‘É hora de recompensar’

Rogério Loureiro mostra como Excelsior superou a crise da Covid-19 e anuncia algumas metas para 2021

O empresário Rogério Loureiro passou o ano enfrentando dois desafios. Um, político ele tirou de letra que foi atuar como um dos mais atuantes do governo Samuca Silva, comandando duas pastas: de Desenvolvimento e Turismo e a de Transporte e Mobilidade Urbana. Foi sua primeira experiência na área da administração pública. E ele gostou, tanto que não quis disputar à sucessão de Samuca Silva.
O segundo desafio, exigiu muito mais de Rogério Loureiro. Em entrevista ao aQui, concedida antes da morte do pai, Sérgio Loureiro, no último dia 15, ele contou como foi o ano de 2020 para a Transporte Excelsior, empresa que comanda e que é uma das maiores do setor na região. “O ano de 2020 foi muito sofrido e está na hora de recompensar aqueles que estiveram com a gente e nos ajudaram a superar este momento difícil”, pontuou, referindo-se à pandemia da Covid-19.

aQui: Como o senhor define o ano de 2020?
Rogério Loureiro: Desafiador. Foi um ano totalmente imprevisível, acordamos com uma notícia e dormimos com outra. Fizemos planos de ações que, no dia seguinte, não havia mais sentido. Além de toda dificuldade com o mercado e o setor de logística em si, tivemos outras nuances, pois nem mesmo as direções dadas pelo governo eram concretas, muitas Medidas Provisórias, muitos entendimentos legais divergentes, os sistemas do governo com modificações diárias e dificuldades de manuseios, muitos funcionários descontentes e etc.

aQui: Chegou a temer pelo pior, tipo, ser obrigado a reduzir as atividades ou mesmo fechar as portas de sua empresa?
Rogério: Nunca tememos em fechar as portas, sempre fomos muito positivos em relação ao mercado e ao retorno das atividades. Porém, passamos por momentos muito tristes. Para um empresário nunca é feliz a decisão de demitir funcionários, suspender contratos e cortar gastos. De uma semana para outra, vimos nosso pátio lotado de veículos parados, sem atividades, pois não havia demanda. Infelizmente, tivemos que tomar algumas medidas duras para garantir o futuro da empresa, e foi um momento muito difícil.

aQui: O que fez para não ser afetado pela Covid-19?
Rogério: Na realidade, fomos afetados pela Covid, talvez a pergunta mais assertiva seja: “O que fez para superar a Covid-19?” e aí tomamos diversas decisões em todos os setores: corte de gastos, diminuição da folha de pagamento, suspensão de contratos e outras possibilidades da Medida Provisória nº 936/2020, além de planejamento financeiro com venda de imobilizado e outras medidas.

aQui: E para 2021, quais são as suas perspectivas?
Rogério: Boas. Desde agosto deste ano já começamos a tomar fôlego novamente. Já recontratamos boa parte de funcionários, já renovamos a frota que foi vendida com veículos 0km, e para 2021 pretendemos colocar em prática os projetos que ficaram paralisados em 2020. Pela incerteza, estamos cautelosos e fazendo tudo com muito estudo e cuidado para não sermos surpreendidos, mas as perspectivas são boas.

aQui: Pretende investir em alguma novidade? Qual seria?
Rogério: Para ser novidade, não podemos contar. Mas além de permanecer com a renovação de frota, que já é uma prática anual da empresa em sempre manter seus veículos novos, para 2021 estamos estudando diversas formas de melhorar a qualidade de vida e satisfação de nossos funcionários. O ano de 2020 foi muito sofrido e está na hora de recompensar aqueles que estiveram com a gente e nos ajudaram a superar este momento difícil.

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