“Povo no poder”

Honorato defende intervenção na CSN

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Ex-peão da Usina Presidente Vargas, Luiz Eugênio Honorato é candidato à sucessão de Cláudio Castro, embora sua candidatura esteja sub judice. Nas pesquisas, não pontuou em nenhuma. O que não o intimida. Acredita piamente que será o grande azarão, assim como foi Wilson Witzel. Veja abaixo, na íntegra, a entrevista concedida por Luiz Eugênio Honorato, candidato do PCO.

aQui: O que o senhor pretende fazer, especificamente, por Volta Redonda?
Luiz Eugênio: Transformar a cidade do aço, Volta Redonda, na cidade protagonista de todo o estado. Da geração de emprego, ponto 1. Cuidado com o meio ambiente, ponto 2, e atendendo toda a demanda de transporte de todo o estado. Vamos fazer linhas férreas e transporte rodoviário estilo VLT, cruzando norte e sul, leste e oeste de toda a cidade. Então, este é um propósito, fazendo com que a cidade e o estado intervenham na siderúrgica nacional, com uma parceria público-privada, de preferência que envolva, inclusive, a esfera federal para atender essa necessidade e essa demanda.

aQui: E por Barra Mansa?
Luiz Eugênio: A nossa preocupação com Barra Mansa não será somente com Barra Mansa, mas com todo o Sul do estado. Pretendo organizar um conselho para que se tenha um plano diretor de integração de todo o Sul Fluminense, dos 12 municípios, para que haja maior intercâmbio comercial, industrial, rodoviário, urbano. Um polo de desenvolvimento de maior envergadura de todo o estado, uma vez que aqui concentra grandes mãos de obra e grandes indústrias, desde a automobilística, ferroviária, de serviços e de empresas na área da construção civil. Então, ocupar os espaços urbanos vazios e desenvolvê-los para cada característica própria que nos oferecerá a vocação coloquial e de vasão com amparo estadual.

aQui: O que o senhor pretende fazer pelo Sul Fluminense como um todo?
Luiz Eugênio: Aqui, nesta resposta, contempla também o ponto 4. O estado vai intervir na CSN para subsidiar, promover o desenvolvimento da fabricação de cimento para atender a demanda da área da construção civil e estimular este acontecimento para que seja desenvolvido amplos projetos de construção civil de conjuntos habitacionais, e todo esse espectro para poder atender a demanda de todo o déficit habitacional de todo o estado. Então haverá sim um tratamento especial a CSN para que esta retome a vanguarda do desenvolvimento industrial e econômico de todo o estado, o desenvolvimento de todo o estado.

aQui: A CSN, maior empresa da região e maior siderúrgica da América Latina, terá um tratamento especial do seu governo? Teria algum plano específico para melhorar o relacionamento do Estado com o empresário Benjamin Steinbruch?
(Respondida na questão anterior).

aQui: Caso eleito, vai manter todas as obras do governo do Estado em execução nas cidades da região?
Luiz Eugênio: Sim, desde que ela tenha viabilidade e seja submetida ao referendo popular daquela região, daquele município. Se é a coisa mais importante a fazer, nós vamos de encontro com a execução dessas obras.

aQui: Quais são os seus planos para a segurança pública da região? Pretende criar um novo Batalhão da Polícia Militar? Criar uma Delegacia de Homicídios para o Sul Fluminense?
Luiz Eugênio: A segurança pública e a violência são protagonistas em todos os debates promovidos nas eleições, o que significa que o estado é falido em todas as outras áreas de desenvolvimento, porque na ausência desses outros investimentos é que aumenta indecorosamente a violência. Essa é a nossa proposta de repensar todo o sistema de segurança pública, todo o regime militar de todo o estado. Pretendemos criar um conselho de segurança, um conselho regido pela formação técnica, formação popular e uma formação de estrutura. São milícias populares, com mandatos revogáveis, eleitos sob o controle do estado desse conselho. Pretendemos fazer do estado uma política de força tarefa, levando os equipamentos do estado em todas as comunidades, nos bairros, em todos os municípios, e disputar a juventude com o tráfico, com as milícias assassinas, organizadas. (Disputar) As associações de moradores com a população em geral, ou seja, assumir um controle da segurança pública com equipamentos, democracia, investimento em aparelhos do estado para absorver toda a energia e a adrenalina desse jovem para o encaminhamento do desenvolvimento democrático do estado.

