Volta Redonda atingiu a marca de 10 mil casos de dengue na última quinta, 21. O saldo é 18 vezes maior do que o registrado na cidade durante todo o ano de 2023. Os números de 2024 são considerados os maiores já registrados em toda a série histórica da doença – apurada desde o ano 2000 pelo Ministério da Saúde. Até ontem eram 10.605 casos prováveis com oito óbitos e outros oito em investigação. A preocupação das autoridades sanitárias é quanto aos serviços de saúde, cada vez mais lotados de pacientes sintomáticos, com aumento nas solicitações de leito ao Estado.
O cenário de alerta está em toda a região do Médio Paraíba. Dos 12 municípios que integram a região, apenas quatro não registraram óbitos até o momento: Porto Real, Rio Claro, Pinheiral e Rio das Flores. Volta Redonda lidera o ranking de casos e de mortes; em seguida vêm Resende, Itatiaia, Barra Mansa e Piraí. Todos os quatro com mais de 1.500 casos confirmados, óbitos em investigação e confirmados. Em Barra Mansa, por exemplo, foram registrados até quinta, 21, 1.665 casos com duas mortes em investigação. A situação pode piorar na próxima semana, com a previsão climática indicando chuvas intensas em todo o estado do Rio.
A situação de Volta Redonda é das mais preocupantes. Em apenas uma semana, a cidade teve um salto de 25% no número de casos, pulando de 8.222 para 10.304 registros. A média móvel é de 300 novos casos por dia. As ações de combate ao mosquito Aedes aegypti continuam com força-tarefa nos bairros, para recolhimento de inservíveis, e ainda o uso do carro UBV (antigo fumacê).
Gripe
Neste sábado, 23, a secretaria de Saúde de Volta Redonda vai dar início à vacinação contra a gripe. O imunizante estará disponível em todas as unidades básicas de Saúde e de Saúde da Família dos bairros Conforto, Siderlândia, Jardim Paraíba, Vila Rica/ Tiradentes, Retiro II, Vila Brasília e Santa Cruz. A vacinação segue até 31 de maio, sempre das 8 às 17h.
Fumacê
A prefeitura de Volta Redonda precisa decidir como usar o carro fumacê pelos bairros de Volta Redonda. Tem semana em que o veículo passa em um bairro; na outra, já some. Pior. Às vezes, passa em apenas algumas ruas. Isso vem acontecendo, por exemplo, no Jardim Primavera, e os moradores já estão de saco cheio.
