quinta-feira, novembro 25, 2021

Curtas 1277

Coluna Reta
As duas primeiras cirurgias do projeto ‘Coluna Reta’, feitas em Maria Clara Barbosa de Matos e Ludmila Maciel da Silva Teixeira – ambas de 17 anos -, a cargo de uma equipe de ponta tendo à frente o ortopedista e especialista em coluna Juliano Coelho, duraram cerca de quatro horas. Elas tinham sido diagnosticadas com escoliose idiopática e passaram pela cirurgia de correção na coluna no sábado, 6, dentro de um procedimento indicado para curvaturas a partir de 50 graus ou acima, para evitar a progressão da lesão.
Segundo Juliano Coelho, a cirurgia de escoliose é delicada e necessita ser monitorada por outras especialidades médicas. “É uma cirurgia delicada, outros especialistas em neurofisiologia, neurologia e anestesiologia monitoram o procedimento, principalmente a parte neurológica”, disse o médico.
As cirurgias ocorreram no Hospital São João Batista e, como mostra a foto, as adolescentes saíram andando após os procedimentos, com previsão de alta para quarta, dia 10. “A cirurgia visa oferecer qualidade de vida aos pacientes, não só a correção postural, mas a prevenção a tempo de evitar danos aos órgãos. Eu sempre estimulo os meus pacientes a andar após a cirurgia, para adaptação do próprio corpo”, comentou o médico.
O projeto ‘Coluna Reta’
Os atendimentos do projeto ‘Coluna Reta’ são feitos às sextas-feiras, na Policlínica da Cidadania, que fica no Estádio Raulino de Oliveira. Todas as crianças e adolescentes que já foram atendidos voltam para avaliações após um ano. Desde que o projeto foi implantado, já foram triadas 200 crianças, sendo que dez delas têm indicação cirúrgica. A programação é de que sejam realizadas mensalmente duas cirurgias no Hospital São João Batista, aos sábados.
Escoliose Idiopática
Apesar de pouco conhecida pela população, a Escoliose Idiopática já atinge milhões de pessoas no Brasil e em todo o mundo. A escoliose é um desvio lateral e rotacional da coluna vertebral que acontece no período do estirão do crescimento (9 aos 14 anos). Mais comum em meninas, ela acomete em torno de 4% da população mundial, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Quando em estágio avançado, causa deformidade estética inaceitável, falta de ar, limitação para atividades laborais e diversos problemas psicológicos.

Novembro Azul
A partir de hoje, sábado, 13, o Hospital São João Batista (HSJB) vai intensificar a realização de cirurgias de ressecção transuretral de próstata, procedimento usado para tratamento da hiperplasia prostática benigna (crescimento da próstata). A unidade vai realizar seis procedimentos por sábado e a prioridade será para pacientes que fazem uso de sonda vesical. Até o final deste ano, a demanda reprimida será zerada, prometem as autoridades de Saúde.
De acordo com Sebastião Faria, diretor-geral do HSJB, a intensificação foi pedida pelo prefeito Neto. “A fila de espera foi gerada por conta da Covid-19, que interrompeu as cirurgias eletivas. Mesmo com a retomada, em agosto, vimos a necessidade de ampliar a oferta da cirurgia urológica”, afirmou Faria, lembrando da campanha do Novembro Azul, mês de conscientização a respeito do câncer de próstata.
O urologista José Ramon, cirurgião responsável pelo procedimento, explicou que a maioria da população masculina apresenta crescimento da próstata a partir dos 45 anos. O problema pode bloquear a passagem da urina pela uretra. “Alguns casos são resolvidos com medicação, outros precisam da utilização da sonda até a realização da ressecção transuretral da próstata”, explicou o médico.
O fator determinante para a escolha do público prioritário, que reúne em torno de 35 pessoas, foi o uso da sonda. “Nesses casos, a realização da cirurgia vai além da questão da saúde. A retirada da sonda garante mais qualidade de vida aos pacientes”, falou Dr. Ramon, avisando que a cirurgia exige tempo de internação que pode variar entre 48 e 72 horas.

 

Cirurgias de estrabismo
A prefeitura de Volta Redonda também iniciou os atendimentos para retomada das cirurgias oftalmológicas de correção de estrabismo. O serviço será prestado no Hospital do Retiro, e os 16 primeiros pacientes já passaram por avaliação com o médico oftalmologista, Luiz Claudio de Souza Lima, especialista em estrabismo, no sábado, 6. “As cirurgias iniciam no próximo dia 03 de dezembro quando serão operados cinco pacientes, devidamente cadastrados e com exames pré-operatórios realizados e avaliados”, contou Conceição Souza, secretária de Saúde.
Serão atendidos, segundo ela, todos os usuários do SUS que estejam cadastrados no SISREG/SMS (Sistema de Regulação) e que, após a avaliação de um especialista, precisem da cirurgia de estrabismo. “Hoje, temos 107 pacientes cadastrados, o que não significa que todos irão ser submetidos à cirurgia. Existem outros tratamentos que podem ser indicados”, informou.

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