comerciais – mercados, restaurantes, açougues, padarias, cafés e outros – aceitem os benefícios. Dos entrevistados, 96% dizem que consideram muito importante a aceitação do vale-alimentação e 93% do vale-refeição. Quando a pesquisa indagou sobre a possibilidade de receber R$ 100 a mais como auxílio durante este período de pandemia, 60% dos entrevistados disseram que queriam que este valor estivesse relacionado à comida: 45% responderam que preferiam que fosse em vale-alimentação; 15% em vale-refeição; e 40% para contas de internet e luz. “Este dado chama a atenção para a grande importância relativa da alimentação no contexto atual”, afirma Grigorovski.
Sobe o nível de exigência para os espaços de alimentação A “Pesquisa VR Benefícios-Locomotiva” também identificou quais são as maiores demandas dos trabalhadores para os espaços de refeição – sejam restaurantes por quilo, refeitórios das empresas ou outros locais – na hora do almoço. Quando perguntados sobre quais aspectos consideram mais importantes, eles respondem: intensificar a limpeza e a desinfecção do ambiente: 92% disponibilizar álcool em gel 70% de fácil acesso: 91% manter o ambiente mais aberto e ventilado: 88% instalação de mais barreiras físicas para proteger os equipamentos e a comida: 79% organizadores de fila que mantém distância entre os clientes: 78% usar mais meios de pagamento sem contato: 74%
Medição de temperatura, usar itens descartáveis e alternar os horários de atendimento são ações consideradas menos importantes pelos entrevistados e ficaram com 71%, 67% e 52% de avaliação, respectivamente.

Perfil da amostra
A “Pesquisa VR Benefícios-Locomotiva” é quantitativa e foi feita com trabalhadores da base da VR Benefícios. Foram realizadas 2.481 entrevistas on-line, em todas as regiões do Brasil, no período de 11 de agosto a 1º de setembro de 2020.
Dos entrevistados, 51% são homens e 49% são mulheres, com idades acima de 18 anos:
25% – de 18 e 29 anos;
32% – 30 aos 39 anos;
25% – 40 a 49 anos;
18% – acima dos 50 anos.
Na divisão de classes, 30% são A/B; 52% são C e 18% são D/E. 35% possuem ensino superior completo, 50% têm ensino médio completo e 15% o fundamental completo.
Entre as regiões, 67% dos entrevistados estão localizados no sudeste, 15% no sul e 12% no nordeste. As regiões norte e centro-oeste somam 6%. A maioria das pessoas vive nas capitais (46%) e regiões metropolitanas (25%), enquanto 25% estão no interior e 5% no litoral.

Sobre a VR Benefícios
Fundada em 1977, a VR Benefícios é pioneira no segmento de benefícios e se tornou sinônimo de categoria em vale-refeição e vale-alimentação no país. Suas soluções inovadoras são dirigidas aos empreendedores, empresas de pequeno, médio e grande porte, estabelecimentos comerciais e trabalhadores, sempre com o objetivo de facilitar a vida dos clientes de forma prática, rápida, segura e digital. Os produtos Alimentação, Refeição, Auto e Cultura beneficiam 1,4 milhão de pessoas e são aceitos em mais 400 mil estabelecimentos credenciados, em 5 mil municípios atendidos.

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