A história se repete

Capitão Abreu confirma ter recebido proposta indecente para se unir a Bruno Marini contra Rodrigo Drable

Na edição 1218, de 19 de setembro, há quase dois meses, o aQui revelou aos barramansenses que a oposição a Rodrigo Drable estaria disposta a tudo para derrotá-lo nas eleições de 15 de novembro, em um grande complô, tendo à frente os empresários Bruno Marini (PSD) e Guto Nader. Os primeiros a receberem propostas de comandar secretarias e ter cargos em uma eventual vitória do dono da água mineral Attiva, que é produzida em São Paulo, foram Jackson Emerick, do Solidariedade, e o advogado Paulo Cesar, do Podemos. Os dois recusaram a ideia e estão em plena campanha à sucessão de Rodrigo.

 

Quando todos imaginaram que o assunto tinha morrido, eis que Capitão Daniel Abreu, candidato do Patriota, encaminhou uma Nota Oficial aos jornais dando conta que também tinha sido assediado por inimigos de Rodrigo Drable. No documento, ele não deu nome aos bois. Mas deixou claro ao aQui que foi vítima do assédio de articuladores de Bruno Marini (leia-se Guto Nader). “Desde o início do período eleitoral, recebemos diversas sondagens para poder realizar uma composição, mas entendi que visava apenas conseguir o poder a todo custo. Fui procurado também pelo Guto Nader, porém não vejo hoje sentido nisso, tampouco coerência. Se unir durante o período eleitoral não faz sentido, e ao repartir a prefeitura continuamos a executar uma política velha voltada para o troca-troca, onde se esquece a capacidade técnica e coloca os acordos na frente de tudo e isso não é benéfico para cidade”, desabafou o capitão, afirmando que os encontros foram presenciais.

 

Questionado qual cargo dentro da prefeitura lhe foi oferecido, Capitão Abreu garantiu que a conversa não descambou para esse ponto, pois ele teria se recusado a falar sobre essa questão. “As conversas não chegaram ao ponto de negociar cargos, pois não dei sequência, até por entender que minha candidatura é sólida. É a renovação que Barra Mansa quer, em uma forma nova de pensar política, de fazer administração e de mostrar a verdade para população”, contou.

 

Na opinião do candidato, que se diz indignado com o que aconteceu, não há problema em estabelecer e costurar alianças políticas, mas desde que sejam coerentes e aconteçam antes da corrida eleitoral. “Os debates para unir um só grupo teriam que acontecer antes do período eleitoral, como até aconteceram conversas de projetos que, por não ter concordância ideológica e de viabilidade, não avançaram. Mas agora, em plena corrida eleitoral, a divulgação de que foram realizados acordos é algo terrível, e de minha parte não aceitei acordos já loteando a prefeitura, assim como receber apoios de velhos políticos demonstra claramente o comprometimento de cargos e espaços dentro da administração que atrasam nossa cidade Esse apoio não está vindo de graça”, denunciou.

Bruno nega denúncia

Ao ser questionado sobre o caso, Bruno Marini, via assessoria de imprensa, afirmou que desconhece a denúncia do Capitão Abreu e ainda desmentiu o candidato. “Todos temos o direito à disputa eleitoral e política não é um jogo pra mim. É, sim, a oportunidade de mostrar quem de fato tem maior capacidade para administrar uma cidade. Não existe essa de pedir alguém para desistir, pois ninguém tem o direito de impedir os sonhos e ideias das pessoas”, afirmou, aproveitando para negar que tenha oferecido secretarias ou outro cargo na prefeitura para o Capitão Abreu. “Sequer cheguei a pensar neste assunto”, finalizou.

 

Nota da redação: O aQui tentou contato com Guto Nader, mas até o fechamento desta edição, ontem, sexta, 6, o empresário não havia respondido os questionamentos da equipe de reportagem.

 

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