Calote oficial

Estado não paga Hospital Regional e unidade segue de portas fechadas para pacientes com Covid

Referência no atendimento a casos graves da Covid-19, o Hospital Regional de Volta Redonda, mantido pelo governo do Estado, continua de portas fechadas para pacientes que procurem a unidade. Nem tem data para reabrir. Por enquanto, só abre as portas para quem tem alta poder sair, e para os que morrem por conta da pandemia, infelizmente. A interrupção no atendimento foi provocada pela falta de pagamento do Estado à OS que administra a unidade. “Já se vão quatro meses sem receber nada”, dispara uma fonte do aQui, garantindo que a dívida é milionária: da ordem de R$ 10 milhões.
Vale lembrar que em um vídeo gravado para os deputados Marcelo Cabeleireiro e Tutuca, o governador Wilson Witzel chegou a prometer que pagaria a OS até a última quinta, 2. Pura lorota. Até ontem, sexta, 3, o Estado não tinha repassado um real sequer à OS.
O calote estatal fez com que o Hospital Regional continue sem receber pacientes com a Covid-19, o que vem acontecendo desde o dia 19 de junho. Desde então foram registrados 25 altas e 11 óbitos, sendo que atualmente existem apenas dois pacientes internados no CTI e 15 em enfermaria. As informações foram atualizadas ontem, sexta, 3, e confirmadas por uma fonte do jornal dentro da unidade.
O engraçado é que, na semana passada, o Sistema de Regulação do Estado (SISREG) chegou a emitir um documento aos municípios fluminenses como se tudo estivesse em dia. O órgão simplesmente enviou uma norma com os novos critérios para a regulação de pacientes do SUS de qualquer unidade do estado. As medidas tornaram a regulação para o Regional uma espécie de funil, onde os municípios terão que cumprir uma série de questões para conseguir encaminhar um paciente para a unidade. Isto é, se o Estado voltar a pagar a OS e o Regional não fechar as portas.
A dívida do Estado para com o Hospital Regional gira em torno de R$ 10 milhões. O valor é infinitamente menor do que o que foi pago, pelo governo Witzel, na construção dos hospitais de campanha da capital. Outra questão que merece destaque é que nem mesmo os esforços dos políticos, como o do deputado federal Antônio Furtado e alguns vereadores da cidade do aço, surtiram efeito. ‘Jogaram verde para ver se colhiam maduro’, como se diz popularmente.   

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