Corações abertos

Maioria dos candidatos a prefeito não conhece Benjamin Steinbruch, presidente da CSN, mas pretende mudar relacionamento da cidade com a siderúrgica

Desde a privatização da CSN, em 1993, quando a maioria dos políticos de Volta Redonda se preocupou apenas em atacar o governo Federal por ‘vender’ a maior siderúrgica da América Latina, esquecendo de tentar tirar proveito da situação, exigindo, por exemplo, que apenas a Usina Presidente Vargas fosse incluída no pacote, deixando as terras que a siderúrgica possuía na cidade do aço, o empresário Benjamin Steinbruch vive momentos de amor e ódio com Volta Redonda.
Apesar de ser a maior empregadora da região, e de gerar milhões e milhões de impostos, entre outras, a CSN deixou de ser a ‘mãe’ de todos. Virou madrasta para prefeitos, vereadores, deputados, governadores, líderes religiosos, OAB, MPE, MPF e até para os bispos da Igreja Católica em Volta Redonda. Os antigos arigós, contratados na construção e que viraram voltarredondenses, passaram a ser induzidos a ter Benjamin Steinbruch, o novo dono da CSN, como inimigo.
Às vésperas de uma nova eleição municipal, e bem diferente das que participou em passado recente – quando até candidato apoiou (Paulo Baltazar, grifo nosso, contra Neto) –, a CSN (leia-se Benjamin Steinbruch) vive à parte do processo eleitoral. Não dá nem pistas se torce por algum dos 15 candidatos a prefeito em Volta Redonda. Nem falar sobre a eleição ela quis, ao ser procurada pelo aQui.
O jornal, entretanto, procurou os prefeitáveis para saber o que eles esperam da CSN, e o que pretendem oferecer ao empresário Benjamin Steinbruch para que sejam tratados como filhos pródigos. Alguns surpreenderam, como Alex Martins, que passou a atacar a CSN desde que se aproximou do MEP, ligado à Igreja Católica. O ex-prefeito Neto, a quem é atribuída a briga entre o Palácio 17 de Julho e a CSN, também mostrou estar disposto a passar uma borracha no passado para ter a CSN como parceira.
Os prefeitáveis de Barra Mansa também tiveram, pela primeira vez em uma eleição, a oportunidade de falar sobre a CSN, sobre Benjamin Steinbruch (que a maioria desconhece), e anunciar o que esperam em termos de apoio caso sejam eleitos. Apenas um deles se mostrou radical, de mau humor mesmo, contra a CSN.
Veja abaixo e nas páginas seguintes o que dizem os prefeitáveis de Volta Redonda e Barra Mansa sobre a CSN:

 

Alex Martins – 40 (PSB)


aQui: A CSN tem apanhado muito de ONGs, da Igreja Católica, do Ministério Público, de entidades representativas de classes e até mesmo de prefeitos, vereadores e deputados. Por que Volta Redonda ataca tanto a empresa que lhe deu origem e sobre a qual toda a cidade se ergueu?
Alex Martins: Não há como responder por todas as entidades citadas pelo jornal. Mas, nós da Coligação Pra fazer Volta Redonda melhor (PSB-REDE-PDT) reconhecemos a importância da CSN no âmbito mundial, nacional, estadual e municipal. É uma grande geradora de empregos. Mas também entendemos que a responsabilidade social da empresa pode ser melhorada. A CSN detém um grande percentual de terras no município e outros imóveis que se encontram ociosos. No nosso governo, queremos ter a CSN e outras empresas, comércio e entidades como parceiras para fomentar o desenvol

vimento, a geração de empregos e a melhoria constante da qualidade de vida da população.
aQui: O que gostaria de implantar no antigo Escritório Central da CSN, na Vila?
Alex: Acreditamos que essa decisão deve envolver a população e a própria CSN. O antigo Escritório Central é uma área super valorizada e estratégica para o município. O local pode abrigar desde incubadoras de empresa e startups, uma universidade pública e um hospital escola.

aQui: Conhece pessoalmente o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch? O que acha dele? Se não conhece, como o vê?
Alex: Não conheço o Sr. Benjamim Steinbruch pessoalmente, mas encaro-o como cidadão brasileiro que está à frente de uma grande empresa e sabe do seu papel para o desenvolvimento da nossa cidade e do nosso país.

aQui: O que pode fazer, caso seja eleito, para melhorar o relacionamento do Palácio 17 de Julho com ele, Benjamin Steinbruch?
Alex: O diálogo e o respeito são sempre as melhores opções para melhorar todo tipo de relação.

aQui: Que apoio poderia oferecer à CSN para que a empresa tire da gaveta os projetos existentes para o Aero Clube, Vila, Aterrado?
Alex: o apoio virá a partir do diálogo que queremos estabelecer com a CSN e todas as outras empresas do município.

