Drable lamenta que ‘Segurança Presente’ não seja definido pelo comando da Polícia Militar

Cidade continua à espera de reforço no policiamento; decisão deixou de ser técnica

0
443

Na segunda, 29, o governador Cláudio Castro inaugurou a nova base da ‘Operação Segurança Presente’ em Mesquita, na Baixada Fluminense. Foi a 38a unidade do programa, que agora abrange 21 municípios fluminenses, menos Barra Mansa, que deve ser mais importante em termos políticos- administrativos do que algumas cidades já beneficiadas pelo governo estadual. A base de Mesquita contará, vejam só, com 23 policiais e 9 veículos.
Vale lembrar que, em março, o aQui chegou a procurar a assessoria do governo Cláudio Castro para saber quando Barra Mansa teria uma unidade do ‘Segurança Presente’ para reforçar o policiamento na cidade, que só conta com uma companhia da Polícia Militar, subordinada ao comando do Batalhão do Aço, sediado em Volta Redonda. Três meses já se passaram, e as perguntas nunca foram respondidas.
A base de Volta Redonda, por exemplo, já está funcionando há um ano. E o governo do Estado, em release aos jornais, gaba-se de ter reduzido os índices de criminalidade na cidade do aço, mais especificamente no centro comercial da Vila Santa Cecília. Até Barra do Piraí tem PMs à vontade, Barra Mansa não…

Gestão
Procurado para comentar o fato de Barra Mansa não ter até hoje uma base da ‘Operação Segurança Presente’, o prefeito Rodrigo Drable não deixou por menos. “Penso que a escolha das cidades não está sendo feita com critério técnico”, disparou. “O ‘Segurança Presente’ está sob responsabilidade da secretaria de Governo, e não sob gestão direta da Polícia Militar”, acrescentou, referindo-se ao fato de as decisões estarem sendo tomadas na secretaria de Governo, hoje nas mãos de Bernardo Rossi, ex- prefeito de Petrópolis, e não pelo comando da Polícia Militar, que é quem sabe o que afeta a vida das cidades fluminenses. Rodrigo Drable está certo. Aliás, segundo uma fonte, a maioria dos 92 pre- feitos fluminenses questiona a decisão de deixar o ‘Segurança Presente’ nas mãos de Bernardo Rossi. “Os prefeitos deveriam pressionar o governador a mudar os critérios utilizados. Tem que deixar na mão da Polícia Militar”, comentou a fonte, pedindo anonimato.