GMs de VR já andam armados

Agentes da Guarda Municipal de VR vão usar arma de fogo durante serviço

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Um sonho antigo do tenente- coronel PM Luiz Henrique Monteiro Barbosa, secretário de Ordem Pública de Volta Redonda, está prestes a se tornar realidade: seus subordinados da Guarda Municipal vão poder andar armados. Não todos, é claro. Por enquanto, apenas 19 GMs já estão habilitados. Eles passaram por um curso de 160 horas, divididas em partes teóricas e práticas, depois de cumpridas as exigências da Superintendência Regional de Polícia Federal no do Rio.
O objetivo é que toda a corporação seja armada, sendo a primeira do estado do Rio a possuir o porte de arma. O acordo de cooperação técnica foi celebrado entre a prefeitura e a Superintendência Regional de Polícia Federal em 2022 e, desde então, são formadas turmas pequenas para que o município não fique desguarnecido de agentes nas ruas.
Vale destacar que a Guarda Municipal recebeu, em 2021, uma doação de 34 pistolas calibre ponto 40, que eram da Polícia Rodoviária Federal. Já no ano passado, foram compradas 65 mil munições do mesmo calibre pela prefeitura. Também em 2022, a GM comprou 80 coletes de proteção balística nível III-A. O colete é resistente a disparos, por exemplo, de pistolas 9 mm e Magnus ponto 40.
Para o tenente-coronel Luiz Henrique, ter os agentes armados não é sinônimo de que a atuação deles será violenta. “Entendemos que uma Guarda Municipal armada não é violenta, mas sim uma GM mais preparada para defender o cidadão de bem”, crê o secretário, que vai além. “Com isso, vamos poder otimizar os recursos humanos da segurança, liberando a Polícia Militar para as questões criminais mais contundentes e deixando a cidade mais segura”, frisou.
A preparação da GM é completa, incluindo a formação do inspetor Nésio Ferreira, que fez a capacitação do Cieat (Centro de Instrução Especializado em Armamento e Tiro), da Polícia Militar, com o objetivo de multiplicar o conheci- mento, seguindo toda a legislação que estabelece as normas e procedimentos para disciplinar a habilitação em armamento e tiro das guardas municipais. “A GM tem trabalhado com equipamentos modernos e de segurança, como o colete à prova de balas. Quero agradecer ao delegado da PF em Volta Redonda, Dr. Pedro Paulo Rocha, e toda a sua equipe, que não têm medido esforços para que todo o processo seja finalizado”, enalteceu Luiz Henrique.

‘Cidade Monitorada’
Na terça, 1, Luiz Henrique acompanhou pessoalmente a instalação de uma câmera dome, que tem giro de 360 graus, na rotatória da Avenida dos Mineiros, a principal via de acesso ao Belmonte, onde se concentra a maior parte do comércio local. A instalação faz parte do projeto ‘Cidade Monitorada’, após a substituição da fibra óptica. “Temos equipes de trabalho em bairros diferentes e em breve vamos concluir todo o projeto. As câmeras têm uma nova identidade visual e podem ser percebidas facilmente pelo cidadão. O resultado já começou a aparecer, e as imagens têm sido usadas no combate à criminalidade, além da tecnologia também auxiliar na prevenção, coibindo e dificultando a ação de criminosos. Estamos melhorando a segurança da cidade como um todo”, afirmou.
O ‘Cidade Monitorada’ conta atualmente com 700 câmeras instaladas em Volta Redonda. Além das câmeras dome, que podem ser controladas de forma remota, por meio de uma central de videomonitoramento instalada no Ciosp (Centro Integrado de Operações de Segurança Pública), o projeto conta com câmeras fixas e com leitura de placas de veículos, as OCRs – Optical Character Recognition (reconhecimento óptico de caracteres, em português). Através das lentes das câmeras são registrados os cotidianos das ruas, praças e acessos de Volta Redonda. Essas imagens também alimentam as bases integradas de segurança, na Vila, Retiro e Aterrado. Há o planejamento para que, em breve, o número de câmeras cresça e chegue a mil equipamentos instalados.