Cida Diogo – 13 (PT)


aQui: A CSN tem apanhado muito de ONGs, da Igreja Católica, do Ministério Público, de entidades representativas de classes e até mesmo de prefeitos, vereadores e deputados. Por que Volta Redonda ataca tanto a empresa que lhe deu origem e sobre a qual toda a cidade se ergueu?
Cida Diogo: Volta Redonda sofre muito com a poluição promovida pela CSN, o que afeta diretamente a saúde da população. Esse fato já é um grande motivo para nossas considerações em relação à empresa. Sabemos que ela gera muitos empregos e é importante para a economia, mas se prejudica as pessoas e o meio ambiente, é nosso dever lutar por políticas públicas que tornem a cidade mais saudável. Essa bandeira ambiental é muito presente na nossa coligação, A Esperança de Volta, com a candidata a vice-prefeita Nena Düppré, do Partido Verde. Também precisamos recuperar 25% de terras e patrimônios públicos que foram privatizados juntos à Usina Presidente Vargas. E faremos isso fortalecendo a ação judicial movida pelo Ministério Público e o Movimento Terras de Volta. Queremos, por exemplo, transformar o Recreio do Trabalhador em um grande centro cultural e esportivo.

aQui: O que gostaria de implantar no antigo Escritório Central da CSN, na Vila?
Cida: Com tantas necessidades e potencialidades em Volta Redonda, não podemos deixar que o Escritório Central seja um mero elefante branco, vamos trabalhar para que ele sirva à população e buscar parcerias seja pública ou privada nas esferas estadual e federal, promover uma grande discussão técnica, envolvendo as universidades e diversos setores da sociedade, para definição da melhor forma de sua utilização.

aQui: Conhece pessoalmente o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch? O que acha dele? Se não conhece, como o vê?
Cida: Sim, conheço pessoalmente o presidente da CSN. Ele é um empresário muito preocupado com os seus negócios e que infelizmente, nunca fez muita questão de ter um vínculo maior com a cidade de Volta Redonda. Pretendo como prefeita, abrir um diálogo franco e responsável com ele na busca de soluções junto a empresa e a cidade. Não podemos ter uma administração municipal que ignore a importância desta empresa para Volta Redonda. Mas o poder público também não pode se apresentar de forma submissa na relação com o presidente da mesma. Teremos uma administração com altivez, muito ativa e exigente no cumprimento das normas ambientais e sanitárias.

aQui: O que pode fazer, caso seja eleito, para melhorar o relacionamento do Palácio 17 de Julho com ele, Benjamin Steinbruch?
Cida: Além de agir com firmeza para o cumprimento da legislação, irei também abrir um canal de diálogo permanente com a CSN para estabelecer parcerias que possam impactar na melhoria de vida da população. Precisamos recuperar os espaços como o antigo Centro de Puericultura da Fundação CSN, que hoje está abandonado e poderia, como antes, atender nossas crianças ao se transformar em um Centro Especializado de Saúde da Criança.

aQui: Que apoio poderia oferecer à CSN para que a empresa tire da gaveta os projetos existentes para o Aero Clube, Vila, Aterrado?
Cida: Precisamos analisar, prioritariamente, se os projetos atendem às atuais demandas da cidade. É importante que os espaços sirvam em função da educação, esporte, cultura e lazer para a comunidade, e de forma sustentável. Vamos também ouvir representantes da sociedade para que opinem sobre os projetos. Devemos firmar essa parceria e apoio pela nossa população. E também podemos buscar parcerias nas esferas estadual e federal.

Dayse Penna – 90 (Pros)


aQui: A CSN tem apanhado muito de ONGs, da Igreja Católica, do Ministério Público, de entidades representativas de classes e até mesmo de prefeitos, vereadores e deputados. Por que Volta Redonda ataca tanto a empresa que lhe deu origem e sobre a qual toda a cidade se ergueu?
Dayse Penna: É importante separarmos fatos de opinião, e respeitar as pessoas que declaram sua opinião. A empresa teve o seu papel fundamental no momento em que foi instalada na região para promover o desenvolvimento do país a partir da industrialização. Mas eu considero que há necessidade de uma reparação, principalmente no formato da utilização dos impostos gerados pela empresa que atualmente ficam muito mais no governo estadual e federal do que no próprio município. Já que temos escutado inclusive do ministro da economia que precisamos pensar mais no Brasil do que em Brasília pode ser uma oportunidade de reavaliar esses impostos e saber como Volta Redonda, uma comunidade que ajudou a desenvolver o país, pode reaver benefícios já que fica com os malefícios de uma Indústria bem no centro da cidade.

aQui: O que gostaria de implantar no antigo Escritório Central da CSN, na Vila?
Dayse: O Escritório Central é de propriedade da Companhia Siderúrgica Nacional. Não cabe a prefeitura idealizar absolutamente nada e qualquer projeto, qualquer coisa que for pensada para o nosso governo será feita uma prévia avaliação de custo-benefício.

