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A secretaria de Cultura de Volta Redonda, uma das poucas que faz alguma coisa no governo Neto, em parceria com a Cúria Diocesana, reuniu oito artistas voluntários para iniciar o projeto “Arte Urbana pela vida”. Coube a eles grafitar o muro do estacionamento mantido pela Igreja Católica na Vila tendo como tema a conscientização das medidas de prevenção à Covid-19. “O trabalho dos artistas é voluntário e o projeto visa chamar a atenção das pessoas quanto à necessidade de se proteger contra o vírus”, disse o titular da pasta, Anderson de Souza, um dos principais grafiteiros da cidade do aço.    O muro possui 75 metros de extensão, e no sábado, 24, cerca de 50 metros já tinham sido pintados. Os trabalhos devem ser concluídos neste sábado, 1.

Vinicius Toletino Ferreira, 33 anos, superou a Covid após ficar 42 dias internado, sendo 20 na UTI do Hospital Unimed Volta Redonda. Quando deu entrada, com sintomas de gripe, o auxiliar administrativo nem imaginava a luta pela vida que seriam as semanas seguintes. Para ele, a dedicação da equipe da unidade, bem como a excelência do cuidado prestado foram fundamentais para vencer a doença. “Era uma situação muito difícil de sair. O empenho da equipe foi fundamental”, destaca Vinicius.
Vinicius lembra dos áudios, enviados pela sua família, que eram reproduzidos para ele. E destaca que a postura do técnico de enfermagem Robert que ia todos os dias até o seu leito e sempre lhe dava bom dia, mesmo enquanto estava sedado. “Até o dia em que ele me deu bom dia e eu respondi pela primeira vez”, relembra.
Na batalha travada para superar a Covid, a tecnologia de ponta disponível no hospital também foi uma aliada fundamental. Após passar por uma bateria de exames e ser diagnosticado com um quadro de pneumonia provocado pelo coronavírus, Vinicius viu seu estado de saúde piorar nos dias seguintes. O quadro se agravou a ponto de a saturação de oxigênio chegar a 60. Ou seja, o seu organismo não estava recebendo oxigênio como deveria, pois o normal é que a saturação esteja em 95.
Foi então que a equipe médica ponderou com a família sobre utilizar a ECMO, que na sigla em inglês significa oxigenação por membrana extracorpórea. “A ventilação mecânica não conseguia ofertar oxigênio necessário para o paciente nem retirar o CO2. Por isso, avaliamos que era o momento de usar a ECMO”, revelou Jean Pierre, cardiologista responsável pelo equipamento.
Para Vinicius, não há dúvidas de que essa tecnologia foi vital para sua recuperação. “O tratamento foi fundamental, foi o que deixou meu pulmão descansar. O equipamento fez todo o trabalho. Enquanto o pulmão descansava, entraram com um antibiótico mais forte, que conseguiu fazer efeito”, conta.
Tecnologia de ponta e segurança nos procedimentos são investimentos contínuos da Unimed Volta Redonda para garantir a qualidade da assistência, como explica o vice-presidente da cooperativa, Vitório Moscon Puntel. “Vinícius era um paciente grave e a recuperação dele foi uma alegria muito grande para toda a equipe. Disponibilizar esse equipamento aos pacientes só reforça o nosso compromisso em oferecer sempre o melhor e mais moderno tratamento aos nossos clientes, aliado ao corpo clínico qualificado e atendimento humanizado”, afirmou.

Na quinta, 22, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação de Barra Mansa, Bruno Paciello, a gerente de Turismo, Bhella Santos, e uma equipe de engenheiros fiscalizaram as obras que estão sendo realizadas na Igreja Nossa Senhora do Amparo. “Foi a primeira visita que realizei em relação à igreja. Queria entender mais sobre o processo e analisar quanto tempo será necessário para que a restauração seja finalizada”, comentou Bruno.
A Igreja Nossa Senhora do Amparo é a segunda mais antiga de Barra Mansa e é tombada como Patrimônio Histórico Estadual. Desde fevereiro, a estrutura passa por uma restauração completa. Além disso, o projeto contempla a recuperação arquitetônica e elétrica da construção. A parte externa também será revitalizada, com a construção de muros. A obra deverá ficar pronta em seis meses.
“É uma das nossas prioridades no turismo, pois vai gerar trabalho e renda. Nós iremos fazer toda a parte estrutural do turismo de Amparo e já começamos com as obras da igreja. Também fiscalizamos a rua de pedras, pois nós pretendemos trabalhar o entorno da igreja no circuito turístico”.

Fruto de 9 anos de acolhimento, o Serviço de Acolhimento Familiar (SAF) de Volta Redonda se tornou uma referência no Estado do Rio. Esta semana, por exemplo, recebeu uma equipe de Itaguaí, composta por assistente social, coordenadora, psicóloga, além da gerente do departamento de Proteção Especial local.  No encontro, foi destacado que Volta Redonda foi uma das primeiras cidades a implantar o SAF. No Brasil, o serviço é realizado em 380 municípios, sendo que 28 deles estão no Estado do Rio de Janeiro.
De acordo com a coordenadora do órgão, psicóloga Ana Cláudia de Lima Domingues, a unidade busca atender crianças e adolescentes de zero a 18 anos incompletos, que estejam em situação de risco social. Ou seja, crianças que estão diante de situação de vulnerabilidade social, com a vida em risco diante de negligências, maus tratos, abandono ou qualquer outro tipo de violência. A criança que precise temporariamente ser afastada do convívio da família de origem entra no SAF.
Nesses casos, é aplicada uma medida de proteção – expedida pela Vara da Infância – e a criança é levada para uma residência de Família Acolhedora, que passam a ser responsáveis pela guarda da criança. “Durante esse processo percebemos o quanto isso beneficia a vida dela, em todos os seus aspectos de desenvolvimento. A criança abrigada melhora a autoestima, a aprendizagem, se torna mais confiante e segura, até para poder retornar para conviver na sua família. Queremos que a criança retorne ao convívio familiar. Para isso fazemos um trabalho intenso, em parceria com a rede de atenção do município, com a família de origem para que seja revertido o quadro que gerou a violência e para que a criança retorne de uma maneira segura para casa”, finaliza Ana Cláudia.

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