Casa GERAL ‘Mulheres de Aço’

‘Mulheres de Aço’

0
519

O programa ‘Mulheres de Aço’, promovido pela secretaria de Esporte e Lazer (Smel), que conta hoje com 120 participantes, acaba de completar seis meses em Volta Redonda. O projeto, que oferece aulas gratuitas de defesa pessoal, visa incentivar o protagonismo feminino através de técnicas de artes marciais, como o jiu-jitsu e kickboxing, entre outras, para que as alunas estejam preparadas para lidar com situações de abuso para que não sejam vítimas da violência, e que não se sintam inferiorizadas.
Uma das alunas é Janaína Oliveira Santos, 36 anos. Moradora do Coqueiros, ela está no projeto desde o seu lançamento e conta que mais jovem, passou por assédios no transporte público e até no local de trabalho. Mas, pela falta de conhecimento da gravidade dos fatos, não falava sobre o assunto com ninguém. Ficava desconfortável. Hoje, no time do ‘Mulheres de Aço’, passou a se sentir mais segura e ajuda outras mulheres.
“Quando fiquei sabendo do projeto logo me inscrevi e pude ver as coisas de uma outra maneira. Aprendi e entendi que qualquer tipo de importunação sexual é crime. Fui muito bem acolhida pelas meninas do projeto, me senti segura. Percebi também que outras mulheres tinham passado por coisas iguais a mim e que não estávamos sozinhas. O projeto mudou a minha vida e a vida de mulheres ao meu redor, pois tudo o que eu aprendo lá passo para outras”, disse Janaína.
A modelo, miss e empresária, Marina de Sousa, 30 anos, também faz parte do ‘Mulheres de Aço’ e como trabalha como influenciadora digital, espera poder inspirar outras mulheres a aprenderem a se defender. “O projeto tem um cunho social muito importante para todas nós, pois ajuda as mulheres em seu empoderamento e também a se protegerem, ou evitarem situações, que, infelizmente, ainda hoje, são muito corriqueiras. A importância de apoiar um projeto desses foi uma das coisas que mais me chamou atenção? disse ela, relatando que já sofreu com relacionamentos abusivos que a impediam de praticar artes marciais, por exemplo.
A professora responsável pelo programa, Perla Moura, explicou que o foco das aulas não é o enfrentamento de homens, mas sim a valorização do protagonismo feminino. “Ensinamos elas a serem inteligentes para sair de uma situação que possa levar ao feminicídio. As aulas visam o esporte e, através das lutas e artes marciais, usamos essas ferramentas como auxílio na defesa da violência contra mulheres cis, trans e meninas a partir de 12 anos de idade. Qualquer mulher pode se inscrever, mesmo que ela nunca tenha passado por algum tipo de violência, importunação ou assédio, o que é quase impossível”, pontuou.
Aulas e horários
Entre as modalidades aprendidas como defesa está o boxe, kickboxing, metodologia da KMRED e jiu-jitsu. Além das lutas são trabalhadas também com treinamento psicológico, simulando situações reais de agressão. As aulas acontecem três vezes na semana – segunda, quarta e sexta-feira, na Arena Esportiva do bairro Voldac, em três períodos: às  7h e 9h; às 16h e às 18h.
Inscrições
Para participar do programa as mulheres devem comparecer à sede da  Smel, que fica na Arena Esportiva da Voldac, portando cópia do RG,  CPF, comprovante de residência, uma foto 3×4 e preencher a ficha de  inscrição nos horários das aulas.

SEM COMENTÁRIOS

Seja bem vindo!
Enviar via WhatsApp