aQui: Conhece pessoalmente o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch? O que acha dele? Se não conhece, como o vê?
Dayse: Não o conheço, mas o vejo como um ser humano assim como todos nós que tem as suas responsabilidades, os seus direitos e deveres. Alguém que está à frente da maior empresa aqui da nossa cidade, e estando eu como prefeita teremos algumas agendas para conversar e pensar no futuro do nosso município.

aQui: O que pode fazer, caso seja eleito, para melhorar o relacionamento do Palácio 17 de Julho com ele, Benjamin Steinbruch?
Dayse: Eu considero que o relacionamento interpessoal depende principalmente das partes envolvidas e do meu ponto de vista integridade é uma condição que pode ser pautada como, pensar falar e agir da mesma forma. Isso por si só já garante a clareza do que queremos para o desenvolvimento da nossa comunidade. Essa será a minha postura.

aQui: Que apoio poderia oferecer à CSN para que a empresa tire da gaveta os projetos existentes para o Aero Clube, Vila, Aterrado?
Dayse: Qualquer projeto é bem-vindo desde que esteja alinhado ao nosso plano diretor. Meu compromisso será zelar por isso. O plano diretor ainda está na Câmara de Vereadores e não foi colocado para votação. Acredito que antes de tudo, esse é o primeiro desafio.

Evandro Glória – 23 (Cidadania)


aQui: A CSN tem apanhado muito de ONGs, da Igreja Católica, do Ministério Público, de entidades representativas de classes e até mesmo de prefeitos, vereadores e deputados. Por que Volta Redonda ataca tanto a empresa que lhe deu origem e sobre a qual toda a cidade se ergueu?
Evandro Glória: A CSN foi muito importante na formação do espaço urbano e da identidade coletiva da cidade. Ninguém nega o fato de que o processo de privatização trouxe impactos profundos à cidade, que viu seus bairros operários declinarem, em decorrência do grande corte de vagas nos quadros da empresa. Além disso, experimentou forte crescimento na prestação de serviços que se transformou no setor mais dinâmico da economia municipal. Quase todas as cidades monoindustriais construídas em função de uma grande empresa enfrentam sérias dificuldades na tentativa de buscarem nova funcionalidade econômica, o que, não raramente, acaba provocando graves reflexos em seu ordenamento social.

aQui: O que gostaria de implantar no antigo Escritório Central da CSN, na Vila?
Evandro: A questão fundamental é: “O que a CSN tem em mente para o antigo Escritório Central”. Trata-se de prédio desocupado a muitos anos e com um custo altíssimo para reocupação. O município de Volta Redonda está em situação financeira muito complicada ,o que vai reduzir enormemente sua capacidade de investimento em projetos como este. Se for procurado pela empresa estaremos abertos para ouvir e analisar.

aQui: Conhece pessoalmente o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch? O que acha dele? Se não conhece, como o vê?
Evandro: Não conheço pessoalmente e portanto minhas impressões pessoais são inconclusivas. Vejo como um empresário de muito sucesso que aposta em investimentos de longo prazo. Como morador de Volta Redonda, me sinto entristecido com o movimento de afastamento da empresa de nossa cidade nos últimos anos, principalmente pela desocupação de espaços de sua propriedade como Recreio do Trabalhador e outros.

aQui: O que pode fazer, caso seja eleito, para melhorar o relacionamento do Palácio 17 de Julho com ele, Benjamin Steinbruch?
Evandro: Para que a contribuição de qualquer empresa seja efetiva, isto é, para que de fato faça diferença positiva na vida das pessoas, a empresa precisa saber quais são as necessidades do município. Para isso, o primeiro passo da administração municipal é estabelecer o seu plano de metas, definindo as urgências e as prioridades.

aQui: Que apoio poderia oferecer à CSN para que a empresa tire da gaveta os projetos existentes para o Aero Clube, Vila, Aterrado?
Evandro: É preciso conhecer estes projetos e independentemente de quem seja o autor verificar o atendimento de normas de caráter legais. Como o empresário, o prefeito também deve buscar aumentar as receitas do município para, dessa maneira, poder realizar mais investimentos na cidade. Daremos tratamento isonomico a todos os projetos que tragam emprego ,investimentos para a cidade

Granato – 77 (Solidariedade)


aQui: A CSN tem apanhado muito de ONGs, da Igreja Católica, do Ministério Público, de entidades representativas de classes e até mesmo de prefeitos, vereadores e deputados. Por que Volta Redonda ataca tanto a empresa que lhe deu origem e sobre a qual toda a cidade se ergueu?

