Outra direção

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EXCLUSIVO: Rica encerra de vez as atividades na região; granjas podem ser reabertas

   Depois de uma sequência de interdições ambientais e sanitárias, a empresa Rica encerrou de vez as atividades das suas sete granjas no Sul Fluminense (quatro em Rio Claro, duas em Barra do Piraí, uma em Engenheiro Paulo de Frontin). Também foi fechada a fábrica de ração de Rancho Grande (Bananal/SP). O aviso prévio dos funcionários terminou no último dia 24 de abril e, desde então, as operações foram encerradas definitivamente. Hoje, a empresa mantém apenas o abatedouro de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.

As granjas pertencem ao grupo Reginaves, que no ano passado arrendou as unidades ao grupo Fictor – o mesmo que tentou comprar o banco Master e pediu falência logo depois. A partir daí começaram os problemas envolvendo mau cheiro, proliferação de moscas e denúncias de irregularidades ambientais e sanitárias. 

O Inea passou a interditar as unidades entre dezembro e janeiro, além de determinar a retirada de galpões construídos em área de preservação ambiental e a demolição dos incineradores. Ainda não há confirmação sobre o número de demissões, mas o fechamento tem tudo para impactar a economia de Rio Claro, onde a empresa atua há mais de 40 anos e empregava cerca de 300 trabalhadores. 

Segundo uma fonte do aQui, há uma informação de que a granja de Lídice pode voltar às atividades, porém, nas mãos de outro grupo. Conforme a fonte, já houve uma tentativa de acordo com o Inea para o cumprimento das exigências feitas pelo órgão fiscalizador, como a realização de um Termo de Ajustamento de Condutas. O aQui não conseguiu confirmar a informação junto à empresa, mas o espaço permanece aberto, caso queiram comentar. No Inea, ninguém falou do assunto.