Em casa

CSN pode construir condomínio residencial para metalúrgicos

Na margem direita do Rio Paraíba, entre os bairros Roma e Vila Rica-Tiradentes, existe um terreno gigantesco que pertence à CSN. É ali, a poucos quilômetros da Abreu/Arcelor-Mittal, que a CSN pode construir um condomínio residencial para os seus operários. A novidade, guardada a sete chaves, poderá beneficiar o metalúrgico que ainda não tem casa própria, com possibilidade de pagar as prestações com desconto em folha. A empresa, inclusive, teria gostado da ideia e autorizado o Sindicato dos Metalúrgicos a realizar uma pesquisa para saber que tipo de moradia os trabalhadores preferem: casa ou apartamento. A consulta pública está marcada para começar em no máximo 15 dias.
A notícia da criação do condomínio residencial para trabalhadores da CSN foi anunciada pelo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Silvio Campos, durante entrevista ao programa Betinho Albertassi, no início da semana. Silvio disse que desde janeiro vem negociando a proposta com a direção da CSN e, segundo ele, a empresa teria pedido que ele levantasse as informações concretas sobre a viabilidade do condomínio. Coisas como número de trabalhadores interessados, logística, tipo de moradia, infraestrutura, tipo de financiamento, melhor ban-co, etc. “A intenção é privilegiar os trabalhadores da CSN com um projeto de moradia e financiamento igual ao que foi feito antigamente no Vila Rica”, destaca Silvio Campos.
Ao aQui, o sindicalista disse que na pesquisa serão levantadas questões como renda familiar e número de pessoas por família, além, claro, da preferência do trabalhador por casa ou apartamento. “A renda familiar é para calcular uma prestação dentro das condições de cada um. Precisamos saber quantos funcionários vão querer o financiamento, justamente para irmos atrás dos bancos que negociam contratos de habitação. Hoje nós temos a Caixa Econômica, o Banco do Brasil e o Santander. Aquele que fizer a melhor proposta, com juros mais baixos e menor tempo de financiamento, leva”, comentou Silvio.
A localização do condomínio – próximo ao bairro Vila Rica/Tiradentes – não é à toa. A região oferece uma excelente infraestrutura, com comércio, loteria, escola, supermercado, farmácia, área de lazer, posto de gasolina e até unidade de saúde. Sem contar na logística, com saída rápida para a Via Dutra, deslocamento rápido para hospitais, e linhas de ônibus para toda a cidade. “A ideia é aproveitar a estrutura já existente ali. E o papel do Sindicato é fomentar esse projeto junto à CSN e aos bancos para tentar diminuir os custos ao mínimo possível para que seja acessível para o trabalhador pagar”, avaliou Silvio Campos.
Se o projeto vingar, a CSN tem duas possibilidades de construção. A primeira é como fornecedora de aço e cimento para a obra civil. Os dois produtos são fabricados na Usina Presidente Vargas, o que diminuiria os custos da construção e da logística, garantindo maior lucro para a empresa e, em tese, menor custo para o comprador. A segunda é a montagem das casas por meio de módulos. Há alguns anos, a siderúrgica lançou um sistema modular de construção que utiliza chapas de aço galvanizado, dobradas a fio na forma de perfis estruturais. As paredes são montadas com painéis modulares em aço, enquanto os perfis são usados na composição e ligação entre os módulos.
A técnica foi apresentada pela CSN há uns 10 anos e foi considerada, pela própria empresa, um projeto barato e eficaz. Sem contar na rapidez com que as casas são montadas: são necessários de 15 a 30 dias para moradias de 50 metros quadrados e 45 a 60 dias para casas de 70 metros quadrados. “A condição da moradia, se modulada ou de alvenaria, são só especulações. A escolha da estrutura não está definida e o projeto do condomínio ainda não está formalizado. O que existe são conversas preliminares, sem nenhum compromisso firmado”, frisou uma fonte da CSN ouvida pelo aQui. “O Sindicato tem conversado com a empresa e deve apresentar alguma proposta; por isso, vai fazer a pesquisa”, emendou.

Deixe uma resposta