“Eu não envergonho o voto do eleitor”

Deley aposta na eleição para que cidade do aço volte a ser representada em Brasília

0
496

O ex-deputado federal Deley de Oliveira tem acordado cedo, bem cedo, desde que aceitou a missão – a pedido do prefeito Neto – de sair candidato à Câmara Federal, onde já atuou por quatro mandatos (de 2003 a 2018). “Uma tarefa árdua”, define. O principal motivo, segundo ele confessou ao aQui, é que o grupo a que ele está ligado e que voltou a comandar o Palácio 17 de Julho se sente órfão por não ter quem o represente tanto na capital do Estado quanto – e principalmente – em Brasília. “Isso é um absurdo”, dispara. “Volta Redonda precisa ter um deputado estadual e um deputado federal”, acrescenta.
Deley vai adiante. Lembra que, além do município estar precisando de bons representantes em Brasília – como ele, é claro –, os aposentados e os jovens de Volta Redonda não podem ser prejudicados, como vem acontecendo, sem que ninguém lute verdadeiramente por eles. “Os aposentados não têm dinheiro nem para comprar remédios, e os jovens não têm emprego. Isso tem que mudar”, destaca, aproveitando para pedir o voto dos volta-redondenses e ainda de quem mora nas cidades vizinhas, como Barra Mansa.
Aliás, Deley lembra que foi graças ao seu mandato em Brasília que a cidade, hoje governada por Rodrigo Drable, que o apoia, recebeu verbas suficientes para iniciar o projeto de retirada do Pátio de Manobras do centro da cidade. “Esse (a obra, grifo nosso) será o grande salto da modernidade”, avalia.
Veja abaixo a entrevista exclusiva com o candidato a deputado federal Deley de Oliveira, do PSD:

aQui: O que levou o senhor a disputar novamente uma vaga para a Câmara dos Deputados?
Deley de Oliveira: Um dos principais motivos é ajudar o prefeito Neto na reconstrução de Volta Redonda, que precisa de verbas federais para tocar obras e tirar do papel projetos de desenvolvimento. E, lógico, obter verbas para toda a nossa região. Já fizemos isso ao longo dos últimos anos e, assim como ocorreu em outros mandatos, voltarei a fazer emendas destinadas para diversas áreas, como Esporte, Educação, Saúde, projetos da Terceira Idade, entre outras. Realmente é um absurdo Volta Redonda não ter tanto um deputado federal quanto um deputado estadual.

aQui: Como se inicia esse processo de reconstrução de Volta Redonda?
Deley: Eu, antes de sair como candidato, fui assessor especial do prefeito Neto e fiquei trabalhando dentro do gabinete. Te confesso que a tragédia foi tão grande que, no primeiro momento, a vontade era ir embora. Mas, como diz o ditado, “Deus ajuda a quem trabalha”, o Neto me encarregou de tocar os projetos junto ao governo do Estado, e o governador Cláudio Castro foi fundamental. Sem ele, nós não estaríamos vivendo esse momento. Já são quase meio bilhão de reais em investimentos, aplicados na troca de iluminação, ampliação do Hospital São João Batista, do Hospital da Criança, entre outros. Então, com certeza o governo estadual foi fundamental, já que Volta Redonda hoje não tem um Deputado Estadual e nem um Deputado Federal para representá-la. Se tiver após a eleição, estaremos falando de muito mais recursos.

aQui: Como o senhor vê atualmente a situação dos aposentados no país?
Deley: O aposentado enfrenta grandes dificuldades. Eu espero que o próximo governo realmente se atente para essa questão e também o próprio Congresso Nacional para tirar o aposentado dessa verdadeira vida de miserabilidade. Eles hoje têm dificuldades até para comprar remédios. Eu imagino que as pessoas que trabalharam a vida inteira precisam ser tratadas de outra forma.
aQui: As obras do Pátio de Manobras, em Barra Mansa, contaram com emenda parlamentar de sua autoria?
Deley: Na verdade, nós conseguimos articular dentro do Congresso e colocar dentro da emenda de bancada, sendo uma das emendas impositivas, já que, das 21, 6 são impositivas. Então realmente eu me sinto muito feliz, até porque esse será o grande salto da modernidade e realização muito antiga da cidade de Barra Mansa.

