Visitando nossa História e seus Problemas – CSN 83 anos

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Ao completar 83 anos de vida pujante, quando isso aqui era uma Fazenda, Getúlio Vargas, negociou nosso apoio aos Aliados e, os EUA nos contemplou com uma Usina de Aço, em prol deste apoio. Não tenho informação de como ele teve a visão da importância que o Aço teria para o futuro, mas foi muito feliz na realização.
Com a CSN em implantação nos idos de 1940 em Volta Redonda, toda a região se agitou, vindo pessoas de quase todo o Brasil, buscando oportunidades neste novo negócio. Como não estávamos preparados educacionalmente para este avanço tecnológico, aprendemos com os americanos.
Assim sendo, não só aprendemos a fazer o aço, como também tivemos conhecimento de organização de cidades, com a ida de vários funcionários a estagiarem em usinas e cidades americanas, principalmente Pittsburgh, o berço do aço americano. Também recebemos em Volta Redonda vários funcionários da USS (United States Steel), tendo o Hotel Bela Vista, sido construído para poder abrigá-los num primeiro instante e depois em casas no
bairro Laranjal, ao estilo residências dos EUA.
Talvez, o que vejo hoje que deixamos de aproveitar, foi a pouca participação destes funcionários que lá foram estagiar, inclusive eu, na organização política e social de Volta Redonda. Guardamos para nós tudo o que vimos, não retribuindo para a Cidade, este aprendizado que ganhamos.
Hoje, muito se fala no pó metálico que atinge a cidade, vindo dos processos siderúrgicos da usina, principalmente das sinterizações e altos fornos, mas não vi uma análise mais profunda de como poderíamos nos livrar do pó, haja visto que lá nos EUA, uma das formas encontradas foi desativar estas unidades, passando o problema para outros países em desenvolvimento e, adquirindo placas de aço, ao invés de usarem o minério e coque na fabricação do Aço. O filtro nos processos ameniza o problema, mas não resolve totalmente.
Deixo aqui minha sugestão, para que se busque junto aos países asiáticos um aprendizado ou mesmo uma assistência de como estão tratando este problema, que acredito serem comuns a quem tem cidades nas proximidades das usinas.

Marco Antonio Marinho.