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‘Eu avisei’

Rodrigo e Fátima falam dos resultados dos candidatos da cidade, de 2024 e só o prefeito diz em quem vai votar no segundo turno

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Na edição de número 1311 o prefeito Rodrigo Drable, em entrevista exclusiva ao aQui, defendeu o lançamento de uma candidatura única a deputado federal. Na época, quatro políticos – Fátima Lima, Luiz Furlani, Ademir Melo e Leo da Joalheria – sonhavam ter o apoio da máquina do governo para se elegerem. A vice-prefeita, alegando problemas financeiros – o PSD não ia destinar nada para a sua campanha –, desistiu. Os demais, não. Resultado: nenhum dos três se elegeu. Furlani foi o mais votado, com 22.646, seguido por Ademir, com 7.825 e Leo, com 3.192. Assim, Barra Mansa vai continuar por mais quatro anos sem ter um autêntico representante em Brasília.
Na segunda, 3, feriado em Barra Mansa, Rodrigo Drable voltou a dar uma entrevista exclusiva ao aQui sobre as eleições e foi sincero ao abordar a não eleição de Marcelo Cabeleireiro, que tinha o apoio dele para a Alerj, e o fracasso dos candidatos à Câmara. “A população reconheceu o trabalho do Marcelo”, disparou, referindo-se ao deputado estadual Marcelo Cabeleireiro. “Se tivessem trabalhado juntos, talvez tivéssemos feito as duas cadeiras”, acrescentou, falando a respeito dos candidatos à Câmara.
Já a vice-prefeita Fátima Lima, que desistiu da sua candidatura à Câmara por não ter ajuda financeira da sua legenda (PSD) para manter a campanha na rua, entende que os candidatos de Barra Mansa se saíram bem nas urnas. Ao aQui, Fátima disse não estar preocupada com o futuro, caso Rodrigo Drable deixe a prefeitura para assumir um cargo no governo do Estado. “Quero estar a postos para auxiliar o prefeito e representá-lo quando necessário”, justificou.
Veja abaixo e ao lado a íntegra das entrevistas exclusivas de Rodrigo Drable e Fátima Lima ao aQui:

aQui: Suas projeções pessimistas de que Barra Mansa poderia não eleger ninguém para a Câmara se confirmaram. Para piorar, a cidade não elegeu ninguém para a Alerj. Como analisa esses resultados?
Rodrigo Drable: A candidatura a estadual do deputado Marcelo Cabeleireiro obteve quase 32.000 votos, cresceu 80%, resultado de um mandato de trabalho. Meu receio sempre foi o partido (DC, grifo nosso) e sempre manifestei isso a ele. Mas temos que respeitar a individualidade e autonomia de decisão dos candidatos. Contudo, o Marcelo obteve a maior votação na cidade, o que demonstra que o trabalho foi feito e a população reconheceu. Ele consolida uma liderança importante.
Quanto a eleição de Federal eu tentei unificar as candidaturas, mas os candidatos estavam convictos de suas candidaturas. Se tivessem trabalhado juntos, talvez tivéssemos feito as duas cadeiras.

aQui: O que achou das votações de seus adversários? Foi surpreendido ou estava dentro do previsto? Por quê?
Rodrigo: Respeito a divergência e posicionamento de cada político. Mas as votações foram irrisórias, sinal de que a população escolheu seu lado.

aQui: Pensando nas eleições de 2024 e vendo os resultados da eleição deste ano, quais seriam os prováveis candidatos?
Rodrigo: No momento oportuno apresentarei a chapa que terá o meu apoio e para quem vou pedir votos. Mas não será por agora.

aQui: O senhor já pensa em quem vai lançar? Seria o Marcelo Cabeleireiro, que foi o mais votado?
Rodrigo: Penso, mas não vou anunciar por agora.

aQui: O Cláudio Castro obteve 55.010 votos (61,53%) em Barra Mansa, contra 25.616 votos (28,65%) dados a Marcelo Freixo. Foi o que o senhor esperava?
Rodrigo: Foi sim. Na coordenação de campanha do governador eu fui responsável por 19 cidades. Todas ficaram dentro da estimativa. Nosso objetivo era vencer no primeiro turno e o resultado percentual foi acima do esperado.

