segunda-feira, janeiro 17, 2022
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Esquentando a cadeira

Raone Ferreira critica fim do Ensino Médio na Fevre

Vinicius de Oliveira

Embora tenha sido um dos mais votados em 2020 – com 1.409 votos -, só em 2022 é que o professor Raone Ferreira vai poder ocupar um assento na Câmara de Volta Redonda. Depois de uma embolada dança das cadeiras na Alerj, Jari, que completava seu terceiro mandato como vereador, foi alçado ao posto de deputado estadual e passou a representar a cidade do aço na Alerj. Com isso, Raone, primeiro suplente do PSB local, assume a cadeira de Jari. Mas não será por muito tempo, pois em abril do ano que vem Jari retornará à Casa e ele, Raone, à sua casa.
Com posse prevista para segunda, 27, às 10 horas, o professor Raone, formado em História, mestre em Ensino pela UFRJ e cria do movimento RenovaBR, conversou com o aQui sobre suas pretensões. “O RenovaBR me proporcionou a formação com os maiores especialistas em políticas públicas do Brasil e do mundo. E levo sempre na minha vida que toda tomada de decisão política precisa ser tratada com base em evidências científicas. Assim é que trabalharemos”, resumiu Raone, animado.
Diante do pouco tempo que vai permanecer na Câmara, Raone garantiu que vai defender com unhas e dentes a bandeira da Educação. Inclusive está engasgado até hoje com o fim do Ensino Médio na Fevre. “Sou professor da rede pública, formado em História, mestre em Ensino pela UFRJ e estou terminando um doutorado em Educação pela PUC-RJ. A Educação não é somente minha profissão, mas um ideal de vida. Sou ativista nessa área e tenho andado pelo Brasil defendendo projetos e pautas educacionais. Minha maior luta no ano passado foi a aprovação do Novo Fundeb. Em Volta Redonda, tenho sido uma das únicas lideranças políticas que, há um ano, vem defendendo a permanência do Ensino Médio da Fevre. Fui professor e aluno do Colégio Delce Horta e sei o impacto que essa educação tem na vida dos nossos jovens. Acabar com o Ensino Médio foi o maior equívoco cometido pela atual gestão na área da Educação”, disparou.
Quando Jari pisou pela primeira vez na Câmara, também foi como suplente, para assumir o lugar de Carlos Roberto Paiva. Na época, Jari reclamava que não tinha autonomia para indicar sua equipe, pois teria sido obrigado a manter os auxiliares de Paiva quando este tornou-se secretário de Ordem Pública. Questionado se passaria pelo mesmo constrangimento, Raone garantiu que não. “Terei total autonomia. Sou independente e não tenho padrinhos políticos. Nossa campanha foi pautada sem negociação de cargos. Nossa primeira promessa de campanha que será cumprida é o processo seletivo para assessores. Isso nunca foi feito em Volta Redonda. Os cargos de assessores não podem ser usados como barganha política ou para práticas que sabemos que acontecem. Estes cargos existem para servir melhor a população e precisamos de gente qualificada no nosso time”, disse.
Raone comentou também sobre como a formação oriunda do RenovaBR deve influenciar sua atuação na Câmara, já deixando claro que torce pela chapa Lula e Alckmin, o que pode deixar insatisfeito o fundador do movimento, Eduardo Mufarej, um bolsonarista assumido. “Eduardo, além de visionário é também um democrata e fundou o RenovaBR por entender que precisávamos de políticos qualificados no Brasil. Faço parte do movimento desde 2019 e tenho um profundo apreço por tudo que aprendi e ainda aprendo por lá. Faço parte das 150 lideranças selecionadas entre 12.000 de todo o Brasil para a nova turma. Dentro do RenovaBR existem lideranças de 28 partidos diferentes. É um movimento de diversidade de ideias e visões de mundo. Isso é democracia”, comentou.
Ele foi além. “Eu sou favorável à construção de um projeto de país que seja propositivo e combata as desigualdades. Vejo essa aproximação do Lula com o Alckmin como algo viável e necessário. O Brasil não suporta extremismos. Precisamos apaziguar as coisas e criar um espaço de convergência. O PSB cumpre esse papel de diálogo e aqui no Rio também teremos muito a construir. Estou muito animado para iniciar os trabalhos. Quero ser um porta voz dos anseios sociais e mesmo com o pouco tempo que teremos, fazer do mandato um lugar de mudança e transformação na vida das pessoas”, completou.

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