Grampos

Luz (I) – A cada entrevista nas rádios ou nas lives que faz pelas redes sociais, o prefeito Neto tem que tentar explicar os problemas de escuridão que Volta Redonda vive desde o governo passado. Para resolver o pepino, Neto chegou a começar a trocar as lâmpadas de vapor de sódio e metálica por lâmpadas de LED nas ruas dos centros comerciais. Chegou a falar, através de Sebastião Leite, coordenador do projeto da nova iluminação, que a troca das lâmpadas iria gerar ‘uma redução de gastos mensal de R$ 780.238,94’. As trocas, segundo Leite, ocorreriam em duas etapas: a primeira, com recursos do Palácio 17 de Julho, “atendendo a mais de dois mil locais”; a segunda, com cerca de 26 mil pontos, com verba do governo do Estado.

Luz (II) – Leite, conforme release aos jornais, chegou a garantir que na primeira fase seriam trocadas 2.117 lâmpadas. “Vamos atender os centros comerciais da Vila Santa Cecília, Avenida Amaral Peixoto, Aterrado e uma parte do Retiro, com as Avenidas Sávio Gama e Antônio de Almeida, além da Beira-Rio”, afirmou. “Somente nesta primeira etapa vamos ter uma economia mensal de R$ 83.139,96”, acentuou.

Luz (III) – Os cálculos para se chegar à economia de R$ 780 mil e uns trocados não foram apresentados, mas, segundo Leite, a redução dos custos estaria atrelada à tecnologia da luz de LED, que possibilita menor necessidade de manutenção. “Elas possuem maior durabilidade. Uma lâmpada de vapor de sódio de 250W, por exemplo, tem vida útil de 32 mil horas e demanda um reator que dura 20 mil horas em média. Já uma luminária de LED com 180W dura 50 mil horas, por exemplo, e dispensa o uso de reatores e ignitores para o seu funcionamento”, justificou.

No escuro (I) – Na sua entrevista de quinta, 24, ao programa Dario de Paula, o prefeito Neto abordou a escuridão que assusta 11 em cada 10 voltarredondenses. Veja o que ele disse a um ouvinte da Água Limpa que reclamava das luzes apagadas no bairro. “Estamos adquirindo as lâmpadas”, resumiu, aproveitando para dizer que já tinha pedido a doação de lâmpadas “a quem tinha que pedir”. “Agora a gente tá comprando pra trocar as lâmpadas”, disse. Vale lembrar que Neto pediu a doação de lâmpadas aos prefeitos de Barra do Piraí e do Rio de Janeiro.

No escuro (II) – O número de lâmpadas que Volta Redonda teria recebido de Barra do Piraí continua sendo mantido em segredo pelas duas prefeituras. Já em relação ao Rio de Janeiro, o que se sabe é que nenhuma lâmpada subiu a serra das Araras até ontem, sexta, 25.

No escuro (III) – Ao ouvir outra reclamação – poste sem luz no Retiro há mais de 6 meses –, Neto voltou ao tema das doações. “A dificuldade está na falta das lâmpadas que estão chegando”. Entenderam?

No escuro (IV) – Sem perceber a gafe, Neto disse que Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, estaria tentando vencer a burocracia para poder doar as lâmpadas que não usa mais na iluminação da cidade maravilhosa. “O poder público é muita burocracia”, justificou. Ele sabe das coisas.

No escuro (V) – Logo a seguir, sem dizer quantas recebeu, Neto voltou a falar que o prefeito Mário Esteves, de Barra do Piraí, teria doado ‘algumas lâmpadas pra cidade’. “Espero que o prefeito Eduardo Paes faça a mesma coisa por Volta Redonda, mas se não fizer, nós já estamos comprando e, em breve, vamos trocar as lâmpadas do centro da cidade por Led e vamos usar essas (que tirarem dos postos) pra cobrir essas falhas que estão acontecendo”, pontuou.

Calçadas – Mudando de assunto, Neto contou a Dário que o projeto de reformulação da Rua 33, na Vila, anunciado com exclusividade pelo aQui, começa a sair do papel nos próximos dias. “No máximo em uma semana”, prometeu.
É sério, gente – Outro ouvinte de Dário de Paula pediu para que Neto mandasse capinar o mato alto que toma conta do bairro. Como disse que o governo Samuca só tinha feito uma capina, isso entusiasmou Neto. “Então eu vou ganhar, porque já vou pedir ao Jerônimo e ao Carrá para nos ajudarem aí!”, disparou, mostrando que se alguém quiser alguma coisa da máquina, é só falar mal do ex-prefeito.

Lei (I) – Pouco menos de um mês após criar uma secretaria para Pessoas Com Deficiência, o prefeito Neto quase matou de susto as famílias que têm algum deficiente. É que o prefeito assinou – e publicou em Diário Oficial – um decreto suspendendo a validade da Lei Municipal 5.436 de 2017. A lei concede a redução da carga horária para servidores que sejam responsáveis por pessoas portadoras de necessidades especiais. A redução seria de 50% da carga. Com o decreto de Neto, eles deveriam voltar a trabalhar em horário integral.

Lei (II) – Nomeado por Neto para a nova secretaria, o vereador licenciado Washington Uchôa juntou um grupo de mulheres beneficiadas pela lei – que é de sua autoria – para pedir que Neto voltasse atrás. E conseguiu. A lei continua valendo até setembro, quando espera-se que o Tribunal de Justiça do Rio decida sobre a constitucionalidade ou não da redução da carga horária.

Vagas – O vereador Walmir Vitor (PT) quer fazer graça com os advogados de Volta Redonda. Tanto que entrou com um projeto na Câmara para que a prefeitura reserve vagas de estacionamento para quem for inscrito na OAB-VR. A gentileza valeria apenas em áreas próximas ao Fórum e órgãos de justiça. Deve estar sobrando vaga, né?!

Média – O vereador Edson Quinto (PL) apresentou uma moção de aplausos ao senador Romário, que aderiu ao partido. Segundo ele, a moção é pelos “serviços prestados” pelo Baixinho ao estado do Rio. Quem também vai receber a mesma moção é o governador Cláudio Castro, hoje no PL.

Campanha – O grupo político ‘Vem pra direita’, de Volta Redonda, vai fazer uma campanha de adesivação de carros a favor do voto impresso. A ação vai acontecer na Praça Brasil, às 9 horas, amanhã, domingo, 27.

Revolta – Os motoristas de aplicativos – Uber e 99 – estão preparando uma ‘grande’ manifestação em Volta Redonda. Eles querem ser vacinados contra a Covid-19, como ocorreu com os taxistas. A prefeitura poderia aproveitar a oportunidade e ver quantos estão legalizados para atuar na cidade do aço.

Cegos – A fiscalização da prefeitura de Volta Redonda anda fazendo, no mínimo, vista grossa para os bares da Colina. É que a maioria não respeita o limite de mesas que podem ser colocadas na pracinha e nem o espaço delimitado. Até o local dos brinquedos está sendo invadido pelas mesas.

Livres – Por falar em bares, os estabele-cimentos que precisam pagar para utilizar mesas em espaços públicos terão uma anistia da taxa até o final da pandemia. É que a Câmara aprovou o Projeto de Lei 069/2021 na segunda, 21, de autoria do vereador Paulinho AP (DEM). Tem cheiro de lei inconstitucional…

 

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