Ricos e famosos…

Candidatos a prefeito em Volta Redonda mostram que também são bons quando o assunto é ganhar dinheiro

Por Roberto Marinho

O número de candidatos que não declararam seus bens à Justiça Eleitoral aumentou cerca de 10% nas eleições deste ano em relação às de 2016. Quer mais? Dos 549 mil que querem manter ou arranjar uma ‘profissão’ que lhes dê quatro anos de estabilidade, podendo prorrogá-las até ser cassado pela vontade popular, mais de 200 mil juraram ao TSE que não têm qualquer patrimônio. Garantem que não têm nada, nadica de nada.


  Para as eleições de 15 de novembro, 2.004 candidatos a prefeito, 3.574 candidatos a vice e 207.811 candidatos a vereador não declararam qualquer bem. Em compensação, teve político que  ‘confessou’ ter uma bike, a ex-magrela, hoje um bem valioso que pode custar até R$ 20 mil. Outro foi além. Contabilizou milhares de pés de cafés.
Para descobrir a situação dos candidatos a prefeito em Volta Redonda, a reportagem do aQui buscou as informações no sistema ‘DivulgaCandContas’, mantido pelo TSE, que permite levantar a evolução patrimonial dos candidatos a partir de 2004, desde que eles ou elas tenham disputado eleições de lá para cá. Dos atuais candidatos, por exemplo, 11 já disputaram eleições anteriormente. Detalhe: as declarações de bens têm regras elásticas e não muito específicas – não há exigência da atualização do valor dos bens declarados, por exemplo. Ou seja, o levantamento mostra uma estimativa de quanto os candidatos ficaram mais ricos, ou mais pobres, ao longo dos anos. É claro que as declarações podem ser verificadas pela Justiça Eleitoral, e, em caso de discordância, a candidatura pode ser impugnada, e o candidato, processado por falsidade ideológica.
Na lista dos candidatos de Volta Redonda tem veteranos de urnas que participaram de quase todos os pleitos desde 2004. É o caso de Paulo Baltazar (PSD), que já foi prefeito, vereador, deputado federal e estadual (suplente). A evolução patrimonial de Baltazar, que é médico nas horas vagas da política, parece uma sanfona, que estica e encolhe dependendo da música. Em 2004, quando concorreu ao Palácio 17 de Julho pelo PSB, o já deputado federal Paulo Baltazar não declarou nenhum bem à Justiça Eleitoral. Em 2006, quando tentava se reeleger à Câmara, Baltazar relacionou um patrimônio de R$ 559,5 mil. Tinha três veículos, diversos imóveis (casas, apartamentos e salas comerciais), e metade de uma fazenda em Minas Gerais, avaliada em R$ 110 mil.


Nas eleições de 2010, Baltazar ficou de fora, pois teve o registro da sua candidatura a deputado federal pelo PRTB negado pela Justiça Eleitoral. Dois anos depois, em 2012, eleito vereador pelo PRB, o patrimônio do médico tinha encolhido: tinha apenas R$17.186,86. Sumiram da sua declaração os imóveis e veículos – trocados por um Peugeot 206 Soleil, ano 2003 – e surgiram uma caderneta de poupança e aplicações de previdência privada. 


Em 2014, o patrimônio de Baltazar, eleito suplente de deputado federal pelo PRB, como num passe de mágica, voltou a crescer. Pulou dos R$ 17 mil para R$ 47,4 mil em aplicações de previdência privada e poupança. O Peugeot 2003 continuava lá. Em 2016, quando disputou o segundo turno contra Samuca, Baltazar pareceu estar “bamburrado” – expressão que os garimpeiros de ouro usam quando um deles acha uma pepita e fica rico da noite para o dia. O patrimônio do médico cresceu quase cinco vezes, subindo de R$ 47 mil para R$ 225 mil. Além das aplicações e poupanças, que aumentaram, o tradicional político voltarredondense comprou um terreno de R$ 110 mil, a ser pago em parcelas. O fiel Peugeot 2003 continuava lá, avaliado em módicos R$ 12 mil.  

