Volta Redonda apresenta problemas de infraestrutura, como calçadas levantadas; ruptura de meio-fio de calçadas; pragas urbanas, como formigas, besouros e cupins; tubulações quebradas e ainda obstrução e queima de fios elétricos devido ao crescimento desordenado das árvores presentes na cidade. É possível observar que esses problemas de infraestrutura urbana são ocasionados também por árvores situadas em locais inadequados, como calçadas, muros e redes de água, luz e esgoto.
O crescimento desordenado de árvores e a implantação em locais inadequados (calçadas estreitas, semáforos e pontos de ônibus, por exemplo) resultam em aumento de custos de manutenção da infraestrutura urbana, oneram o orçamento da PMVR e ainda ocasiona problemas no tráfego de pedestres e automóveis.
Os problemas de infraestrutura aqui abordados podem ser prevenidos por meio de um planejamento técnico da arborização urbana de Volta Redonda a longo prazo. Esse planejamento consiste na escolha de espécies arbóreas em função da disponibilidade de espaço no perímetro urbano e condições de solo e local a ser arborizado e ainda na manutenção periódica das podas das árvores. Criticada por muitos volta-redondenses, a poda das árvores é a principal manutenção que deve ser feita na arborização urbana para melhorias paisagísticas da cidade. A poda consiste na limpeza das árvores e arbustos de tal modo que não ocorram brotações direcionadas para as construções e placas de trânsito e contribui com a sanidade das plantas e a estética das vias públicas.
A execução periódica das podas nas árvores deve ser feita com uso de equipamento de proteção coletiva e individual, apoio dos órgãos de segurança pública e limpeza urbana visando garantir, respectivamente, a segurança dos trabalhadores da poda, pedestres e motoristas e a alocação dos rejeitos vegetais para o aterro sanitário.
É indicado que as podas das árvores ocorram nas estações outono/ inverno para minimizar o desprendimento de cascas dos troncos das árvores e ainda viabilizar a rápida cicatrização das árvores podadas, com isso a realização de podas ao longo do ano não contribui com a limpeza urbana e ainda induz à ocorrência de brotações e demanda de poda em curto intervalo de tempo, resultando em maiores custos com a arborização urbana.
É necessário ressaltar que a poda é feita em função do problema ocasionado pelo crescimento desordenado da arborização urbana, ou seja, a poda direcional é aquela para melhorias na rede elétrica; poda de desbaste é feita para melhorias luminosas nas vias públicas, jardins e parques; a poda de redução deve ser feita para melhorar a visualização das placas de trânsito e semáforos; já a poda de levantamento é aquela feita para facilitar a execução de obras e tráfego de pedestres.
Tendo em vista que o perímetro urbano está sempre em crescimento, é necessária a remoção de árvores para viabilizar obras civis, melhorar o tráfego e evitar acidentes como queda sobre construções e ruas devido ao ataque de insetos. É de competência dos municípios o manejo da arborização urbana em vias públicas (Lei 10257 de 2001), principalmente nos casos de remoção de árvores para melhorias na infraestrutura urbana e também para evitar a disseminação de sementes de espécies arbóreas incompatíveis com a localidade, por exemplo, leucenas que já infestaram todo município de Volta Redonda.
O planejamento e a manutenção do verde urbano resultam na prevenção e resolução de problemas de infraestrutura de Volta Redonda; diminui custos nos orçamentos dos órgãos públicos e privados e ainda permite o controle das erosões, melhora o microclima da cidade, reduz a velocidade do vento e formação de poeiras e ainda agrega valor econômico na cidade, atraindo investimentos.
Hugo Thaner dos Santos
Engenheiro Agrônomo CREA – RJ 2020104515.