Granato: Quem nasceu e viveu aqui quando a empresa era do governo pode acompanhar o quanto a empresa fez por toda a cidade. Depois da privatização, isso mudou. Grande parte por culpa dos prefeitos da época. A CSN passou a não retornar para a cidade, o que a cidade fazia por ela. E falta de diálogo continua até hoje. E com isso o resultado é o descaso da CSN com a poluição, o fechamento do Recreio, do Centro de puericultura, dos campos do Versátil, Ressaquinha e do América, da Floresta da Cicuta. Além disso, a empresa hoje é a que paga o pior salário para os seus empregados dentro do mercado metalúrgico.

aQui: O que gostaria de implantar no antigo Escritório Central da CSN, na Vila?
Granato: Existe muitas possibilidades para transformar o Escritório Central em um grande gerador de empregos, renda e riqueza para Volta Redonda. Como, por exemplo, uma universidade, um centro tecnológico, uma incubadora de empresas, startup. Logico que isso vai depender de uma análise de mercado a ser feita para ver a viabilidade do melhor empreendimento para o bom uso das instalações daquele prédio.

aQui: Conhece pessoalmente o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch? O que acha dele? Se não conhece, como o vê?
Granato: Sim o conheço e já estive com ele algumas vezes. É um grande empresário que sabe muito bem fazer com que as suas empresas lhe de lucro. Só lamento que o relacionamento entre as administrações municipais, atual e anteriores, não tiveram capacidade de desenvolver com a empresa parcerias positivas tanto para a cidade como para a empresa. Com certeza ele não quer o mal da cidade, afinal de contas a maioria dos seus funcionários está aqui. O que falta é um melhor diálogo e relacionamento sério e de respeito que é a nossa proposta em relação a CSN.

aQui: O que pode fazer, caso seja eleito, para melhorar o relacionamento do Palácio 17 de Julho com ele, Benjamin Steinbruch?
Granato: Primeiro ter certeza que a empresa é muito importante para nossa cidade. Precisamos conhecer os planos da empresa e a empresa da mesma forma conhecer o planejamento da cidade. Com certeza encontraremos os caminhos para fortalecer a empresa e beneficiar nossa cidade. E os dois lados ficarão satisfeitos. Vamos praticar uma política em que todos saiam satisfeitos e a população ganhe em qualidade de vida.

aQui: Que apoio poderia oferecer à CSN para que a empresa tire da gaveta os projetos existentes para o Aero Clube, Vila, Aterrado?
Granato: Como afirmei anteriormente a CSN tem interesse em desenvolver bons projetos para Volta Redonda. O que faltou nesses últimos anos foi um relacionamento sério e cordial para que isso realmente acontecesse. Vamos manter esse diálogo com a CSN que trará muitos frutos para a cidade e seus moradores.

Juliana – 50 (Psol)


aQui: A CSN tem apanhado muito de ONGs, da Igreja Católica, do Ministério Público, de entidades representativas de classes e até mesmo de prefeitos, vereadores e deputados. Por que Volta Redonda ataca tanto a empresa que lhe deu origem e sobre a qual toda a cidade se ergueu?
Juliana: Sem dúvida, nossa cidade está atrelada à CSN. É preciso, no entanto, pensar a CSN antes e depois da privatização. Quando empresa estatal, a CSN, embora realizasse diversos serviços públicos, já apresentava diversos problemas que foram agravados pela privatização que produziu muitos traumas na cidade: aumento dos índices do desemprego, fim de programas sociais, falência do pequeno comércio, arrochos salariais, redução do movimento cultural da cidade, desesperança entre os jovens, aumento dos índices de violência, crescimento do comércio ilegal de drogas e armas, aumento nos índices de transtornos mentais e de doenças respiratórias. É preciso lembrar ainda que 25% do território do município, terras da indústria, entraram no processo de privatização. Diante de tantos problemas, fica evidente que não há ataques à empresa, mas cobranças para que haja, por sua relevância, uma relação de respeito e de compromisso com Volta Redonda, o que hoje está muito distante de acontecer. Volta Redonda merece mais. Merecemos mais.

aQui: O que gostaria de implantar no antigo Escritório Central da CSN, na Vila?
Juliana: O escritório Central é simbólico para a cidade e precisa ser ocupado de uma forma ou de outra. E existem várias possibilidades. Lá pode virar um local onde funcionam cooperativas de trabalhadores, pode ser também um espaço de convivência. Mas o ideal seria que lá fossem oferecidos cursos de capacitação para a população voltarredondense como na construção civil, área médica e de novas tecnologias.

aQui: Conhece pessoalmente o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch? O que acha dele? Se não conhece, como o vê?
Juliana: Não conheço definitivamente o Benjamin Steinbruch. Mas, devido o histórico dele a frente da CSN e o modo como administra a empresa em detrimento total da população a impressão que tenho não é das melhores.

aQui: O que pode fazer, caso seja eleito, para melhorar o relacionamento do Palácio 17 de Julho com ele, Benjamin Steinbruch?
Juliana: A relação com o Steinbruch será como deve ser: de uma prefeita com um prestador de serviços importante para o município. A CSN, no governo do Psol, será taxada pelas propriedades de terra sem uso, pela poluição incessante e, desta forma, deverá reparar devidamente os transtornos advindos de suas atividades insustentáveis.

aQui: Que apoio poderia oferecer à CSN para que a empresa tire da gaveta os projetos existentes para o Aero Clube, Vila, Aterrado?
Juliana: A CSN lucra bilhões todos os anos. Qual mais apoio ela precisa para fazer o que é necessário? A lei é clara com relação às terras: precisam ter função social e estarem produzindo. A CSN não precisa de apoio, precisa ser cobrada, taxada para, finalmente, render dividendos a Volta Redonda