 
Em 2018, quando disputou uma vaga na Alerj pelo PDT, o patrimônio de Baltazar, coitado, encolheu a míseros R$ 67,2 mil. Ou seja, perdeu quase tudo que tinha há dois anos, quando não derrotou Samuca. Mas manteve um veículo automotor – não especificado – no valor de R$ 12 mil. Qual seria? Ele não detalhou. Em compensação, informou ao TSE ter R$ 33,5 mil em dinheiro vivo. Para a eleição deste ano, o patrimônio de Baltazar voltou a diminuir… um pouco. Está em R$ 58.894,87, sendo que R$ 45 mil em espécie (dinheiro vivo). Tem ainda R$ 1,8 mil no banco e um Volkswagen Fox 2003, avaliado em – adivinhem quanto? R$ 12 mil, mesmo valor do velho Peugeot 2003. 

 

Dom para os negócios 

Outro veterano de eleições é o vereador Washington Granato (Solidariedade). Pelos dados do ‘DivulgaCandContas’, em  2004, quando concorreu a vereador pelo PSB, Granato não declarou nenhum bem. ‘Era um duro’. Em 2006, concorrendo à Alerj, já acumulava R$ 200,5 mil de patrimônio, incluindo quatro veículos, no valor total de R$ 68,5 mil, um apartamento de R$ 60 mil, e uma fração de um prédio comercial de R$ 72 mil, os dois em Volta Redonda.  

Em 2008, quando pela primeira vez disputou o Palácio 17 de Julho, o patrimônio de Granato (no PDT) cresceu quase 50%: passando a ser de R$ 287,5 mil. O número de veículos diminuiu, o de imóveis aumentou (cinco imóveis, entre lojas e apartamentos), tudo avaliado em R$ 247 mil. Além disso, Granato informou ser dono de metade do capital social de uma agência de automóveis, no valor de R$ 5 mil. O prédio comercial de R$ 72 mil passou a valer R$ 122 mil. Um automóvel, que não era o Peugeot de Baltazar, avaliado em R$ 41,5 mil na declaração anterior, passou a valer R$ 35 mil. Deve ter dado uma batida para atualizar o valor do veículo, para menos, é claro.         

Na eleição de 2010 para a Câmara Federal pelo PMDB, Granato mostrou que sabia fazer negócios: seu patrimônio muito mais que dobrou, passando de R$ 122 mil para R$ 447,8 mil. Manteve e adquiriu lojas, salas, apartamentos e veículos. O engraçado é que sua participação na agência de carros (que lhe deu problemas junto à Justiça) deixou de existir ou não foi declarada. O prédio comercial voltou a se valorizar – passou para R$ 140 mil – e o Golf 2004 desvalorizou para R$ 30 mil.

Disputando uma vaga de vereador pelo PTB em 2012, Granato mostrou mais uma vez tino para os negócios. Seu patrimônio passou a ser de R$ 693,8 mil, incluindo os mesmos imóveis – o prédio comercial passou a valer R$ 250 mil –, e os veículos foram trocados por modelos de menor valor. Na eleição de 2014 para a Alerj, o patrimônio de Granato (no PTB) registrou uma pequena queda – para R$ 641 mil, com poucas mudanças no perfil dos bens. 

Em 2016, brigando para se reeleger como vereador, Granato voltou a prosperar, e seu patrimônio subiu para R$ 715 mil. O Golf 2004 estava lá, mas, tadinho, foi avaliado em apenas R$ 15 mil. A sociedade na agência de carros reapareceu e Granato passou a deter 69%, igual a R$ 69 mil. O prédio comercial estagnou nos R$ 250 mil.

Para concorrer à sucessão de Samuca, pelo Solidariedade, Granato mostra que deve ter sentido os reflexos da Covid-19. Seu patrimônio caiu de R$ 715 mil para R$ 473.332, um tombo de cerca de um terço do valor informado à Justiça Eleitoral anteriormente. Os bens de Granato se resumem agora ao prédio comercial – no valor de R$ 62,5 mil, praticamente um quarto do valor declarado em 2016 –, um carro importado, ano 2014, valendo R$ 60,6 mil, e uma casa em Volta Redonda, adquirida em 2017, avaliada em R$ 350,2 mil.

