Vi går (Estamos indo)

Desde o último dia 26 de junho, há exatos quarenta e dois dias, quem é de Barra Mansa e região já sabe que uma multinacional do setor de fármacos anda negociando com o prefeito Rodrigo Drable a instalação de uma unidade fabril no município. O investimento é grandioso: R$ 300 milhões. E pode gerar cerca de 400 empregos diretos. O assunto acabou sendo o tema principal de uma live de Drable na noite de quarta, 4. O que pouca gente sabe, e o aQui revela com exclusividade, é que a multinacional é da Suécia. Tem mais. Pode se instalar na área que chegou a ser ocupada por uma metalúrgica, a Edimetal, na Via Dutra.
As informações foram repassadas ao aQui pelo próprio prefeito Rodrigo Drable. Ele só não quis revelar o nome da indústria sueca para não atrapalhar as negociações entre o poder Público e os empresários. “Ainda estamos em negociação. Só devo revelar que é uma empresa estrangeira, e que vai produzir fármacos e dermocosméticos”, comentou, indo além: “Eles dependiam da aprovação da lei da igualdade tributária, ou iriam para o Espírito Santo”, completou referindo-se à recente aprovação de um projeto de lei, apresentado e aprovado pelo deputado estadual Marcelo Cabeleireiro, já sancionado pelo governador Cláudio Castro. “Aprovamos a lei e eles vão ficar aqui”, ressaltou Drable.
Provocado a falar do local onde a fábrica sueca pode se instalar, o prefeito de Barra Mansa bem que tentou despistar. Disse que existiriam duas hipóteses. Mas só falou de uma. Justamente a da área onde funcionou a Edimetal, às margens da Via Dutra, sentido Rio-São Paulo. “Estão definindo o local entre duas possibilidades: uma delas no Parque Industrial da antiga Edimetal”, anunciou Drable, indo além. “Tem 230 mil metros planos e arruados…”, ponderou, revertendo a informação de que a área não seria boa.
“É”, disparou, garantindo que o espaço pode atender, e bem, à multinacional sueca. “A estrada (interna) conta com calçamento em paralelepípedo. A subida é suave”, disse, negando que um dos pontos fracos da área fosse a distância íngreme entre a Dutra e o galpão da antiga Edimetal. “Ali funcionou a maior metalúrgica da região. Sempre teve trânsito pesado de carretas e nunca houve problema”, argumentou, exagerando um pouco ao falar sobre a Edimetal, que era mais uma distribuidora de aço (revendia produtos da CSN) do que metalúrgica propriamente dito.
Na live na noite de quarta, 4, Rodrigo Drable enfatizou a importância da presença de uma nova indústria em Barra Mansa. “Nós estamos trabalhando para desenvolver a atividade econômica na cidade”, iniciou, explicando que Barra Mansa precisa mesmo é de indústrias. “Se você olhar para o Centro, a avenida está ocupada de ponta a ponta, não tem loja vazia”, comparou. “Tudo o que eu puder fazer pelo comércio, eu vou fazer. Mas a gente precisa é de indústrias. Eu quero indústria que tenha valor agregado alto, que o salário médio de quem trabalha na indústria seja alto”, pontuou. “Não adianta eu ter (empresas, grifo nosso) só com salários baixos”, completou.
Com a multinacional, Rodrigo espera melhorar a vida de quem trabalhar com os suecos “para fazer um salário melhor”. “A gente está prospectando empresas do setor farmacológico. Por quê? Porque, com a pandemia, nós descobrimos que muitas empresas de outros países querem vir para o Brasil e não tinham sido acolhidas, não tinha sido feito um trabalho específico para eles, e a gente fez esse trabalho. Conseguimos, através do Marcelo Cabeleireiro, aprovar uma lei que copiou a Lei de Incentivo do Espírito Santo. Com essa lei aprovada, estamos com uma empresa engatilhada para vir para a cidade. Vai gerar cerca de 380 empregos. Só que o salário dessa empresa é três vezes a média dos outros mercados’, comparou.
Antes de mudar de assunto, Rodrigo garantiu que a empresa deverá contratar mão de obra especializada. Mas nada que impeça o aproveitamento de quem é de Barra Mansa. “Eles vão contratar (mão de obra especializada) uma parte sim, mas uma parte vai ser qualificada por ela própria. Ou seja, vai ser gente da cidade que vai ter oportunidade de entrar em uma nova carreira, com um salário melhor, que é algo que nos preocupa muito”, finalizou.

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