aQui: A situação do primeiro emprego no país poderia ser melhorada de que forma?
Deley: Independente do governo que for vitorioso, a gente sabe que o jovem hoje tem a maior dificuldade em conseguir o primeiro emprego. Nós vamos ter que formular algum tipo de programa para dar rumo a essa juventude. Não podemos deixar essa garotada desesperançosa como a gente tem visto. A gente sabe que o desinteresse acaba levando-os para um lugar que a gente realmente tem a obrigação de evitar.

aQui: O que significam o futebol e o esporte em sua vida?
Deley: Sou fruto do futebol. Lamento muito que nem só esse governo como os anteriores não tiveram uma política nacional de esportes, assim como você tem em vários países desenvolvidos. A cada governo se muda o direcionamento, e se perde uma grande oportunidade, até porque o esporte é uma das maiores ferramentas de inclusão social que eu conheço.

aQui: Quais os projetos que merecem destaque em Volta Redonda?
Deley: Tem a Olimpede, que é a Olimpíada das Pessoas Especiais, o da Terceira Idade, que a gente é apaixonado pelas meninas e meninos. É um projeto que tira as pessoas de dentro de casa e a gente sabe que a depressão é uma das doenças que mais matam, segundo dados da própria OMS (Organização Mundial da Saúde). Tem ainda a idealização do Estádio da Cidadania, feita com o meu amigo de mais de 50 anos, o prefeito Antônio Francisco Neto.

aQui: Alguns parlamentares fluminenses se gabam de ter destinado verbas para Volta Redonda, como se fosse um grande feito. Mesmo que não goste de falar a respeito, quanto o senhor teria destinado de emendas para a cidade do aço? Cite algumas obras feitas com esse recurso público?
Deley: Com todo respeito a outros deputados, mas a história de Volta Redonda e região não vai encontrar um deputado que fez tanto. Foram mais de R$ 400 milhões destinados só para a cidade do aço, com recursos para várias áreas. Mesmo não sendo deputado, através do nosso conhecimento, conseguimos 27 mil lâmpadas de LED para a troca de iluminação, recursos para a Olimpede, ginásio de Volta Redonda, obra de mobilidade urbana, inclusive há um depoimento do próprio secretário das Cidades, Uruan, reconhecendo nosso trabalho. Eu e o Neto, juntos, estamos empenhados no processo de reconstrução da cidade.
Outras conquistas importantes como deputado foram a retomada da obra no Pátio de Manobras de Barra Mansa, que ficou parada por 8 anos, além do hospital maternidade de Pinheiral.
Fico observando, muitas vezes, determinados deputados que dizem trazer recursos que fisicamente conseguimos enxergar muito pouco. Com todo respeito ao trabalho dos outros, mas nós conseguimos fazer a cidade crescer e melhorar a infraestrutura e, pela experiência adquirida nos quatro mandatos, vamos conseguir fazer melhor. Meu trabalho é visto até hoje e, mesmo não estando mais deputado, ainda chegam recursos destinados por mim, como a obra de reforma do Cais Conforto e do ginásio da Ilha São João, que foi destruído pela gestão passada, além de vários equipamentos para a saúde e asfaltamento.

aQui: Por que o eleitor deve votar no senhor?
Deley: Atendendo um apelo do prefeito Neto pela reconstrução de Volta Redonda. Se não fosse a ajuda do governo e a nossa influência, a cidade já teria falido. Acreditamos, nesse momento difícil, que nossa experiência de quatro mandatos e sempre entendendo que a política é um debate de ideias, que vamos fazer melhor e mais do que já fizemos. A minha trajetória, além desses benefícios reais que já realizamos como deputado; a população nunca viu e não verá meu nome envolvido em escândalo. Eu não envergonho o voto do eleitor.