Moradores do Jardim Belvedere reclamam de falta de ônibus

Os moradores do Jardim Belvedere estão reclamando da dificuldade em deixar ou chegar ao bairro, devido à escassa oferta de ônibus que atendem a localidade. Em tese, eles poderiam utilizar veículos de duas linhas – Nove de Abril X Belvedere e Circular 16, famosas pelos constantes atrasos. Mas o que já era ruim piorou: a linha Circular 16 deixou de operar, largando os moradores a pé. Tem mais. Os ônibus da linha que ainda opera passam em intervalos de até mais de uma hora. Quem não quiser ou não puder esperar tem que andar cerca de 1 quilômetro para chegar à Rodovia dos Metalúrgicos, onde existem outras opções de transporte. Mas não são muitas.
“Já tem um tempo que a linha Circular 16 parou de atender o bairro. E isso está causando um transtorno para os moradores e pessoas que aqui trabalham. Estamos tentando, através de um abaixo-assinado, que os responsáveis resolvam este problema. Pois é um absurdo um bairro ficar dependendo de duas linhas, ou melhor, uma linha”, disse um dos moradores, em mensagem enviada ao aQui.
O presidente interino da Associação de Moradores do Jardim Belvedere, Nilson Bispo, afirmou que já fez contato com a secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana para agendar uma reunião com Paulo Barenco, titular da pasta, para tentar solucionar a situação. “Já entramos em contato com a STMU para uma reunião, mas até agora não obtive resposta. Realmente essa situação está incomodando demais os moradores. Estamos tentando buscar uma solução junto ao poder público municipal, mas ainda não tivemos retorno da nossa demanda”, afirmou Bispo.
Em nota, a STMU afirmou que está estudando a situação para tentar ampliar o número de ônibus que atendam ao bairro. “A STMU informa que, em função da pandemia, está fazendo estudos seguidos que possibilitem justificar a ampliação do atendimento ao bairro. As empresas informaram sobre mudanças nas linhas por conta de uma suposta baixa demanda no período de pandemia”, afirmou o órgão, garantindo ainda que procura junto às empresas normalizar o atendimento o mais rápido possível. “Assim que a situação se normalizar será possível ampliar ou ao menos retomar o atendimento, mas o objetivo é antecipar o retorno das linhas o mais rápido possível”, crê.

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