O espaço onde vai funcionar o programa ‘Farmácia Viva’, da secretaria de Saúde de Volta Redonda, localizado na Fundação Beatriz Gama, recebeu a visita de técnicos do projeto ‘ArticulaFito – Cadeias de Valor em Plantas Medicinais’, que é desenvolvido em conjunto pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Eles conheceram as instalações e processos de cultivo, manejo, beneficiamento, transformação e dispensação das plantas medicinais na FBG.
“Em 2022, como parte das ações de apoio ao programa Farmácia Viva, o ArticulaFito realizou a identificação botânica das espécies de guaco e capim-cidreira utilizadas na unidade. Essa visita faz parte das ações que visam o fortalecimento das cadeias de valor do chá de guacoedo chá de capim-cidreira, mapeadas na região serrana do Rio”, explicou Fabíola Martins, que é a coordenadora do ‘Farmácia Viva’, programa de cultivo de planta medicinal, envolvimento da agricultura local e a produção de medicamentos fitoterápicos para atender usuários da rede pública de saúde em Volta Redonda.
Também participaram da visita técnica a professora Lívia Puello de Barros Gil, diretora do campus Pinheiral do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), e os professores Marcelo Souza e Cristiana Miranda, da mesma instituição. Eles estiveram no campus, em Pinheiral, onde fica localizado um horto que possui uma área de cultivo para as plantas da ‘Farmácia Viva’.
O roteiro da visita técnica foi finalizado com gravação de entrevistas e imagens de apoio para um documentário online sobre farmácias vivas, que está sendo produzido pelo ArticulaFito; e planejamento para as próximas ações conjuntas para o fortalecimento das cadeias de valor do guaco e do capim-cidreira.
A Farmácia Viva é um modelo de farmácia que inclui desde o cultivo da planta medicinal, e aí envolve a cadeia produtiva com a agricultura local, até o produto final que é o fitoterápico, medicamento com plantas medicinais. O público-alvo será formado por usuários do SUS, por meio da Atenção Primária. O laboratório de
beneficiamento será na Fundação Beatriz Gama em um espaço, todo reformado, que está sendo equipado e, em breve, será inaugurado.
Com uma área total de 273 m2, a Farmácia Viva contará com sala para recebimento das plantas medicinais; salas de processamento do fitoterápico, de armazenamento/ quarentena, de controle de qualidade, de preparação, e de paramentação, além de área de dispensação. Terá ainda recepção, sala administrativa, vestiários, sanitários e dois depósitos de material de limpeza.
“Através do Arranjo Produtivo Local em Plantas Medicinais, o Farmácia Viva visa o desenvolvimento da Política Municipal de Práticas Integrativas e Complementares ao SUS. E para que isso chegue e beneficie a população com qualidade no atendimento, estamos promovendo capacitações com profissionais da área de saúde”, explicou a secretária de Saúde, Maria da Conceição.
‘Farmácia Viva’
Volta Redonda promove cultivo de planta medicinal com apoio técnico da Fiocruz

