#fiqueemcasa

Na segunda, 30, para desespero dos que defendem a liberação da vida econômica, o governador Wilson Witzel anunciou – além de vários investimentos em hospitais e equipamentos para agilizar o atendimento a pacientes de Covid-19 – que prorrogou, por mais 15 dias, as medidas de prevenção e enfrentamento à propagação do novo coronavírus. Pelo Decreto 47.006, ele destaca a necessidade de manutenção da situação de emergência no estado do Rio e o isolamento social como a melhor estratégia para evitar o aumento no número de casos da doença no estado.

“Quero pedir que a população fluminense fique em casa e que observe rigorosamente as orientações do governo Estadual. Não acreditem em qualquer outra informação que não seja pautada em critérios técnicos e científicos sob pena de termos um agravamento desta crise”, frisou o governador, prometendo para ontem, sexta, 4, fazer uma nova avaliação do quadro da crise.

“Após a avaliação vamos verificar se haverá algum tipo de flexibilização, mas sempre pautados na questão técnica da saúde e jamais observando interesses econômicos. A economia é uma preocupação sim, mas jamais vamos virar as costas aos que mais precisam neste momento. Não há outra forma de conter o vírus que não seja pelo isol-mento social. Este é um momento de união”, disse.

“Se não tivéssemos nos antecipado, Estado do Rio teria 5.000 casos”

Na noite de terça, 31, o governador Wilson Witzel garantiu, assim como Samuca afirma que acontece em Volta Redonda, que as medidas tomadas pelo Estado do Rio para enfrentar a propagação do novo coronavírus estão dando resultado. Segundo ele, além do esforço do governo Estadual, a colaboração da população está sendo fundamental para evitar um número maior de pessoas contaminadas. “Se nós não tivéssemos tomado as medidas que tomamos, em vez de quase 700 casos poderíamos estar hoje com 3 ou 5 mil casos. Hoje, são 700 casos e temos 60 pessoas internadas. Se tivéssemos 5 mil casos, seriam 500 pessoas internadas e muito mais mortes. São estatísticas terríveis, mas são realidades. Se nós não estivéssemos fazendo o isolamento social, talvez hoje teríamos que escolher quem vive. O Estado do Rio de Janeiro está fazendo a sua parte junto com a população, que está colaborando”, crê.

Witzel reafirmou que vai continuar seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e que o Estado está implantando ações para ajudar a população carente durante a pandemia. “Sei que muitos estão deixando de ganhar dinheiro, de trabalhar, que os empresários estão com dificuldades. Mas sigo orientações da Organização Mundial da Saúde, que diz que o isolamento social é a melhor forma de enfrentar o Covid e cobrou dos governos, como no mundo inteiro está sendo feito, que o governo Federal faça a parte dele e ajude os estados, os municípios e as empresas para que possamos superar essa crise, tanto na saúde quanto na economia. Cada um vai fazer a sua parte. Nós vamos ajudar as pessoas mais carentes com nosso mutirão humanitário. As contas poderão ser pagas depois. Tomamos medidas para que serviços essenciais como água, luz e telefone não sejam interrompidos por falta de pagamento”, anunciou.

Abaixo, gráfico da evolução do novo coronavírus no estado.

Deixe uma resposta