quinta-feira, maio 26, 2022

‘Mágica’

Se para os gringos, Papai Noel é Santa Claus, para os servidores de Barra Mansa, o bom velhinho é um banco: o espanhol Santander. Como o aQui previu na edição passada, foi a grana do banco que salvou boa parte do pagamento do 13o salário e o Natal dos funcionários ativos e inativos do governo Rodrigo Drable. Segundo o secretário de Fazenda, Leonardo Ramos de Oliveira, os R$ 11 milhões do Santander, depositados na semana passada, fruto de uma concorrência para administrar a folha dos servidores até o ano de 2023, foi usado para quitar o 13º. “A maior parte desse montante foi proveniente do recebimento do Banco Santander, instituição essa que foi vitoriosa na licitação dos bancos”, explicou.

 

Leonardo disse ainda que a campanha de anistia de juros e multas, feita pelo governo, para tentar equilibrar as contas, pode ter ajudado no pagamento dos servidores, só que ele ainda não pode avaliar o impacto, já que a campanha terminou ontem (sexta, 21). “Importante informar que não existe mágica no desempenhar das atividades do Tesouro em nossa gestão. Trata-se de um trabalho muito sério e altamente responsável, onde o prefeito vem priorizando de forma exemplar o pagamento do funcionalismo”, afirmou, tentando desmentir o boato de que tudo iria por água abaixo caso a concorrência da folha de pagamento (vencida pelo Santander) não fosse feita.    

 

O boato teve origem no discurso do próprio prefeito que anunciou, na sexta, 14, que as perspectivas, até então, eram as piores possíveis. “Não é segredo para ninguém as dificuldades financeiras que temos enfrentado. A expectativa de fechamento da folha de pagamento estava muito ruim”, disse Drable, gabando-se de ter zerado o 13º e ainda o salário do mês. Depois, citando o arresto judicial que a prefeitura sofreu em novembro, por causa de um processo envolvendo a demissão de professores no governo Inês Pandeló (de 1997 a 2000), Rodrigo disse que o confisco teria esvaziado os cofres da prefeitura e que, por pouco, os servidores não ficaram sem ver a cor do dinheiro. Sorte de todos é que como em um passe de mágica, os servidores não ficaram a ver trenós.

Dívidas

Apesar do refresco com o dinheiro do Santander, que vai ficar cinco anos gerenciando a folha dos servidores públicos de Barra Mansa, Ramos afirmou que a situação das finanças do município continua “delicada”. Mas atribui o fato ao momento econômico atravessado pelo estado do Rio e jura que várias outras cidades estariam na mesma situação.  Quanto ao endividamento de Barra Mansa, o secretário de Fazenda apontou que as dívidas existem, mas muitas delas são oriundas de governos passados, como o imbróglio judicial deixado por Pandeló e uma dívida de R$ 270 milhões que teriam sido deixados pelo governo Jonas Marins (ele, sempre ele). “Temos dívidas a pagar sim, mas importante ressaltar que muitas delas são de responsabilidade de governos passados. É importante ressaltar que já pagamos aproximadamente R$ 102 milhões”, afirmou, sem explicar se o total pago seria das dívidas deixadas por Jonas Marins ou contraídas pelo próprio prefeito Rodrigo Drable.

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