Conforme o aQui publicou com exclusividade nas suas redes sociais, o diretor de Siderurgia da CSN, Alexandre Lyra, deixou o cargo na manhã de quarta, 5. A empresa não informou oficialmente o motivo da saída do executivo, sabe-se apenas que Lyra estava
de férias e teria sido comunicado da demissão ao retornar ao trabalho. Em seu lugar, assumiu, interinamente, o engenheiro Márcio Lins, que já comandou a UPV. Até o fechamento desta edição, a CSN não havia comentado a saída do diretor, como também não atualizou no site da empresa as informações sobre a estrutura organizacional do grupo CSN: o nome de Alexandre Lyra ainda constava até ontem, sexta, 7, como membro da diretoria executiva. Alexandre de Campos Lyra é engenheiro metalúrgico e entrou na CSN em fevereiro de 2023, vindo da Vallourec Brasil (onde ocupou o cargo de CEO por 13 anos). Na siderúrgica, o engenheiro substituiu Milton Piccinini, que deixou o posto para assumir novos desafios dentro do próprio grupo CSN. Lyra era responsável pela área de produção do segmento de siderurgia e pode ter saído do cargo, segundo uma fonte do jornal, porque o relacionamento do executivo com seus pares Enéas Garcia Márcio Lins era difícil. “Ele tinha dificuldades para ouvir a equipe. É um cara do bem, mas não deu certo na UPV”, comentou a fonte.
Ela foi além. Disse que o relacionamento de Lyra com o próprio presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, estava desgastado por uma série de motivos, um deles pode ser a questão do pó preto, resultado da produção do aço – segmento pelo qual Lyra era responsável. “Ele tem quase 30 anos de experiência no setor siderúrgico, estudou engenharia no IME, tem uma carreira acadêmica respeitável, inclusive com doutorado na Alemanha. Mas não deu certo na CSN”, comentou uma segunda fonte do aQui.
Provisório
As mudanças no quadro corporativo da CSN ainda não foram comunicadas oficialmente ao mercado. Uma das fontes ouvidas pelo aQui acredita que isso vai acontecer quando a CSN tiver o nome da pessoa que substituirá definitivamente Alexandre Lyra. Por enquanto, Márcio Lins ocupará o posto, ficando subordinado diretamente ao engenheiro Enéas Garcia, que estava afastado da cidade do aço há vários anos para cuidar da área de mineração da CSN, em Minas Gerais. Quanto a Márcio Lins, ele já passou pelo IPPU, pela Cohab e chegou a dar alguns passos na política local. O nome dele, inclusive, foi lançado como possível candidato a prefeito de Volta Redonda, o que acabou não se viabilizando. Na CSN
ocupou o cargo de assessor especial de planejamento e foi diretor de produção da UPV e da CSN cimentos. Lins se desligou da empresa em meados de 2017, mas está de volta à casa.
Acesso
Como o aQui já noticiou, a CSN está na fase final de implantação de um novo sistema de monitoramento e controle de acesso nas suas unidades, em Volta Redonda. Utilizando inteligência artificial e tecnologia de ponta, o novo modelo garante mais segurança para trabalhadores, prestadores de serviços e para os visitantes que acessam as unidades da empresa diariamente. O sistema inovador permitirá acessos a pé, de carro ou de caminhão, por meio de reconhecimento facial ou leitura de placas de veículos. Até mesmo os acessos ferroviários serão monitorados por radares, reforçando o controle e a segurança dentro das unidades de forma abrangente e eficiente.
Estacionamento
Outra novidade é o controle dos estacionamentos externos, que terão monitoramento de vagas em tempo real, exibido em um painel eletrônico. O crachá pessoal dos trabalhadores da CSN e de prestadores de serviço continuará funcionando até a estabilização total do projeto, e o acesso de carros também seguirá o mesmo processo, com a substituição futura dos crachás pela leitura de placas. Quem esquecer o crachá poderá pegar um provisório, como feito atualmente. Para os visitantes, a solicitação de acesso será feita pelo trabalhador em um site de apoio, e acontecerá exclusivamente por reconhecimento facial.

