Maurinho levou uma surra de Neto, mas diz que se sente um vencedor

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Por Pollyanna Xavier

As urnas de Volta Redonda mostraram que a distância entre os dois principais candidatos a prefeito, Neto e Mauro Campos, vai muito além do jogo político: o eleitorado parece estar cansado das promessas de mudanças, preferindo não mexer no time que está ganhando. Tanto que Mauro, que preconizava o fim da velha política, perdeu feio. Foram mais de 89 mil votos de diferença – ele obteve o apoio de 20.386 eleitores, enquanto Neto conquistou cinco vezes mais, totalizando 109.688 votos.
Apesar da surra, Maurinho, bem ao seu estilo fanfarrão, entende que é um vencedor. “Saí muito mais forte que todos (…), sou maior do que quem só tem valor com a caneta na mão e o dinheiro público”, crê.
Nesta edição, o aQui traz uma entrevista rápida e exclusiva com Maurinho, que falou do resultado das urnas e também de seu futuro na política. Disse, por exemplo, vejam só, que os “inteligentes” votaram nele, “sem medo de vinganças e de ameaças”. Atacou Neto, a quem chamou de tirano, e a imprensa, ao dizer que sofreu “com quem deveria ser imparcial”. Logo ele, cuja carreira política é recente, fruto do noticiário dos jornais e dos impulsionamentos nas redes sociais.
O empresário, aspirante a político, encerrou a entrevista dizendo que não precisa da política para sobreviver (é um homem milionário, grifo nosso), mesmo assim, acenou para 2026, garantindo que não abandonará Volta Redonda. Leia na íntegra.

aQui: O senhor apostou nas redes sociais achando que poderia derrotar o prefeito Neto e o resultado foi uma derrota expressiva, sendo que seu adversário político obteve mais de 70% dos votos. A que o senhor atribui a sua derrota?
Mauro Campos: Essa é uma forma simplista de ver a realidade. Meu partido, o NOVO, teve o maior número de votos: 20.300. Neto teve 109.688 votos com 12 partidos, média de 9.140 votos/partido. Eu estava sozinho, sem governador e até sofrendo com quem
deveria ser imparcial. Saí muito mais forte que todos, politicamente, moralmente, eticamente e principalmente como CIDADÃO. Não comprei votos, não dei nada, não fiz promessas, nem acordos por cargos, me cerquei de pessoas corretas e não fiz boca de urna. Um legado histórico de como deve ser a NOVA POLÍTICA, 20.386 VOTOS LIMPOS, ÉTICOS.

aQui: O senhor obteve cerca de 20 mil votos. Esses eleitores votaram contra o Neto ou no senhor?
Mauro: Votaram no MAURO CAMPOS, claro. Foram os inteligentes que conseguiram entender o seria muito melhor para cidade, sem medo de vinganças e de ameaças.
Pessoas íntegras que viram que os benefícios imediatos são muito menores que o futuro brilhante que os esperavam na PMVR, na administração de MAURO CAMPOS. Votaram na renovação e na transformação deVolta Redonda, no que a cidade seria conosco na prefeitura: modernidade, transparência, transporte público, saúde e educação de qualidade – além da inteligência, coisa muito rara hoje em dia

aQui: Se a oposição a Neto tivesse se unido em torno da sua candidatura, o senhor teria mais chances de vencer as eleições de Volta Redonda? E como analisa a quantidade de votos brancos, nulos e as ausências?
Mauro: Foi minha primeira eleição, assim, sabíamos de nossas limitações de conhecimento junto ao público. Tive que me tornar conhecido e, ao mesmo tempo, expor minhas ideias e projetos, missão dupla, enquanto os outros já tinham disputado eleições e sido prefeitos. Esses votos brancos e nulos foram os votos de quem já perdeu a esperança de derrotar a ditadura disfarçada, a tirania e a ignorância instaladas nesse desgoverno, em Volta Redonda.

aQui: Após essa derrota, o que devemos esperar do senhor para o futuro? Pode sair candidato em 2026 ou apenas em 2028? Ou vai desistir da política?

Mauro: Eu não dependo de política para sobreviver, sou maior que quem só tem valor com a caneta na mão e o dinheiro público. Então posso decidir no meu próprio tempo. O que digo agora é que NÃO VOU ABANDONAR VOLTA REDONDA.