Edimar Miguel e seus companheiros da Chapa 2 aguardam, desde o final de novembro, por uma autorização da Justiça para tomar posse no Sindicato dos Metalúrgicos. Na quinta, 8, o grupo esteve reunido na Praça Juarez Antunes esperando que a Justiça do Trabalho acolhesse o pedido do MPT para que lhes entregassem as chaves de todas as sedes do Sindicato. Até o fechamento desta edição, isso ainda não tinha acontecido. Edimar venceu as eleições sindicais ocorridas em julho, mas não tomou posse porque o pleito foi questionado judicialmente, devido a denúncias de irregularidades. No final de novembro, a juíza da 2a Vara do Trabalho, Monique Kozlowski, julgou o caso e proferiu uma sentença favorável à Chapa 2.
No mesmo julgamento, a magistrada deferiu o pedido de reintegração de posse de nove metalúrgicos demitidos da CSN, o que sanou parte das irregularidades denunciadas pelas chapas concorrentes. O que a juíza não deixou claro em sua sentença foi a autorização de posse da via eleita. Para isto, foi preciso que os advogados de Edimar recorressem ao TST pedindo a extinção dos recursos apresentados que suspenderam as eleições. O pedido foi aceito, mas a certidão emitida pelo Tribunal Superior também não deixa clara a autorização para a posse do grupo.
No final da tarde de quarta, 7, o MPT enviou um documento à juíza solicitando o cumprimento provisório da sentença, com a posse de Edimar & Cia. Era esperado que a juíza acolhesse o pedido na quinta de manhã e enviasse um oficial de Justiça ao Sindicato para a citação do (ainda) presidente Silvio Campos e demais diretores. Membros da Chapa 2 esperaram por esta autorização durante toda a quinta-feira, sentados, literalmente, no banco da praça. É que a sede do órgão estava fechada e nenhum diretor ou mesmo qualquer funcionário estava trabalhando. Motivo: a ainda direção do Sindicato decidiu entrar em recesso por conta da Covid-19, Copa do Mundo etc.
Compasso de espera
Diretoria eleita do Sindicato ainda não tem autorização para posse