 

Carro mágico

 

Outro concorrente de várias eleições é o ex-prefeito Neto (DEM). O primeiro registro de sua candidatura disponível no ‘DivulgaCandContas’ data de 2008, quando concorreu a prefeito pelo PMDB. Na época, seu patrimônio consistia em vários apartamentos em Volta Redonda e Angra dos Reis, além de um sítio em Piraí, e veículos, entre eles um Kia Sportage Grand, ano 2001, avaliado em R$ 50 mil. No total, o patrimônio de Neto em 2008 era de R$ 676.752,33.

Em 2012, ainda no PMDB, Neto declarou ter um patrimônio bem superior, de R$ 942.927,45, que, além dos imóveis e veículos, passou a incluir títulos de aplicações financeiras e a totalidade da firma individual Antônio Francisco Neto Artigos Esportivos, no valor de R$ 8 mil. O Kia 2001 continuava na declaração, avaliado pelos mesmos R$ 50 mil. Para as eleições deste ano, Neto declarou ter um patrimônio de R$ 1.353.588,05, o que mostra um respeitável crescimento da ordem de 40%. 

  A maior parte dos bens atualizados de Neto continua sendo de imóveis: entre apartamentos, terrenos, casas. Só de frações de imóveis, são 12 unidades. Também há diversos títulos de aplicações em renda fixa, e o Kia 2001 continua sendo usado por ele e vale os mesmos R$ 50 mil de 12 anos atrás. Deve ser o carro mais bem conservado da cidade do aço, já que o Peugeot de Baltazar sumiu do mapa. 

 

 Petista com dinheiro 

Candidata do Partido dos Trabalhadores à prefeitura de Volta Redonda, a médica Cida Diogo também é veterana em eleições. Em 2004 – quando concorreu à prefeitura – e em 2006, quando disputou uma vaga na Câmara Federal, Cida, vejam só, não tinha nenhum bem. Só em 2008, quando voltou a concorrer ao Palácio 17 de Julho, é que a petista declarou ter um patrimônio de R$ 182.915,00. Entre os seus bens apareciam um apartamento em Volta Redonda, de R$ 69,9 mil, e outro no Rio de Janeiro, de R$ 43 mil. Cida tinha também um Citroen Picasso, ano 2008, declarado como valendo R$ 70 mil.    

Em 2010, quando disputou uma vaga para a Alerj, pelo PT, é claro, Cida declarou à Justiça Eleitoral ter um patrimônio de R$ 324.615, praticamente o dobro do que teria dois anos atrás. No período, comprou um apartamento no Rio de Janeiro – substituindo o anterior – avaliado em R$ 175 mil, e tinha R$ 25,2 mil depositados, além de ter adquirido um novo automóvel, um Ford Focus, de R$ 54,5 mil. O apartamento em Volta Redonda continua na lista da candidata do PT, com o mesmo valor de R$ 69,9 mil.   

Para a eleição deste ano, Cida mostrou que a mudança de ares lhe fez bem – ela estava sumida de Volta Redonda. De acordo com as informações dadas à Justiça Eleitoral, a petista declarou ter R$ 554,2 mil em patrimônio, quase 50% a mais que a informação anterior. Os imóveis, tanto em Volta Redonda quanto no Rio de Janeiro, aparecem valorizados – R$ 250 mil e R$ 200 mil, respectivamente. No caso do imóvel na cidade do aço, chama atenção a valorização – praticamente quadruplicou – do bem em relação à declaração anterior. Cida também declarou diversas aplicações financeiras, que não constavam antes, e um novo automóvel, um Ford Ka, 2018/2019, avaliado em R$ 43,4 mil.     

 

Bom gestor

Quem também registrou um crescimento patrimonial expressivo ao longo dos últimos anos foi o atual prefeito Samuca Silva, que disputa a reeleição pelo PSC. Quando disputou o cargo de vereador, em 2012, pelo nanico PTN, Samuca tinha um patrimônio de R$ 316.835,49, incluindo uma caminhonete Nissan Frontier, de R$ 90 mil; um terreno em Volta Redonda, de R$ 170 mil; e aplicações financeiras. Dois anos depois, em 2014, quando tentou se eleger para a Câmara Federal, ainda pelo PTN, Samuca declarou ter R$ 365 mil, valor que incluía um Nissan, mais novo, de R$ 104 mil; um Volkswagen Santana, 2000, de R$ 11 mil; e um terreno não especificado em Volta Redonda, de R$ 250 mil.

