Músico do projeto ‘Volta Redonda, Cidade da Música’ ganha bolsa em mestrado nos EUA

O professor de contrabaixo e musicalização do projeto ‘Volta Redonda, Cidade da Música’, Daniel Diniz Magalhães, vai fazer mestrado na Universidade do Sul de Mississippi (The University of Southern Mississipi), nos Estados Unidos. O convite partiu de um músico brasileiro, professor titular da universidade americana, que conheceu Daniel em um festival em Poços de Caldas (MG), no início de 2020. Por conta da Covid-19, a aprovação no mestrado se deu por meio de vídeos enviados para avaliação lá fora. O curso começa em agosto.
A maestrina Sarah Higino, que é professora e já coordenou o projeto, estava toda feliz. “Nossos músicos são notados por onde passam e compõem orquestras em diversos locais do Brasil e do mundo. Hoje, 10% dos músicos da Orquestra Sinfônica Nacional (OSN) da UFF (Universidade Federal Fluminense), são do Volta Redonda Cidade da Música. Eles ainda estão na Orquestra de Fuzileiros Navais e também na Aman (Academia Militar das Agulhas Negras)”, lembrou Sarah, destacando o talento de Daniel Magalhães.
Não é para menos. Daniel teve seu primeiro contato com a música quando tinha apenas 11 anos, e estudava no Colégio Municipal Getúlio Vargas, onde começou a tocar pífano, passando depois para o violoncelo até conhecer o contrabaixo e elegê-lo como seu instrumento musical.
“Me tornei monitor do Volta Redonda Cidade da Música, auxiliar e, após licenciatura em música, me tornei professor. Durante um intercâmbio musical, tive aula com um professor da universidade no Mississipi. Ao saber que ele estaria em Poços de Caldas, fui atrás dele para seguir com o sonho de estudar fora do país”, disse Daniel, comemorando a aprovação no mestrado.
Cidade da Música
O ‘Volta Redonda, Cidade da Música’ foi idealizado e implantado há 46 anos pelo professor e maestro Nicolau Mar-tins de Oliveira e também teve a coordenação da maestrina Sarah Higino e do maestro José Sérgio Torres da Rocha.
Antes da pandemia da Covid-19, o projeto abrangia 39 escolas da Rede Municipal de Ensino – unidades da secretaria Municipal de Educação (SME) e Fevre (Fundação Educacional de Volta Redonda), alcançando 4,6 mil crianças, adolescentes e jovens, dos ensinos Fundamental e Médio.
É considerado um celeiro de talentos e, de 1974 até hoje, já formou uma série de músicos que se profissionalizaram em conjuntos e orquestras no Brasil e no exterior. Em 2015, no quarto mandato do prefeito Neto, o projeto, que funcionava no Colégio Getúlio Vargas, no Laranjal, ganhou sede própria à Avenida Graham Bell, 89, na Vila Mury.

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