“Vamos trabalhar em um Brasil onde todos nós podemos caber”

0
365

O novo ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, revelou que o órgão vai atuar para combater todas as discriminações dos grupos minoritários no Brasil. Segundo ele, a vida e a dignidade estão em primeiro lugar. “Recebo um ministério arrasado, muitas vozes caladas, políticas descontinuadas e com orçamento cortado”, resumiu, destacando que as prioridades incluem a proteção aos jovens negros e pobres que estão na pirâmide nos números de homicídio, em esforços conjunto com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino.

Além disso, a criação de um programa para as defensoras e os defensores dos direitos humanos e a produção de documento para garantir a proteção dos ambientalistas, ativistas que mais morrem no país. “Hoje me coloco como operário na escrita de mais um capítulo desse sonho”, disse Almeida.

O recém-empossado ministro acrescentou que o ministério sob sua batuta será do diálogo e da cooperação de esforços. “Vamos trabalhar em um Brasil onde todos nós podemos caber”, garantiu, informando ainda que a pasta trabalhará em políticas públicas para proteger crianças e adolescentes órfãos da Covid 19, num estatuto para vítimas de violência, no combate à tortura e na proteção à comunidade LGBTQIA+. Também vai avançar nas políticas para pessoas com deficiência, pessoas idosas e dar assessoria para que empresas garantam e apliquem os direitos humanos. E por fim, num plano que descreva tudo sobre racismos e os direitos humanos desta pauta.

Quem é Silvio Almeida?
Nascido em São Paulo (SP), o novo ministro é professor universitário, advogado, jurista e filósofo. Graduou-se em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (1995-1999) e em Filosofia pela Universidade de São Paulo (2004-2011). Tem mais. Silvio Almeida é filho de Barbosinha, ex-goleiro que passou pelo Corinthians em 1967, que ganhou o apelido em referência a Barbosa, que defendeu o gol brasileiro na Copa de 1950.