Em 2016, quando foi eleito prefeito pelo PV, Samuca já era tido como um milionário. Segundo declarou à Justiça Eleitoral, seu patrimônio era de R$ 1.034.000. Praticamente triplicou em dois anos. Além de uma casa de R$ 350 mil, o então candidato tinha um apartamento de R$ 200 mil; uma Ford Ranger de R$ 135 mil; R$ 90 mil em dinheiro vivo, e uma aplicação financeira de R$ 259 mil. 

Agora, candidato à reeleição pelo PSC, Samuca declarou à Justiça Eleitoral ter um patrimônio um pouco maior, de R$ 1.232.461,57. A casa declarada em 2016 mais que dobrou de valor, passando de R$ 350 mil para R$ 776.281,93, fruto de uma reforma. O prefeito passou a contar com três veículos – um Fiat Brava de R$ 35.750; um Volvo CX60 2010, de R$ 50 mil; e uma Suzuki Samurai de R$ 20 mil. Sem contar uma caderneta de poupança de R$ 429,64, e uma outra casa avaliada em R$ 350 mil.

 

Herança do avô

  O candidato do Avante ao Palácio 17 de Julho, que já foi comandado pelo seu avô, o ex-prefeito nomeado Benevenuto dos Santos Neto, o advogado Benevenuto Santos não é um novato de eleições. Em 2018, por exemplo, tentou uma vaga na Câmara Federal, pelo mesmo Avante, e declarou à época possuir um patrimônio de R$ 590.686,49. Nada mal para quem não é conhecido na política. Entre os imóveis, possuía 50% de um chalé, além de sala comercial e apartamento, totalizando R$ 262,6 mil, mais aplicações financeiras e um automóvel Chevrolet Cruze 2011, avaliado em R$ 66 mil. Este ano, o patrimônio de Benevenuto cresceu para R$ 675.010. Entre as mudanças, destaque para o chalé – que, de sem valor, foi avaliado em R$ 180 mil – e a existência de um veículo de passeio, não especificado, de R$ 100 mil, fora acréscimo em aplicações financeiras.  

 

Poder feminino 

A administradora Dayse Penna chegou a ser vice na chapa de Samuca em 2016, mas, por problemas com o registro do domicílio eleitoral, teve seu nome impugnado, sendo trocada por Maycon Abrantes. Ainda assim, a declaração de bens de Dayse chegou a ser encaminhada à Justiça Eleitoral, o que permite verificar a sua situação patrimonial. Em 2016, tinha um patrimônio de R$ 532,1 mil, que incluía uma casa em Volta Redonda, de R$ 400 mil, um Honda Civic 2012, de R$ 55 mil; e ainda R$ 50 mil em participação em uma empresa; além de poupança e aplicações financeiras. 

Para este ano, Dayse apontou uma queda no patrimônio: de R$ 532 mil para R$ 416.128,25. A casa declarada na eleição anterior passou a valer R$ 300 mil, mas o perfil dos investimentos se manteve o mesmo. O curioso é que Dayse não declarou nenhum veículo este ano.  

 

Da direita   

Candidato do Republicanos, Hermiton chegou a tentar uma vaga na Alerj em 2018, pelo PSL, quando declarou possuir um patrimônio de R$ 182.033,36, incluindo participações em duas empresas, totalizando R$ 75 mil; uma casa, de R$ 62.609; R$ 45 mil em dinheiro vivo; poupança e aplicações financeiras. Em 2020, a declaração de bens de Hermiton mostra que o candidato contabiliza R$ 190.335, com praticamente o mesmo perfil patrimonial. A diferença é que agora ele guarda R$ 52.725 em dinheiro vivo.