Neto – 25 (DEM)


aQui: A CSN tem apanhado muito de ONGs, da Igreja Católica, do Ministério Público, de entidades representativas de classes e até mesmo de prefeitos, vereadores e deputados. Por que Volta Redonda ataca tanto a empresa que lhe deu origem e sobre a qual toda a cidade se ergueu?
Neto: A CSN teve, tem e sempre terá um papel muito importante na história de Volta Redonda. Nunca deixaremos de exaltar tudo aquilo que ela fez e faz de bom, mas como prefeito também temos o dever de cobrar quando algo ruim eventualmente for feito. Estou trabalhando muito para ganhar a eleição e, se isso acontecer, queremos promover uma relação visando o bem da cidade em primeiro lugar. Vamos olhar para frente!

aQui: O que gostaria de implantar no antigo Escritório Central da CSN, na Vila?
Neto: Não quero me precipitar e falar algo de forma unilateral. Quero sentar com a CSN para pensarmos juntos em um projeto que seja bom para o povo e bom para a empresa. Não só lá, mas em todos os imóveis e terrenos fechados ou sem utilização.

aQui: Conhece pessoalmente o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch? O que acha dele? Se não conhece, como o vê?
Neto: Tive a oportunidade de conhecer o Benjamin Steinbruch. Ele defende muito bem os interesses dos seus acionistas e é um dos maiores empresários do país. Alguém com potencial único para ajudar Volta Redonda, principalmente no período pós-pandemia.
aQui: O que pode fazer, caso seja eleito, para melhorar o relacionamento do Palácio 17 de Julho com ele, Benjamin Steinbruch?
Neto: Tudo o que for possível, tudo que estiver ao meu alcance, mas nada que signifique trair a confiança do povo de Volta Redonda. Queremos um bom relacionamento, pautado sobretudo no respeito à cidade e na história da CSN com Volta Redonda.

aQui: Que apoio poderia oferecer à CSN para que a empresa tire da gaveta os projetos existentes para o Aero Clube, Vila, Aterrado?
Neto: Todo apoio! Se tem uma coisa que ficou clara nestes anos, é que a direção da empresa não se atrela a situações políticas locais para tomar decisões estratégicas. O que ganhamos nos últimos quatro anos? Em nossas gestões, foram iniciados ou inaugurados projetos como a Fábrica de Cimento e a Fábrica de Aços longos.

Samuca – 20 (PSC)


aQui: A CSN tem apanhado muito de ONGs, da Igreja Católica, do Ministério Público, de entidades representativas de classes e até mesmo de prefeitos, vereadores e deputados. Por que Volta Redonda ataca tanto a empresa que lhe deu origem e sobre a qual toda a cidade se ergueu? Até 10 linhas para resposta
Samuca: A CSN ficou por muito tempo distante da cidade. Eu não respondo pelas autoridades que na época governavam Volta Redonda e deixaram as terras serem privatizadas. Acredito que o litígio com a CSN venha diante de muito tempo de brigas entre os prefeitos da cidade e a direção da empresa. Não havia diálogo com a CSN para que, juntos com a maior empresa, pudéssemos nos desenvolver e gerar mais emprego e renda. Eu assumi o mandato em 2017, portanto eu não era prefeito quando perdemos diversas terras no período de privatização e nem quando perdemos investimentos e o cinturão do aço. Coube a mim, como prefeito, aproximar a cidade da CSN para que buscássemos juntos investimentos. A discussão de ocupação das terras já que o processo judicial não anda e já que deixaram as terras irem junto na privatização. E foi assim que nasceu o Polo Metalmecanico, projeto que vai dar incentivos fiscais do Governo do Estado a empresas da cadeia do aço. São sete empresas que já assinaram a carta de intenção com a cidade e que vão gerar 3,5 mil empregos em Volta Redonda.

aQui: O que gostaria de implantar no antigo Escritório Central da CSN, na Vila?
Samuca: Boa pergunta. O Escritório Central fechou por decisão da CSN e ninguém teve coragem, ou vontade, de sentar na mesa com a direção da empresa para debater o uso daquele espaço. Nós propomos a aquisição daquele espaço, mas a negociação não avançou. Mas não vamos desistir. Nosso objetivo é criar lá um Centro Estratégico Municipal, juntando todos os órgãos, atrair empresas de tecnologia e, por exemplo, a empresa de Call Center, bancos, órgãos públicos, universidade e o nosso polo tecnológico. Ter lá a ocupação do espaço é fundamental para que o prédio não fique sem ser utilizado.

aQui: Conhece pessoalmente o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch? O que acha dele? Se não conhece, como o vê?
Samuca: Sim, conheço o presidente Benjamin Steinbruch pessoalmente, estivemos juntos em várias reuniões e na construção do projeto do Polo Metalmecanico. Nossa relação é republicana e não de subordinação. Mas a CSN é a maior empresa da cidade. E juntos, prefeitura e a siderúrgica, podem gerar bons frutos para Volta Redonda, com mais investimentos, atração de empresas, entre outros.

