“Sem maldade”

Enquanto recorre da decisão que o tirou do cargo de vereador, Hálison Vitorino (PP) ganhou mais um advogado para sua tentativa de retornar à Câmara de Volta Redonda. Trata-se do prefeito Neto, que saiu em sua defesa durante entrevista a Dário de Paula. Vale lembrar que Hálison foi afastado por determinação do juiz Roberto Henrique dos Reis, que entendeu que o parlamentar teria infringido a Lei Orgânica do Município ao se licenciar para assumir um cargo de diretor do Hospital São João Batista, a convite do próprio prefeito. O suplente Guilherme Sipe (PP), inclusive, já está dando expediente na Casa de Leis.
Segundo entendimento do juiz,

Halison

só poderia se licenciar para assumir um cargo de primeiro escalão, como de secretário municipal ou diretor de autarquia. Neto discorda. “O Hálison fez tudo dentro da lei. Ele consultou a procuradoria, que deu parecer favorável para que ele pudesse assumir no Hospital São João Batista”, ponderou.
Neto disse ainda que, antes da criação do cargo de diretor-geral, conforme decreto enviado à Câmara, Hálison não teria infringido a lei. “Ele estava totalmente dentro da legalidade porque ele consultou a Câmara e consultou a prefeitura, então, eu acredito muito na defesa dele, até porque ele teve um parecer favorável da minha procuradoria, da procuradoria da Câmara. Ele não fez as coisas por vontade própria, não, foi tudo conversado”, garantiu.
O prefeito ainda fez um mea-culpa e disse que, caso Vitorino tenha sido mal orientado, a culpa não seria do agora ex-parlamentar. “Ele não tem culpa nenhuma. Se os pareceres da Câmara e do município estiverem equivocados, e eu garanto que não estão, ele (Vitorino) é o menos culpado disso tudo. Ele fez tudo como deveria ser feito”, crê Neto.

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