‘Eles não mentem’

O prefeito Samuca Silva voltou a se reunir na terça, 12, com mais um grupo de funcionários das unidades de Saúde para esclarecer como será feita a avaliação – por parte dos pacientes – de desempenho de cada um no atendimento ao público. Na verdade, todos estão temendo pelo pior. Não é para menos. No dia seguinte ao atendimento, os pacientes serão procurados para dar uma nota de 0 a 10 para o atendimento que receberam. “A avaliação do desempenho está na Constituição Federal e faz parte do nosso plano de governo, que foi registrado em Cartório, em junho de 2016. Vamos fazer uma avaliação objetiva de todas as unidades de saúde, em todas as secretarias até chegar ao secretário, começando agora pela Saúde. Queremos atingir 15 mil pessoas mensalmente, sendo que diariamente uma pessoa ligará para o paciente atendido por vocês, que fará uma avaliação de 0 a 10 ao atendimento recebido”.

 

Samuca foi além. Disse que a ‘inquietação’ entre os funcionários da Saúde é necessária para que falhas sejam levantadas, identificadas e corrigidas. “O cidadão não mente. Ele vai avaliar se foi bem atendido. Em cada ponta da hierarquia terá uma avaliação até chegar ao secretário. Da nota 7 para baixo, está fora do conceito de bom atendimento que o cidadão deveria receber”, comentou, sem dizer as penalidades previstas por ele aos que receberem notas baixas.

 

O secretário de Planejamento, Transparência e Modernização de Gestão, Enock Azevedo, informou que uma equipe de 10 pessoas é que deverá ligar diariamente para 800 pacientes atendidos nos postos e hospitais de Volta Redonda. Alfredo Peixoto, secretário de Saúde, completou. “A minha equipe tem que atender melhor, com educação e respeito. Toda unidade de Saúde precisa ter um bom desempenho, acolher bem o paciente. Ele tem que sair feliz com o atendimento”, destacou.

Samuca aproveitou e desabafou diante dos atônitos servidores, pois anunciou que continuará dando incertas (visitas surpresas) nas unidades. “Eu adoro o serviço público. Mas serviço público é para quem gosta de atender e lidar bem com o público. O que me deixa mais amargurado é ver papel prá lá, papel para cá e não resolver nada. Eu sofro com isto lá na ponta. Nós queremos aumentar a capacidade de planejamento com gestão pública”, afirmou.

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