aQui: O que pode fazer, caso seja eleito, para melhorar o relacionamento do Palácio 17 de Julho com ele, Benjamin Steinbruch?
Samuca: Já temos bom relacionamento, não somos amigos, mas nos respeitamos demais. Acredito que continuando a linha de diálogo, iniciada em nossa gestão à frente da prefeitura, a nossa relação de respeito pode gerar ainda mais frutos para a cidade. Junto com o presidente Benjamin Steinbruch estaremos buscando empresas da cadeia do aço para se instalar em Volta Redonda, gerando emprego para o nosso povo. E com diálogo e respeito vamos continuar essa relação, visando sempre o melhor para a população de nossa cidade.

aQui: Que apoio poderia oferecer à CSN para que a empresa tire da gaveta os projetos existentes para o Aero Clube, Vila, Aterrado?
Samuca: Já foi aprovado isto, estão aprovados no conselho municipal. Mas muitos desses investimentos dependem da aprovação do Plano Diretor de Volta Redonda, que discutimos com a população e enviamos para a Câmara de Vereadores. Mas, ao que parece, ainda não houve interesse de alguns de votar o Plano Diretor e viabilizar estes investimentos. Mas estamos conversando com a empresa que já inclusive tem projetos prontos para essas áreas. Há interesse da empresa em investir nessas áreas, o que vai gerar emprego e renda na cidade.

BARRA MANSA

Bruno Marini – 55 (PSD)


aQui: A CSN vive uma relação de amor e ódio com Volta Redonda. Apanha de ONGs, da Igreja Católica, do Ministério Público, enfim, de quase todo mundo. Como vê essa situação e por que Barra Mansa não tenta tirar proveito disso?
Bruno Marini: A CSN é uma empresa de grande referência não só para Volta Redonda e Barra Mansa, mas para toda região. Cabe a ela respeitar as normas e leis pertinentes à uma empresa da sua envergadura. Grande parte da mão-de-obra é de Barra Mansa e isso a torna uma empresa que tem o nosso respeito e consideração. Não vejo como “tirar proveito” dessa relação com Volta Redonda, afinal, é onde ela está instalada e ambas as partes têm a suas razões.

aQui: O que acha que a CSN poderia fazer por Barra Mansa?
Bruno: Reativar o parque industrial (hoje sucateado), localizado no bairro Santa Clara, onde funcionou a litográfica.

aQui: Conhece pessoalmente o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch? O que acha dele? Se não conhece, como o vê?
Bruno: Não o conheço pessoalmente, mas estarei sempre à disposição para conhecê-lo e falar sobre Barra Mansa.

aQui: O que pode fazer, caso seja eleito, para melhorar o relacionamento de Barra Mansa com o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch?
Bruno: Primeiro, colocando o meu gabinete à disposição da direção da empresa. Entendo que esta aproximação é de grande importância para a nossa cidade.

aQui: Que apoio poderia oferecer à empresa?
Bruno: O que estiver dentro das possibilidades do nosso município e dentro do conceito da seriedade e da transparência

Capitão Daniel Abreu – 51 (Patriota)


aQui: A CSN vive uma relação de amor e ódio com Volta Redonda. Apanha de ONGs, da Igreja Católica, do Ministério Público, enfim, de quase todo mundo. Como vê essa situação e por que Barra Mansa não tenta tirar proveito disso?
Capitão Daniel Abreu: Relacionamento da CSN com Volta Redonda deve ser questionado para Volta Redonda e a CSN, o que devemos fazer é desenvolver potencial de nossa cidade para atrair empresas que estejam ligadas a linha de produção e serviços da CSN, não precisamos de polêmica, sim de gestão.

aQui: O que acha que a CSN poderia fazer por Barra Mansa?
Capitão Abreu: A CSN é uma empresa com sede em uma cidade vizinha, o máximo que cabe e montarmos estrutura para poder ter empresas ligadas a linha de produção da CSN com sede em nosso município, gerando emprego e renda, mas hoje não temos credibilidade e infraestrutura para isso é não atrai investidores, só nas propagandas eleitorais.

aQui: Conhece pessoalmente o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch? O que acha dele? Se não conhece, como o vê?
Capitão Abreu: Não o conheço, bem como acho que não tenho que ter opinião a respeito da pessoa, mas sim ter relacionamento ético e profissional visando desenvolver relacionamento comercial para nossa cidade, fora isso não cabe qualquer fala, a cidade precisa de comportamento profissional e sair de polêmicas e amadorismo.

aQui: O que pode fazer, caso seja eleito, para melhorar o relacionamento de Barra Mansa com o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch?
Capitão Abreu: Como falei temos que ter profissionalismo, pessoas técnicas visando estabelecer relacionamento empresarial, viabilizar parceiras com empresas prestadoras de serviços e insumos para a CSN, aproveitar a ata de incentivos do polo metal criado, fora isso é tudo falácia e amadorismo.

