quinta-feira, novembro 25, 2021
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Neto, paz e amor

O prefeito Antônio Francisco Neto respirou aliviado em novembro do ano passado quando as urnas das eleições de 2020 foram abertas e ele pôde comemorar a vitória – fácil – em cima de pesos pesados da política local, como o ex-prefeito Paulo Baltazar, que ficou em segundo, e, principalmente, Samuca Silva, que buscava se reeleger. Perdeu feio e amargou uma terceira colocação.
Agora, um ano depois, Neto volta a respirar aliviado, com uma nova vitória. No Supremo Tribunal Federal, que pôs um ponto final na batalha jurídica movida pelos seus adversários, que insistiam em sonhar na sua cassação por ter tido contas rejeitadas pela Câmara de Volta Redonda, o que o tornaria inelegível. Não deu certo. Só gastaram rios de dinheiro para que a ação chegasse a ser apreciada em Brasília.
Em entrevista exclusiva ao aQui, Neto falou das duas situações, das duas vitórias. E, pela primeira vez à frente do Palácio 17 de Julho, garante que não trava uma batalha de bastidores com o ex-prefeito Samuca Silva. Abordou ainda a questão da Covid-19, que até o dia da entrevista já tinha provocado a morte de mais de mil volta-redondenses. Para o prefeito, ninguém em sã consciência pode dizer que o vírus já não assusta mais. Muito pelo contrário.
Em termos políticos, Neto foi bem sincero ao falar das eleições de 2022. Diz que vai apoiar a pré-candidatura de Cláudio Castro, governador que lhe estendeu a mão há bem pouco tempo. Quanto aos seus candidatos à Câmara e à Alerj, nenhuma palavra. Não quis melindrar ninguém.
Veja abaixo a íntegra da entrevista de Neto ao aQui:

aQui: Há um ano, o senhor ganhou a eleição para prefeito de Volta Redonda com muita facilidade. Esperava que fosse assim tão fácil?
Antônio Francisco Neto: Vencemos 13 adversários, logo no primeiro turno da eleição e com mais de 57% dos votos. Nenhuma eleição com 14 candidatos é fácil, e esta, certamente, também não foi. Quem acompanhou o pleito sabe bem disso. Foram dezenas de debates, entrevistas, a pandemia e a máquina pública trabalhando por uma candidatura. Tivemos uma das menores coligações.

aQui: O que o levou a ganhar a eleição? Seu carisma? Seu plano de governo? Ou foi fruto da decepção dos eleitores com a novidade que foi Samuca Silva chegar ao poder?
Neto: A decepção com certeza descredencia quem está no poder, mas acredito que a opção pelo nosso nome se deu pelo fato da população acreditar no nosso projeto. Mais que isso: o povo tinha certeza da nossa capacidade de realizar esse projeto de reconstrução da cidade. O eleitor teve muitas opções e de todas as vertentes políticas. Ficamos muito felizes em receber a confiança da imensa maioria. Eu e o Faria não temos o direito de decepcionar o povo de Volta Redonda.

aQui: O senhor esperava que Samuca terminasse em terceiro lugar? Por quê?
Neto: Não me preocupei com isso em momento algum.

aQui: Da vitória nas urnas, em novembro de 2020, à vitória no STF, em novembro de 2021, o senhor chegou a temer por uma derrota na Justiça?
Neto: Nunca, pois agi sempre com honestidade e pensando no povo em primeiro lugar.

aQui: O que aconteceu, em termos práticos, em Volta Redonda até hoje?
Neto: Muita coisa boa já aconteceu, mas sabemos que ainda temos um longo caminho a percorrer. Por outro lado, é bom ver que já avançamos muito e que a população já reconhece estes avanços. Primeiro, voltamos a pagar os salários em dia. Na maioria destes 10 meses, pagamos os salários antes mesmo do dia previsto legalmente. Além disso, adiantamos metade do décimo terceiro de todos os servidores.
Já concluímos a primeira e iniciamos a segunda etapa do novo projeto de iluminação de LED. Estamos zerando as filas de catarata e mamografia, assim como estamos retomando as cirurgias em geral. Nossos dois hospitais públicos voltaram a ser geridos pela prefeitura, depois de terem sido entregues a grupos envolvidos em escândalos de corrupção. O Hospital São João Batista estava sob intervenção quando assumimos. Reformamos postos de saúde e unidades odontológicas. Os projetos da Melhor Idade foram retomados e 30 Cras já foram reabertos. Estamos instalando mais de mil novas câmeras de segurança, uma vez que o projeto que nós havíamos criado foi desmantelado. A manutenção da cidade já melhorou muito, depois de ter sido abandonada. Inauguramos 30 novos leitos hospitalares, ou seja, praticamente abrimos um novo hospital! Fizemos muito mais, mas isso aponta bem o quanto já trabalhamos. Reforçando apenas que ainda temos muito a fazer.

aQui: O senhor sente que venceu a guerra contra a Covid-19 em Volta Redonda? Não teme que o vírus volte, como tem ocorrido na Europa?
Neto: Ninguém pode ou ninguém deveria dizer que venceu essa guerra. Não ainda. Já escutamos isso uma vez e a arrogância foi tão grande que chegaram até mesmo a desmobilizar os hospitais alugados. Foi um absurdo alugar e deixar de investir na rede que já existia, mas foi ainda mais absurdo fechar hospitais no meio da pandemia.
Graças a Deus, nossos novos leitos foram construídos e equipados de forma que se tornaram legados para nosso povo. Se for preciso, retornamos todos para tratar pacientes da Covid-19. Vamos rezar e trabalhar para que isso não aconteça, principalmente usando máscara e tomando vacina. Mas se precisar, nossos leitos estão aí e são do povo de Volta Redonda.

aQui: O senhor vai pagar os CCs do governo Samuca ainda em 2021? Não acha que eles estão sendo penalizados demais por conta de uma ‘guerra de bastidores’ entre o senhor e o ex-prefeito Samuca Silva?
Neto: Assim que tivermos condições, vamos pagar, sim. Desculpe a franqueza, não tem guerra alguma com ninguém. Ainda mais com o ex-prefeito.

aQui: Quais são seus planos para 2022?
Neto: Trabalhar muito, se Deus permitir, para manter salários dos servidores em dia, melhorar a Saúde, aumentar a Segurança, fortalecer a Educação e o Social. Principalmente, vamos buscar gerar emprego e renda.

aQui: O senhor vai promover algo especial para o Natal e para a passagem de ano em Volta Redonda?
Neto: Queremos fazer um Natal bonito, que nos possibilite retomar a autoestima da nossa cidade.

aQui: Em 2022, teremos eleições para a presidência, para o governo do Estado, e para a Câmara e Alerj. Já definiu quem vai apoiar em todas elas?
Neto: Vamos apoiar o governador Cláudio Castro, que tem sido incansável em ajudar Volta Redonda. Isso já está definido.

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