Bagunça marcada

Mateus Gusmão

Aglomeração, som alto, brigas e, agora, até atos sexuais ao ar livre. Cenas como essas voltaram a ser comuns em Volta Redonda, principalmente na Colina. E nem adianta falar que a Covid-19 ainda não acabou. Como também não adianta mostrar nas redes sociais que 85% da população adulta da cidade do aço já tomou a primeira dose; que é clara a redução do número de mortes e internações. O fato é que os jovens não estão nem aí. As autoridades também não, pois o impacto de fechar um botequim já é ‘cringe’, ou seja, saiu de moda.
E enquanto a Variante Delta segue avançando pelo Sul Fluminense, as cenas de aglomerações e desrespeitos às medidas sanitárias se tornaram normais. Na madrugada da sexta, 13, e sábado, 14, a baderna foi geral. E nem mesmo a presença da Guarda Municipal foi capaz de impedir cenas de sexo explícito na esquina das ruas Riachuelo e General Sampaio, que dão acesso à pracinha do bairro. Um vídeo, a que o aQui teve acesso, mostra um casal praticando sexo oral enquanto outras pessoas passavam pela rua. Alguns gritavam, mas não se sabia se de reprovação ou aprovação.
Um morador – que pediu para não ser identificado – disse que esse tipo de cena é comum. “Não há mais ordem alguma na Praça da Colina, virou uma terra sem lei”, disparou. “Todo final de semana essas cenas se repetem, principalmente às sextas. Os bares ocupam locais até que não podem na praça e muitos jovens chegam para fazer o isoporzinho. Os vizinhos ficam loucos, pois seus muros viram banheiros. Há uso de droga, som alto, tudo… Uma algazarra. E agora tivemos essa cena de sexo oral”, disse.
Cristina Ferreira, que mora na Colina há 25 anos, também confirmou. “O que nos choca é que estamos no meio de uma pandemia e estamos vendo cenas de aglomerações de jovens sem máscaras, e nada é feito”, disparou, ressaltando que até durante os dias de semana as aglomerações estão virando rotina. Ela tem razão. Na terça, 17, houve uma festa na praça promovida por estudantes universitários de medicina. “A praça da Colina ficou lotada! Como se não houvesse amanhã. Cadê as autoridades?”, postou a internauta Edna Thomaz.

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