aQui: Que apoio poderia oferecer à empresa?
Capitão Abreu: Não temos que apoiar a CSN, mas sim empresas que forneçam serviços e insumos, bem como participem da linha de produção e venda, essas devem receber incentivos tributários do polo metal mecânico e áreas com infraestrutura para instalação, onde hoje estamos muito atrasado em infraestrutura, mesmo sendo uma das maiores territorialmente falando e de trecho de Dutra, estamos parados no tempo, sem planejamento e gestão

Jackson Emerick – 77 (Solidariedade)


aQui: A CSN vive uma relação de amor e ódio com Volta Redonda. Apanha de ONGs, da Igreja Católica, do Ministério Público, enfim, de quase todo mundo. Como vê essa situação e por que Barra Mansa não tenta tirar proveito disso? Até 5 linhas para resposta
Jackson Emerick: A forma como a CSN foi privatizada foi traumática para Volta Redonda. Não foi vendida só a usina siderúrgica, mas praticamente boa parte da cidade. Os traumas persistem até hoje. Mas a CSN é uma empresa importante para toda a região. O planejamento do perfil econômico de Barra Mansa tem de levar em conta sempre a proximidade com a CSN.

aQui: O que acha que a CSN poderia fazer por Barra Mansa?
Jackson: A CSN tem influência econômica e social em todo o Sul Fluminense. A direção da empresa tem de ter noção disso e reconhecer que tem uma parcela de responsabilidade no desenvolvimento das cidades no entorno da usina. A retomada do projeto do Cinturão de Fornecedores seria uma forma da CSN ajudar Barra Mansa e as outras cidades da região.

aQui: Conhece pessoalmente o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch? O que acha dele? Se não conhece, como o vê?
Jackson: Não conheço pessoalmente. Ele é um empresário de temperamento forte, dono de um dos maiores grupos empresariais do país, que visa em primeiro lugar os seus negócios. Como prefeito eu vou buscar sempre o diálogo com todos os setores da sociedade, mas sempre pensando em primeiro lugar nos interesses de Barra Mansa. Se ele puder contribuir com a cidade de alguma forma estarei pronto para dialogar.

aQui: O que pode fazer, caso seja eleito, para melhorar o relacionamento de Barra Mansa com o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch?
Jackson: A minha gestão estará aberta ao diálogo com todos os empresários e investidores que possam ajudar Barra Mansa a se desenvolver economicamente. Queremos atrair empresas para gerar empregos na cidade. Se a CSN puder contribuir com este nosso projeto vamos procurar a direção da empresa e dialogar.

aQui: Que apoio poderia oferecer à empresa?
Jackson: Nós vamos ter uma política sistemática de apoio às empresas instaladas em Barra Mansa e as que queiram se instalar na cidade. Com a CSN, devido à sua proximidade e influência na região, vamos buscar diálogo para tentar atrair empresas fornecedoras e prestadoras de serviço para a siderúrgica, utilizando os incentivos da Lei do Aço, sancionada pelo governo estadual.

Paulo Cesar, o PC – 19 (Podemos)


aQui: A CSN vive uma relação de amor e ódio com Volta Redonda. Apanha de ONGs, da Igreja Católica, do Ministério Público, enfim, de quase todo mundo. Como vê essa situação e por que Barra Mansa não tenta tirar proveito disso?
Paulo Cesar: Pelo porte que possui a empresa CSN, suas atividades acabam por incomodar considerável parcela da sociedade, ocasionando esses embates noticiados. Apesar de tudo, a CSN é responsável por milhares de empregos, diretos e indiretos, impactando positivamente na economia local. Pela proximidade, Barra Mansa tem potencial que pode ser de interesse da empresa.

aQui: O que acha que a CSN poderia fazer por Barra Mansa?
Paulo Cesar: Existe uma grande área de terra localizada no bairro Paraíso, que tem a sua propriedade atribuída à CSN. Passo por aquela área quase que diariamente e trago comigo a vontade de ali construir um Parque, ou seja, uma grande área de lazer para toda Região Leste.

aQui: Conhece pessoalmente o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch? O que acha dele? Se não conhece, como o vê?
Paulo Cesar: Ainda não tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, mas o vejo como um dos mais importantes empresários deste País que, como tal, possui o seu foco totalmente voltado ao lucro em seus negócios. Infelizmente o cenário nacional, se comparado com outros cenários econômicos mundo a fora, não se mostra favorável para o tipo de negócio que conduz o Sr. Steinbruch, dificultando novos investimentos em nossa Região.

aQui: O que pode fazer, caso seja eleito, para melhorar o relacionamento de Barra Mansa com o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch?
Paulo Cesar: Incialmente eu solicitarei uma reunião com o Presidente da CSN, no intuito de me apresentar e de conversarmos sobre as inúmeras possibilidades que nossa cidade pode oferecer para a empresa de seu grupo empresarial, principalmente no tocante ao fator logístico. Iremos abrir o diálogo, hoje inexistente.

aQui: Que apoio poderia oferecer à empresa?
Paulo Cesar: Dizer em que poderíamos apoiar a CSN, seria até temerário. Acredito que, após aberto o diálogo, este entendimento será natural se a empresa tiver algum interesse em Barra Mansa. Digo, por ora, que por certo Barra Mansa tem interesse em promover o seu desenvolvimento econômico e a CSN poderá contribuir em muito para isso ocorrer.

