terça-feira, agosto 16, 2022
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Calor infernal

Na onda de calor que atinge o Brasil desde o fim de 2018, as sensações térmicas chegaram, em algumas cidades, como em Volta Redonda, a 64ºC e fizeram boa parte da população buscar recursos para se proteger. Mesmo com todo o cuidado, quem mais sofre com as altas temperaturas são os idosos. Com alterações naturais ocasionadas pela idade, a atenção deve ser redobrada na hora de ajudar esse público a se refrescar.

De acordo com o cardiologista Luiz Antônio Bettini, professor de Medicina da Universidade Positivo, a percepção de calor após determinada idade fica alterada, o corpo desidrata, não ocorre a sudorese e a temperatura corporal pode aumentar. “Idosos perdem, com o tempo, a adaptação ao calor devido a alterações dos pontos térmicos do corpo e, com isso, não percebem as grandes variações térmicas”, explica.
Além disso, o corpo passa a regular o estímulo da sede e também da necessidade de urinar de forma desregulada, o que causa um risco maior de desidratação. “Com o passar dos anos, o sistema nervoso central diminui ou deixa de enviar para o corpo os estímulos nervosos responsáveis pela sensação de sede e pelo controle da urina; isso faz com que os idosos bebam pouca água, mesmo no verão, e urinem com bastante frequência, podendo desidratar-se sem sentir”, conta Bettini.

Idosos que sofrem com doenças como diabetes e hipertensão também precisam ficar atentos. Nos quadros de hipertensão, muitas vezes, a medicação pode influenciar no volume diurético, aumentando ainda mais a perda de líquidos. “Os idosos que sofrem de tais doenças devem procurar seus médicos nesta época do ano para remanejar o tratamento. Não dá para ingerir as mesmas doses de diuréticos e insulina que usam durante o resto do ano”, explica Bettini.

Dicas de Luiz Antônio Bettini para garantir um verão saudável:
Beba grande quantidade de água durante todo o dia, mesmo sem sede;
Procure abrigo em lugares cobertos ou em áreas que possuam ar condicionado;
Vista-se com roupas leves e de cor clara;
Evite atividades físicas e ao ar livre na parte mais quente do dia (entre 10 e 16 horas);
Use protetor solar, chapéu ou boné ao sair no sol;
Evite ingerir cafeína e álcool, pois são bebidas que contribuem para a desidratação;
Se sentir cansaço, náuseas, tonturas ou desenvolver dores de cabeça, saia imediatamente do sol, procurando abrigar-se numa sombra, local arejado e beba água.

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