 

Da esquerda

  Candidato do PCO, Luiz Eugênio já tentou ser governador do Rio, em 2018, pelo partido de extrema esquerda, mas teve a candidatura indeferida. Apesar disso, teve que fazer sua declaração de bens – de R$ 305 mil, constituído de um imóvel – não especificado – no valor de R$ 250 mil, e um veículo – também não especificado – de R$ 55 mil. O patrimônio do candidato do PCO em 2020 mostra que ele vai bem das pernas e conseguiu dobrar o mesmo para R$ 655 mil. Além de uma casa em Volta Redonda, de R$ 200 mil, Luiz Eugênio adquiriu um sítio, em Piraí, de R$ 250 mil; duas quitinetes em Angra dos Reis, que somam R$ 150 mil; e uma caminhonete Ssang Young, ano 2011, avaliada em R$ 55 mil. É o cara, diriam os populares. 

 

De esquerda

Candidata do PSTU à prefeitura de Volta Redonda, a professora Mônica Teixeira foi candidata a vice em 2016 e, na época, informou à Justiça Eleitoral ter apenas um bem: um Hyundai HB20, ano 2014, avaliado em R$ 35 mil. Cabeça da chapa em 2020, Mônica dobrou praticamente seu patrimônio – declarando ter cerca de R$ 52 mil. Basicamente a professora comprou um carro novo, da mesma marca, ano 2018/2019, avaliado em R$ 42.640 e, precavida, juntou uns trocados em uma caderneta de poupança, hoje com R$ 8,4 mil. Também declarou que seu salário é de R$ 965, talvez para mostrar o quanto se sente desvalorizada. 

 

Marinheiros e milionários 

 

O ‘DivulgaCandContas’  revela, como o aQui descobriu, entre os candidatos de primeira viagem, quais são aqueles com maior patrimônio. No entanto, como são iniciantes na política, não dá para saber qual a evolução patrimonial dos seus bens. Mas a lista revela coisas interessantes. O mais rico entre eles é Alexandre Habibe, que concorre a prefeito pelo PCdoB. O comunista declarou ter nada mais nada menos que R$ 2.161.230,60, entre imóveis – terrenos, salas comerciais, casas e apartamentos em Volta Redonda e Miguel Pereira. Isso sem contar aplicações financeiras, participação em empresas e dois veículos – uma Ford Ranger 2010 e uma Chevrolet Montana 2013. Mostra que professor universitário, mesmo comunista, pode ter tino para os negócios.  

A lista dos milionários candidatos inclui ainda Cerezo 88, do PT  – para desespero de Cida Diogo –, que declarou à Justiça Eleitoral possuir um patrimônio de R$1.005.000, constando de direitos sobre dois imóveis em Volta Redonda, representando R$ 1 milhão, e dois empréstimos bancários, um deles de R$ 5 mil, e outro de R$ 23 mil. Este último, curiosamente, apesar de declarado, não foi somado ao total de bens informado ao TSE.

A candidata mais “humilde” em 2020 é a do PSol, a professora do ensino fundamental Juliana Carvalho, que declarou possuir R$ 29.710,36 em bens, incluindo uma caderneta de poupança de R$ 1 mil; uma conta corrente com R$ 4.230,36, e um Ford Fiesta 2012, avaliado em R$ 24.480 – só R$ 13 mais barato que a tabela Fipe. 

O advogado Alex Martins, que se afastou da presidência da OAB-VR para concorrer à sucessão de Samuca, declarou ter um patrimônio de R$ 473.576,71. Corresponde a cotas da própria firma de advocacia (R$ 19,8 mil), uma sala comercial, de R$ 16 mil; uma casa em Volta Redonda, de R$ 380 mil, financiada pelo SFH, e uma caminhonete Fiat Freemont Precisio, ano 2012, de R$ 46.584. Ah, Alex declarou ter ainda R$ 30,74 depositados em uma conta corrente. 

O empresário Evandro Glória, candidato do Cidadania, vai bem das pernas. Tem um patrimônio de R$ 460.105,87, incluindo uma casa de R$ 210.725,73; e ainda mantém sociedade em duas empresas, totalizando R$ 39 mil; fora investimentos e aplicações que somam R$ 150 mil, e um automóvel Toyota Etios, ano 2016/2017, avaliado em R$ 49,5 mil. 

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