Rodrigo Drable – 25 (DEM)


aQui: A CSN vive uma relação de amor e ódio com Volta Redonda. Apanha de ONGs, da Igreja Católica, do Ministério Público, enfim, de quase todo mundo. Como vê essa situação e por que Barra Mansa não tenta tirar proveito disso?
Rodrigo: Vejo a CSN como uma empresa em expansão em seguimentos específicos, e que tem possibilidade de instalar suas novas plantas de produção em Barra Mansa.

aQui: O que acha que a CSN poderia fazer por Barra Mansa?
Rodrigo: Estive com o Benjamin algumas vezes e iniciamos tratativas para utilizarmos parte da Edimetal e a antiga Litográfica Matarazzo. Avançamos bem.

aQui: O que acha que a CSN poderia fazer por Barra Mansa?
Rodrigo: As solicitações que foram feitas pela empresa, foram atendidas e o diálogo evolui. O fato de termos trazido para Barra Mansa a primeira empresa incentivada pela lei estadual que atende o setor, mostra nossa capacidade de reação na crise.

aQui: Conhece pessoalmente o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch? O que acha dele? Se não conhece, como o vê?
Rodrigo: Sim, o conheço e fui muito bem recebido em seu escritório em São Paulo. Foi lá que iniciamos as tratativas pra trazer investimentos da CSN para Barra Mansa. Ele designou uma equipe pra avançar as negociações.

aQui: O que pode fazer, caso seja eleito, para melhorar o relacionamento de Barra Mansa com o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch?
Rodrigo: A melhor forma de estreitar relação com uma empresa grande, é fazer com que as coisas aconteçam. Barra Mansa tem todo interesse em trazer os investimentos para a cidade.

aQui: Que apoio poderia oferecer à empresa?
Rodrigo: Temos uma belíssima área de expansão industrial, com ótima logística e infraestrutura, tanto rodoviária quanto ferroviária. Além, é claro, do incentivo, do Estado, que fomos a primeira cidade a usufruir

Tuca – 12 (PDT)


aQui: A CSN vive uma relação de amor e ódio com Volta Redonda. Apanha de ONGs, da Igreja Católica, do Ministério Público, enfim, de quase todo mundo. Como vê essa situação e por que Barra Mansa não tenta tirar proveito disso?
Tuca: A CSN é a maior Siderúrgica da América Latina , e a principal empresa geradora de mão de Obra e Renda da região, portanto deve ser respeitada por isso. O diálogo deve prevalecer em todas as circunstâncias. Barra Mansa não tem que tirar proveito de nada! Precisamos estabelecer uma linha de confiança entre as partes, criar um clima pra reduzir incertezas na convivência.

aQui: O que acha que a CSN poderia fazer por Barra Mansa?
Tuca: A CSN não pode fazer nada por Barra Mansa se nós não fizermos nosso dever de casa. Nossa cidade tem aproximadamente o equivalente 100 campos de futebol em áreas pra serem ocupadas por novas empresas, no entanto estão abandonadas. Precisamos de Investimentos em obras estruturantes, como marginais na Rod Presidente Dutra, para atrair novas empresas principalmente as beneficiadoras do aço produzido pela CSN.

aQui: Conhece pessoalmente o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch? O que acha dele? Se não conhece, como o vê?
Tuca: Não o conheço pessoalmente. Trata-se de um dos mais importantes executivos do Brasil, que pode ajudar no desenvolvimento da região estimulando empresas da cadeia do aço a se instalarem na região.

aQui: O que pode fazer, caso seja eleito, para melhorar o relacionamento de Barra Mansa com o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch?
Tuca: Não tenho conhecimento do nível de aproximação do Presidente da CSN com a atual administração municipal . Eu sou um ex funcionário aposentado por tempo de serviço na CSN. Atuei na Secretaria de Desenvolvimento de Barra Mansa, e recebi pessoalmente por diversas oportunidades alguns diretores da CSN para tratar de assuntos de interesses comum.

aQui: Que apoio poderia oferecer à empresa?
Tuca: Temos que envolver toda nossa administração pra facilitar andamentos de projetos na Prefeitura, criar um clima de confiança entre as partes , investir nos nossos Distritos Industriais (Edimetal, Zen). Afim de disponibilizar áreas industriais para instalação de empresas beneficiadoras de aço da CSN, aproveitando a atual legislação relativa a incentivos fiscais do governo do Estado do Rio de Janeiro.

Deixe uma resposta