aQui: Em Barra Mansa, o Bolsonaro obteve 49.812 votos (48,37%), contra 44.825 (43,52%) de Lula. Como o senhor analisa a postura dos eleitores da cidade?
Rodrigo: Somos uma cidade que ainda guarda características conservadoras e de costumes. Isso se reflete no resultado.

aQui: O senhor não chegou a fazer campanha para presidente. Agora, no segundo turno, vai tomar partido? A favor de quem? Justifique.
Rodrigo: Fui para a motociata no Rio pilotando minha moto e acompanhado por uma turma imensa. Ficou dúvida do meu voto!?

aQui: O senhor admite deixar a prefeitura caso seja convidado pelo governador reeleito a ocupar um cargo no novo governo? Para qual pasta gostaria ou poderia ir?
Rodrigo: Tá muito curioso. Na hora certa eu conto!

Nas entrelinhas

aQui: O que achou do resultado dos candidatos de Barra Mansa para a Alerj?
Fátima Lima: Primeiramente, gostaria de parabenizar os candidatos da nossa cidade pelos resultados nas urnas. Mesmo o município não elegendo nenhum representante, os candidatos obtiveram uma votação bem expressiva.

aQui: E para a Câmara?
Fátima: Sempre é positivo para a Câmara ter políticos expressivos em números de votos. Mostra que a população confia no trabalho que tem sido feito por esses parlamentares.

aQui: Se todos os candidatos tivessem se unido em torno de um nome, como o prefeito Rodrigo Drable sugeriu, a eleição do escolhido teria ocorrido?
Fátima: Não há como saber se teríamos um resultado diferente. É claro que a união dos candidatos causaria uma mudança nas eleições, mas são muitos fatores envolvidos quando falamos dos motivos que levam um candidato a alcançar a vitória em uma eleição.
Fiquei muito satisfeita com a resposta das urnas em eleger mulheres para cargos tão importantes para o nosso país. Esse era o meu posicionamento e o meu compromisso desde o início com meus apoiadores. Precisamos de políticas públicas que atendam a população feminina. Barra Mansa não é diferente. Precisamos ampliar esses atendimentos, trazer uma DEAM, uma rede de proteção mais efetiva para o município. Precisamos avançar nessas questões.

aQui: A senhora se arrependeu de ter desistido da
eleição?
Fátima: Não me arrependo de ter desistido da eleição porque acredito que tudo está traçado pelo plano de Deus. Acredito e aceito os propósitos que Deus tem para a minha vida e carreira política.

aQui: Em cima dos votos obtidos pelos candidatos, a senhora enxerga possíveis candidatos a prefeito em 2024? Por quê?
Fátima: Se candidatar é um direito de todos e isso deve ser respeitado. Se propor a um cargo como o de prefeito, fazer alianças e se projetar para uma próxima eleição é direito de todo cidadão.

aQui: A senhora prefere se preparar para 2024 ou para assumir a cadeira de prefeito, caso Rodrigo seja convidado a compor a equipe do governador Cláudio Castro? Por quê?
Fátima: Como vice-prefeita, devo estar preparada para qualquer eventualidade, qualquer ausência do prefeito. Essa questão não tem como prever. Atualmente não estou pensando nas eleições de 2024. Hoje o meu foco é como vice-prefeita, que é estar a postos para auxiliar o prefeito e representá-lo quando é necessário.

aQui: Vai trabalhar para quem no segundo turno? Bolsonaro ou Lula? Por quê?
Fátima: Neste momento, me guardo o direito de não falar sobre um possível apoio. Sempre respeitei o posicionamento das pessoas, sejam elas candidatas ou não, assim como o apoio que elas fazem. Cada um é cada um. Eu fiz uma escolha e quero ser respeitada por ela, assim como eu estou acostumada a respeitar a todos.

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