aQui: Recentemente, a Alerj aprovou um projeto incluindo Volta Redonda e Barra Mansa como parte do Sistema Tributário Regional de ICMS, visando diminuir desigualdades e atrair empresas. O senhor já estaria negociando com empresas para se instalarem na região? Quantas e quais?
Luiz Eugênio: Creio eu que a resposta 7, do desenvolvimento de Volta Redonda e Barra Mansa, já esteja respondida em respostas anteriores. No desenvolvimento de uma política socio-econômica desenvolvimentista para todo o estado, obviamente estará incluído Volta Redonda e Barra Mansa.

aQui: O senhor pretende: ampliar a oferta de cursos na Uerj ou promover a abertura de novos campus na região?
Luiz Eugênio: A questão da UERJ, da educação em geral, nós respondemos em um programa único de que faremos todo o investimento em educação para desenvolvê-lo da melhor forma possível, desde valorização dos profissionais até a estrutura de campus, de abertura de novas vagas, até a qualidade do ensino em geral, e com investimento para que seja pública, gratuita e com fim do vestibular. Então a pessoa vai ser recrutada desde o primário, o ensino fundamental, o ensino médio, e já integrando a faculdade pública, de qualidade, gratuita, com o fim do vestibular. Essa é a nossa política para a área da educação e de desenvolvimento cultural. O Estado deve desenvolver os saberes, investindo em desenvolvimento científico, tecnológico e cultural para uma educação de estado.

aQui: O Hospital Regional de Volta Redonda leva o nome da cidade do aço só por estar instalado no município e atende a pacientes de todo o estado do Rio. Poderia transformá-lo em um hospital regional de verdade? Caso negativo, justifique.
Luiz Eugênio: Sobre a saúde, somos pelo fortalecimento do SUS. Subsidiá-lo, desenvolvê-lo e torná-lo presente atendendo todas as demandas necessárias. Somos contra as OSs e somos por essa saúde estatal, estadual. Então achamos que em todo município há que ter sempre todo o desenvolvimento para atender as suas próprias demandas, amparado por um subsídio do estado. Então os Cras funcionando, montar as UPAs em diversos pontos estratégicos de diversos bairros de diversos municípios, vai desafogar um Hospital Regional e vai colocá-lo com mais eficiência e disponibilidade de vaga, de atendimento e de espaço. Então penso em ter um olhar voltado para o amparo de saúde com toda a eficiência e equipados de profissionais, de estrutura, logística e tudo o mais, porque a saúde há de ser prioridade para uma população que envelhece para um pós-pandemia de Covid e diversas outras ondas que tem surgido e aparecido por aí. Então a prevenção há de ser a melhor ferramenta, a melhor arma para o estado.

aQui: Por que os eleitores da região devem votar no senhor?
Luiz Eugênio: Primeiro, é um partido (PCO) diferente de todos os outros. Apesar de apresentarmos um programa completo, nós acreditamos na mobilização, na organização da classe trabalhadora, acreditamos em um governo dos trabalhadores. Estamos com Lula presidente, que nos ajudará na esfera federal, e teremos todo o olhar voltado para os conselhos de profissionais, de gestores e de abertura do governo do estado para o seu próprio povo, para sua própria demanda, construída com as próprias mãos. É um governo que o povo estará no poder, então é o único partido que tem essa proposta, isso por um dado, por um ponto de vista, por outro, sou o único candidato operário e da região. Sei as angústias, as nossas dificuldades, e quero transformar o estado do Rio de Janeiro não em uma metrópole, mas em um estado para todos. Desenvolver em cada setor da região a sua vocação e subsidiar, entregar todo o aparelho do estado para poder desenvolvê-lo como ele merece, para transformá-lo na maior economia do país. Então vote Luiz Eugênio, 29, PCO.