quarta-feira, janeiro 19, 2022
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‘Mercado de ouro’

Por Manu Porfírio

Ao receber a imprensa na manhã de terça, 18, Rodrigo Drable estava feliz da vida. Não podia ser diferente. Ia anunciar a realização da 3° edição do promissor Festival Internacional de Música de Barra Mansa. Ao lado de diversas autoridades, incluindo o diretor geral do festival, Vantoil de Souza, e o presidente da Associação da Orquestra Sinfônica de Barra Mansa, Alexandre Martins, o prefeito fez questão de falar sobre o evento que promete movimentar a região.

 

O festival, marcado para o período de 14 a 27 de julho, no teatro do Sesc, deve receber cerca de 30 mil pessoas interessadas em assistir as apresentações de 25 músicos renomados do Brasil, Israel, Uzbequistão, Estados Unidos e Alemanha. Entre eles, o violinista Shmuel Ashkenasi, o violoncelista Mark Koso-wer, a violista Katharina Kang e o oboísta Alexandre Barros. Tem mais. Durante o evento, serão oferecidas aulas em diversos bairros de Barra Mansa. 

 

De acordo com Rodrigo, até mesmo o governador Wilson Witzel, com quem esteve na quinta, 13, estaria interessado em apoiar o projeto de transformar Barra Mansa na capital da música. “O governador falou que não sabia (do festival) e me disse que quer ajudar Barra Mansa efetivamente a se tornar a cidade da música. Isso me deu uma sacudida porque o governador enxergou com 15 minutos de conversa, e nós, enquanto cidade, não (pensávamos) efetivamente em ter um esboço dedicado a isso”, ponderou. 

 

Para Rodrigo, a música pode ser uma ferramenta geradora de emprego e renda, além de ser a oportunidade dos jovens que sonham em viver profissionalmente da atividade. “Nós temos que conversar com os músicos e com os comerciantes, do ponto de vista econômico. Barra Mansa é uma cidade que tem o melhor mercado de ouro da região. Isso é cacife que não existe em banco. E temos os músicos. Por que os nossos músicos não podem estar dentro do comércio e se tornarem atrativos? Por que não termos um turismo de curta duração, mas de efetividade econômica, trazendo pessoas para consumir música e mercadorias em Barra Mansa?”, pontuou Rodrigo.

 

Segundo Rodrigo, para realizar o festival a prefeitura de Barra Mansa conta com a utilização de recursos próprios. “A orquestra municipal gera uma despesa de R$ 5 milhões anualmente para atender aos mais de 20 mil alunos inseridos no projeto. Mais do que verbas, nosso projeto investe em profissionais, em mobiliário, uniformes e, principalmente, nos alunos”, avaliou o prefeito. 

 

O diretor geral do Festival, maestro Vantoil de Souza, lembrou que o projeto foi concebido há 17 anos. “Este evento é sonhado há 17 anos, desde o início do ‘Projeto Música nas Escolas’. É uma alegria trazer esses professores e mestres para a troca de experiências. Serão dias incríveis, dividindo conhecimento e trazendo música de qualidade aos moradores e visitantes de Barra Mansa”, avaliou.

 

Ainda de acordo com Vantoil, a educação musical é importante para a realidade social da juventude no município. “Serão dias incríveis, onde esses músicos e jovens do país todo se misturarão com os alunos de Barra Mansa, dividindo conhecimentos. É maravilhoso ver a mudança sociocultural que o festival proporciona para os nossos jovens”, destacou.

Inscrições

As inscrições para quem quisesse participar do festival, infelizmente, se encerraram na segunda, 17, e apesar de ter sido mal divulgada, recebeu 150 pedidos, de músicos de 13 estados, além de receber um da Venezuela e outro de Cuba. Os inscritos deverão passar por uma avaliação, a ser realizada por uma banca especializada, formada pelos professores do festival.

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